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Fúria da Lua: Sangue e Destino
img img Fúria da Lua: Sangue e Destino img Capítulo 1 Sequestrada por um lobisomem
1 Capítulo
Capítulo 6 Discussão img
Capítulo 7 Desespero img
Capítulo 8 Desejos img
Capítulo 9 Medo img
Capítulo 10 Desastre img
Capítulo 11 Precipício img
Capítulo 12 Caos img
Capítulo 13 Seja Forte img
Capítulo 14 Conflitos img
Capítulo 15 O Resgate que Virou Prisão  img
Capítulo 16 Determinação img
Capítulo 17 Novo lobisomem img
Capítulo 18 Perigo img
Capítulo 19 Momentos desastrosos. img
Capítulo 20 Em Busca de Segurança img
Capítulo 21 Alcateia img
Capítulo 22 Acontecimentos Confusos img
Capítulo 23 Max descobriu img
Capítulo 24 Discórdia entre Kháos e Alex img
Capítulo 25 Além das Aparências img
Capítulo 26 Mágoa img
Capítulo 27 Encontros Tensionados parte 1 img
Capítulo 28 Encontros Tensionados parte 2 img
Capítulo 29 Imprudente img
Capítulo 30 De Êxtase a Angústia img
Capítulo 31 A antiga companheira de Kháos img
Capítulo 32 A Dor que Carrego img
Capítulo 33 A chegada do Ancião img
Capítulo 34 Suspeita img
Capítulo 35 Cúmplice img
Capítulo 36 Ciúmes parte 1 img
Capítulo 37 Ciúmes parte 2 img
Capítulo 38 Treinamento img
Capítulo 39 Desejos img
Capítulo 40 Luxúria parte 1 img
Capítulo 41 Luxúria parte 2 img
Capítulo 42 Onde eles estão img
Capítulo 43 Entregue ao prazer img
Capítulo 44 Completamente deles img
Capítulo 45 Nossa img
Capítulo 46 Nada, além deles img
Capítulo 47 Castigada img
Capítulo 48 Alianças img
Capítulo 49 Kallera img
Capítulo 50 Grávida img
Capítulo 51 Encurralado img
Capítulo 52 Sem a nossa Phoenix img
Capítulo 53 Kael Campbell está de volta img
Capítulo 54 Capturada por Kael img
Capítulo 55 Noiva forçada img
Capítulo 56 Alegria se tornou pavor img
Capítulo 57 Confronto final img
Capítulo 58 O Fim do Kháos img
Capítulo 59 O fim do Alex img
Capítulo 60 O Fim img
Capítulo 61 Epígrafe img
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Fúria da Lua: Sangue e Destino

Autor: Roshir Tales.
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Capítulo 1 Sequestrada por um lobisomem

Phoenix

Meu corpo estremece, sinto o suor deslizar pelo meu rosto, confirmando a intensidade do meu medo. Tudo está em profundo silêncio, o único som é o palpitar acelerado do meu coração, como se desejasse escapar do meu peito, a cada ruído estranho que surge do nada.

Ando em silêncio, tentando dominar o tremor que sinto, tudo está mais aterrorizante e sombrio nesta estrada, como nunca esteve antes.

- Droga! - exclamei insatisfeita.

Ao sentir as gotas de chuva em meu rosto, apressei os passos, a cada minuto a tempestade se intensificava e os trovões começaram a romper o silêncio da noite. Tropeço pela estrada esburacada, devido ao peso e ao tamanho do vaso de porcelana que as filhas do meu senhor me ordenaram buscar no vilarejo ao cair da noite.

Suspiro aliviada ao avistar a pequena faísca de luz emanando do casarão, indicando que a chegada estava próxima. Contudo, ao ouvir o estalar dos galhos das árvores, congelo, sinto minhas pernas fraquejarem e meu coração bater descompassado. Após alguns segundos em silêncio, uma figura emerge de dentro da floresta, aproximando-se cada vez mais de mim. Consegui enxergar, com maior clareza, a silhueta de um homem cambaleante, que segurava uma garrafa em sua mão, visivelmente embriagado.

Instantaneamente, um alerta estridente ecoa em minha mente, ordenando que eu desse meia volta e fugisse dali o mais rápido possível. Estando a alguns metros à minha frente, ele me encara descaradamente.

- Vejam só o que temos aqui: a escrava do senhor Campbell. O que uma bela donzela faz em uma estrada tão perigosa, em plena noite? - ele perguntou enquanto tomava um gole de sua bebida.

Eu tremi e, involuntariamente, passei as mãos pelo meu rosto para enxugar o suor que escorria. Era inevitável não entrar em pânico, meu medo era tão intenso que meu corpo parecia formigar.

Seu olhar malicioso me causa náusea. Mantive-me em silêncio e tentei passar por ele o mais rápido possível, esperando que ele não desse importância à minha presença. No entanto, ele rapidamente segurou meu braço com força, já imaginando o que aconteceria a seguir. Instantaneamente, como uma forma de me livrar, joguei o vaso de porcelana que eu carregava em cima dele.

Saí correndo escutado ele reclamar, olho para trás, e assustei-me ao ver que ele está atrás de mim não demorou muito até que ele consegue pegar‐me pelo braço, me derrubando no chão.

- Sua desgraçada, você cortou meu rosto, mas farei algo pior para você aprender a ser uma boa menina. - pronunciou.

- Solte-me. - grito em agonia, o batendo freneticamente.

- Quieta. - berrou ao desferir um tapa em meu rosto.

Sinto o gosto amargo e metálico do sangue, junto com a ardência pelo corte.

- Por favor! Não faça isso, deixe-me ir embora. Socorro. - grito implorado.

Imploro, para que alguém pudesse me ouvir e corre ao meu socorro, o desespero aumenta ao sentir suas asquerosa mãos levantado o meu vestido.

- Você vai gostar, eu garanto. - ele murmura próximo ao meu rosto após tocar meus lábios. Mesmo sentindo repulsa, mordo-os até sentir o sangue escorrer em minha boca.

- Desgraçada. - ele urra de dor, afrouxando seu aperto em mim.

Aproveito a oportunidade e o empurro com mais força, conseguindo tirá-lo de cima de mim. Levanto-me rapidamente, mas ele segura meu pé, fazendo-me cair de rosto no chão.

Ele subiu ligeiramente sobre mim, apertando meu pescoço até eu sentir a garganta queimar pela falta de ar. Minha visão começou a escurecer, e a queimação nos pulmões aumentava. A escuridão começou a me envolver, mas de repente, o corpo do homem foi arremessado para longe, caído no chão.

Cambaleando, ainda meio atordoada, observei a cena mais selvagem que já vi. Uma criatura imponente estava sobre o homem, dilacerando sua carne. Os gritos desesperados do humano ecoavam. Em questão de segundos, o homem parou de se mexer e gritar; ele estava morto.

- O que você é? - sussurrei, minha voz vacilou quando a criatura coberta de sangue se virou para mim, involuntariamente me afasto.

A criatura que se ergue diante de mim possui dois metros de altura, um corpo musculoso coberto por uma pelagem negra, dentes afiados e garras grandes, movendo-se em duas patas. Parece irreal, mas ali, diante de mim, é mais do que real. É um lobisomem!

Ao fixar seus olhos em mim, sinto um arrepio com a intensidade daqueles olhos de rubi. Ele me avalia sem piscar por alguns segundos.

Sinto um calafrio percorrer meu corpo. O medo toma conta de mim, meu corpo treme ainda mais do que antes. Lágrimas escorrem pelo meu rosto, meu corpo fica rígido, o coração acelerado, mal consigo ficar de pé, minhas pernas tremem tanto que é quase impossível me sustentar.

Ao se aproximar, examina cada detalhe de mim. Não consigo mover meu corpo; é como se meu cérebro estivesse paralisado pelo pânico.

A poucos centímetros do meu rosto, sinto seu hálito, arrepio-me quando ele puxa o ar com força, como se quisesse sentir meu cheiro.

- Eu não quero morrer. - digo com a voz embaçada pelo choro.

Nesse momento, um latido de cachorro vindo da floresta me dá a oportunidade de reagir, e eu saio correndo em direção ao casarão.

Mas minha esperança de fugir é logo frustrada quando sinto meu corpo ser erguido do chão e jogado sobre o ombro do lobisomem, que corre rapidamente para a floresta.

Começo a sentir tontura e minha cabeça parece pesar uma tonelada, como se o sangue estivesse descendo desconfortavelmente para ela devido à minha posição

Tento visualizar para onde estou sendo levada, mas é impossível memorizar qualquer detalhe do local. Depois de alguns minutos, a chuva cessa e a lua e as estrelas iluminam o ambiente, permitindo-me ver algumas coisas, embora seja inútil dado o momento em que estou sendo sequestrada por um lobisomem.

Luto contra a minha mente pessimista, que insiste incansavelmente que este é o meu fim. Grito por socorro até perder a voz, sentindo minha garganta queimar pela dor de tanto pedir ajuda e misericórdia.

Sinto um aperto forte na minha nádega, e um grito de dor escapa de mim quando ele faz isso. Um grunhido rouco alto enche o ambiente.

- Fique quieta. - grita o monstro.

Meu corpo fica paralisado de choque; o lobo pode falar. Decido manter o silêncio, temendo ser morta na floresta. Planejo escapar quando ele parar para descansar.

No entanto, isso parece improvável. Horas se passam, e ele continua correndo, sem mostrar sinais de cansaço. Sua resistência é assustadora; nenhum humano, por mais forte que seja, conseguiria manter esse ritmo.

Tento de todas as formas encontrar uma saída, até perceber a velocidade diminuindo. Com esforço, percebo que isso acontece ao passarmos por um local mais estreito. Vejo-o se ajustando para atravessar entre as rochas e, ao notar uma pedra acima, não hesito em pegá-la. Aguardo até que ele passe completamente entre as pedras e então golpeio sua cabeça com toda a minha força, proporcionando-me a chance de escapar enquanto ele se desequilibra pelo impacto.

No entanto, eu não havia percebido que estava a dois metros de altura, em um terreno rochoso. Caí com força no chão, sentindo minha cabeça pulsar e lágrimas escorrerem pela dor intensa do impacto. Minha visão escurece, e tudo o que consigo ver e ouvir é um uivo rouco e olhos vermelhos me encarando.

            
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