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Casamento em mentira
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Capítulo 4 Sepultado

DANILO MONTEIRO

Sinto uma dor dilacerante e nada em mim doeu tanto antes como essa joelhada no meu saco com o pau duro.

__ desgraçada!

Xingo a vendo sair e mesmo sentindo dor, meu corpo inteiro pulsar por ela, aquele beijo me deixou louco, eu a foderia aqui mesmo contra essa estante se essa filha da mãe não tivesse me nocauteado me tirando de jogo, agora entendo porque meu pai era louco por ela, a protegia, bastou um único contato para eu saber que ela era diferente, Cecília tem um cheiro, sua pele parece uma porcelana fina, aquela boca irresistível e os olhos mais encantadores que já vi, quando ela era criança eu a achava feia e sem graça, mas a vida fez questão de reverter isso para foder com tudo, ela se transformou num verdadeiro monumento.

__ patrão!

Ouço a voz do Silvano a me chamar atrás da porta, me ergo tentando me recuperar, mas ainda sinto minhas bolas latejarem.

__ pode entrar!

Autorizo e ele a entrar.

__ vim informar que o corpo do seu pai acabou de chegar, está sendo posicionado na sala.

__ Obrigado por avisar Silvano.

__ na há de que patrão.

__ Silvano mais uma coisa, você pode me trazer uma bolsa de gelo?

Ele me olha confuso e pergunta.

__ gelo?

__ gelo! Pode trazer ou tá difícil?

Falo bravo e ele parece ficar constrangido.

__ claro que posso patrão.

Ele se vai e não demora a retornar com uma bolsa térmica de gelo, o dispenso e coloco o gelo no meu pau por cima da roupa buscando algum alívio para esse latejamento sem fim.

Com tudo mais calmo permaneço no escritório, provavelmente a sala deve está cheia de pessoas lamentado sua morte e a grande maioria nem deve ser tão próxima, sei que o sepultamento será no fim da tarde e quando falta um pouco mais de uma hora para levarem o corpo ao jazigo, decido por ir ver seu corpo.

Como já esperava vejo vários pessoas na sala e a maioria dos rosto eu não conheço, alguns tenho lembranças da época que morei aqui, sou cumprimentado pelo trajeto e respondo com aceno na cabeça, vejo a atrevida ao lado do caixão e uma pessoa muito especial para mim, Betânia, mesmo com a idade mais avançada a reconheci de imediato, ela foi minha babá e como perdi minha mãe muito cedo Betânia assumiu esse papel, como ela não tinha filhos me deu todo seu amor, sinto um bolo se formar em minha garganta e meus olhos começam a arderem, luto contra as emoções que querem vim e me aproximo do caixão.

A atrevida se afasta me dando espaço e o vejo, parece estar dormindo, seu rosto sereno, os cabelos todo branco e algumas rugas no rosto, ele envelheceu bem.

O olho por segundos, minutos, não sei ao certo, seu rosto fica memorizado em mim, sinto uma mão tocar a minha e me viro dando de cara com Betânia, os olhinhos amorosos cheios de rugas.

__ menino Danilo!

Betânia me abraça e eu retribuo, eu sentir falta do seu abraço e me sinto como se fosse um menino outra vez.

Me afasto tentando me manter firme.

__ Bom revê-la Betânia, preciso me ausentar, me chame quando forem levar o caixão.

Volto ao escritório e me jogo na cadeira desabando, não consigo mais segurar o bolo que faz minha garganta sufocar e choro.

__ pai!

Eu o amei, eu o amo, embora nunca o conseguir perdoar pelo que ele fez, meu pai sempre foi presente na minha vida mesmo com todo seu trabalho, fazia questão de viajar comigo nas férias, os finais de semana passava comigo e quando precisava trabalhar sempre que possível me levava em suas viagens, ele era meu espelho, meu herói e tudo mudou do dia para noite com a chegada da Isadora, eu não era mais um menino, ele não poderia escolher por mim.

Choro copiosamente sentindo meu coração morrer e murchar até se tornar cinzas, perdi meu pai a dez anos atrás quando saí de casa aos trinta anos sem olhar para trás e agora aos quarenta anos o perco definitivamente, a vida nunca foi fácil.

Sou informado sobre o cortejo até o jazigo da família e eu o acompanho, sob forte comoção meu pai é sepultado, o caixão é colocado na gaveta e fechado com uma grossa pedra de concreto, onde tem seu nome, dia de nascimento e dia da sua morte.

Todos vão para suas casa e eu volto para o casarão, me tranco no escritório me sentido melancólico e lá fico até a hora do jantar.

Janto sozinho em uma mesa feita para acomodar vinte pessoas, fui informado que Betânia se recolheu pois está muito abalada, ela ocupa um dos muitos quartos que tem aqui no casarão.

Subo as escadas para me recolher, preciso dormir e descansar, o dia foi por demais cansativo, quando estou no corredor prestes a entrar no meu quarto vejo Cecília apontar no corredor e ela caminha se aproximando.

__ o que faz aqui garota?

Pergunto me sentido incomodando com sua presença.

__ eu estou indo deitar!

Ela fala como se fosse óbvio.

__ você não vai dormir na minha casa, você não tem nada aqui, essa casa não é sua e não vai agir como se fosse!

Falo a olhando inteira, linda demais e tê-la dormindo tão próxima a mim está totalmente fora de cogitação.

__ Danilo, eu acabei perdendo a hora, está muito tarde, eu vou embora amanhã cedo.

Ela fala como se isso justifica-se tudo, olho a hora e realmente é bastante tarde, mas não tem a mínima possibilidade dela dormir sob o mesmo teto que eu, eu não me responsabilizaria por minhas atitudes.

__ não me interessa a hora, você vai embora, a quero fora da minha casa!

Ela me olha tão magoada que até parece que foi atacada fisicamente.

__ porque você é tão cruel comigo? Eu não te fiz nada, tudo que eu fiz foi cuidar do seu pai!

__ eu sei bem qual era esse cuidado!

Falo maldoso sabendo que ela era a putinha do meu pai sentindo asco.

__ você é ruim, diferente do seu pai que era um homem bom como nunca vi igual.

Me sinto raivoso por ser comparo ao meu pai por ela.

__ vamos garota, estou cansado e não tenho todo tempo do mundo! Vá embora.

Ela me lança um último olhar de fúria e se vai pisando duro, me dando um delicioso deslumbre da sua bunda.

Desço e encontro Silvano na sala.

__ estou me recolhendo patrão.

__ corra e acompanhe a Cecília em casa, não quero que nada a aconteça pois está tarde.

Falo e ele se vai prontamente cumprindo minha ordem, a verdade é que eu mesmo iria acompanhá-la ao longe, não a deixaria a essa hora sozinha por aí, faria isso por qualquer mulher, penso tentando me convencer que não é só com Cecília.

Apenas me recolho quando Silvano retorna e fala que ela chegou bem e que ele só retornou quando a viu entrar em sua casa.

__ obrigado Silvano, lhe darei um agrado por isso.

Falo e o dispenso e vou para meu quarto, tomo um banho relaxante e visto um pijama confortável, me deito na cama e mesmo cansado minha mente demora um pouco para apagar, penso em meu pai, penso em Cecília e o quanto ela é bonita, eu não me lembro de ter sentido uma atração instantânea tão forte por uma mulher antes e ao mesmo tempo eu a desprezo por tudo que ela se sujeitou a fazer com meu pai, Cecília aceitou ir para cama com um homem que tem idade de ser seu avô por dinheiro, ela é a pior mulher que eu já conheci na vida.

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