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Te Conheci em meu Sonho

Te Conheci em meu Sonho

Autor:: Ana Paula *autora*
Gênero: Jovem Adulto
Você já sonhou com algo que parecia impossível? Eu Sim! Meu nome é Rose Clary,mas prefiro que me chamem de Rose. Sempre fui apaixonada por Dornan,primo de Kate,uma das minhas melhores amigas. Após o término do ensino médio,decidi esquecê-lo,pois uma nova vida na faculdade me esperava. Mas acabei sofrendo um acidente e tudo mudou,pois foi quando conheci Mark. Um homem maravilhoso,que ao seu lado pude sentir e viver momentos maravilhosos. Um romance perfeito. Mas infelizmente isso mudou quando descobri que o que estava vivendo não passava de um SONHO!! Conheça esse romance e se surpreenda com as reviravoltas que alguns segredos seram capazes de provocar na vida de Rose. Será que seu sonho se tornou realidade e provou que o amor não tem limites e que pode sim estar interligado entre o sonho e a realidade? Isso é o que você vai descobrir!!

Capítulo 1 Seja bem vinda Rose Clary.Pronta para passar as férias trabalhando

Este Livro é dedicado a todos os leitores que um dia já sonharam com algo que achavam impossível e de alguma forma se tornou possível .

Pois acredito que sonhos são para realizarmos algo que gostaríamos de viver ou desejamos ter.

Principalmente as que achamos impossíveis!

Por isso, Sonhe, Acredite, Busque!

Que por mais difícil que pareça ser, sempre há uma chance de acontecer.

E acredite!

Provavelmente você não estará preparado,pois ele acontecerá assim...

Quando menos se espera!

Te Conheci em meu Sonho

Pensar em como a vida é frágil me leva a uma pergunta.

Se pudesse no último minuto de vida mudar algo,o que mudaria?

E sem a menor dúvida minha resposta seria.

NADA.

Capítulo 1

Meu nome é Rose Clary,mas prefiro que me chamem apenas de Rose.

Minha mãe, Grace, detesta que encurte meu nome, pois ele foi dado em homenagem a minha avó materna,que infelizmente faleceu alguns anos atrás por causas naturais, devido a sua idade avançada.

Sinceramente? Imagina você sendo chamada o tempo todo de Rose Clary, principalmente na escola, um ambiente cercado por pessoas muitas vezes insensíveis, que se preocupam mais com o status que cada um tem, do que as consequências que podem causar aos outros com suas palavras maldosas,usando a justificativa de estarem apenas fazendo "brincadeiras de adolescentes".

Mas,graças a Deus e às minhas duas melhores amigas,Kate e Chloe, esse não foi o meu caso, já que sempre ficamos no ranking das garotas mais populares,pois as duas são umas das garotas mais ricas da escola e as mais desejadas.

Éramos conhecidas como as três AIs (Amigas Inseparáveis).

Na escola nós três, éramos inseparáveis, estudávamos na mesma sala e fazíamos todos os trabalhos possíveis juntas,pois uma completava a dificuldade da outra.

Às vezes,tínhamos algumas discordâncias, mas devido à promessa que fizemos quando nos conhecemos de que não importasse o que acontecesse, sempre ficaríamos unidas, não ficávamos mais de um dia sem nos falarmos.

Nascendo aí nossa longa amizade.

E para um trio desse, exigia no mínimo termos um nome descolado.E foi ao lado delas que passei todo esse período de estudo e as melhores experiências relacionadas a diversão também fora da escola.

Moramos em um lugar maravilhoso.

Adoro Yukon, principalmente quando neva, deixando a cidade toda coberta, e mesmo com os muitos transtornos que precisamos enfrentar nas ruas,com os carros e plantações destruídos por ela,todos adoram esses dias de inverno intenso.

Nossa família tem uma Loja no centro da cidade e meu Pai, Garry, é conhecido e admirado por todos, devido a sua personalidade gentil e justa.

Minha mãe Grace trabalha ao seu lado, mas para falar a verdade está mais preocupada em afastar as clientes aproveitadoras do que com o próprio negócio, se é que me entendem.

E dou razão a ela, meus pais ainda são novos e bonitos, se casaram jovens e me conceberam cedo, ainda chamam muito atenção de outras pessoas, mesmo todos sabendo que se amam.

Infelizmente não tive irmãos, decidiram que seria somente eu, apesar de sempre ter pedido para me darem um irmão de presente, mas mesmo com todos os meus dramas ao longo da vida não colou e tive que me contentar apenas com os amigos e primos distantes.

Bem esses meses após o término do ensino médio era para ser de diversão e descanso, pois agora que me formei na escola, pretendia usar o pouco tempo livre que tinha para realizar algumas coisas pessoais antes de entrar na faculdade no curso de Administração na cidade de Nova Vilton Flanste.

Estava lá a faculdade dos sonhos de muitos estudantes, por ser a melhor na questão de estudos e formação profissional e por seu campus ser localizado perto de uma praia maravilhosa que cerca a cidade.

Tinha a escolhido no momento em que tomei consciência de que seria a única herdeira para continuar com os negócios da família e desde então tinha me esforçado para isso.

Por isso pretendia aproveitar o tempo que ainda tinha aqui em Yukon para me divertir, pois ficaria os próximos quatro anos longe da minha cidade e dos meus pais.

Só que não.

Amanhã começo a trabalhar em nossa loja em tempo integral até o início das aulas e meus finais de semana com certeza serão um tédio, já que minhas melhores amigas estão curtindo as férias fora da cidade, e voltarão apenas algumas semanas antes de irmos para lá.

Mas pensando bem....

Posso sim fazer uma coisa antes de virar uma pessoa totalmente responsável com os estudos, não que eu não seja, apenas queria sair daqui tendo feito a única coisa que ainda não tinha tido coragem de experimentar.

E essa "coisa" que pretendia fazer com certeza é...

Encontrar alguém decente para tirar minha virgindade.

Durante o período na escola, mesmo andando com as meninas mais lindas e ricas da escola, não aproveitava como elas, principalmente quando se tratava de meninos.

Uma porque, a maioria deles só estavam interessados na fama que teriam por ficar com uma delas, e outra que sempre achei os garotos da escola imaturos para pensar em alguma coisa mais séria com algum deles, com exceção de um: Dornan.

O garoto mais popular da escola e primo de Kate.

Desde o ensino médio, era apaixonada por ele, por três motivos: Era lindo, educado, mas o melhor de tudo tinha um sorriso maravilhoso, que fazia meu coração disparar sempre que estava perto de nós.

Mas mesmo sendo apaixonada por ele, nunca disse nada a Kate e Chloe, pois sabia que se soubessem certamente fariam alguma coisa para que ficasse com ele.

E claro que queria que isso se tornasse realidade, porém desisti dessa ideia, assim que ele começou a namorar com Evelyn. A verdadeira patricinha da nossa sala e descobrir que o relacionamento deles era além dos beijos, coisa que eu ainda não estava disposta a fazer antes de terminar a escola.

Evelyn, era o tipo de garota, que não se incomodava em chamar a atenção das pessoas, principalmente dos meninos, e usava a beleza que tinha para sempre conseguir o que queria, principalmente quem queria, e a odiava por isso, pois sabia que no fundo não gostava dele, apenas namorava por serem juntos o casal mais popular da escola.

E desde então, resolvi amá-lo a distância e em segredo, ficava feliz apenas em vê-lo sorrindo.

Não me preocupava muito em ser a única delas mais "certinha" nessa questão, pois quem eu gostava não estava disponível. Mas no segundo ano, devido a insistência das meninas, fiquei pela primeira vez com um garoto da sala e amigo de Dornan: Welke.

Welke era a prova viva de um verdadeiro galanteador de garotas, que ficava só por diversão, e por incrível que pareça, o responsável pelo meu primeiro beijo, se é que aquilo foi um beijo, uma desordem de língua em movimento, quase impossível de acompanhar, foi uma experiência nada agradável, acho que tinha razão em esperar tanto tempo para beijar pela primeira vez.

Foi no aniversário de Kate que ficamos, mas para meu azar, fomos pegos em flagrante por Dornan, e fiquei ainda mais envergonhada por estar justo com o amigo dele. Sabia que para ele não significava nada me ver ficando com seu amigo, mas para mim, foi o fim de uma possibilidade em ficar com ele algum dia.

E depois deste dia, passei todos os outros, evitando olhar diretamente para Dornan na escola, mas era impossível não termos contato, já que estudávamos no mesmo lugar e era primo presente de Kate, e sempre fazia questão de ficar conosco nos momentos que podia.

Alguns dias depois, descobri que Welke, tinha contado sobre nosso beijo para todos da escola, e fiquei muito irritada com isso, e deste dia em diante comecei a ser ainda mais notada pelos outros garotos, me deixando ainda mais envergonhada quando estava perto de Dornan.

Aquela foi a primeira e a última vez que fiquei com alguém da escola, e decidi que só ficaria novamente depois que nos formássemos, para que não precisasse ficar evitando depois esse tipo de situação constrangedora.

Mas agora, as coisas mudaram, eu amadureci, já sou de maior e logo entrarei na faculdade, e sei que lá será diferente.

E se quero mostrar que já sou madura o suficiente, a primeira coisa que deveria deixar de ser é uma "garota"e me tornar uma "mulher" literalmente.

Pois não quero ser a garota virgem do campus, que não sabe como é estar na companhia de um homem, mesmo que esse não seja o homem que ficará ao meu lado pelo resto da vida.

Mas não se assustem, não vou sair por aí me oferecendo, ou sair com qualquer um, ao contrário, o escolherei rigorosamente, para que pelo menos minha primeira vez seja perfeita de verdade.

E para que isso aconteça,a primeira coisa que farei, será uma pequena lista dos requisitos indiscutíveis, que essa pessoa precisa ter para ganhar minha recompensa.

Requisitos para ganhar meu presente surpresa.

.Não ser compromissado.

E isso é indiscutível.

.Ser inteligente, responsável e sincero.

Pois significava que era uma pessoa que valia a pena me entregar.

.Gostar de pelo menos algo que gosto.

Era uma forma de me fazer pensar que teríamos algo em comum.

.Passar pelo teste de três encontros, sem beijo.

Pois tinha certeza de que, se nesses encontros houver beijos,certamente não conseguirei fazer o que pretendia sem magoar a outra pessoa, já que é pelo beijo que duas almas se conectam. Por isso queria algo que fosse apenas casual e sem possibilidades principalmente de me apaixonar.

E por último e mais importante de todos...

.Que não queira um relacionamento sério.

Acredito que alguém com estas qualidades, e passe por esses quesitos, será digno de realizar meu desejo de me tornar mulher sem que eu me arrependa depois.

Não me importo tanto com a aparência, contanto que tenha um sorriso lindo. Pois o sorriso reflete a alma, e a alma é a única coisa que não pode ser mudada.

Quanto a última opção, coloquei para evitar problemas futuros, pois como disse, no momento não quero entrar em um relacionamento sério, já que a faculdade tomará muito meu tempo e com certeza vou conhecer pessoas novas, principalmente os veteranos da faculdade.Pois Dornan foi para uma outra faculdade também renomada, me deixando assim livre para me apaixonar por outra pessoa.

Falando em faculdade...Meus pais não gostaram da idéia de ficar longe por quatro anos, pois viria apenas nos natais para economizar o dinheiro com as longas viagens.

Mas, por ter escolhido uma renomada, aceitaram me deixar ir para longe, mas exigiram que levasse os estudos a sério e não passasse os finais de semana em festas com garotos, pois conheciam a fama destas festas.

E assim prometi, já que não era mesmo minha intenção fazer isso, a não ser que encontrasse alguém lá que valesse a pena me distrair um pouquinho.

Agora,o que tenho que fazer, é encontrá-lo antes que as aulas comecem, e para minha sorte terei o lugar ideal para começar a procurar:

A Loja da Família Sullivan.

A nossa loja!

Por ser um lugar onde muitos homens vão à procura de ferramentas e peças para todos os tipos de trabalho, e graças a fama do meu pai, atendemos gente da cidade inteira, pois conhecem a qualidade e variedade de nossos produtos é bem movimentada.

Pensando bem, acho que trabalhar lá em tempo integral não será tão ruim quanto eu pensava...

No dia seguinte....

-ROSE CLARY, acorda! Ou vai ter que ir a pé para a loja!-Gritava minha mãe ao bater na porta.

-Já estou acordada.-Respondia escondendo meu rosto no travesseiro.

-Espero que não esteja mentindo, ou seu salário será confiscado.-Dizia me alertando.

Como pode me chantagear com isso, sendo que ainda nem o peguei, minha mãe realmente me conhece bem, pois no mesmo instante me levantei desesperadamente me arrumando em seguida. Não podia perder minha única fonte monetária.

Coloquei meu uniforme, casaco e sai escada abaixo sentido a cozinha onde meus pais me esperavam.

-Viu, disse que já estava acordada.-Falei sorrindo para a minha mãe, em seguida sentando-me à mesa.

-Não me importo com o que faça com suas horas de sono, contanto que cumpra o horário de se levantar.-Respondeu séria.

-Tudo bem já entendi.-Falei levantando as mãos em sinal de concordância.

Em seguida tomamos nosso café, e saímos para um longo dia de trabalho.

Nossa loja não era muito longe de casa, apenas alguns minutos de distância, mas com o dias de neve, demoramos o dobro de tempo devido a neve acumulada nas estradas.

Chegando, abrimos a loja e logo Kevin e Lorraine chegaram; os outros dois funcionários que trabalhavam conosco.

Kevin, o mais velho da casa, trabalhava com meu pai desde a adolescência. Era jovem, bonito, inteligente, responsável, mais velho que eu, apenas cinco anos, seria um ótimo candidato, se não estivesse no momento encaixado no primeiro requisito: COMPROMISSADO.

E isto está fora de qualquer discussão.

Fora que se meu pai soubesse o que estou pretendendo fazer, me deixaria sem dinheiro durante a faculdade inteira.

Lorraine, era mais velha que eu apenas dois anos, mas diferente de mim, era muito séria, quase não conversava muito comigo, quando vinha trabalhar em alguns finais de semana, e quase não sorria muito para os clientes, o que me deixa bem curiosa em saber o que há de trás dessa seriedade toda. Mas fora isso era uma ótima funcionária.

-Já que não tenho opção...Mas por favor Kevin só Rose.-Disse-me fingindo de zangada.

Ele sorriu, pois sabia que não gostava que me chamassem pelo nome inteiro, e como já o conhecia o suficiente para saber que adorava zuar com os outros entrava na brincadeira.

-Bem vinda.-Falou Lorraine secamente.

-Obrigada.-Respondi sem mais palavras.

-Agora que já estão todos comprimentados, vamos trabalhar que esses dias, são os mais puxados devido a quantidade de coisas que estragam com o frio e a neve, principalmente você garotinha que precisa desde já ir se acostumando com os negócios.-Falou meu pai nos dispersando.

Em seguida, retirei meu casaco, pois graças a tecnologia, a loja tinha um climatizador perfeito, deixando o ambiente super agradável nesses dias de frio intenso.

E assim que o primeiro cliente entrou, minha busca começou.

Bem quase...

-Bom dia senhor Dime.-Disse sorridente.

Senhor Dime, era um cliente já de idade, conhecido da família, morava na cidade com a esposa, tinha dois filhos, porém ambos moravam em outras cidades, tudo que sabia era que eram formados cada um em uma área diferente, mas não sabia qual a área específica de cada um, nem se eram casados ou não.

-Olha se não é nossa querida Rose Clary. Que bom estar trabalhando aqui.-Disse gentilmente me cumprimentando.

-Bem alguém precisa tomar conta dos negócios da família.-Respondi brincando.

-Quero que se lembre disso na hora de acordar.-Falou minha mãe ao meu lado me provocando.

Olhei para ela fazendo cara de irritada, e ele caiu na risada ao ver minha expressão.

-Se quer um conselho, aproveite bastante esse tempo com seus pais, pois com certeza sentirá falta deles depois. Digo isso por experiência própria, já que meus filhos vivem dizendo que sentem falta de casa, mas quase nunca vem nos visitar.-Falou meio triste.

Entendi, o que quis dizer, que por mais que os pais peguem no nosso pé, nos amam, e só querem que façamos a coisa certa.

Então olhei para minha mãe e com um sorriso sussurrei,eu te amo.

Ela escutou e retribuiu.

-Eu também.

-Obrigado pela dica senhor Dime, e espero que seus filhos voltem logo.-Disse a ele.

-Eu também.-Disse com uma pequena animação.

Depois de dizer o que precisava o atendi e em seguida saiu se despedindo de todos.

Após o senhor Dime, apareceu alguns outros clientes, mas parece que o primeiro dia não foi muito bom, que os que apareceram, ou eram muito mais velhos, ou tinham uma aliança na mão, ou simplesmente não se encaixavam em nenhuma das opções, principalmente no quesito educação.

E assim que voltamos para casa, sentei em minha cama, peguei minha lista, e suspirei.

Com certeza essa questão, seria bem mais difícil de resolver do que pensava.

E assim seguiu a primeira semana de busca, sem nenhum pretendente que se encaixasse nas opções.

Mas pelo menos era final de semana, e estaria liberada das minhas funções, então passaria ele aproveitando o máximo que podia.

Aproveitei para comprar algumas coisas que levaria para o campus onde ficaria nos próximos anos, no centro da cidade, e à noite iria ao Pub Hot Drink, um bar super badalado e refinado da cidade, e frequentado por várias pessoas de diversas idades,e principalmente por homens mais interessantes.Um ótimo lugar para encontrar um possível pretendente.

Queria muito ir acompanhada, mas no momento estava sem opções já que minhas amigas Kate e Chloe decidiram fugir do frio e se bronzearem numa praia em Toronto me deixando sozinha, já que ao contrário de mim, nenhuma delas precisavam trabalhar,por conta de suas famílias.

Nós também sempre tivemos uma vida acima da média, pois com a loja conseguimos manter um certo padrão de vida confortável, mas nada comparado a fortuna da família das meninas.

Mas apesar de tudo que tinham, Kate e Chloe nunca deixaram me sentir inferior a elas, ao contrário, me valorizavam ainda mais por ajudar meus pais e conseguir minhas próprias conquistas.

Mas independente de não tê-las comigo, não iria desistir, e me arrumei maravilhosamente para sair.

-Mãe, pai, estou saindo com o carro.-Disse os avisando enquanto assistiam à televisão.

-Aonde vai, não volta tarde, tenha cuidado.-Disse minha mãe desesperada enquanto me via saindo pela porta.

-Pode deixar.-Respondi não dando oportunidades para perguntas.

Peguei o carro e fui ao Pub.

Estava bem movimentado e ao entrar sentia que ali com certeza teria homens solteiros e legais para um possível escolhido.

Sentei em frente ao balcão e pedi uma bebida sem álcool, pois ainda era responsável o suficiente para não dirigir após beber.

A primeira coisa que fiz foi analisar o ambiente, pois não o conhecia pessoalmente, apenas tinha ouvido falar na sua fama. E realmente era um ambiente delicioso, músicas agradáveis, coquetéis diferenciados, barmans jovens e sarados, um ótimo lugar para ir com amigos e conhecer gente interessante.

Como imaginei, não demorou muito para o banco ao meu lado ser ocupado por um rapaz mais novo.

-Duas bebidas por favor.-Falou, ao barman, sentando -se no banco.

Em seguida, o barman colocou dois copos de whisky à sua frente, e os pegou, ele se virou me oferecendo um.

-Esta bela garota, aceita me acompanhar com uma bebida?

-Não obrigado, não estou bebendo álcool no momento.-Disse recusando educadamente.

Ele deu um sorrisinho malicioso e disse.

-Bem já que não bebe, acho que deveria voltar para casa garotinha.

No mesmo instante me irritei e respondi a ele.

-Quanto a isso não se preocupe, tenho pai para me dizer o que fazer.-Disse também alterando a voz.

-Calma ai lindeza, só queria fazer uma brincadeira.-Falou se defendendo.

-Pois vá fazer suas brincadeiras com outra.-Disse dando as costas a ele.

Otário, o que pensa que é para falar assim comigo? Pensava ainda irritada.

Em seguida percebi que se levantou, e foi para outro lugar levando junto seus copos .

Esse com certeza está fora de questão.

Peguei meu copo e tomei mais um gole. E novamente o banco foi ocupado, agora por um rapaz que aparentava ser um pouco mais velho.

-Posso te fazer companhia? -Perguntou esperando minha resposta.

-Claro, fique a vontade.-Respondi não muito animada devido a última companhia.

-Prazer, meu nome é Vance.-Disse estendendo a mão.

-Rose.-Falei retribuindo o comprimento.

-Está acompanhada? -Perguntou discretamente.

-Por favor outra bebida.-Disse ao barman fugindo da pergunta.

Pois não queria me expor a um desconhecido, nunca se sabe quem está do seu lado.-Pensava o observando.

Em seguida o barman me entregou o copo, e Vance respondeu.

-É por minha conta.

-Não precisa. Mesmo.-Disse recusando.

-Eu insisto, não é sempre que sentamos ao lado de uma moça bonita.-Disse me olhando.

Fiquei super sem graça com o elogio, mas pelo menos era mais educado do que o anterior.

Vance começou a puxar conversa, me contando sobre o que fazia, o que gostava, até estava começando a gostar de sua companhia, se não fosse pelo fato de ter começado a se aproximar demais.

-Então, agora que estamos nos conhecendo, não tá afim de dar uma voltinha, garanto que não vai se arrepender.-Falou já pegando na minha mão.

Tentei soltá-la mas ele a segurou um pouco mais forte, então aumentei o tom da minha voz um pouco.

-Acho que preciso ir embora, se puder me soltar, agradeço a gentileza, mas realmente preciso ir.-Falei tentando afastá-lo.

-Qual é Rose? A noite está só começando!-Disse sorrindo.

Mas antes que tentasse alguma outra coisa, escutei uma voz intervindo.

-Acho que deveria escutar a moça, não gostamos de problemas no Pub, se é que me entende.-Disse o barman que me serviu educadamente.

Ao perceber que sua tentativa não daria certo, Vance soltou minha mão e disse.

-Agente se vê por aí Rose.-Em seguida se afastou.

Me arrepiei toda ao ouvi-lo falar meu nome daquele jeito, cara maluco, pensava.

-Tudo bem Rose. Desculpa acabei escutando seu nome.-Falou o barman.

-Isso mesmo. Obrigado por me ajudar, não sei o que teria feito para escapar dele.-Disse o agradecendo.

-Outra bebida? Por minha conta!-Disse me oferecendo.

-Obrigada.-Respondi me sentando novamente no banco.

-Me desculpe a indiscrição, mas não é muito nova para estar em um bar sozinha? Pode ser bem perigoso...Aliás meu nome é Naitan.

-Muito prazer Naitan, o meu é Rose. Mas você já sabe.-Disse sorrindo.-E respondendo a sua pergunta, já sou oficialmente de maior e responsável pelos meus atos perante a lei, portanto posso frequentar o Pub sem problema algum.-Disse me impondo. Mas em seguida sorri.

-Já que é assim, seja bem vinda novamente.-Disse com um sorriso encantador.

E adivinha qual foi a primeira coisa que fiz, olhar suas mãos para ver se não tinha marca ou aliança e para minha sorte, nenhuma das opções. Então enquanto ele saiu para preparar uma bebida comecei a analisá-lo.

Gentil, sorriso encantador, bonito, aparentemente não muito mais velho que eu, responsável, ou não trabalharia aqui e o mais importante: Aparentemente descompromissado.

Meu primeiro pretendente estava na minha frente o tempo todo e não percebi.

Após algum tempo observando os caras de lá e nenhum mais me chamou a atenção, decidi voltar para casa, mas antes de sair, fiz questão de agradecer Naitan novamente pela ajuda.

-Bem, preciso ir. Obrigado mais uma vez pela ajuda.

-A sorte é minha, de poder ajudá-la.-Disse simpaticamente.

Então ia me afastando, quando ele me chamou, me fazendo parar.

-Rose,só um momento.

Vi quando ele tirou o avental e colocou um casaco.

-Posso te acompanhar até o carro? Vai que outro cara resolve te parar pelo caminho.-Disse sorrindo.

Então assenti, e ele me acompanhou até o carro.

Assim que paramos em frente a ele disse.

-Mais uma vez obrigado, e espero que não tenha problemas por ter saído.

-Relaxa, sei o que estou fazendo.-Respondeu dando um sorriso maroto.

-Então,já vou indo...

E antes que entrasse no carro ele disse.

-Se não tiver nada para fazer semana que vem, poderia voltar ao Pub, estarei aqui neste mesmo horário.

-Vou pensar na sua oferta!-Falei em seguida entrando no carro.

-Pensa com carinho...-Falou fazendo charme.

-Concerteza pensarei.-Respondi já ligando e afastando o carro.

Dei novamente um tchau a ele e entrei na rua, para voltar para casa.

Finalmente algo bom, Naitan com certeza é meu primeiro pretendente, se encaixa perfeitamente na maioria das minhas condições e se tudo der certo nos encontros, logo realizarei minha proposta final.

Capítulo 2 Se está aqui, quer dizer que pensou com carinho.

Desde o final de semana, estava super empolgada com meu primeiro encontro com Naitan.

Acordava e trabalhava até mais animada, ansiosa pelo final de semana seguinte.

E assim os dias se passaram, e logo sábado a noite chegou.

Me arrumei, e mais uma vez sai às pressas para não ser interrogada pelos meus pais. Pois sei que se imaginassem que estivesse indo há um bar, e sozinha provavelmente não permitiriam.

As ruas ainda estavam com muita neve, e tomei o dobro de cuidado para chegar ao Pub.

Logo que entrei, o localizei atrás do balcão e assim que me aproximei, ele me comprimentou.

-Se está aqui, quer dizer que pensou com carinho.-Disse Naitan, sorrindo me cumprimentando.

-Digamos que sim.-Falei retribuindo o sorriso.

-Desculpe,não poder te dar a atenção necessária no momento, mas garanto que depois te recompenso.-Falou se justificando.

-Tudo bem, não me importo em esperar.

Ele sorriu animado, em seguida me deixou uma bebida sem álcool, e antes de voltar ao trabalho disse.

-É por minha conta!

Enquanto tomava minha bebida, o observava e mentalmente, marcava seus pontos e com toda certeza estava no nível 99%.

Depois de algum tempo, outro funcionário chegou tomando seu lugar e ele finalmente pôde me fazer companhia, tirou seu avental, deu a volta no balcão e sentou -se ao meu lado.

-Bem acho que agora posso te dar as devidas atenções.

-Juro que não me importei. E pra ser sincera estava adorando a visão do outro lado.-Falei meio envergonhada.

-Confesso que estou surpreso com o elogio, mas garanto que minha opinião é a mesma.-Disse me olhando.

-Está com fome? Poderíamos comer alguma coisa.-Perguntei gentilmente.

-Aceito, se você aceitar que eu pague. Mas preciso voltar daqui uma hora e meia. Por isso, precisamos ir em algum lugar perto.Tudo bem pra você.-Perguntou aguardando minha resposta.

-Sendo assim, do que gosta de comer?-Perguntei animada.

-Conheço uma lanchonete ótima aqui perto e servem porções maravilhosas, gostaria de experimentar?-Perguntou dando a sugestão.

-Já estou dentro!-Falei me levantando.

Em seguida, saímos do Pub, e seguimos a pé mesmo, sentido a lanchonete, pois ficava a poucos metros do bar.

Nos sentamos em uma mesa mais afastada, e fizemos nosso pedido.

Enquanto aguardávamos, Naitan puxava conversa, falava um pouco sobre ele, do seu trabalho, perguntava algumas coisas sobre mim, e até tínhamos bastante coisa em comum.

Levando a mais um ponto positivo na minha lista.

Também falava muita coisa engraçada e rimos bastante, realmente era um cara bem legal.

Na verdade, até legal demais, para fazer o que pretendia. Pois sua postura mudou, quando comentei que iria para a faculdade após o recesso das aulas.

Fiquei curiosa e perguntei.

-Disse ou fiz alguma coisa errada?

-Não, nada. Na verdade é comigo mesmo. Quero dizer. É que você é uma garota linda e interessante, capaz de fazer qualquer um se apaixonar rapidamente, mas anteriormente estava em um relacionamento a distância, e não deu certo, e entrar em uma faculdade em uma cidade distante como a que você vai, muda completamente a vida de uma pessoa, não me leva a mal, só não quero passar por isso novamente.

Enquanto ia me falando estava pensando...não tem problema, afinal não quero um namorado, só alguém legal para me fazer um favor. Então disse a ele.

-Entendo, e agradeço sua sinceridade, pra falar a verdade. Concordo com você plenamente, e nada mais justo do que querer alguém ao seu lado completamente.

-Obrigado por entender, tenho certeza que se dará bem na faculdade.

-Espero que sim.-Disse suspirando.-Amigos.-Falei estendendo a mão.

-Amigos.-Respondeu retribuindo o comprimento.

E continuamos conversando e comendo até dar seu horário.

Voltamos para o bar para pegar meu carro, e assim que ia me despedindo me aproximei dele lhe dando um leve beijo na boca e em seguida me disse.

-Acho que é isso é uma despedida, estou certo.

Fiz um sinal leve com a cabeça confirmando, mas antes de entrar no carro disse a ele.

-Mas obrigado pela noite incrível, adorei ter conhecido um cara maravilhoso como você, tenho certeza que logo conhecerá alguém legal para estar com você inteiramente.

-Sei que sim..Foi um prazer te conhecer também Rose, espero te ver novamente algum dia.-Disse carinhosamente com um sorriso.

-Quem sabe um dia.-Falei já abrindo a porta do carro.

-Vai com cuidado.-Disse antes de entrar novamente no Pub.

Sorri,em seguida,ergui a mão fazendo gesto de tchau,e fui embora.

No caminho de volta para casa, fiquei pensando na noite maravilhosa que tivemos, o quanto Naitan era legal, e por mais que quisesse que ele tivesse solucionado meu "problema", não ousaria machucar os seus sentimentos dessa forma, me sentiria horrível se fizesse isso.

Mas não desistiria, ainda tinha um mês e alguns dias para continuar minha procura.

No dia seguinte fui ao mercado com meu pai, e depois de comprarmos o que precisava encontramos o senhor Dime no estacionamento.

Ele estava sozinho com bastante sacola de compras na mão, então logo me ofereci para ajudá-lo.

-Precisa de uma ajudinha extra?- Falei animada.

-Seria doido se recusasse.-Disse sorrindo enquanto me entregava algumas sacolas.

-Parece que vai dar uma festa em casa.-Comentei brincando com a quantidade de coisas.

-Posso dizer que sim, já que meu filho mais novo chega amanhã na cidade. Minha senhora está eufórica com sua visita e me pediu o mercado inteiro.-Disse se divertindo com a situação.

-"O bom filho à casa torna", ou melhor retorna -Falei brincando.

-E põe bom nisso,é um dos orgulhos da família, é médico cirurgião, e com tanto trabalho quase não nos vemos.-Disse orgulhoso.

-Rose, sua mãe está nos esperando.-Gritou meu pai me chamando a atenção.-Bom dia senhor Dime. Me desculpe por atrapalhar a conversa, mas realmente precisamos voltar.-Falou se justificando.

Ele assentiu e em seguida me agradeceu.

-Não tem de que,precisando! E boa festa a vocês.-Disse me despedindo.

-Obrigado, Rose.

Senhor Dime agradeceu, e me afastei voltando para o carro.

No caminho,perguntei ao meu pai.

-Você conhece os filhos do senhor Dime.

-Sim,mas não sei se hoje os reconheceria, a última vez que os vi foi há muitos anos atrás, sei que a mais velha é uma advogada casada e o mais novo foi para faculdade em outra cidade, assim que se formou na escola. Fora, isso não sei mais detalhes.-Respondeu normalmente.

-Humm,entendi.

-Mas por que a pergunta.-Falou curioso.

-Só curiosidade.-Respondi disfarçando.

Mas no fundo realmente fiquei curiosa para saber como seria o filho do senhor Dime, médico cirurgião, no mínimo era muito inteligente, mas não devo chegar a conhecê-lo já que está aqui apenas para uma visita.

O jeito era continuar com meu plano inicial, pensava.

No dia seguinte, abrimos a loja normalmente, mas algo estava diferente,aliás alguém.

-Kevin,tudo bem? Aconteceu alguma coisa? Está distraído e triste.-Perguntei o interrogando.

-Eu e Stefany terminamos este final de semana.-Falou entristecido.

-Sinto muito. Mas acha que é definitivo? Não pode ser apenas uma briga normal?-Falei gentilmente.

-Acho que não tem volta!

Sei que deveria estar triste por ele, pois um término não é legal para ninguém, ainda mais um cara legal como Kevin, mas a primeira coisa que pensei, era que ele tinha acabado de sair da minha primeira exigência, o que significava, tentar convencê-lo a me ajudar.

Será que estou tão desesperada assim...Pensava me analisando. Mas mesmo com este pensamento disse:

-Se quiser podemos sair à noite para conversar, não me importo se quiser desabafar comigo.

-Não sei se isso é uma boa idéia...-Disse me dispensando.

-O que tem demais duas pessoas saírem para conversar?-Perguntei o questionando.

-Nada demais, se essa pessoa não fosse a filha do meu chefe.

-Não acredito que seja por isso, fala sério! Em que época você vive.

-Na época que valoriza o emprego!-Disse sorrindo.

-Ok. Deixa comigo que resolvo isso se for o problema.-Disse já me afastando.

-Rose,o que vai fazer?-Perguntou preocupado.

-Pai, posso te perguntar uma coisa?-Falei me aproximando dele.

-Claro princesa! O que precisa?-Perguntou me elogiando.

-Posso sair hoje com o Kevin?-Disse diretamente.

-O que?! O nosso Kevin.-Perguntou confuso, o observando.

-Conhece outro por acaso.

Ele me olhou repreendendo meu jeito de falar e logo me retratei.

-Desculpe. É só para conversar. Ele acabou de terminar e está bem mal, mas está com medo de sair com a filha do chefe.-Disse me explicando.

Ele pensou por um instante,mas em seguida respondeu.

-Se for por isso tudo bem, mas não volte tarde! -Disse olhando para Kevin, fazendo gesto de quem estava de olho.

-Obrigado pai te amo.-Disse voltando para o lado de Kevin.

-Viu, problema resolvido. Vamos assim que fecharmos a loja.-Disse o informando.

-Você é doida Rose.-Falou balançando a cabeça em protesto.

E assim o dia seguiu, frio e movimentado como nos últimos dias.

Antes de sairmos, troquei de blusa e dei uma geral, e logo o encontrei me esperando na saída da loja.

-E então onde vamos?-Perguntei animada.

-Gosta de pizza?

-Adoro! -Respondi toda sorridente.

Fomos no seu carro, a uma pizzaria conhecida ali mesmo no centro da cidade, por ser início da semana, estava tranquila com poucas pessoas ocupando as mesas.

Nos acomodamos e fizemos o pedido, e para minha surpresa optamos pelos mesmos sabores, e pensava, estava certa em ele ser uma boa opção.

-Então quer me contar o que aconteceu?

-Bem! Resumindo. Ela quer algo que ainda não consigo dar a ela.

Na hora, me arrepiei imaginando se era o que estava pensando. Será que ele também era virgem...

-E que seria...-Perguntei cautelosamente.

-Me casar.-Falou desabafando.

-Há é isso!? -Respirei aliviada.

-O que achou que seria?-Perguntou confuso.

-Algo mais sério!-Falei me justificando.

-Tá dizendo que casamento não é sério?-Falou com um tom de voz mais sério.

-Desculpe, não me expressei bem. Quero dizer, que nós mulheres sempre idealizamos algo, e quando isso não acontece é motivo para provocarmos um verdadeiro alvoroço, digo isso por experiência própria, pode acreditar.

Falei pensando no que estava fazendo ultimamente.

-Então acha que ela vai voltar atrás e desistir de se casar?-Perguntou desconfiado.

-Bem não a conheço muito bem, e não posso dizer por ela, mas talvez só precise mostrar a ela que não está preparado no momento para assumir um compromisso como esse, mas que futuramente claro, se isso for o que você quer, ai aconteça.

-E acha que ela vai abrir mão dos seus planos, para continuar comigo?

-Bem se te amar de verdade sim. Apenas tente.

Não acredito, no que estou fazendo. Tô aconselhando minha segunda melhor opção a voltar com a namorada, sou muito azarada mesmo.

-Obrigado por me convencer a sair e falar um pouco, estava bem chateado, a amo muito.

-Aposto que sim!-Disse observando seu olhar triste.

Então mais uma vez, desisti de tentar uma segunda opção com Kevin, pois sabia que mais cedo ou mais tarde voltaria com Stefani, e o conhecendo, não aceitaria minha proposta.

Aproveitamos a pizza, conversamos bastante,sobre seus planos, dei dicas de coisas que poderia fazer para se acertar com Stefani, e depois de terminarmos me deixou em casa.

No meu quarto, peguei minha lista e comecei a analisá-la, acho que deveria mudar de estratégia, já que até agora não passei nem dos primeiros encontros.

Só tinha duas opções.

Ou desistia dessa idéia ou o próximo cara que encontrasse e fosse uma possível opção, não usaria a regra dos três encontros ao contrário pediria diretamente.

Capítulo 3 E aí,pronta para voltar para casa...

Algumas semanas depois...

Nem acredito que falta menos de um mês para me mudar para o campus da faculdade,estava ansiosa e desanimada por não ter conseguido achar alguém decente.

Não tinha voltado mais ao Pub,Kevin,tinha voltado com Stefani,e eu estava trabalhando exaustivamente.

Até que o dia amanheceu diferente,o frio e a neve já tinham começado a dar uma trégua.O sol aparecia discretamente,mas já dando cor a uma paisagem por muito tempo coberta pelo branco.

Fui para a loja normalmente,mas nesse dia especificamente algo mudaria minha vida.

Durante a manhã,atendemos bastante clientes,mas um especificamente me chamou a atenção.

Era um homem alto,com postura,bem vestido,tinha cara de ser gente importante,pois só em atendê-lo pude ver sua educação rapidamente.Mas acima de tudo era que nunca o tinha visto na loja ou na cidade antes,possivelmente era novo por aqui,ou estava apenas de passagem.

Pediu alguns acessórios para o concerto de uma pia,mas pensava...para que comprar isso,se não tem cara de quem vai consertar uma pia.Mas claro não perdi a chance de olhar suas mãos.Eram grandes,mas principalmente não tinha aliança e nem Marka de uma.

Olhei para ele,encontrando diretamente com seus olhos azuis,e perguntei,enquanto pegava o cartão para passar na maquininha.

-Novo na cidade.

-Na verdade estou de passagem,depois de muito tempo.-Respondeu educadamente.

-Então seja bem vindo de volta a Yukon.-Disse o entregando uma sacola com seus pedidos e seu cartão.

Ele agradeceu depois de sorrir,e virou -se rumo à saída.

Peguei o extrato do cartão de crédito que havia acabado de passar e olhei seu nome M.Stenson.

Não sei por que este sobrenome não me era estranho, mas antes que ficasse lembrando escutei meu pai dizendo.

-Rose Clary,preciso que leve uma encomenda a loja do Raide,ele está com uma certa urgência.-Se aproximou pedindo.

-Pai não me chame assim,os clientes podem escutar.-Disse protestando.

-E como te chamo se este é seu nome.-Respondeu já sabendo da resposta.

-Rose. Só Rose.

-Ele sorriu,e me entregou as sacolas.

-Kevin,não pode levar.-Perguntei tentando me safar.

-No momento está bem ocupado,conferindo a mercadoria que chegou,é coisa rápida então se apresse antes que ele ligue novamente.

Então guardei o papel que estava olhando no caixa e sai com as sacolas.

A loja do Raide ficava do outro lado da rua,alguns metros a frente,ele vendia artefatos rústicos feitos por ele mesmo,e com certeza o que havia comprado era para alguma de suas peças.

Atravessei a rua tranquilamente,e tudo parecia normal,mas de repente escutei um barulho brusco de carro vindo atrás de mim,foi questão de segundos para perceber o que estava acontecendo.

Tinha acabado de ser atingida por um carro desgovernado,que no instante depois me lançou metros a frente, me rodopiando no ar até que senti o impacto do meu corpo sendo jogado no chão.

Sentia que naquele momento daria meu último suspiro,mas antes que isso acontecesse, meus olhos puderam ver um último rosto,e para minha sorte era lindo,pelo menos pude morrer amparada por um anjo.

Alguns dias depois.....

Hospital de Yukon.

Ela está acordando.-Dizia uma voz ainda longe.

-Bem vinda de volta Rose Clary,está tudo bem,só precisa descansar que logo voltará para casa.-Dizia um médico me orientando.

Ainda sentia meu corpo dolorido,mas pelo visto o acidente não tinha sido tão sério quanto pensava,pois se estava escutando alguém,significava que estava viva e aparentemente inteira.

Em seguida adormeci de novo e assim que acordei novamente meus pais estavam ao meu lado.

-Rose que bom que acordou,estávamos ansiosos.-Disse minha mãe pegando minha mão.

-Bem para me chamar de Rose,com certeza deveria estar mesmo.-Falei a provocando.

-E você,já está recuperada,pois já está fazendo gracinhas.-Disse me advertindo.

-Grace, dê uma folga a ela,que bom que está tudo bem filha.-Disse meu pai segurando a outra mão.

-Então por quanto tempo estava apagada.-Perguntei tentando colocar as idéias em ordem.

-Há três dias,e apesar do impacto,não sofreu danos graves.-Respondeu meu pai.

-Que bom,assim posso ir para a faculdade,como estava planejando.

-Mas agora tem que pensar em apenas se recuperar e voltar para casa logo.-Disse minha mãe.

-Só por curiosidade,quem me trouxe para o hospital.-Perguntei, me lembrando vagamente do rosto de um homem.

-Um rapaz que estava perto de você,quando tudo aconteceu,ele esteve aqui durante estes dias em que ficou desacordada,ficou bem preocupado com sua saúde.Ele tem sido muito gentil e atencioso,possivelmente deve aparecer por aqui mais tarde.-Respondeu meu pai.

-Quero agradecer,por ter me ajudado.-Disse ainda com uma voz lenta e baixa.

-Também acho que deveria,pois se não tivesse te socorrido rapidamente,com certeza poderia ter acontecido algo pior.Mas agora descansa e se tudo ocorrer bem depois de amanhã poderá ir para casa.-Disse minha mãe animada.

Pouco tempo depois se despediram me deixando sozinha no quarto.

Liguei a tv e assistia um filme, que passava,quando alguém bateu à porta.

-Pode entrar.-Respondi tentando me ajeitar naquela cama super desconfortável do hospital.

-Com licença,prazer meu nome é Mark,o cara que te trouxe para cá.-Disse se apresentando.

-Oi,o prazer é meu em te conhecer,assim posso agradecer pessoalmente por ter me ajudado.

-Não tem por que agradecer,fiz o que qualquer um deveria ter feito.

-Mas foi você quem fez então,obrigado.-Disse insistindo.

-E aí,pronta para voltar para casa,soube que voltará para casa logo.-Perguntou com um leve sorriso.

-Põe pronta nisso,não vejo a hora de deitar na minha cama.-Disse retribuindo o sorriso.

Então senti um desconforto nas costas e tentei me ajeitar,quando ele logo percebeu.

-Precisa de ajuda.

-O que!-Disse confusa.

-Com o travesseiro.-Falou já se aproximando e ajeitando o travesseiro em minhas costas.

Ao vê-lo se aproximar,reparei que tinha olhos azuis que no momento estavam disfarçados pela claridade da luz.

Depois de ter me ajudado,se afastou dizendo.

-Bem,acho que agora posso ficar tranquilo e ir embora sabendo que está bem.

-Não,sim,quero dizer ficarei bem.-Falei meio atrapalhada.

Ele sorriu,e virou indo rumo a porta,mas antes que saísse o chamei.

-Mark. Gostaria de sair comigo algum dia desses.-Perguntei aproveitando a oportunidade.

-Adoraria.-Respondeu educadamente.

E depois de trocarmos o número dos telefones ele foi embora me deixando novamente sozinha.

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