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Fúria da Lua: Sangue e Destino
img img Fúria da Lua: Sangue e Destino img Capítulo 4 Fugitiva
4 Capítulo
Capítulo 6 Discussão img
Capítulo 7 Desespero img
Capítulo 8 Desejos img
Capítulo 9 Medo img
Capítulo 10 Desastre img
Capítulo 11 Precipício img
Capítulo 12 Caos img
Capítulo 13 Seja Forte img
Capítulo 14 Conflitos img
Capítulo 15 O Resgate que Virou Prisão  img
Capítulo 16 Determinação img
Capítulo 17 Novo lobisomem img
Capítulo 18 Perigo img
Capítulo 19 Momentos desastrosos. img
Capítulo 20 Em Busca de Segurança img
Capítulo 21 Alcateia img
Capítulo 22 Acontecimentos Confusos img
Capítulo 23 Max descobriu img
Capítulo 24 Discórdia entre Kháos e Alex img
Capítulo 25 Além das Aparências img
Capítulo 26 Mágoa img
Capítulo 27 Encontros Tensionados parte 1 img
Capítulo 28 Encontros Tensionados parte 2 img
Capítulo 29 Imprudente img
Capítulo 30 De Êxtase a Angústia img
Capítulo 31 A antiga companheira de Kháos img
Capítulo 32 A Dor que Carrego img
Capítulo 33 A chegada do Ancião img
Capítulo 34 Suspeita img
Capítulo 35 Cúmplice img
Capítulo 36 Ciúmes parte 1 img
Capítulo 37 Ciúmes parte 2 img
Capítulo 38 Treinamento img
Capítulo 39 Desejos img
Capítulo 40 Luxúria parte 1 img
Capítulo 41 Luxúria parte 2 img
Capítulo 42 Onde eles estão img
Capítulo 43 Entregue ao prazer img
Capítulo 44 Completamente deles img
Capítulo 45 Nossa img
Capítulo 46 Nada, além deles img
Capítulo 47 Castigada img
Capítulo 48 Alianças img
Capítulo 49 Kallera img
Capítulo 50 Grávida img
Capítulo 51 Encurralado img
Capítulo 52 Sem a nossa Phoenix img
Capítulo 53 Kael Campbell está de volta img
Capítulo 54 Capturada por Kael img
Capítulo 55 Noiva forçada img
Capítulo 56 Alegria se tornou pavor img
Capítulo 57 Confronto final img
Capítulo 58 O Fim do Kháos img
Capítulo 59 O fim do Alex img
Capítulo 60 O Fim img
Capítulo 61 Epígrafe img
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Capítulo 4 Fugitiva

Phoenix

Ficamos por alguns minutos assim, seu rosto perto do meu, o coração batendo forte, olhando aquele homem. De outra raça, minha consciência logo me alertou, trazendo-me de volta à realidade.

- O que está pensando agora, me olhando tanto assim? - perguntou mexendo-se na cama.

- É... é que eu preciso ir ao banheiro? - digo constrangida.

- Eu te levo. - disse, levantando-se.

- Pode voltar a dormir, não precisa vir comigo. - falei. Mas espera, por que você está dormindo comigo? - perguntei novamente.

- Depois te explico. - disse saindo na minha frente.

Enquanto caminhávamos, percebi que realmente estava com vontade, e depois de alguns passos para longe da caverna, ele parou.

- Pode fazer aqui. - disse, ficando em pé.

- Você não pode ficar aqui, preciso de privacidade. - falei.

- Ok, me chame se precisar. - disse, afastando-se na escuridão.

- Tudo bem. - respondi olhando ao redor.

Mesmo apressada, fiz minha necessidade o mais rápido possível. Minha vida já está um caos, preciso urgentemente pensar em uma forma de me manter protegida e livre, pois só de pensar em voltar a viver como escrava embrulha meu estômago. Alguns minutos depois chamei o Kháos, que logo apareceu e seguimos de volta para a caverna, eu na frente enquanto ele fechava a entrada com os galhos.

Arrumei a cama para ficar mais confortável e peguei mais peles para cobrir. Nesse momento, Kháos chegou e deitou-se na cama.

- O que você está fazendo? - perguntei.

- Vou deitar, não está óbvio? - respondeu.

- E eu, onde durmo? - questionei, vendo que não há lugar para mim.

- A cama tem espaço para nós dois. - disse simplesmente.

- Não posso dormir ao seu lado, é inapropriado para uma dama. - falei constrangida.

- Se não quer, tem couros para você colocar no chão. - respondeu virando-se.

Fiquei surpresa com sua falta de cavalheirismo.

- Sou uma dama, você poderia dormir no chão e eu na cama.

Ele riu.

- A caverna é minha, você está aqui porque não tem para onde ir. Aceite o que tem. Ou dorme comigo ou no chão. - Disse fechando os olhos.

- Nem parece um cavalheiro. - disse, pegando os couros e os estendendo no chão.

- Estou longe de ser um. Não sou da sua raça, nossos costumes são diferentes.

- Cada vez percebo isso mais. - digo estendendo as peles.

Tentei me ajeitar no chão duro, mas mesmo com as peles não foi confortável. Tremia de frio até conseguir dormir.

Acordei sonolenta, sentindo maciez debaixo de mim e couros ao redor. Kháos não estava na cama. Saí da caverna e ele também não estava lá, mas havia frutas nos cestos. Peguei algumas e me sentei no chão.

Ele chegou depois com um animal.

- Você me colocou na cama?

- Você tremia tanto que não me deixava dormir. - disse, preparando o animal.

- Onde você dormiu? - perguntei.

- No chão. - respondeu sem olhar.

- Obrigada! - agradeci sem jeito.

- Não agradeça. Se não quiser passar frio novamente, faça uma cama para você. - respondeu rude, voltando ao normal.

Só depois percebi seu cabelo molhado quando ele se aproximou para pegar lenha.

- Preciso ir à feira. - falei com cuidado.

- De jeito nenhum. - respondeu rapidamente, sem me deixar argumentar.

- Por quê? - perguntei sem entender.

- Não é preciso ser esperto para ver que é perigoso, especialmente para você que está sendo procurada. - argumentou, com seu humor ácido.

- Você vai comigo. - disse, como a única solução.

Ele ficou calado por alguns segundos.

- Por que quer ir? - perguntou depois.

- Preciso de roupas novas, já faz dois dias que não tomo banho. - falei, envergonhada.

- Seu cheiro deixa isso claro. - comentou sem discrição.

- Eu sei, não precisa ficar falando. - resmunguei.

- Vamos até a lagoa, você pode tomar banho lá e depois seguimos direto para a feira. - disse ele, saindo da caverna.

Segui, tentando decorar o caminho, já que teria que ficar aqui por um tempo, sem depender totalmente do Kháos.

- Tome banho rápido, não podemos demorar muito, a feira começa a ficar vazia quando o sol esquenta. Com menos pessoas na rua, é mais fácil de você ser reconhecida. - disse, me dando privacidade.

Tomei banho o mais rápido possível, mas infelizmente vesti a mesma roupa suja e fui até ele.

- Estou pronta. - comuniquei, arrumando o cabelo.

- Então, vamos. - disse, passando por mim.

Caminhamos por um tempo considerável até finalmente chegarmos.

- Phoenix eu vou ficar aqui perto da floresta, minha apareça vai chamar muita atenção. - Disse colocando o capuz em seu rosto.

- Aqui tome. - Disse me estendo uma bolsa com algumas moedas de prata dentro. - Não se afaste muito e tome cuidado em ser reconhecida.

- Não se preocupe, não irei demorar. - Digo guardado a bolsa.

Começo a andar no meio das pessoas sempre escondendo o rosto, até chegar em um monumento onde só vende roupa para damas. Não demorei muito peguei trẽs vestido dos mais simples, um da cor vermelhas com decote no busto, a azul possui um decote na costa e o amarelo tẽm um rasgo do joelhos até a extensão toda do vestido. Após pagar volto por onde tinha vindo, mas parou assim que vi meu retrato em uma parede.

Procurada. Phoenix Catech está sendo procurada pelo assassinato do duque Alick. Quem a capturar será recompensado pela majestade com trezentas moedas de ouro.

Não posso acreditar que estão me procurando como se eu fosse uma criminosa. Tudo que fiz foi me defender de um bêbado pervertido, que teve o que merecia.

- De onde você é?

Assustei-me ao ver um homem ao meu lado me encarando. Com uns trinta anos, cabelos com alguns fios brancos, barba grande e uma cicatriz no lado esquerdo do rosto, ele tinha um charuto na boca. Seu jeito indicava que não era um homem da lei.

- Estou só de passagem. - Respondi, tentando ser cordial e não levantar suspeitas, já que ele estava próximo à parede com os cartazes de procurado.

- Você se parece com a nova fugitiva que matou o duque de forma tão brutal. É difícil acreditar que uma dama tão jovem seria capaz de tal atrocidade.

Não falei nada, senti que se eu abrisse a boca para falar, iria gaguejar e revelar meu medo, me denunciando.

- Me diga, foi mesmo você? Ou alguém te ajudou, talvez uma criatura. - Ele disse, tirando o charuto da boca.

Olhei para ele no mesmo instante em que essas palavras saíram de sua boca, só de pensar que esse homem sabia da existência de Kháos me causava um tremor horrível.

- Não sei do que o senhor está falando. - Respondi, sentindo um nó na garganta. Virei as costas e, após dar alguns passos, ouvi sua voz atrás de mim.

- Você vai me confessar tudo depois de sofrer algumas torturas. - Ele disse, vindo em minha direção.

Instantaneamente, comecei a correr, desviando das pessoas, e olhando para o homem que me perseguia. Logo à minha frente, passaram dois homens com galões de óleo. Bati de frente com um deles, fazendo com que o óleo se derramasse por todas as partes. Ele tentou passar, mas acabou escorregando e caindo no chão. Ainda faltava muito para chegar até Kháos. Nesse momento, vi uma entrada no meio de dois bordéis e, sem pensar, corri para dentro, encostando-me mais na parede quando o homem todo coberto de óleo passou por mim.

Respirei aliviada por ter conseguido escapar sem chamar muita atenção.

- Phoenix

Congelei ao ouvir meu nome sendo pronunciado por aquela voz, que pensei nunca mais ouvir.

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