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Segundo casamento, primeiro amor

Segundo casamento, primeiro amor

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Sinopse

Em sua vida passada, Kimberly foi traída por um canalha, difamada por uma interesseira e perseguida pela família do canalha - levando sua própria família à falência e ela à loucura. Grávida de nove meses, ela morreu em um acidente de carro, enquanto os culpados prosperavam e celebravam em família. Agora que renasceu, Kimberly entendeu tudo. Dívida de gratidão? Amor platônico? Que se danem! Ela enfrentou os traidores e reconstruiu o império de sua família. Para sua surpresa, o homem que em sua vida passada era inalcançável agora se humilhava diante dela. "Perdi seu primeiro casamento. O segundo é meu, certo?"

Capítulo 1 Traição

"De acordo com o plantão da TV, houve uma colisão traseira na Rodovia 257. Um caminhoneiro bêbado bateu em um táxi pela traseira, fazendo-o capotar. Ainda não se sabe a extensão dos ferimentos, mas testemunhas disseram que havia uma grávida prestes a dar à luz no carro."

O som das sirenes, dos gritos e do trânsito era ensurdecedor.

O barulho martelava os ouvidos de Kimberly Holden, o ar cheirava a sangue.

Quase inconsciente, ela conseguiu agarrar o celular e discar um número.

Quando a ligação estava prestes a cair, alguém atendeu.

Uma voz feminina familiar respondeu: "Kimberly? O Declan está no banho, não pode atender agora. O que foi? É urgente?"

Naquele momento, o coração de Kimberly afundou.

Era Valerie Walsh! Claro!

Sempre a Valerie, a querida irmã adotiva com quem Declan Walsh crescera, a razão de ele a ignorar, bloquear o número dela, mesmo na data prevista do parto.

De olhos fechados, Kimberly sentiu um fluxo quente entre as pernas, um sinal de que a vida dentro dela escapava. Apesar da agonia, ela implorou: "Me ajudem... Rodovia 257... Salvem meu bebê..." As palavras custavam a sair.

O acidente repentino derrubara as barreiras de ambos os lados e bloqueou completamente a pista. Os carros não conseguiam avançar nem recuar, com os veículos de resgate presos do lado de fora.

Enviar um helicóptero seria uma operação complexa demais. No entanto, Kimberly sabia que a família Walsh tinha um helicóptero particular. Se o Declan mandasse a aeronave na hora, ainda haveria uma esperança.

"Ah, Kimberly...", disse a voz, soando falsamente pesarosa. "O Declan está ocupado com os preparativos do meu aniversário hoje, não pode se preocupar com isso."

A ligação caiu.

Kimberly desabou no asfalto, o cheiro de gasolina a advertindo sobre uma possível explosão.

Mas ela sentiu uma aceitação súbita do seu destino.

Em seus últimos momentos, pensou nos seus vinte e cinco anos, metade deles gastos amando um homem que não a amava.

Da herdeira mimada da família Holden, tornara-se uma figura desacreditada, humilhada publicamente.

Havia apostado toda a fortuna dos Holden e mesmo assim falhara em conseguir uma migalha do amor genuíno de Declan.

Estava exausta. Perdera a vontade de amá-lo outra vez.

Aquela vida lhe ensinara sobre julgamentos ruins, e ela prometeu a si mesma não repetir os mesmos erros numa próxima.

"Senhora Walsh, a senhora vai mesmo usar esse vestido rosa de alta-costura no leilão beneficente desta noite? Embora o senhor Walsh...", disse Maggie, a governanta, fez uma pausa e continuou, suave. "Esse vestido curto parece muito informal. Que tal escolher outro?"

Depois da sugestão, observou ansiosa a reação da patroa no espelho.

Tendo trabalhado para a família Walsh por muitos anos, Maggie entendia a profundidade do amor de Kimberly por Declan. Para agradá-lo, Kimberly moldava cuidadosamente o próprio estilo ao dele.

Kimberly olhou para o reflexo familiar, o coração acelerado.

Ela não devia estar morta? Aquele leilão beneficente não tinha sido há três anos? Será que... ela renascera?

"Senhora Walsh?"

A voz insistente de Maggie trouxe Kimberly de volta à realidade.

"O senhor Walsh vem buscá-la em uma hora. A senhora precisa se aprontar! E este vestido branco? É mais elegante..."

Os olhos de Kimberly brilharam, um sorriso sutil surgiu em seus lábios.

Aquele leilão era organizado pela família mais misteriosa e antiga de Javille, os Howard. Na superfície, parecia um evento da alta sociedade, mas, na verdade, era uma forma de as famílias se exibirem para os Howard.

Os Howard valorizavam muito a união familiar, razão pela qual Declan precisava levá-la.

Antes, ela tinha ciúmes de Valerie por monopolizar a atenção de Declan. Na tentativa de conquistá-lo, ela imitava Valerie em tudo, mas seus esforços meticulosos só aumentavam o ressentimento dele.

Naquele leilão beneficente, Declan pegara o colar de esmeraldas dela sem permissão para impressionar Valerie, permitindo que esta o exibisse no evento.

Quando Kimberly tentou recuperar o colar, Declan a acusou de ciumenta, tornando-a motivo de chacota entre a elite.

Com uma segunda chance na vida, ela jurou recuperar tudo o que era seu!

Refletindo sobre as experiências passadas, Kimberly declarou com calma: "Vou usar o vestido bege sob medida. Vai combinar perfeitamente com o meu colar de esmeraldas."

Depois de anos imitando Valerie, ela quase perdera de vista sua verdadeira identidade: a de uma dama digna da família Holden, criada com disciplina rigorosa.

Fora uma tolice competir com uma adotiva de uma família meramente abastada.

Maggie disse, preocupada: "Mas o senhor Walsh geralmente não aprecia looks tão formais, e o colar de esmeraldas, presente da sua avó, nem foi usado no seu casamento. Não é um exagero para um evento?"

"Vou buscar o colar. Você resolve o vestido", ordenou Kimberly, levantando-se e ignorando as preocupações da governanta. "Esvazie o guarda-roupa. Vamos substituir tudo por peças novas."

Maggie observou espantada enquanto Kimberly se dirigia ao quarto, hesitou por um instante, mas acabou cumprindo as ordens.

Em vez de esperar que Declan a buscasse, Kimberly pegou uma Lamborghini na garagem e dirigiu-se diretamente ao evento.

O leilão beneficente acontecia numa propriedade privada à beira-mar.

Sob o pôr do sol, Kimberly estava deslumbrante no vestido bege sob medida.

O caimento impecável valorizava sua figura elegante, e o penteado moderno, aliado à maquiagem refinada, acentuava seu charme.

Ao entregar as chaves ao manobrista, seu celular tocou. O identificador de chamadas mostrava "Declan" repetidamente.

Kimberly sorriu com desdém. Atendeu, e uma voz furiosa explodiu do outro lado da linha: "Quem disse que você podia pegar o colar de esmeraldas?"

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