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(Adoro ler. Adoro escrever.)
Eróticos e eróticos paranormais são os meus prediletos e enquanto os leio, outras versões mais ou menos apimentadas vão se esboçando e criando forma em minha mente (razoavelmente poluída...). E é com considerável respeito às minhas autoras prediletas, que eu faço algumas sutis (e outras 'não' tão sutis) menções de seus livros aqui.
Quando comecei a escrever Vale dos Aehmons o meu Esquecido e Mes-quinho lado patriótico me fez o favor (ou constrangimento, dependendo do ponto de vista), de emergir com suas presas brilhantes, o seu olhar encantador e cheiro inebriante e contemporizou;
"No início do início, a terra era uma só e hoje é denominada Pangeia e vários seres mágicos coexistiam entre os primatas e dinossauros"...
Cacetada gente! Eu tenho um pouquinho de conhecimento daqui e dali e por opção e maternidade não cheguei a concluir o segundo grau, mas eu sempre preferi até ao cheirinho de bolor de um livro de biblioteca e nas poucas vezes em que tive a audácia de gazetear aula, era para estar enfurnada em uma (que até hoje, têm um quê que me prende e fascina).
Bem, voltando ao foco, é que...
Eu podia ler o que fosse, mas a animação da pangeia se subdividindo pelo rompimento das placas tectônicas e formando os continentes volta e meia emergia de lá do fundo da minha mente (meio que me assombrando e meio que me irritando), e eu voltava as minhas especulações sobre isso ou aquilo...
Ok. Aí me apareceu a Kassia: 23 anos e superprotegida pela irmã, ela batalhou um bocado para encontrar o seu espaço no mundo. Caiu em uma armadilha sinistra e... bem, ela também 'viajava' um bocado...
("Quando alguns deles conseguiram enfim se libertar do solo, rapidamente descobriram que o sol já não era mais tão amiguinho e sim, à última instancia, e outra, as águas do mar dividiam às terras que eles conheciam como uma só e notem bem; Eles estavam do lado de cá do Continente, já que foram de certa forma, induzidos por uma compulsão superior em buscarem no solo, que só mais tarde vieram à descobrir, era consagrado e delimitado por forças supe-riores às suas vontades para eles...")
...E eu até consigo imaginar a cara de espanto desses primeiros Aehmons que ao saírem do solo restaurador que os abraçava em seu sono e se descobriram do lado de 'cá' do continente, e cercados pela água salgada por quase todos os lados.
Ainda não sei se eles têm algum problema mais sério com relação a águas salgadas, mas como todo vampiro que se preze, o sol é no mínimo um astro perigoso e para esses, mortal.
Só que nem sempre foi assim.
Ao menos não era para esses primeiros Aehmons que viveram ha pouco mais de 200 milhões de anos atrás e esses, foram criados por um pequeno grupo de nefilins e descendentes, que por sua vez, se rebelaram contra os seus ascen-dentes imortais.
(... Anjos que caíram ao tomarem às filhas do homem, suas mães.)
Nesse ínterim; acho interessante mencionar que mesmo os mais anti-gos sobreviventes desses Aehmons são relativamente jovens, se comparados aos seus pais, e que eu respeito à linha do tempo 'real' e guardo relatórios de cada data, nome ou fatos correlacionados ao que eu escrevo em um compartimento separado da mente, do papel e do Word que à bem pouco tempo venho aprendendo a usar (mas ainda me faz chorar pode acreditar).
Eu escrevo o que eu gostaria de ler e desafio aos meus leitores como gosto de ser desafiada, tipo; voltar a um ou outro dos primeiros livros de uma série, para me certificar se mesmo os nomes de um coadjuvante foi trocado ou alguma regra definida não foi quebrada (e se foi quebrada e não há uma explicação plausível eu me sinto traída de verdade), e como Dërhon costuma dizer: "Na boa, por mais interessante que seja o en¬redo, o meu humor é lançado aos Picos do Himalaia", mas isso em português 'bem' brasileiro geralmente é dito às picas... Só que eu acho que nem mesmo ele sabe que a menção pode ter dúbio sentido... Como algumas outras menções que, verdadeiramente "Tremo na base" só de imaginar; se chegar às graças de um dia ser publicado em outra língua. Mas, como eu não poupo nem mesmo a mim, quando o assunto é fazer graça.
Sinto-me desde já Mitho ficada (nesse caso, vingada mesmo!) com relação aos supostos "tradutores" para se fazerem entender.
Sério! Tem horas que nem mesmo eu me entendo, mas uma das cenas que foi super bacana (e regada de lágrimas de tanto rir) que eu escrevi, tem um dúbio sentido que eu não imagino que venha a ter o mesmo efeito em qualquer outra língua e os desafio tentar.
(Ou o meu lado não tão Esquecido ou Mesquinho patriótico me infligiu cognitivamente..., não sei ao certo...?) e bem, é a cena em que a rainha das Valquírias desloca a sua mandíbula e o deixa falando frouxo (Como certo personagem chamado Creison do humor brasileiro. Sabe?) E aí vai mais uma dica de menções subentendidas, (segure o lábio inferior e não permita que ele cole no superior e;) Quero chutar teu pau de nojo X Quero chupar teu pau de novo são sugestões bem distintas e ambas representavam "mesmo" os ex-tremos entre o que ele "queria" e o que "merecia" e até mesmo ele ri.
Detois geneu, é claro. E "na boa" o cara até bem pouco tempo atrás era virgem, e por opção, mas ficou literalmente foda e ele tem uma força que... é isso. Ele é o contrapeso que eu precisava para contrabalancear com às cenas mais sombrias pelos quais passam Kassia e mais duas outras no desenrolar do enredo até aqui e nas três questões, eu confesso de antemão que chorei à beça e não foi de alegria, mas eu gosto de livros dominantes e no meu contesto; um bom dominador é capaz de levar ao fundo do poço emocional, mas tem a capacidade nata de trazer de volta à superfície e os (livros) que nos deixam no fundo do poço, também nunca foram minha praia.
Eu gosto de me envolver nas histórias que leio, e é possível que seja mesmo uma maluca que viaja na maionese...
(Mas, com tudo tem um mas...)
Considero-me uma romântica (orgulhosa de certo) inveterada da nova era e como tal; estou relutante em acreditar que só porque eu não conheço outra pessoa que como eu, trabalha pra ler e saibam que conheço muita gente! Física e algumas pessoalmente! E, ao que me parece, a maioria é adepta da radical economia de vocabulário e letras do TC e talvez, justo por isso, con-sidero-me rara entre os demais nascidos na mesma era que eu...
Caralho... Eu sou capaz de ler um livro de 400 paginas que me interesse em UMA noite e fazer o resumo deste no dia seguinte! Tá! Tá bem!
Eu me esqueci de mencionar que sou o protótipo feminino do protagonista de "Melhor é impossível" e só ligo uma televisão em canais que exibam exclu-sivamente 'filmes' e na frequência de, tipo, duas vezes por ano nos últimos o quê? (2003 eu... bem, não importa) São aí uns quase dez anos!
Caralho... eu, é! Tem uns 10 anos que eu comecei escrever a minha própria novela e essa já conta com o equivalente de umas 1.900 paginas, ou mais...
Ou menos, mas..., se mencionei antes que não importa é porque essa é im-portante "pra mim" e jamais permitiria que fosse "editada" "cortada ou re-duzida" que fosse, por motivos comerciais...
Não que eu não fosse ficar triste se isso viesse a acontecer com o Vale dos Aehmons... Pensando bem, acho que até ficaria bem puta com isso, mas... É.
Acho que nessa questão não tem um MAS.
O Vale dos Aehmons é CONTEUDO ADULTO, algumas cenas são ridicu-lamente pesadas e explicitas e, quando digo explicitas é LITERALMENTE! Muito sexo, muita depravação e lágrimas no que creio que chega à umas 450/500 páginas em livro físico. Tem muito palavrão também e eu sou fiel em escrever tudo que vem à minha mente, mesmo que não seja de todo agradável...
No decorrer dos quatro meses em que comecei a escrevê-la eu fui tomada pela história e pelos personagens e a economia no meu, diga-se de passagem, parco orçamento, foi indubitavelmente CONSIDERÁVEL, já que um bom livro custa em torno de 45/50 reais aqui na minha cidade, e a julgar pela minha compulsão nos que me interessam, já cheguei a dispor de um pouco mais de 1000 reais em um único mês só para manter meu vício.
(observação atual ressaltando aqui: Eu não conhecia nenhum meio de leitura gratuita quando escrevi esse romance, cerca de dois a três anos atrás)
(Em relação a isso, acho que é justo que voz diga/m que ser viciado em cocaína ou cola, e notem que essa é uma piadinha entre os que conheço e convivo; de certo que custaria menos, se supor que no mínimo estes tipos de viciados morrem antes). MAS... Voltando ao foco;
Uma das autoras estrangeiras que eu amo de paixão e tenho todos os livros (traduzidos é claro) em um lugar de honra (só não acende vela porque teme por qualquer acidente, que de certo modo a obrigaria em REPOR todos os ONZE que têm até então) no meu santuário (quarto) de digitação.
– Vai todo mundo tomar no cú se não me deixarem terminar de digitar essa merda! Sai todo mundo dai, ou eu não respondo por mim! (#eu brigando com a minha criação#)
(Então para de pensar na gente e volta praqueles outros lá)
– Sai logo daí seu ciumento dos diados. (é o Dërhon, ele não está em um dos seus melhores dias hoje)
(muito bem dizido, não é mesmo? Tá, eu tô mesmo num dia infernal! E ainda não engoli aquela que... uhnhnfgh, merda Zarcon, eu não tô louco seu filho... tá. O gás já acabou, mas um dia vocês ainda vão acreditar em mim. Tá ligado?! Que caralho, essa fêmea existe e puta que pariu, tá! Eu já parei, vocês viram onde foi parar o meu...) (#Dërhon falando de mim, vão entender melhor quando chegar nessa parte da história#)
– Eu também amo vocês. Sério, não consigo imaginar passar uma única noite sem dar ao menos uma espiadinha, mas... (engulo em seco, eu gosto mesmo desses malditos, chego a sentir com eles suas dores e... outras coisas mais, pra contrabalancear.) MAS, VOLTANDO AO QUE ESCREVIA...
Ela aconselha aos escritores mais novos como eu, a conhecerem as suas historias melhor do que ninguém. (e aí eu não sei se poderia mencionar nomes ou se 'ela' não acabaria por me passar um sermão que me faria chorar por dias e dias...) Cara! Eu gosto muito dela! Sua dinâmica de escrita me deixa totalmente maluca de excitação! (e o demônio do meu lado, Chato patriótico, está nesse exato momento fazendo cara feia pra mim com as suas presas levemente a mostra e eu mostro meus dentes nem um pouco amolados em resposta). Ah qual é? O que posso fazer se ela nasceu do lado mais ao norte da nossa parte da pangeia? Não enche o saco, e vê se arruma outra pra amolar! Gosto mesmo dela sim! E você está parecendo aquele meu professor de... aí você ri né?! Eu vou voltar a estudar assim que arrumar um tempinho na minha agenda, pode apostar...
(suspiro e tento copiar sem pensar o que escrevi à mão. Ainda não perdi o vício, sabe? De escrever à mão, a maioria das coisas que me vêm à mente..., pra ver se...).
(perco a paciência).
– Ok. Eu vou aceitar a sugestão do Dërhon e começar a ler... Beleeeza!
Então é esse o caminho da mina com vocês? Sabem que é psicologia reversa comigo, não sabem? Quando eu começo não consigo mais parar e é vocês quem voltam todos para o solo, digo, gaveta, não, talvez eu deva...
PELO AMOR DOS DEUSES! SERÁ QUE PODEM DEIXAR ESSA LOUCA DEVANEAR EM PAZ POR MAIS ALGUNS MINUTOS?
...(silêncio)
(aguardo)
(silêncio)
(continuo aguardando...)
(e de repente os pelinhos da minha nuca eriçam).
É justo que vos diga criança, que nada impede que você venha ser uma das minhas quando chegar a sua hora...
(prendo o ar e automaticamente levanto as mãos mostrando as palmas em sinal de vencida, e xingo; maldito teclado qwert, sempre que fico assim meio que assustada ou assombrada, eu troco algumas letras e o diabo do corretor automático me mostra certas verdades sinistras, tipo, ali atrás eu tinha escrito vendida ao invés de vencida e quase deixei rolar.) Me espreguiço e volto à copiar o texto escrito, onde mesmo...?
Isso...
Eu gosto mesmo dela! Sua dinâmica de escrita me deixa totalmente maluca de excitação, eu chego a ter uma espécie de síncope nervosa com cada livro seu sobre certa série, quando chega em minhas mãos! E bem... J. Aguardo ansiosamente pelo próximo, e E. aquela trilogia, se for escrita na voz 'dele' eu compro também. Juro! Tú é f...Fera, mulher! (E aqui vale citar que essa trilogia já até saiu em físico na versão 'dele', e ainda terei o meeeu u.u).
Mas excitações à parte e voltando aos meus bebês com alguns milê¬nios de nascidos. Logo no inicio eles eram só machos e "esses meus bebês de milênios" talvez não saibam ou venham chegar a descobrir, (isso ainda está em aberto), mas eles vivem mesmo em um Vale, geograficamente localizado entre um conjunto de montanhas entre municípios serranos do estado do RJ sob o domínio e desígnios de uma entidade feminina e etérea, que é uma verdadeira diaba quando se trata de defender às suas existências e antagonicamente mais parece um... bem, ela é um anjo e caiu, mas "eu" Carol, me preocupei em 'não' deixar 'muito' claro às circunstâncias que a fez cair (e perdoem a malcriação, mas até segunda ordem; isso é um assunto que só diz respeito a mim e a Ela e somos dois indivíduos distintos... Assim, às vezes...).
Mahren; conhecida pelos "seus diletos" como Mahren Mäi e Mäi, ao longo do que considero ser só o primeiro de uma série de livros, é a denominação dada às fêmeas que alimentam ou alimentaram os machos com sentimentos e sangue sem conotação sexual distinta, uma espécie de mãe adotiva deles e..., (eu suspiro profundamente e séria)...
As suas mães não sobrevivem ao parto e essa é só uma das questões que é pretendido que, no mínimo, 'seja esclarecido'... Já que, por circuns¬tancias óbvias; Mahren também "se" sujeita às Leis que regem os outros mundos, "se" por vontade própria, já que é um anjo caído ou "por imposição" eu prefiro deixar vocês com o benefício da dúvida, mas em sua defesa eu posso acrescentar que ela tem um considerável entendimento das Leis de causa e efeito e mesmo que, até para mim, algumas das suas atitudes relacionado aos seus, me causem um quê de desconforto, hmm, quando a luz se dá eu... Ca-racas, sinto minhas faces esquentarem e a minha garganta se fecha de ver-gonha. A diaba da caída é foda sabe? Pelo menos eu acho...
Ela tem o poder de vida e morte e nesse ínterim, eu não sei se gosto muito dela não, e aí entra a elucubração (bonita palavra não? Parece até um palavrão, mas vá lá.) de 'indivíduos distintos' e o 'às vezes'...
Ela me intriga e me assombra e de vez em quando me pego torcendo ou até meio que rezando para que o seu 'carinho, paixão, amor' ou qualquer coisa do gênero, seja forte o suficiente para que não desista deles e "caralho" (Tudo bem, não vou negar, eu gosto de caralho, é sonoro, é gostoso de ter na boca, na escrita e também...), mas não vem ao caso, o caso aqui é que estou devaneando igual a Kassia, que por sinal, não é uma Kade qualquer, e Kades são as fêmeas que deram vida aos primeiros Aehmons nascidos. São fêmeas humanas com uma predisposição inserida em sua biologia que faz com que possam conceber os múltiplos bebês de um Aehmon. (e sim, terá glossário do dialeoto deles).
Vampiros sim, grandes e extremamente atraentes, na verdadeira síntese da palavra, predadores com dons especiais e 'não mais assassinos'... (salvo se...) (ignore) que em algum momento, bem distante da atual realidade, estiveram, e creio eu, que para o desespero, frustração e/ou divertimento de certos Guardiões superiores, receberam esse direito ha milênios e milênios de anos atrás, quando Mahren abriu mão de seu corpo físico por eles perante o Grande Tribunal (o mesmo que detonou com os pobrezinhos dos Dinos coitados, tudo bem que não tão 'inhos' assim alguns, estavam mais pra 'ãos') (ri, ri, ri, esse corretor de texto fica puto de louco quando eu começo com essas, mas é irresistível, eu juro...)
Bom, é claro que alguns desses Guardiões não deixaram barato e até que tentaram contestar, e mesmo tendo até aos próprios com a sua animal cruel-dade conspirando contra suas próprias existências, ela a Mahren, vem ao longo de todo esse tempo 'respeitando' e 'infligindo' aos seus, o "bom com-portamento" com relação aos que "Ela" considera; Mais dignos da atenção do Criador e com isso, esses arcanjos e 'certa' ex amiga, também caída, se divi-diram em dois grupos distintos;
Os Eliminar em surdina ou Não Eliminar e eis à questão que no meu ver era Dela (a questão) então... (Isso é plagio) (ignorem, ou melhor... faço cara de vingativa)...
(e tal como Dërhon que meio que 'apelou' para que eu tirasse certa cena, que pessoalmente eu denominei como ataque de Piti de um macho frustrado e em conflito com a voz do PAU ciência, mencionando certas incoerências ao meu respeito!). Nesse ínterim, eu vejo Mahren mais como a síntese de uma editora, porque eu sei que "eu quero" e pra mim eles todos sempre irão existir, principalmente essa edição melhorada de machos que tanto sofreu pra che-garem até aqui, e no meu ver, continuarão sofrendo por mais um tempo, já que eu sou adepta da filosofia de que sem sacrifícios, não há recompensa legítima e o gozo é fraco.
E só não me perguntem quem escreveu, e se foi eu sintam-se a vontade de passarem adiante, pois é justo que vos diga/m e a quem interessar possa, duas coisas em sete e dez palavras, e dois adendos;
Não teria cacife ou conhecimento pra patentear. (agora tenho)
Mesmo que só pra mim, os Aehmons sempre irão existir. (agora também meus seguidores de wattpad que se interessarem)
Adendo; Não é o primeiro e tampouco será o último romance que escrevo, mesmo que esse fique guardado como os demais, seus irmãos, em uma gaveta do meu coração ops do quarto, digo.
Bem... É simples e confuso, côncavo e convexo assim. Meus vilões não são realmente vilões e eu não gosto muito de romances em que a protagonista sofre, sofre e sofre e justo quando vai ser feliz, puft, aca¬bou, é o fim, caralho, fecharam a porra da porta na minha cara e nem tem uma brecha na fechadura para eu espiar! As minhas sofrem sim, mas me encantam pela capacidade que têm de passar certas mensagens para as 'leitoras' e leitores corajosos e gos-tozões também, não pelo físico em si, mas pelo desempenho melhorado quando se dedicam em descobrir o caminho da mina (querem uma dica; leiam mais. O manual de como usar o brinquedinho de abrir e fechar está em cada livro de romance erótico que nós mulheres adoramos ler, apesar de muitas vezes não termos coragem de admitir (risos) mamãe não lia, eu também não devia...)
O brinquedinho de armar é bem mais proficiente nos poucos machos que descobriram essa espécie de mapa da mina e, aproveito a deixa pra contar uma fofoca (como se não soubessem), e se não sabiam de fato, vá lá!
Se quem come quieto, come mais. Sabe-se lá se não estava quieto justo porque estava lendo? E na boa caras, os que só olham as fotos e gozam, não precisam de fêmeas, fato, têm mão proficiente.
Respeito isso num macho (mais risos), sobra mais fêmeas ao 'vivo' e em cores diversas, para os que como você, lê e goza (com as caras dos punheteiros profissionais, e no mais, eles nem precisam ficar sabendo do seu segredo, não é verdade? Escondidinho dentro de um orifício qualquer de uma fêmea levada é sempre mais gostoso).
MAS... Voltando ao foco, vejamos... Elas sofrem sim, mas me encan¬tam por passarem certas mensagens aos 'leitores' num contesto geral (ninguém é proibido de sonhar), que estejam abertos pra aceitar, do tipo, dar a volta por cima, mesmo quando a adversidade é grande, por¬que ainda maior é o coração que bate em seus peitos peitinhos e peitões e ah!
Acho que fugi um pouco a regra quanto a apresentação de um herói ou uma heroína, já que isso também me enfada, às vezes e, nesse ponto eu sou meio Mahren sim; Pois pra mim, "todos são principais" Todos os que menciono têm voz e presença aqui dentro (tá, não tem figura eu sei, então descrevo, estou apontando minha fronte, pronto) Todos eles estão conectados de alguma forma e aos que aguardam pelo clichê; Casaram-se e/ou Vincularam (que é mais o caso aqui) e foram felizes pra sempre. Caríssimos! Esqueçam. É carta fora do baralho pra mim nesse!
Sério! Eu confesso que sou meio Miellen nesse ponto, posso até estar con-denada, como elas, quando chegar a minha hora, MAS, e justo por isso, ou até por isso que, imaginar a mim mesma num céu lindão e sem pecados seria mesmo um castigo dos infernos!
Se um inseto me azucrinasse a paciência. Rá! O tapa que daria me lançaria direto no paraíso, dependendo do ponto de vista! E puta merda, eu gosto pra diabo de cometer certos pecados que de certo deixaria qualquer dos Arcanjos de barba branca lá em cima! No mais, o "não matarás" têm ou não a ressalva para os diabos dos malditos mosquitos? Porque cara! É incontrolável esta-peá-los quando nos picam no braço. E quando eles deliberadamente pousam na testa de um dos nossos filhos? Rá de novo! Vai mosquito com testa e o susto da criança na sequência! (Ficaram putos?) Essa é só uma psicodrama-tização de um ato comum do dia a dia de qualquer um. Principalmente se tem criança envolvida!
Então, se você não é um dos Aehmons lá das primeiras gerações – um com-pleto animal, predador assassino, desprovido quase na totalidade de emoções –, lembre-se que o seu telhado também pode ser de vidro e não guarde, jogue logo fora essa porra dessa pedra!
Quer o benefício da dúvida? Não? Leia!
E se acha que me esqueci que eram dois adendos; Rá de novo!
ADENDO 2; Eu Carol, estou longe de ser santa, Mahren em suas próprias palavras, não deixou de ser um demônio (vá lá, um anjo caído e condenado a viver na terra), porque decidiu adotar uma filosofia de existência mais branda, e tal como ela, eu nem penso ao matar um mosquito se me pousam no braço ou na testa de um dos meus filhotes...
RÁ! Ponto fraco, né? Apelação implícita também, mas me apontem uma única autora de romances que não apela e talvez... Disse e reitero – tanto antes quanto depois que –, somente talvez, eu reconsidere toda essa porra. Mas... RÁ, RÁ, RÁ! Tipo assim, bem sombrio. Vocês não teriam como saber, certo? (Xiiiiuu, pode deixar, eu fico sendo seu segredinho sujo. A capa que tenho em mente nem vai denunciar que estejam lendo um livro com cenas quentes e um pouco instrutivas dentro do ônibus ou em filas que parecem nunca acabar)... (mentira, sou mulher e mudei de ideia, também terá capa quente).
E essa sou eu, Carol Sales, e todos os meus demônios de vampiros gostosões... Têm umas fêmeas feras também, pode crer, e elas são por instinto, GOSTOSAS PRA CARALHO! Como todas as fêmeas são, sem exceção.
(Tá parecendo livro de auto ajuda, isso aí.)
– E você é meu agente literário, por acaso?
Rá, bem que podia, aí você ia ver a coisa preta!
(solto uma estrondosa e gostosa gargalhada)
– Falou o deus grego desbotado por comparação!
Taí. Essa eu tive que pesquisar pra diabos para entender. Reparou no tempão que eu demorei pra rebater?
– Não me tente, Dërhon. (ainda estou rindo, é sério, não consigo deixar de mostrar os meus dentes esquisitos. Faço até uma anotação mental para ver se suborno meu dentista para implantar umas pontinhas bem aqui e...)
Assanhada.
– Se sou, ai, ai... Consegue imaginar o que eu...
E ele grunhe, mas logo depois faz uma careta.
– Isso aí é putaria das brabas viu? Atentar um macho na véspera do dia clarear é crueldade das grossas!
CLAREAR? (eu olho pro relógio e xingo pra caralho, filhos da puta, mais uma noite em claro e... Quê que é que tá rindo aí? Se vocês vão passar a noite só comigo tudo bem, mas tenho que ganhar o meu pão, diabos! Não que esteja reclamando, mas eu não posso sair por aí sugando o sangue dos outros, não, tenho que fazer o meu, como qualquer outro mortal.)
Em um salão de beleza, ou clinica de estética?
(Começo com aquele risinho de novo)
– Vai dormir vai neném, que a titia aqui tem mais o que fazer antes mesmo de ir trabalhar.
Adendo titia, nós também não sugamos sangue de humano tem um bom tempo, sabia? Temos as Miellens justamente pra isso.
– Não quis ofender.
Uohl... Não me ofendeu não, Delicia, eu só estava justificando e no mais, também podemos morrer, tipo, se arrancarem a nossa cabeça do nosso corpo, o sol maldito nos torra até às cinzas e, é, a fome de sangue também, mas demora alguns anos para que o Höemn que herdamos dos nossos ancestrais... Mas, acho que isso só acontece com os mestiços... Eu teria que estudar um pouco mais a respeito.
– Sinto por ele também (suspiro com pesar e logo depois eu penso, mas que droga! Até nos filmes infantis alguns morrem, é assim, faz parte da vida e...)
Você existe...
(Perco a paciência, suspiro e me levanto, sento de novo e escrevo)
– Sim. – aí ele quase grita um "eu sabia" e apela mentalmente: Zarc!
Vai dormir Dërhon, não me amole.
Fala pra ele.
– Não adianta, Dërhon, não é assim que funciona.
Caralho, eu gosto do jeito que você pronuncia o meu nome.
(começo a ficar excitada e alerto: – Dërhon –, ele grunhe e sinto reverberar bem dentro dos meus tímpanos, como se fosse uma melodia suave... – Ahn céus –, eu gemo sem sentir, mordo o lábio inferior e por pouco não sinto o gosto de sangue – Dërhon...)
Ah Não, de novo não, amor... Ahn delícia, diz pra mim, quem eu sou dessa vez? Dërhon, legal e como eu sou? Oh, isso é melhor...
Ei, ei,ei? Que putaria é essa aí com o meu nome. Pode parar! – e eu solto um risinho curto e pergunto; Tomou papudo? Dorme com essa...
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Kassia podia sentir os olhares perscrutadores cravados em sua nuca e nem precisava olhar pra traz pra confirmar. Sabia por instinto que havia entrado em terreno perigoso quando aceitou seguir com o grupo de Janete e Carlos ao suposto acampamento de fim de semana. O tal Carlos, que por si só, já lhe era bem pouco confiável tinha convidado outros rapazes, e ao que estava lhe parecendo, os seus 'amigos' também seguiam uma mesma linha de raciocínio e eram igualmente sinistros...
Pela enésima vez ela se perguntou o que estava fazendo ali com eles. Bem, não que houvesse muita escolha, afinal.
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Janete e Lilian eram as mais antigas no setor, e eram tão intimidantes quanto os demais do grupo. Já ela, era só uma enfermeira substituta que teve o azar de cair nas graças de Edmundo, o chefe do setor de traumatologia ao qual foi designada e já na primeira semana ela sentiu o peso de ser eleita a 'preferida do chefe' pelos demais, à qual ele deliberada- mente escolheu entre às demais para se aproximar no refeitório, à que fora acidentalmente flagrada em seus braços, justamente por fugir dele, e em optar pela escada de acesso restrito à funcionários...
Tudo bem, não foi ele quem tropeçou nos malditos sapatos novos e apertados. Mas quem estava à dois degraus abaixo?...
Ei! Um pouquinho de otimismo, pelo amor de Deus! Pelo menos os malditos sapatos, estavam no fundo do armário, dentro do micro quarto de estudante, que com muito orgulho de sua parte, era alugado com suas parcas economias. Ela agora estava de tênis e estes eram confortáveis.
O que não estava nada confortável, era a sensação borbulhante em seu estômago, alertando-a de que algo estava errado.
Muito errado meeesmo!
Ela esbravejou por dentro ao tropicar de novo, ela queria mesmo começar com o pé direito dessa vez! E olhe só no que deu...
Sua irmã, 10 anos mais velha e extremamente protetora estava no seu encalço e um único motivo, um único motivo que fosse, seria o sufi-
ciente para que ela revogasse à sua 'suposta' liberdade condicional e...
Kassia nem queria imaginar o que sua irmã faria, se viesse a descobrir que ela havia caído na lista negra de seus 'supostos' colegas de trabalho. Os mesmos 'colegas' que já nos primeiros dias à apelidara de peixinho do diretor, à nova preferida..., entre outros apelidos mais sugestivos que ela não queria nem lembrar...
Ah, mas orgulhava-se de si, por ter sido tão corajosa!
Na primeira oportunidade que teve ela venceu a sua irritante timidez e se aproximou das duas no vestiário feminino do hospital.
Com educação tinha abordado a ambas e dito que na verdade não havia nada entre ela e o diretor e... Grande...
Janete sorriu toda duvidosa, mas ela insistiu que o que ela viu tinha sido um infeliz acidente, e que era justo por estar 'fugindo' do radar do chefe, que tinha optado pelas escadas e acabou tropeçando e...
A 'Intratável' soltou uma grasnante gargalhada e chegou até a soltar um 'mas é claaaro' cheia de escarnio na sequência, e ainda perguntou se achava que ela acreditava em Papai Noel e coelhinhos da Páscoa também...
Droga, Janete era mesmo um ser urgh, mas era a sua 'liberdade condicional' que estava em jogo ali, então Kassia se despediu, mas se manteve firme no que disse à ela e a Lilian e já perto de terminar o seu sofrido e abnegado turno foi abordada pelo ser urgh, Carlos e mais dois de seus 'amiguinhos' na portaria do hospital.
A 'Intratável' tomou à frente e falou da travessia e acampamento que eles iam fazer nas montanhas entre os municípios e convidou-a à ir com eles. Bacana não?...
Como ela havia explicado, seria uma caminhada de aproximadas 8 horas, eles acampariam no local por um dia e uma noite e ainda retorna- riam um dia antes de voltarem às suas respectivas funções no hospital.
Ela até havia pensado em se esquivar dessa, mas Carlos comentou com um brilho de maldade no olhar que ela talvez tivesse outros planos para o feriado, já que, como trabalhava no setor administrativo, ele ouviu o chefe comentar com sua secretária que pensava em perguntar se ela aceitaria trabalhar com 'ele' no feriado, e até mencionou que ela era a 'candidata ideal'... Que raios! Nada se passava despercebido em uma cidade pequena?!
Kassia ainda pensou que passar o feriado trabalhando no hospital não seria uma ideia tão ruim, sendo nova no setor e ainda em período de experiência..., mas Edmundo deixou claro que não seria 'no' hospital e o filho da mãe até sugeriu todo sério que ela não dissesse aos outros que ia trabalhar pra ele já que seria particular, então claro e evidentemente que ela se esquivou, nem mesmo esperou pra saber se seria uma tia velhinha ou um pai moribundo, pensou rápido e com expressão de pesar, alegou que já havia se programado pra descer a serra e passar o feriado com a irmã no litoral...
Que droga!
Não era mesmo o que pretendia fazer do seu feriado! Sua intenção inicial era curtir os três romances que pegou emprestado na biblioteca local enfiada no seu quartinho de estudante, comendo todo o tipo de porcaria gordurosa e tomando refrigerante num protesto silencioso à vida saudável que lhe foi imposta pela irmã desde que foi entregue à ela, quando aos nove anos os seus pais morreram e Kori havia assumido a sua tutela... Sendo justa, Kori não era uma pessoa ruim, só assim um tanto sufocante e super-mega-protetora...
Mas se fosse pra fugir de passar o feriado com a irmã sem parecer que estaria fazendo 'aquele tipo de serão' com o chefe bem esquisito. Era melhor estar sob os olhos da panelinha, que possivelmente, fariam da sua vida um verdadeiro 'inferno' no serviço temporário, se viessem à ter material pra certas 'suposições maliciosas'.
Daí sim ela estaria bem enrascada! Kori podia facilmente revogar a sua tão desejada liberdade e suas experiências se resumiriam á...
Bem, nada!
E justo agora que estava começando à conquistar sua independência e até já tinha convencido a irmã à deixar que estreasse a habilitação que há quatro longos anos havia tirado!
Tudo bem que a foto ficou uma porcaria, como era praxe, mas o mais 'urg' da situação, era que só servia pra enfeitar sua carteira recheada de cartões ilimitados, porque sua super-mega-protetora irmãe tinha Ricco! Um segurança de pele negra com quase dois metros de altura, que era também motorista e, diga-se de passagem, o cara também era um ótimo cozinheiro e estava sempre, e irritantemente à disposição!
Ricco foi praticamente o seu babá desde o acidente que quase morreu há pouco mais de dois anos... E Kori nem sabia de tudo, se soubesse, Kassia desconfiava que nunca mais conseguisse sair de casa sozinha, faculdade então...
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***
Seu celular já não tinha mais sinal e ela o desligou pra economizar a bateria, ela havia tirado a mochila das costas com o intuito de guardar o aparelho e um dos 'amigos' pra lá de estranhos de Carlos tirou da sua mão no momento em que ia colocar novamente nas costas.
Ela tinha dito que nem mesmo estava pesado e o sorriso do sujeito lhe provocou um arrepio de alerta na espinha. Ele disse que preferia que ela não se cansasse tão cedo ou por tão pouco e deslizou os dedos no seu ombro. Ela prendeu o ar e gelou com o contato atrevido, ele arqueou às grossas sobrancelhas estudando-a, e ela abaixou a cabeça, seus olhos se fixaram no chão. Merda...
Ela não devia estar ali, o seu instinto não dizia, gritava! Lilian tinha ligado na ultima hora dizendo que não ia. Ela e a Jane discutiram 'feio' pelo telefone e Jane a havia acusado de tratante e feito ameaças do tipo; 'vai se arrepender se der com a língua nos dentes' e, 'se souber que foi com ele, tá fodida' e isso, dito em alto e bom tom!
Nem dava pra não ouvir!
Elas discutiram mais um pouco e Kassia desconfiava que o 'ele' da discussão acalorada fosse Edmundo, mas também poderia ser qualquer outro cara, até mesmo um do grupo sinistro e ao que lhe pareceu não lhe dizia respeito e ela não seria atrevida em perguntar...
Já se sentia mal o suficiente por ter sido obrigada à ouvir a conversa e chegou até a sentir uma pontinha de inveja da Lilian...
Foi nessa que a intratável Jane desligou o celular com violência e pegou no seu braço conduzindo-a a vã do grupo.
Um dos 'não' apresentados se dirigiu a ela com cara de aborrecido e perguntou, 'e agora' e Jane deu de ombros e disse 'vamos improvisar, eu tenho algumas coisas que pode substituir' para ela, já enfiada dentro da vã, Jane fechou os olhos e balançou a cabeça em desaprovação dizendo;
'Não esquenta com aquela vaca, ela não vai fazer falta e vamos nos divertir mais ainda sem ela'.
Kassia balançou a cabeça assentindo, mas a sua maldita timidez fez travar a sua língua. Tudo o que ela queria era inventar uma menstruação que havia chegado de surpresa, uma dor de cabeça ou qualquer outra coisa que a livrasse do que já imaginava ter sido uma péssima ideia.
Eles que pensassem o que quisessem dela, ela... 'Teria' saído da vã...
Se outro dos 'amigos' não devidamente apresentados à ela não tivesse sentado ao seu lado e um tanto abusado passado o braço no encosto do assento por traz da sua cabeça a conversar com Jane que se postou do outro lado consolando-a.
E isso, como se Kassia nem estivesse entre eles...
O sol ainda não havia raiado quando a vã arrancou e saiu pela intermunicipal. O destino mencionado ficava nos arredores das montanhas localizadas entre os municípios serranos e o grupo conversava entre si com animação, só Jane estava carrancuda, mas ainda assim, sorriu uma ou duas vezes para tentar amenizar o clima pelo furo da Lilian.
Quando chegaram ao pé da montanha, Kassia observou à tudo com encantamento, pensando que talvez não fosse tão ruim, afinal... Ao menos até sentir os olhares estranhos dos quatro homens do grupo sobre si, avaliando-a como se fosse ela um animal exótico ou/e em extinção e como sempre acabava fazendo em situações assim, o que fez? Fugiu, claro! Ela fugiu dos olhares em vestir a mochila e olhar em torno como se examinasse o lugar. Era realmente impressionante e nem foi preciso fingir o seu deslumbramento, mas se lembra de ter contido a vontade de se esticar toda e rodar sobre si mesma com os braços abertos perante à tamanha beleza. Já estava sendo estudada sem fazer nada e seu instinto implorava que se mantivesse o mais transparente possível...
Janete estava um pouco mais distante e novamente com o celular no ouvido e pouco tempo depois ela voltou toda animada com um sorriso nos lábios, que Kassia desconfiava ser resultado de Botox, mas não ia ser maliciosa, ou pelo menos não queria ser, então...
Mochilas nas costas, carro trancado e pé na trilha que um dos homens disse, 'rumo ao paraíso'...
Que paraíso!...
Já caminhavam à cerca de cinco ou seis horas, ela desconfiava, mas não saberia dizer ao certo. Porque simplesmente não estava de posse da própria mochila e seu celular estava lá dentro!
Seu desconforto e suposições já à estavam deixando paranoica e ela decidiu se dar um tempo, então se pôs a admirar a paisagem verde que os cercava por todos os lados... Jane seguia mais à frente e assentia pra tudo que Carlos e um dos seus amigos diziam como uma aluna bastante interessada e parecia estar se divertindo.
O sol já castigava alto e inclemente no céu do mais puro azul e o seu esgotamento físico e mental já tinha chegado ao ápice à horas atrás, mas estava até temerosa de pedir por uma pausa, sentia estar sendo testada e podia até ser um tanto introvertida, mas ainda tinha o seu orgulho... Não era só o seu celular que estava dentro da sua mochila, suas garrafas de água e os suplementos energéticos que a sua irmã insistia que usasse também e todos com exceção dela já haviam bebido no caminho, mas se estavam esperando que ela ia pedir pelo óbvio...
O abusado que praticamente sequestrou a sua mochila ofereceu pra Srta. Oferecida Janete dos Quintos dos Infernos à sua porcaria de água!
Kassia engole a frustração e finge não estar vendo quando o ser urg olha de relance pra trás. A sua camiseta estava ensopada e grudada no corpo e o seu jeans surrado estava sujo e rasgado de uns dois ou três tombos que levou ao longo do caminho, o que para seu alívio ninguém tentou ajuda-la à levantar, pois já imaginava que se algum deles tocasse nela de novo, acabaria passando pela vergonha de vomitar o pouco que tinha, se é que ainda tinha algo pra vomitar em seus pés.
Kassia já pensava seriamente em virar nos calcanhares e voltar pelo mesmo caminho de onde vieram quando eles, finalmente, resolveram parar pra descansar! Montanhas exuberantes os cercavam por todos os lados e perto de onde estavam havia uma cachoeira que imaginou ser a única à considerar fascinante.
Dava até pra ver peixinhos multicoloridos no fundo do lago de tão claras e cristalinas que eram as suas águas.
E foi ali, no largo banco de areia que rodeava piscina de água natural que Kassia foi devidamente apresentada ao resto do grupo...
Renato, Lucas e Sergio eram os que não haviam sido apresentados antes e Sergio, gelou ao reconhecer, foi o abusado que tirou a mochila das suas costas. Ele sorri de maneira sombria logo que é apresentado e à certa distancia retira às mãos dos bolsos da calça cargo, com a canhota ele oferece uma maçã e com a destra ele lhe aponta e move o indicador em chama-la. Ela calcula malcriada que a distancia é a mesma entre eles, mas treme por dentro em perceber que está cercada pelos demais e que todos à observavam com expectativa e estão seriamente calados.
Sergio fecha a expressão com ar de desagrado, volta a enfiar a maçã no bolso e é explicitamente direto;
– Vamos às regras, e é bem simples. Você obedece, é recompensada e todos nós iremos nos divertir. Desobedece e será devidamente punida, e 'nós' nos divertiremos de qualquer forma. – ela chegou a abrir a boca, mas ele continuou sério e com tom autoritário;
– Agora, faça o que mandei pequena, e venha até aqui.
Ah merda. Ele não estava de brincadeira e ela moveu lentamente a cabeça em negativa engolindo em seco.
Queria argumentar ou perguntar o que estava acontecendo, mas sua garganta escolheu uma péssima hora pra travar. Uma dor ardente varou por suas costas e a fez arquejar e no mesmo instante foi puxada pelos cabelos e forçada à ajoelhar na areia úmida. Outra varada a fez gemer alto de dor e seu agressor ordenou que ficasse quieta apertando ainda mais a pressão com que a continha pelos cabelos. O pânico a assaltou de imediato, mas ela permaneceu de boca fechada. O mesmo que a agrediu se inclinou e beijou na sua fronte elogiando-a.
– Boa menina... Aprende rápido.
Kassia lançou em Jane um olhar indignado e acusador, mas ela move os ombros como se não fosse nada e rebate;
– É quatro vezes mais do que Ed poderia te dar... e há de concordar que é uma barganha até razoável para te satisfazer e deixar meu dono em paz.
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