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O Anjo da Máfia
img img O Anjo da Máfia img Capítulo 1 Capítulo 1 Acordar com Surpresa
1 Capítulo
Capítulo 9 Capítulo 9 Marcas e Fúria img
Capítulo 10 Capítulo 10 O Observador img
Capítulo 11 Capítulo 11 O Encontro img
Capítulo 12 Capítulo 12 Sob o Olhar Azul img
Capítulo 13 Capítulo 13 Pertence a Mim img
Capítulo 14 Capítulo 14 Ameaça e Submissão img
Capítulo 15 Capítulo 15 Posse e Poder img
Capítulo 16 Capítulo 16 Obsessão Revelada img
Capítulo 17 Capítulo 17 Entre a Fúria e o Medo img
Capítulo 18 Capítulo 18 Sob Seu Olhar img
Capítulo 19 Capítulo 19 Queda Livre img
Capítulo 20 Capítulo 20 Perdão Sob Condições img
Capítulo 21 Capítulo 21 Fora img
Capítulo 22 Capítulo 22 Yara img
Capítulo 23 Capítulo 23 Não me beije img
Capítulo 24 Capítulo 24 Boa noite, Anjo img
Capítulo 25 Capítulo 25 Bom dia img
Capítulo 26 Capítulo 26 Então vamos lá img
Capítulo 27 Capítulo 27 Por que está atrasado img
Capítulo 28 Capítulo 28 Quem img
Capítulo 29 Capítulo 29 Ela está certa img
Capítulo 30 Capítulo 30 Olha pra mim img
Capítulo 31 Capítulo 31 Estou em perigo img
Capítulo 32 Capítulo 32 Perdi o apetite img
Capítulo 33 Capítulo 33 Querida Angelina img
Capítulo 34 Capítulo 34 Eu nunca vou deixar ele te tocar img
Capítulo 35 Capítulo 35 Vai pro inferno img
Capítulo 36 Capítulo 36 Me diga algo que eu ainda não saiba img
Capítulo 37 Capítulo 37 Fica em segurança img
Capítulo 38 Capítulo 38 Deixa ela pra lá img
Capítulo 39 Capítulo 39 Ela não é ninguém img
Capítulo 40 Capítulo 40 Oi img
Capítulo 41 Capítulo 41 Estou bem agora img
Capítulo 42 Capítulo 42 Onde está o Alex img
Capítulo 43 Capítulo 43 Não se preocupe img
Capítulo 44 Capítulo 44 Ele não me machucou img
Capítulo 45 Capítulo 45 Socorro img
Capítulo 46 Capítulo 46 Peço desculpas img
Capítulo 47 Capítulo 47 Gosta do que vê img
Capítulo 48 Capítulo 48 Não chora img
Capítulo 49 Capítulo 49 Você tem os lábios mais lindos img
Capítulo 50 Capítulo 50 Chega disso img
Capítulo 51 Capítulo 51 Seu desgraçado img
Capítulo 52 Capítulo 52 Eu te odeio img
Capítulo 53 Capítulo 53 Ele me ama img
Capítulo 54 Capítulo 54 Tão macia img
Capítulo 55 Capítulo 55 Tudo bem img
Capítulo 56 Capítulo 56 Eu o amo img
Capítulo 57 Capítulo 57 Você é incrivelmente linda img
Capítulo 58 Capítulo 58 Quem é você img
Capítulo 59 Capítulo 59 Me deixa ir sozinha img
Capítulo 60 Capítulo 60 Você precisa voltar rápido img
Capítulo 61 Capítulo 61 Quer que eu pare img
Capítulo 62 Capítulo 62 Ignore isso img
Capítulo 63 Capítulo 63 Mas você me machucou img
Capítulo 64 Capítulo 64 Que plano img
Capítulo 65 Capítulo 65 Pra quê img
Capítulo 66 Capítulo 66 Bom demais img
Capítulo 67 Capítulo 67 Conte-me img
Capítulo 68 Capítulo 68 Sou toda sua img
Capítulo 69 Capítulo 69 Pai, já chega img
Capítulo 70 Capítulo 70 Fui um idiota img
Capítulo 71 Capítulo 71 Ela mentiu pra mim img
Capítulo 72 Capítulo 72 Negócio img
Capítulo 73 Capítulo 73 Estou enlouquecendo img
Capítulo 74 Capítulo 74 Por que eu img
Capítulo 75 Capítulo 75 Vou te trazer para casa img
Capítulo 76 Capítulo 76 Covarde img
Capítulo 77 Capítulo 77 Vai ficar tudo bem img
Capítulo 78 Capítulo 78 Não fica bravo comigo img
Capítulo 79 Capítulo 79 Vai ter bronca img
Capítulo 80 Capítulo 80 Você não entende img
Capítulo 81 Capítulo 81 Pensei sarcasticamente img
Capítulo 82 Capítulo 82 Como isso é possível img
Capítulo 83 Capítulo 83 Com certeza pode img
Capítulo 84 Capítulo 84 A mesma voz img
Capítulo 85 Capítulo 85 Fala alguma coisa img
Capítulo 86 Capítulo 86 Eu o vi ontem img
Capítulo 87 Capítulo 87 Princesa img
Capítulo 88 Capítulo 88 Quanto tempo img
Capítulo 89 Capítulo 89 Vou sentir sua falta img
Capítulo 90 Capítulo 90 Seja bem-vinda img
Capítulo 91 Capítulo 91 Como ele está agora img
Capítulo 92 Capítulo 92 Eu não era mais Angelina img
Capítulo 93 Capítulo 93 Por que você está aqui img
Capítulo 94 Capítulo 94 Vista-se img
Capítulo 95 Capítulo 95 Não toca nela img
Capítulo 96 Capítulo 96 Quase perdi o controle img
Capítulo 97 Capítulo 97 Não é sua culpa img
Capítulo 98 Capítulo 98 Mas não aconteceu img
Capítulo 99 Capítulo 99 Fala logo img
Capítulo 100 Capítulo 100 Ele tentou te matar img
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O Anjo da Máfia

Autor: PageProfit Studio
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Capítulo 1 Capítulo 1 Acordar com Surpresa

Angelina

"Angelina, levanta!" Uma voz estridente ecoou nos meus ouvidos. Soltei um gemido. Não queria abrir os olhos, decidi ignorar.

"Mas que diabos!" Gritei, chocada e incrédula, ao encarar minha melhor amiga. Ela segurava um balde vazio e exibia um sorriso maroto.

"Você ficou doida, Lexi?" Gritei, apontando para minha blusa encharcada e a cama toda molhada.

Ela apenas revirou os olhos. "Vamos, Angel, você é a pessoa mais preguiçosa que eu conheço. Não sei como te aguento."

Fiquei indignada.

Lexi era simplesmente perfeita. Tinha lindos olhos verdes e cabelos cacheados curtos que balançavam no pescoço, além de um corpo incrível. Seus pais, o Sr. e a Sra. Swartz, eram donos de uma pequena editora e muito bem conceituados. Ela morava com os pais e o irmão mais velho, Josh. Lexi era vidrada em ginástica, malhava todo dia para aprimorar cada centímetro do corpo. Para mim, ela era o exemplo perfeito.

E eu?

Bem.

Meu cabelo era longo, preto e chegava até a cintura, meus olhos eram castanho-escuros quase pretos, e eu não tinha aquele corpo que as garotas invejam e os garotos babam.

"Minha chata." disse, olhando para ela. "É domingo. Ao contrário de certa pessoa, eu gosto de dormir até mais tarde." Dormir é meu hobby e, no domingo, quase uma obrigação sagrada. No fundo, quem é que não gosta de uma boa soneca?

"Não! Você não vai desperdiçar o dia dormindo hoje, Angel." O sorriso dela se alargou. "Porque a gente vai fazer compras!"

Pulei da cama num instante. O sono desapareceu na hora.

Toda garota adora um shopping, né? É divertido, é terapia. Lexi e eu compartilhamos essa paixão. Era uma das poucas coisas que a gente tinha em comum, porque no resto. éramos bem diferentes.

••••

"Angel, olha aquele cara lá. Que gato!" Lexi sussurrou. Já havíamos gastado duas horas provando roupas e sapatos. Ela insistiu para pagar a conta, mas eu recusei na mesma hora.

Olhei de relance para o balcão ao lado e revirei os olhos. "O que foi?" ela perguntou, horrorizada. "Você ficou maluca? Como é que revira os olhos para um gato daquele?" Ela apontou discretamente para o rapaz.

"Lexi, não fico babando por caras que nem notariam minha existência. Esse tipo só quer te usar e sumir quando enjoa. Meu namorado vai ser muito melhor que qualquer 'gato' desses", expliquei.

"Angelina, você já passou dos 18 e ainda fica esperando o príncipe encantado aparecer do nada. Se quer um namorado, tem que abrir os olhos e sair da toca."

Bla, bla, bla.

Ignorei o resto do discurso e continuei fingindo interesse, até que meu olhar caiu sobre o carro estacionado do outro lado da rua.

Fechei os olhos e respirei fundo, esperando que sumisse. Mas quando abri, ele continuava lá. Desviei o olhar e ergui os olhos para Lexi, que falava algo sobre golfinhos. Mesmo tentando ignorar, uma sensação de medo e pânico crescia dentro de mim. Voltei a olhar para o carro. Fazia duas semanas que eu o via por toda parte: no shopping, perto da casa da Lexi, em vários cantos. Às vezes estacionado, outras vezes apenas parado.

"Lexi, é o mesmo carro de que te falei", sussurrei, apontando. Seus olhos seguiram minha direção, observaram o carro com desconfiança, e então ela franziu a testa.

"Angel, deve ser coisa da sua cabeça, querida", disse, convencida. "Quem você acha que te seguiria? Você não tem inimigos."

Pensei no que ela disse. Era verdade: não tinha ex-namorados loucos, nem rivais obcecadas. Não era popular na escola e nem lembrava de ter brigas feias. Havia tantas garotas bonitas na cidade. Duvidava que fosse algum stalker maluco.

"Lexi, vamos comer alguma coisa. Tô faminta", disse, tentando tirar o assunto da cabeça.

"Sim, bora! Meu estômago está roncando", ela exagerou, pegando minha mão.

Fomos ao café em frente ao shopping. Lexi contou como os pais dela brigaram feio com o irmão mais velho, Josh, depois de pegá-lo pelado com uma garota na sala. Tentei rir das partes engraçadas e fazer perguntas, mas minha mente não parava de voltar para o tal carro. Será que eu estava ficando paranoica? Ou alguém realmente estava me seguindo?

Depois de encher a pança, decidimos ir para casa. Minha mãe já devia estar de volta do trabalho. Ela trabalhava numa pequena clínica, e minha irmã mais nova e eu ajudávamos nos finais de semana. Ser mãe solo é pesado. Minha irmã nem se lembra, mas minha mãe ralou muito para pagar nossos estudos. A gente dava um jeito de ajudar quando dava. Meu pai. bem, melhor não falar nele.

"Tchau, Lexi", disse ao sair do carro. "Não esquece de me buscar amanhã no caminho para a escola, meu carro tá na oficina."

"Claro, querida", ela disse, me abraçando. Esperei até seu carro desaparecer na curva.

O carro da minha mãe estava na garagem. Sorri, satisfeita, sabendo que ia poder passar um tempo com ela.

Ao me virar para entrar, vi de novo o mesmo carro preto, estacionado mais adiante, do outro lado da rua. Um arrepio me percorreu. Precisava saber se era paranoia ou realidade. Sem pensar muito, comecei a andar em direção a ele. Mas, assim que dei os primeiros passos, o carro deu uma rápida marcha a ré e saiu em alta velocidade.

Estranho.

Encolhi os ombros e entrei em casa.

O delicioso cheiro de pizza tomou conta do ar. A pessoa que transformava essa casa em um lar, minha mãe, estava na cozinha.

"Oi, mãe." Dei-lhe um abraço apertado.

Ela sorriu. "Oi, minha filha. E aí, as compras foram boas? Se divertiu?"

"Foram, sim, mãe. Quem não gosta de shopping? Seria a última coisa a odiar no mundo", respondi animada.

Depois da pizza, contei sobre meu dia. Claro, sem mencionar o carro – se não, minha mãe me proibiria de ver TV, e isso eu não queria. Perguntei sobre o dia dela e franzi a testo quando ela sugeriu arrumar um segundo emprego.

"Não vou deixar você se matar de trabalhar", disse, firme.

"Mas eu preciso, querida! Quem vai ajudar com as despesas da Alex?" Minha irmã, Alex, era quatro anos mais nova. Ela era a pessoa mais alegre que se pode imaginar. A gente brigava, ria, se divertia e se amava. Ela estava numa viagem de estudos, então ficaríamos só eu e minha mãe por duas semanas.

"Como ela está?" perguntei.

"Adorando a viagem. Para ela, é mais um piquenique gigante", minha mãe sorriu.

Eu ri junto.

Passamos um tempinho vendo TV. Logo, senti as pálpebras pesarem. "Mãe, vou dormir. Hoje foi cansativo."

Quando ela não respondeu, olhei: já tinha adormecido no sofá.

Sorri baixinho.

Ela trabalhava além do que aguentava. Dois empregos para pagar as contas deixariam qualquer um da idade dela exausto e triste. Conhecia minha mãe; mesmo escondendo as emoções, eu sabia que a tristeza estava lá. Já ouvi choros abafados vindo do quarto dela. Por mais que quisesse entrar e confortá-la, sabia que não devia. Ela precisava de espaço e tempo, assim como eu precisei. Alex e eu já sugerimos que ela voltasse a namorar, mas a resposta era sempre não. Duas vezes ela aceitou, relutante, mas nunca passava de uma semana. Alex achava que a culpa era nossa – que nossa mãe ainda amava nosso pai. Mas eu conhecia o verdadeiro motivo, a dor por trás daqueles olhos cansados. Era um peso que eu carregava sozinha, protegendo minha irmãzinha da verdade.

Para não perturbá-la, desliguei a TV e cobri-a com um cobertor. Lavei a louça com cuidado para não fazer barulho. Com tudo arrumado, segui para o meu quarto.

Tomei um banho rápido e me joguei na cama. Já era meia-noite e meia, mas o sono não vinha. Não conseguia parar de pensar naquele carro misterioso.

Por que eu o via em todo lugar? Era impressão minha, ou alguém realmente estava me seguindo? Iriam me sequestrar? Ou coisa pior. Me matar? O mais assustador era que, no fundo, eu não sentia aquele medo gelado, aquele frio na espinha que deveria vir.

Meu Deus.

Preciso mesmo parar de maratonar série policial.

            
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