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A proposta do bilionário
img img A proposta do bilionário img Capítulo 2 Prologo parte 2
2 Capítulo
Capítulo 6 É uma parte da verdade. img
Capítulo 7 mas isso podemos ir negociando. img
Capítulo 8 depois a traiu com qualquer mulher que passasse por sua frente. img
Capítulo 9 Vamos causar um bom escândalo, o que acha img
Capítulo 10 Eu que vou pagar, não se preocupe com isso. img
Capítulo 11 Eu agradeço o convite, mas tenho outros planos. img
Capítulo 12 Ela não pode fazer nada contra você img
Capítulo 13 Não sabe como estou feliz por vocês img
Capítulo 14 decidi me afastar. img
Capítulo 15 Gostaria de casar de branco. img
Capítulo 16 Ele pudesse baixar a guarda. img
Capítulo 17 Não podemos deixar dúvidas sobre o que sentimos um pelo outro. img
Capítulo 18 Emma não era tão inocente quanto eu pensava img
Capítulo 19 O tom dele era carregado de curiosidade img
Capítulo 20 Depois, voz baixa e controlada: img
Capítulo 21 Nick é um covarde img
Capítulo 22 garanti isso experimentando o vestido umas catorze vezes img
Capítulo 23 imperceptível da respiração dela img
Capítulo 24 Seus olhos se encheram de lágrimas img
Capítulo 25 algumas regras antigas caíram img
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Capítulo 2 Prologo parte 2

Parei um táxi e pedi que fosse para o hospital. Aqueles minutos até a chegada pareceram uma eternidade. Finalmente, cheguei. Uma parte minha temia entrar. A verdade é que, apesar de meu avô ser a pessoa mais irritante do mundo, não estou pronto para perdê-lo. Fiquei ali, na porta do hospital, até que Edward, o CEO da empresa, se aproximou de mim.

- Tudo bem, Jemes? - Ele perguntou.

- Como o velho está? - Esperei pelo golpe, mas ele sorriu.

- Bem, ele está se recuperando. - E toda a tensão no meu corpo se desfez.

- Ele gosta de um drama, né?

- Vamos entrar, seu avô está sendo levado para o quarto. - Olhei para Allen, o mordomo e fiel amigo do meu avô.

- O que aconteceu? - Ele me olhou, balançando a cabeça.

- Ele tem se recusado a tomar os remédios. Está terrível, falando que os netos não se importam mais com ele. - Eu ri. Ele que me expulsou da mansão e eu sou o neto desnaturado.

- Quando vou poder vê-lo? - Ele deu de ombros.

- Estão levando para o quarto, pediram para aguardar. - Respirei fundo. Quero vê-lo, ter certeza de que ele está bem. Não demorou muito para Nicholas chegar. Seus olhos assustados, com medo. Apesar de não nos darmos bem, eu sei o quanto meu avô é importante para ele. Pensei em dizer algo para ele, mas não tinha o que dizer. Apenas balbuciei um "o velho".

Allen nos encarou. Ele acha que somos dois idiotas, e não posso negar tal fato. Esperamos impacientes a liberação para podermos ver o velho. E assim que liberaram, eu e Nicholas corremos para entrar no quarto.

- Vovô! - Nicholas se apressou a falar, sempre tentando ser o centro das atenções. - Como está se sentindo?

- O senhor me assustou. O que estava pensando quando decidiu parar com seus remédios? - Questionei, mal-humorado. Meu avô apenas levantou a mão para ignorar meus sermões.

- É tão bom ver meus dois netos juntos de novo! - Ele segurou nossas mãos, unindo-as. - Era assim que eu desejava vê-los antes de morrer, unidos como irmãos, tomando conta da empresa, continuando o meu legado.

- O senhor não vai morrer, vovô. Não diga uma coisa dessas. - Nicholas falou, apenas concordando com a cabeça. - Nunca conheci pessoas mais fortes que você. Não vai morrer nem tão cedo. E pare de se preocupar com a empresa, ela está em boas mãos.

Nosso avô bufou, irritado. O sonho dele é ver eu e Nicholas trabalhando juntos na empresa.

- Vocês é que estão me matando. Estão acabando comigo e nem percebem! - Ele falou irritado, fazendo os aparelhos enlouquecerem. - Por que não podem sossegar, formar uma família e seguir os negócios da família em paz? É isso o que eu preciso, ver que vocês estão encaminhados na vida, se tornando alguém e não que são apenas dois ricos mulherengos como o pai de vocês.

- Vovô, deveria se acalmar ou os médicos vão voltar aqui. - Falei, olhando para os aparelhos. - Podemos falar disso uma outra hora, quando estiver se sentindo melhor.

- Não vou me sentir melhor, não enquanto não colocá-los no caminho certo! - O caminho certo para o velho conservador é me levar para o altar.

- O senhor fez o bastante, agora nos deixe cuidar de você. Que tal começarmos a nos tornar os homens que quer, assim? - Nicholas falou. Revirei os olhos. Meu avô deu um tapa na mão dele.

A questão é que meu avô está com o drama pronto. Ele é um ótimo manipulador e, sabendo que eu e Nicholas queremos agradá-lo, ele irá usar isso.

- Isso vai acabar esse ano, não vou deixar que se tornem uma cópia do pai de vocês! - Nunca seria como meu pai, nunca desonraria a minha palavra como ele fez, nunca magoaria uma mulher como ele magoou minha mãe. - Eu o criei errado e deixei que agisse como queria toda a sua vida, mas não vou cometer o mesmo erro com vocês.

- O que quer dizer com isso, vovô? - Nicholas perguntou.

- Não queria ter de fazer isso, mas vejo que é a única solução. Vocês terão até o Natal do próximo ano para casar e me apresentar a noiva! - O velho enlouqueceu, provavelmente são os efeitos do medicamento.

- O quê? Vovô, não pode fazer isso, apenas por suas fantasias, enquanto nós não queremos nenhum casamento ou formar família. - Nicholas ainda tenta argumentar.

- Sim, não pode forçar as pessoas a se casarem e muito menos dar um ultimato com uma data final, vovô. - Tentei trazer a sanidade de volta ao velho.

- Queria que fossem assim sempre, como irmãos que se apoiam, mas o único momento em que conseguem fazer isso é para irem contra mim! - Ele falou irritado. - Não querem se casar e ter uma família? Ótimo, então não deixarei a empresa para nenhum de vocês. Querem a cadeira de CEO? Mostrem que merecem! O primeiro a se casar assume o posto!

Então o velho decidiu usar as armas que tem. A verdade é que, por direito, a cadeira é minha. Passei a vida me preparando para isso. Minha mãe não aceitaria nada menos do que seu filho no posto.

Dei de ombros. Provavelmente o velho irá esquecer dessa insanidade. Deve ser só os efeitos dos remédios.

Algumas semanas depois

Emma

Meu encontro com Jemes Carter não saía da minha cabeça. Não o vi mais desde do baile de natal. Apesar de não ter tido nem ao menos um beijo dele, tenho para mim que a noite passada foi especial para ele, assim como foi para mim.

- Emma, venha! - Maya me chama. Como trabalhamos na véspera do Natal, eu, Cairo e Maya organizamos uma pequena ceia para nós e os outros funcionários, na cozinha do hotel mesmo na noite do dia 25.

- Estou indo. - Falei, tirando o avental.

A ceia foi deliciosa, mas como não seria? O chefe sempre faz as melhores refeições. Cairo me entregou um pequeno embrulho no final do jantar.

- O que é isso? - Perguntei, olhando para ele. Ele sorriu.

- Abra. - E quando abri, vi um papel dobrado.

- Uma carta. - Cairo riu. Abri o papel e era um bilhete com as letras do meu pai.

"Cuide de Emma, não abandone, garanta o futuro dela. Mas não sei como protegê-la até que ela saiba lutar sozinha. Preciso que ajude, seja forte. Christine não é a mulher que pensei que é. Cuide do meu tesouro, Cairo."

- Meu pai... - Senti vontade de chorar.

- Não acredito que o testamento esteja certo, Emma. Seu pai garantiu que deixou seu futuro seguro. Agora que você é maior de idade, precisa de bons advogados. Com certeza o testamento foi alterado. - E senti um alívio que não sentia há muito tempo. Meu pai não havia me esquecido.

- Obrigada, Cairo. - Ele sorriu e se afastou, me deixando com o bilhete na mão. Maya chegou logo depois, com outro embrulho na mão.

- Não vai fazer isso. Prometemos que não trocaríamos presentes. - Falei para ela, que sorria.

- Já fez seu pedido para o papai noel? - Eu ri. Há muito tempo que não acredito no bom velhinho.

- Ainda não, não sei o que pedir. E você? - Ela riu e me entregou o embrulho. Revirei os olhos, abri e vi a máscara que havia usado.

- Guardou isso? - Perguntei, confusa. A verdade é que Maya devia se livrar de todas as provas de que eu estive no baile.

- Não tem mais problema. Ninguém irá lembrar mais da moça de vermelho que chamou a atenção de Jemes Carter. - Talvez ela tenha razão. Eu realmente quero ter algo para lembrar daquela noite.

- Muito obrigada. - Ela bateu no meu ombro de leve.

- Sabe, senhorita Emma, no Natal passado eu pedi para o papai noel que me desse um emprego com pessoas maravilhosas, e eu estou aqui. - Ela sorriu. - Que tal fazer o seu pedido? Talvez, só talvez, ele se realize.

Maya se afastou e eu fiquei ali. Então decidi subir para o terraço. Se ela tem razão, melhor pedir em um lugar que seja mais próximo do bom velhinho.

E ali, no terraço, onde o beijo com Jemes Carter não aconteceu, eu pedi com todo o meu coração que, se o papai noel existisse, ele interferisse em meu destino e me desse Jemes Carter de presente.

" Eu não sabia, mas que maldito desejo"

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