Gênero Ranking
Baixar App HOT
A Virgem Negociada - Uma flor para o Don
img img A Virgem Negociada - Uma flor para o Don img Capítulo 4 Quero ser o primeiro
4 Capítulo
Capítulo 6 Seja boazinha! img
Capítulo 7 Pare de espiar o Don img
Capítulo 8 Não vai gozar hoje! img
Capítulo 9 A teimosia img
Capítulo 10 A queridinha do chefe img
Capítulo 11 Você vai gostar img
Capítulo 12 Excitante img
Capítulo 13 A ragazza do Don Lucchese img
Capítulo 14 Monstro img
Capítulo 15 Insensível img
Capítulo 16 NÃO ME TOQUE! img
Capítulo 17 Fica longe de mim img
Capítulo 18 Volta pra cama, ragazza img
Capítulo 19 Meu filho img
Capítulo 20 O cheiro da fraqueza img
Capítulo 21 Um covil de lobos img
Capítulo 22 Um covarde img
Capítulo 23 Seja boazinha! img
Capítulo 24 Está com tesão, ragazza img
Capítulo 25 Vai gozar nos meus dedos img
Capítulo 26 Preciso de um tempo img
Capítulo 27 Não vou casar img
Capítulo 28 Minha dignidade img
Capítulo 29 A liberdade img
Capítulo 30 Tudo o que desejar img
Capítulo 31 Nada a perder img
Capítulo 32 Ameaça iminente img
Capítulo 33 Uma ragazza inocente img
Capítulo 34 Sem proteção img
Capítulo 35 Desconfiado img
Capítulo 36 Você é perfeita img
Capítulo 37 Não vou te machucar img
Capítulo 38 Isso é só o começo, piccina img
Capítulo 39 Espiã img
Capítulo 40 Trancada no quarto img
Capítulo 41 Uma jaula de ouro img
Capítulo 42 Um mentiroso img
Capítulo 43 Só vai gozar se for boazinha img
Capítulo 44 A arma perfeita img
Capítulo 45 Trancada img
Capítulo 46 Você não é o monstro img
Capítulo 47 Ainda não acabei, dolcezza img
Capítulo 48 Goze, amore mio img
Capítulo 49 Um amor proibido img
Capítulo 50 Você quebrou o nosso acordo img
Capítulo 51 Minha doce Juliette img
Capítulo 52 A inocência de Elena img
Capítulo 53 Juliette fugiu img
Capítulo 54 Uma boneca de luxo img
Capítulo 55 A Barbie da máfia img
Capítulo 56 A protegida do Don img
Capítulo 57 Linda e irritante img
Capítulo 58 Você é perfeita, dolcezza img
Capítulo 59 Ela é minha! img
Capítulo 60 Vem por cima, dolcezza img
Capítulo 61 Você é perfeita, dolcezza img
Capítulo 62 Você é minha! img
Capítulo 63 Vai gozar, puttana img
Capítulo 64 Sei mia! img
Capítulo 65 O cheiro de sua excitação img
Capítulo 66 Peças que não se encaixam img
Capítulo 67 Foi um erro img
Capítulo 68 Fugindo de mim img
Capítulo 69 Preciso de você img
Capítulo 70 Fica comigo, dolcezza! img
Capítulo 71 Sempre fui sua img
Capítulo 72 Não sou o motivo da guerra img
Capítulo 73 Dando a cara a tapa img
Capítulo 74 Estou protegendo a mulher que amo img
Capítulo 75 Uma punição img
Capítulo 76 A Donna img
Capítulo 77 A decepção img
img
  /  1
img

Capítulo 4 Quero ser o primeiro

Vito.

Toquei o meu queixo, sentindo a textura áspera da barba por fazer. Aquela garota foi quebrada pelo lixo que a vendeu. E isso, para mim, era um problema de investimento e controle.

Passei as mãos nos cabelos, ouvindo a voz chorosa se repetindo em minha mente: "Você não é diferente dele!"

Eu caminhei para a sala de controle. Gianni estava lá, revendo as imagens de segurança. Ele levantou o olhar, esperando instruções.

- Achou o Gaspar?

- Mandei o Miguel e o Ricardo irem atrás dele.

Suspirei olhando para o vídeo na tela onde a ragazza comia um brioche atrás do outro antes de devorar o jantar em menos de um minuto.

- Nossa, ela está com fome... - Gianni comentou. - A propósito, vai mandar ela pra boate hoje?

- Ela tem medo de homens, não pode ir pra Luna di Vino por enquanto.

- Devo avisar que a dívida de Gaspar ainda está pendente? - perguntou Gianni.

- Não. Eu mesmo farei isso. Se ela não me obedecer, vou mandar de volta para o Gaspar. - Eu bebi o whisky. - Leve a ragazza para o meu quarto.

- Sim, senhor!

- Aliás, diga a Ricardo e Miguel que não quero que regressem sem o Gaspar - enfatizei antes de sair dali.

_________________________________

Juliette.

Após o jantar, sentei num aconchegante sofá. Já tinha ido até a saída, mas tinha soldados de Vito por todo canto.

- Olá, senhorita! - disse uma idosa de cabelos brancos presos num coque. - Sou Maria, governanta da família Lucchese. Vou te levar para o seu quarto.

- Eu durmo aqui!

A mulher riu e carinhosamente respondeu:

- O senhor Lucchese não vai gostar disso - falou serenamente. - Venha comigo.

Segurando minha roupa rasgada na altura do abdômen, tentei esconder meu sutiã.

Embora fosse extremamente gentil, aquela senhora não pareceu comovida com a minha situação. Ela simplesmente andou na frente, indicando o caminho.

Maria parecia uma daquelas funcionárias que estava habituada com esse tipo de coisa. Ela não quis saber o porquê do meu vestido estar rasgado e mal olhou para os meus ferimentos.

- Se precisar de algo, pode me chamar.

- Grazie... - disse, meio sem graça.

Algum tempo se passou. Enrolada nos lençóis macios, eu relaxei. Estava sonolenta e de barriga cheia, o que era raro nos últimos anos em que convivi com Gaspar e com minha mãe.

Um ruído estranho fez com que os meus batimentos cardíacos acelerassem. Alguém estava abrindo o trinco do outro lado.

Quando a porta se abriu, Gianni entrou. Ele não me olhou com raiva, apenas com indiferença.

- Levante-se, Juliette. O Don mudou os planos.

"Será que ele ia me deixar ir embora?" Animada, saí da cama e atravessei a porta.

Ajeitei o tecido para cobrir a parte com o rasgo quando Gianni me levou para o lado oposto do corredor até pararmos numa porta que parecia ainda mais imponente. Quando ele abriu, eu titubeei

Aquele cômodo era maior, mais escuro, dominado por uma cama gigante, com lençóis de um cinza profundo e travesseiros brancos.

A janela panorâmica mostrava a cidade como um brinquedo aos pés dele. Mas o que me sufocou foi o cheiro. Cedro, couro e um perfume masculino potente, frio e inconfundível. O cheiro dele estava em tudo. Nos lençóis, no ar, nas roupas escuras jogadas sobre a poltrona.

Sem me tocar, Gianni apontou para o banheiro.

- Vista a camisola que Maria deixou sobre a cama. Não tente nada estúpido. Se o senhor Luchesse não gostar de você, ele simplesmente vai te devolver para o seu pai.

- Já disse que aquele asqueroso não é meu pai.

- Que seja... - Grunhindo, Gianni rumou para a saída.

"Vou ter que voltar para casa do Gaspar." Aquele pensamento era o suficiente para congelar qualquer ideia de fuga. Eu estava presa entre dois infernos, e o de Vito, até aquele momento, tinha o que comer e uma cama quentinha pra dormir.

Eu entrei no banheiro e corri para tomar um banho quente. A água quente corria, mas eu mal sentia enquanto esfregava a minha pele com força.

Só queria me livrar daquela sensação horrível e do cheiro asqueroso do meu padrasto. Por mais que tentasse me limpar, era impossível me livrar da lembrança daquele homem bêbado sobre mim, me machucando. As lágrimas fluíram, misturando-se à água.

Não sei por quanto tempo fiquei debaixo daquele chuveiro, mas, em certo momento, já não tinha mais lágrimas para derramar.

Quando saí, vi a camisola de seda que estava dobrada sobre a cama.

Olhei para a cidade, sentindo-me a pessoa mais insignificante e perdida do mundo.

Meus olhos caíram sobre a mesa de cabeceira dele, onde tinha um cinzeiro pesado de cristal, ao lado de um livro de capa dura sobre a história de Roma.

A cada lufada morna do aquecedor, eu sentia o cheiro potente dele. Eu estava encolhida na beira da cama;

A porta se abriu e então, Vito entrou sem pressa.

Eu me levantei da cama, recuando até que minhas costas bateram na parede fria do vidro.

- Adoro desafios, ragazza. - Sua voz era grave e baixa.

- Eu sei quem o senhor é - eu disse, tentando manter a voz firme, mas ela tremeu. - É um monstro que se veste melhor.

Ele sorriu e continuou a avançar.

- Ficou sabendo do boato sobre minha noiva? - Vito se curvou, sussurrando no meu ouvido.

Sim, já tinha escutado que ele matou a noiva depois que descobriu que ela era uma espiã do grupo rival.

- Não admito traição! - murmurou em meu ouvido.

Uma fragrância de perfume ambarado emanava dele. A tensão era tão densa que eu mal conseguia respirar no momento em que me encurralou, prendendo meu corpo entre o dele e o vidro.

- É bom saber que alguém pode estar assistindo à maneira como toco em você... - ele engrossou a voz, porém manteve o tom baixo.

O contato era inevitável, mas ele manteve uma polegada de distância, permitindo que o calor de sua ameaça fosse pior do que o toque real.

Eu levantei o queixo, encarando aquele mafioso. Enxerguei a escuridão nos olhos dele, mas não era a mesma escuridão que eu via em Gaspar.

A respiração falhou em meus pulmões, e eu comecei a tremer incontrolavelmente quando sua mão tocou minha cintura, apertando-me.

- O que o senhor quer de mim? - Minha voz saiu tremida.

- Quero ser o primeiro...

Anterior
            
Próximo
            
Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022