Gênero Ranking
Baixar App HOT
A Virgem Negociada - Uma flor para o Don
img img A Virgem Negociada - Uma flor para o Don img Capítulo 3 Quem machucou a ragazza
3 Capítulo
Capítulo 6 Seja boazinha! img
Capítulo 7 Pare de espiar o Don img
Capítulo 8 Não vai gozar hoje! img
Capítulo 9 A teimosia img
Capítulo 10 A queridinha do chefe img
Capítulo 11 Você vai gostar img
Capítulo 12 Excitante img
Capítulo 13 A ragazza do Don Lucchese img
Capítulo 14 Monstro img
Capítulo 15 Insensível img
Capítulo 16 NÃO ME TOQUE! img
Capítulo 17 Fica longe de mim img
Capítulo 18 Volta pra cama, ragazza img
Capítulo 19 Meu filho img
Capítulo 20 O cheiro da fraqueza img
Capítulo 21 Um covil de lobos img
Capítulo 22 Um covarde img
Capítulo 23 Seja boazinha! img
Capítulo 24 Está com tesão, ragazza img
Capítulo 25 Vai gozar nos meus dedos img
Capítulo 26 Preciso de um tempo img
Capítulo 27 Não vou casar img
Capítulo 28 Minha dignidade img
Capítulo 29 A liberdade img
Capítulo 30 Tudo o que desejar img
Capítulo 31 Nada a perder img
Capítulo 32 Ameaça iminente img
Capítulo 33 Uma ragazza inocente img
Capítulo 34 Sem proteção img
Capítulo 35 Desconfiado img
Capítulo 36 Você é perfeita img
Capítulo 37 Não vou te machucar img
Capítulo 38 Isso é só o começo, piccina img
Capítulo 39 Espiã img
Capítulo 40 Trancada no quarto img
Capítulo 41 Uma jaula de ouro img
Capítulo 42 Um mentiroso img
Capítulo 43 Só vai gozar se for boazinha img
Capítulo 44 A arma perfeita img
Capítulo 45 Trancada img
Capítulo 46 Você não é o monstro img
Capítulo 47 Ainda não acabei, dolcezza img
Capítulo 48 Goze, amore mio img
Capítulo 49 Um amor proibido img
Capítulo 50 Você quebrou o nosso acordo img
Capítulo 51 Minha doce Juliette img
Capítulo 52 A inocência de Elena img
Capítulo 53 Juliette fugiu img
Capítulo 54 Uma boneca de luxo img
Capítulo 55 A Barbie da máfia img
Capítulo 56 A protegida do Don img
Capítulo 57 Linda e irritante img
Capítulo 58 Você é perfeita, dolcezza img
Capítulo 59 Ela é minha! img
Capítulo 60 Vem por cima, dolcezza img
Capítulo 61 Você é perfeita, dolcezza img
Capítulo 62 Você é minha! img
Capítulo 63 Vai gozar, puttana img
Capítulo 64 Sei mia! img
Capítulo 65 O cheiro de sua excitação img
Capítulo 66 Peças que não se encaixam img
Capítulo 67 Foi um erro img
Capítulo 68 Fugindo de mim img
Capítulo 69 Preciso de você img
Capítulo 70 Fica comigo, dolcezza! img
Capítulo 71 Sempre fui sua img
Capítulo 72 Não sou o motivo da guerra img
Capítulo 73 Dando a cara a tapa img
Capítulo 74 Estou protegendo a mulher que amo img
Capítulo 75 Uma punição img
Capítulo 76 A Donna img
Capítulo 77 A decepção img
img
  /  1
img

Capítulo 3 Quem machucou a ragazza

Juliette

Olhei para a janela e, apressadamente, corri antes que o Gaspar arrombasse aquela porta. Não me importava para onde eu iria, só queria encontrar um lugar onde o destino não fosse mais cruel do que o meu padrasto ou o Don Vito Lucchese.

Mesmo descalça e com a roupa rasgada, consegui pular a janela enquanto Gaspar tentava abrir a porta do banheiro.

Eu estava correndo. Não sabia por quanto tempo, mas a adrenalina me impulsionava. O ar gelado chicoteava minha pele, mas o frio não era tão grande quanto o medo de meu padrasto fazer o que queria e, depois, me entregar para o Don.

Virei uma esquina, tropeçando na calçada irregular, e tentei desesperadamente me fundir à escuridão. A aldeia pobre, escura e familiar parecia um labirinto projetado para me aprisionar.

Foi então que a luz de um farol potente pairou sobre mim.

Quatro silhuetas saíram dele quase simultaneamente. Tornei a correr para o lado oposto quando reconheci os dois capangas de Don Vito; mas eles eram rápidos.

Um deles me interceptou sem esforço. Seu aperto em meu braço causava dor em meu osso.

- Ferma, ragazza - ele disse, a voz baixa.

A violência de Gaspar vinha do álcool e do descontrole; a violência daqueles homens era profissional e sem emoção.

- Adeus, ratinha! - Meu padrasto bêbado sorriu.

- Farabutto! - Revoltada, cuspi em Gaspar enquanto falava em italiano. - Va al diavolo!

Eles me forçaram a entrar no carro como fizeram na vez em que tentei roubar o remédio na farmácia. Eu caí no banco de couro, esmagada entre duas capangas que já conhecia. A diferença era que, desta vez, o Don Vito não estava ali pra evitar que me ferissem.

- Bienvenida, ragazza! - O mais baixo tocou em meu rosto.

- Miguel, vou queimar seus dedos se tocar nela outra vez... - disse o homem mais velho, que estava olhando pelo retrovisor.

- Ah, Gianni, deixa a gente brincar só um pouquinho com ela... - O mais alto falou, estendendo a mão pra me tocar.

Cruzei os braços, puxando o tecido pra cobrir a curva dos meus seios. Antes que o outro pudesse me tocar, o carro freou bruscamente. O tal Gianni virou para trás e desferiu dois socos no grandalhão.

- Calma, o Ricardo só estava brincando... - Miguel tentou interceder pelo comparsa.

Quando Gianni se acalmou, saiu do veículo e tirou Ricardo, jogando-o no meio da estrada. Voltou, jogando-se no banco atrás do volante.

- Não toque na ragazza! - Gianni cuspiu as palavras para o homem ao meu lado.

O carro acelerou. Eu vi a aldeia desaparecer. Fui levada de um cativeiro para outro que era infinitamente mais poderoso.

A viagem terminou em uma garagem subterrânea.

Eles me fizeram sair. Gianni segurou o meu braço e me conduziu até um elevador espelhado. Olhei meu reflexo com a roupa rasgada, os olhos injetados.

Quando as portas do elevador abriram, o Gianni me guiou através de um corredor silencioso, cheio de janelas enormes com vista panorâmica para a cidade.

Fui guiada através de um corredor silencioso até que ele abriu uma das portas, revelando uma sala imensa.

Meus olhos foram imediatamente para a janela, onde vi uma silhueta alta. A camisa de seda preta definia os ombros largos.

- A ragazza virgem está aqui, senhor - Gianni anunciou.

Vito não se virou imediatamente. Ele terminou de olhar para a cidade, como se estivesse fechando um contrato com o mundo, antes de lentamente mover a cabeça.

Embora tivesse uma cicatriz no rosto, ele era dono de uma beleza imponente. Baixei o olhar, reparando nas mangas arregaçadas que revelavam as tatuagens nos antebraços que não tinha visto da última vez.

Seus olhos cinzas, que pareciam absorver a pouca luz do ambiente, avaliaram o meu corpo, da blusa rasgada e suja até os meus pés descalços. Estava me inspecionando como se fosse uma mercadoria.

Os olhos dele, antes vazios, estreitaram-se levemente. Ele fez um aceno de cabeça, e Gianni se retirou, fechando a porta.

- Venha até aqui, piccina - Don Vito Lucchese ordenou.

- Não!

Ele se aproximou, aprumando-se em toda a sua altura.

- Você está na minha casa, ragazza. Sua vida agora é definida pelas minhas regras. E a primeira é a obediência.

- Regras? - Eu senti o calor da raiva se misturar ao medo. - Eu não assinei nada com o senhor. Fui negociada feito uma mercadoria por um bêbado. O senhor não tem direitos sobre mim.

- Seu padre me devia.

- Je ne suis pas à toi. ... - Nervosa, gritei em francês.

Ele caminhou até mim. Eu me encolhi, preparando-me para o tapa, para o grito, para a fúria cega que eu conhecia tão bem. Meu corpo se tensionou.

- Tu m'appartiens. - Vito fez beicinho ao responder também em francês.

- O senhor é um monstro igual ao Gaspar! - Gritei no instante em que o meu trauma me deu uma coragem estúpida.

- Sou bem pior do que você imagina! - Ao dizer, aproximou-se mais.

Ele estendeu a mão e, por instinto, eu fechei os olhos com força, esperando o impacto. Meu corpo inteiro se preparou para a dor familiar.

Mas o toque veio suave. Seus dedos envolveram meu queixo, levantando-o lentamente. A palma dele estava fria e áspera. Meu corpo tremeu incontrolavelmente sob seu toque.

- Abra os olhos, ragazza! - Ele falou num tom autoritário.

______________________

Don Vito Lucchese.

"O Dio mio!"

O pavor estava estampado em seu formoso rosto com um grande hematoma. Soltei o seu queixo ao ver um ferimento em seu ombro, e a perda repentina do contato a fez cambalear.

- Gianni! - Chamei o homem que aguardava lá fora.

- Sim, chefe - respondeu ao surgir.

- Quem machucou o rosto e o ombro dela? - Apontei para a ragazza.

- Ela já estava com esses hematomas quando a encontrei na rua.

- O seu pai fez isso ? - Voltei a interrogá-la.

- Gaspar é meu padrasto.

- Que seja - soquei a mesa, já perdendo a paciência. - Foi ele quem fez isso?

A garota não falava, mas as lágrimas que escorriam por seu rosto já me revelavam tudo o que eu precisava saber.

- Traga o Gaspar - mandei. - Quero ele vivo.

- Sim, chefe! - Acatando minha ordem, Gianni se foi.

Aquela sala gigantesca com uma exorbitante decoração não era tão interessante quanto a francesa baixinha que cruzava os braços, tentando esconder o sutiã preto.

- Não ouse me desafiar outra vez, garota! - Enquanto falava, eu seguia na direção da porta. - O jantar será servido aqui. Coma e durma!

Cruzei a porta, deixando ela sozinha. Fechei a mão com tanta força que prendi minha circulação.

"E se essa garota não for virgem?" O pensamento me ocorreu: "Será que o Gaspar..." Silenciei este pensamento assim que olhei a francesa sobre o ombro. A garota estava machucada. Era muito bonita e não tinha ninguém pra proteger. "E se..." Não, não! Gaspar sabia que eu caçaria ele até o inferno e acabaria com ele se tivesse mentido pra mim.

Anterior
            
Próximo
            
Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022