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"Oi, Jordan! Você ouviu sobre a vítima?", indagou Lisa, uma contadora com quem ele costumava trocar alguns sorrisos. Ela parecia abalada, a cor de seu rosto deslocada. "Era uma jovem da nossa cidade, muito querida. Acredito que todos em Rosewood a conheciam."
Ele assentiu, tentando manter a compostura. "É triste... Sempre acontece com alguém que conhecemos. É como se a cidade estivesse perdendo suas cores." Suas palavras eram genuínas, mas em seu íntimo, havia uma resposta diferente ecoando, sussurros de sua própria percepção de fragilidade.
O dia avançou, e Jordan lecionou suas aulas de educação infantil com a leveza de quem tentava se refugiar em um mundo sem sombras. No sorriso das crianças, ele encontrava um pequeno escape. Por um breve momento, a inocência delas o envolvia, e as preocupações se dissipavam. Ele alinhava os pequenos em círculo, contando histórias que despertavam risadas e curiosidade, substituindo os contornos da vida real com temas de bravura e amizade.
A interação era energética, cada rosto iluminado em um brilho de descoberta. "Professor Jordan", disse uma menininha de olhos brilhantes, "Você pode contar a história do dragão que salvou a princesa?". Ele sorriu com ternura, sabendo que aqueles momentos brilhantes eram suas âncoras em um mundo caótico.