- Obrigada. – Foi tudo que eu consegui dizer, ele abriu um sorriso e eu tentei descontrair. – Obrigada ao quadrado né, pelo drink e pela recepção.
- Imagina, é um prazer para mim. – Ele estendeu a mão e eu estendi a minha de volta, achando que ele ia me cumprimentar, na minha cabeça talvez ele estivesse achando que eu fosse também uma aspirante a cantora famosa. Mas ele pegou a minha mão e deu um beijo que me rendeu um calafrio que eu tentei disfarçar. – Eu sou Lucas Falcone, qual seu nome?
- Gabriela. – Pelo sobrenome ele deveria ser o dono daquele lugar. Então resolvi perguntar. – Você é o dono da boate?
- Não, esse clube é administrado pelo meu irmão mais especificamente.
- Então está só curtindo essa noite né?
- Não, estou a trabalho. – Provavelmente era alguém da indústria da música. Algum herdeiro.
- Ah, interessante. Sempre bom fazer networking, né? - Brinquei, sorrindo, ele sorriu de volta, um sorriso malicioso, e pude perceber que ele ergueu uma das sobrancelhas, seus olhos eram de um verde intenso.
- Veio fazer networking também, moça bonita? - Ele perguntou começando a andar em direção a algum lugar que eu não sabia qual era, mas ele fez sinal com a mão para eu o acompanhar.
- Não, não. Vim acompanhar minha amiga a Paula. - Ele riu, passou a mão no cabelo preto cortado rente;
- Então você que veio curtir apenas. - Dei de ombros e olhei ao meu redor, eu era uma moça de aparência simples, comum, uma mera advogada, nem sabia o que estava fazendo ao redor de tanta mulher bonita de corpos irreais e beleza estonteante, eu era mais uma, elas eram estrelas.
- Meio que isso. - Ele escolheu um local ao redor da piscina para que pudessemos sentar, pediu que eu fosse primeiro com um movimento com as mãos e depois disso se sentou ao meu lado e colocou uma mão sobre minha coxa nua.
Estremeci.
- Você sabe que eu posso te oferecer muito mais que curtição, né? O mundo se você quiser. - Ele era lindo, lindo demais, uma aparência quase que perigosa, com certa malícia urbana. Mas naquele momento eu me afastei um pouco dele, com medo da emoção que ele estava direcionando a mim.
- Não entendi. - Foi tudo o que eu consegui dizer, até pouco tempo atrás eu estava sozinha no bar, ele chegou, me cumprimentou e agora está me oferecendo o mundo? Que paixão rápida é essa?
Ele somente ria, se divertindo com minha cara de idiota.
Parecia que ele estava falando uma língua que eu não dominava.
- Você não tem a mínima ideia de onde está se metendo e onde você está não é, garotinha?