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Vento Gelado da Vingança

Vento Gelado da Vingança

Autor:: Yi Xiao Xin
Gênero: Fantasia
A última coisa que senti foi o vento gelado no meu rosto, empurrada do terraço por quem eu chamava de melhor amiga, Laura, enquanto meu ex-namorado, Pedro, assistia com desprezo. Morri, traída por aqueles que um dia me roubaram a bolsa de estudos dos meus sonhos, me condenando a uma vida de luta enquanto eles ascendiam. Mas a morte não foi o fim. Abri os olhos e estava de volta, na minha cama, sentindo o cheiro do bolo de fubá da minha mãe, três meses antes de tudo desmoronar. A vingança ardia em mim, mas o cenário que encontrei na escola me gelou a alma: Pedro e Laura, encenando um beijo teatral, com o mesmo desprezo de Pedro e a ganância de Laura em evidência. Percebi, chocada, que não estava sozinha na volta – ele também havia renascido, com as memórias de seu fracasso, pronto para construir seu sucesso sobre meus escombros novamente. Eles tentaram me humilhar, derrubando minhas anotações, e Laura me ameaçou, relembrando a noite em que me drogaram para me impedir de viajar. A antiga Sofia teria chorado, mas agora, com cada célula do meu corpo clamando por justiça, eu soube: o jogo deles seria barulhento e sujo, o meu, silencioso e letal. Desta vez, as coisas seriam diferentes, e eu sabia exatamente por onde começar: não com lágrimas, mas com lógica, estratégia e foco inabalável para reescrever meu destino e fazê-los pagar por cada dor que me causaram.

Introdução

A última coisa que senti foi o vento gelado no meu rosto, empurrada do terraço por quem eu chamava de melhor amiga, Laura, enquanto meu ex-namorado, Pedro, assistia com desprezo.

Morri, traída por aqueles que um dia me roubaram a bolsa de estudos dos meus sonhos, me condenando a uma vida de luta enquanto eles ascendiam.

Mas a morte não foi o fim. Abri os olhos e estava de volta, na minha cama, sentindo o cheiro do bolo de fubá da minha mãe, três meses antes de tudo desmoronar.

A vingança ardia em mim, mas o cenário que encontrei na escola me gelou a alma: Pedro e Laura, encenando um beijo teatral, com o mesmo desprezo de Pedro e a ganância de Laura em evidência.

Percebi, chocada, que não estava sozinha na volta – ele também havia renascido, com as memórias de seu fracasso, pronto para construir seu sucesso sobre meus escombros novamente.

Eles tentaram me humilhar, derrubando minhas anotações, e Laura me ameaçou, relembrando a noite em que me drogaram para me impedir de viajar.

A antiga Sofia teria chorado, mas agora, com cada célula do meu corpo clamando por justiça, eu soube: o jogo deles seria barulhento e sujo, o meu, silencioso e letal.

Desta vez, as coisas seriam diferentes, e eu sabia exatamente por onde começar: não com lágrimas, mas com lógica, estratégia e foco inabalável para reescrever meu destino e fazê-los pagar por cada dor que me causaram.

Capítulo 1

A última sensação foi a do vento gelado batendo no meu rosto.

Depois, um impacto violento e a escuridão total.

Eu, Sofia, tinha morrido.

Empurrada do terraço de um prédio de luxo pela minha ex-melhor amiga, Laura.

Ao lado dela, meu ex-namorado, Pedro, assistia a tudo com um desprezo que me gelou até os ossos, mesmo enquanto eu caía para a morte.

Tudo por vingança. Anos atrás, eles me traíram, armaram para que eu perdesse uma bolsa de estudos no exterior que mudaria minha vida. Enquanto eu lutava para sobreviver, eles subiam na vida.

Mas o destino tem um jeito estranho de acertar as contas. Anos depois, eu era uma profissional de sucesso. Pedro, um empresário falido. Laura, uma socialite decadente que vivia de aparências. O desprezo dele, a inveja dela... culminaram na minha morte.

Mas então, eu abri os olhos.

A luz do sol entrava pela janela do meu antigo quarto, o cheiro de bolo de fubá da minha mãe vinha da cozinha.

Eu estava na minha cama, vestindo meu pijama de flanela.

Um arrepio percorreu meu corpo.

Peguei o celular na mesinha de cabeceira. A tela acendeu. A data era de três meses antes do dia em que eu deveria ter viajado para o intercâmbio. Três meses antes da sabotagem que destruiu minha primeira vida.

Eu renasci.

Uma risada baixa, quase um soluço, escapou dos meus lábios. Eu tinha voltado. Com todas as memórias, toda a dor, e todo o conhecimento do futuro.

Desta vez, as coisas seriam diferentes.

A vingança não era mais um sonho distante, era um plano. E eu sabia exatamente por onde começar.

Na escola, o ar já estava pesado.

Assim que entrei no pátio, vi a cena que confirmou minhas suspeitas.

Pedro e Laura estavam encostados no muro, se beijando de um jeito exagerado, quase teatral. Não era o beijo discreto de um casal novo, era uma performance para uma plateia.

Laura usava um vestido novo e caro, e nos braços dela, uma bolsa de grife que eu sabia que a família dela não podia pagar. Pedro a segurava pela cintura, mas seus olhos não estavam nela.

Seus olhos estavam em mim.

Eles não continham o carinho de um ex-namorado. Havia um brilho frio, um desprezo familiar, o mesmo que ele tinha no terraço.

Meu estômago gelou.

Ele também renasceu.

A compreensão me atingiu como um soco. Não era só eu. Ele também voltou, com as memórias de seu fracasso, de sua falência. E ele estava aqui para tentar de novo, para garantir que seu caminho para o sucesso fosse construído sobre os meus destroços, mais uma vez.

Laura se afastou dele, rindo alto.

"Amor, você é o melhor! Olha isso, meninas!" ela gritou para um grupo de garotas que passava, mostrando a bolsa nova. "Pedro me deu. Ele disse que eu mereço tudo de bom."

Pedro sorriu, um sorriso forçado que não alcançava seus olhos. Ele parecia um ator em um palco, desempenhando um papel.

Notei a rigidez em seus ombros, a maneira como sua mão apertava a cintura de Laura com um pouco de força demais. Ele estava ansioso, inseguro. Ele precisava dessa validação, precisava mostrar a todos que estava no controle, que tinha a garota popular, que era um vencedor.

Laura, por sua vez, parecia cega a tudo isso. Ela estava absorta em seu próprio show, desfilando com a bolsa como se fosse um troféu. Sua inveja e futilidade eram as mesmas, talvez até piores agora que ela também tinha as memórias de uma vida de decadência. Ela queria tudo o que eu tive e o que eu teria, e achava que Pedro era o atalho para isso.

Pobres tolos.

Eu desviei o olhar deles e caminhei para a sala de aula.

O desprezo e a raiva queimavam dentro de mim, mas eu os empurrei para o fundo. Emoções eram um luxo que eu não podia me permitir. Na minha vida passada, eu chorei, gritei, me desesperei. E isso só me levou a um túmulo sem nome.

Desta vez, eu usaria a lógica. A estratégia.

Sentei na minha carteira, no fundo da sala, e abri meu caderno. As fórmulas de física, os conceitos de química... tudo estava lá, fresco na minha mente. A dedicação de anos de estudo na minha vida passada não tinha desaparecido. Na verdade, parecia mais nítida, mais clara.

Enquanto a professora explicava a matéria no quadro, eu já estava resolvendo os exercícios do final do capítulo. Meu cérebro funcionava a todo vapor. Eu não era mais uma estudante esforçada, eu era uma veterana com anos de conhecimento avançado. Esta era a minha vantagem. Enquanto Pedro e Laura estavam ocupados com seu teatro patético, eu estava construindo meu arsenal.

O sinal para o intervalo tocou.

Eu estava organizando minhas anotações para a próxima aula quando uma sombra pairou sobre minha mesa.

Era Laura. Pedro estava logo atrás, com os braços cruzados e um sorriso de escárnio no rosto.

"Sofia, querida," Laura disse com uma voz doce e falsa, "você não cansa de estudar tanto? A vida é mais do que só livros, sabia?"

Antes que eu pudesse responder, ela esbarrou "acidentalmente" na minha pilha de papéis. Minhas anotações, resumos e fichas voaram pelo chão.

"Ops!" ela exclamou, cobrindo a boca com a mão. "Me desculpe. Sou tão desastrada."

A sala inteira ficou em silêncio. Todos os olhos se voltaram para nós. Era uma humilhação pública, um teste. Eles queriam que eu explodisse, que eu chorasse, que eu fizesse uma cena. Era isso que a antiga Sofia faria.

Mas eu não era mais ela.

Eu lentamente levantei meu olhar do chão para o rosto dela.

Não havia raiva nos meus olhos. Não havia dor. Havia apenas um vazio frio.

Sem dizer uma única palavra, eu me levantei.

Não me abaixei para pegar os papéis. Apenas contornei a mesa e saí da sala, passando por eles como se não existissem.

Senti o olhar deles queimando nas minhas costas. Ouvi os sussurros dos outros alunos.

Que olhassem. Que sussurrassem.

O jogo deles era barulhento e sujo. O meu seria silencioso e letal.

A guerra havia apenas começado.

Capítulo 2

No corredor, Laura me alcançou e segurou meu braço.

"Aonde você pensa que vai?" ela sibilou, a doçura falsa desaparecendo de sua voz.

Pedro estava logo atrás, com a mesma expressão arrogante.

"Solta," eu disse, minha voz baixa e firme.

Laura riu, um som desagradável. "Escuta aqui, Sofia. Fica longe do Pedro. E toma cuidado com o que você bebe por aí. Nunca se sabe o que podem colocar no seu copo."

Meu sangue gelou.

A ameaça era clara, uma referência direta e cruel à noite que arruinou minha primeira vida. A noite da festa de despedida antes do meu intercâmbio.

A memória veio com uma força avassaladora.

Eu estava tão feliz. Tinha conseguido a bolsa para uma das melhores universidades do mundo. Meus pais estavam orgulhosos, meus amigos comemoravam comigo. Laura, minha "melhor amiga", me preparou uma bebida especial, um coquetel colorido que ela disse ser para "celebrar meu sucesso".

Eu bebi tudo, confiando nela.

Vinte minutos depois, eu estava passando mal no banheiro, com cólicas terríveis. A dor era insuportável. Fui levada às pressas para o hospital. O diagnóstico: intoxicação alimentar grave. Fiquei internada por uma semana.

Quando saí, o prazo para aceitar a bolsa e enviar a documentação final já havia passado. A oportunidade se foi.

Na época, pensei que tinha sido azar, uma infeliz coincidência. Só anos depois, quando a vida de Pedro e Laura desmoronou e as verdades amargas vieram à tona em uma briga de bêbados, eu descobri. Não foi intoxicação alimentar. Laura, a mando de Pedro, colocou um laxante fortíssimo e outras substâncias na minha bebida.

Eles me sabotaram porque Pedro não suportava a ideia de eu ter sucesso sem ele. Ele queria que eu ficasse, dependente dele, à sua sombra. E Laura, consumida pela inveja, fez o trabalho sujo.

Agora, aqui estava ela, jogando isso na minha cara.

Meus dedos se fecharam em punho, as unhas cravando na palma da minha mão. A dor física me ajudou a focar, a conter a onda de fúria que ameaçava me consumir.

Eu olhei para ela, depois para Pedro.

Ele, o cérebro por trás de tudo. Egoísta, ambicioso, incapaz de ver alguém brilhar mais do que ele. E ela, sua ferramenta. Tão desesperada por atenção e status que se rebaixou a ser peão no jogo dele.

"Você acha que isso é uma ameaça, Laura?" eu perguntei, minha voz perigosamente calma.

Ela vacilou por um segundo, surpresa com a minha falta de reação.

"É um aviso," ela retrucou, tentando parecer confiante.

Eu soltei uma risada curta e sem humor.

"Avisos são para pessoas que têm algo a perder. Vocês já me tiraram tudo uma vez. Achar que podem fazer de novo com o mesmo truque idiota não é confiança, é estupidez."

Eu puxei meu braço do aperto dela com um movimento brusco e continuei andando, deixando os dois parados no corredor.

A raiva me deu energia. A vingança não era só sobre fazê-los pagar, era sobre garantir que eu vivesse a vida que eles me roubaram. O sucesso seria minha arma mais afiada.

Nos dias seguintes, ficou claro que Pedro e Laura estavam presos ao roteiro da vida passada.

Pedro, confiando na sua memória de que conseguiria entrar em uma boa faculdade de qualquer maneira, parou de estudar completamente.

Ele passava as tardes jogando basquete e as noites levando Laura para jantares e festas. Ele faltava às aulas da tarde e às vezes até matava a aula da manhã para encontrá-la.

O dinheiro para esse estilo de vida vinha de algum lugar, e eu suspeitava que ele já estivesse esvaziando a poupança que seus pais guardavam para a faculdade dele.

Vi Laura no shopping com sacolas de compras, exibindo um celular novo e tênis de edição limitada que Pedro comprou para ela. Ela estava vivendo o sonho de ser a namorada de um cara rico e popular, sem perceber que o castelo deles era construído sobre areia.

Logo, o comportamento deles começou a chamar a atenção.

Pedro, que costumava ser um aluno mediano, agora estava no fundo da classe. Suas notas despencaram. Ele foi pego dormindo na aula de história e tirou um zero em uma prova de matemática.

O coordenador do colégio o chamou para uma conversa. Depois, foi a vez dos pais dele serem chamados.

A notícia se espalhou como fogo. O nome de Pedro foi parar no mural de avisos da diretoria por faltar repetidamente ao período da tarde sem justificativa.

Ele também começou a andar com um grupo de garotos mais velhos, conhecidos por arrumar briga e fumar atrás do ginásio. Eles não eram estudantes sérios, eram o tipo de gente que estava apenas esperando o tempo passar para largar a escola.

Pedro achava que isso o fazia parecer descolado. Na verdade, ele só parecia desesperado.

Uma tarde, eu estava subindo as escadas para a biblioteca quando dei de cara com eles. Pedro, Laura e sua nova turma de "amigos" estavam bloqueando a passagem, rindo alto e fumando.

O cheiro de cigarro era forte.

Laura me viu primeiro.

"Olha só quem está aqui," ela disse, com um sorriso de deboche. "A futura ganhadora do Prêmio Nobel, indo se enfurnar nos livros."

Um dos garotos mais velhos me olhou de cima a baixo. "É essa a sua ex, Pedro? Sem graça. Você fez uma boa troca."

Pedro riu, mas o som foi oco. Ele deu um passo à frente, se colocando no meu caminho.

"Está com pressa, Sofia? Por que não relaxa um pouco com a gente? A vida é curta demais para passar o tempo todo com a cara nos livros."

Ele tentava parecer intimidador, o líder do bando.

Mas tudo que eu via era um menino assustado, repetindo os mesmos erros, cego pela própria arrogância.

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