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O Senhor do Caos: Um Casamento Forçado
img img O Senhor do Caos: Um Casamento Forçado img Capítulo 6 O medo e o desejo
6 Capítulo
Capítulo 7 Uma carícia perigosa img
Capítulo 8 Uma provocação letal img
Capítulo 9 Uma rendição silenciosa img
Capítulo 10 A paz foi selada img
Capítulo 11 Plano improvisado img
Capítulo 12 Últimas palavras img
Capítulo 13 Um campo de guerra img
Capítulo 14 O pânico e o caos img
Capítulo 15 O único motivo img
Capítulo 16 O código de ética img
Capítulo 17 Um minuto img
Capítulo 18 O protocolo de despertar img
Capítulo 19 Um recurso limitado img
Capítulo 20 Conter os danos img
Capítulo 21 Uma crise img
Capítulo 22 Lapso de sanidade img
Capítulo 23 Frustração e impotência img
Capítulo 24 Um jogo perigoso img
Capítulo 25 Uma sentença selada img
Capítulo 26 Um território proibido img
Capítulo 27 Um convite indecente img
Capítulo 28 Uma derrota pessoal img
Capítulo 29 Um banho de sangue img
Capítulo 30 Um convite ao desastre img
Capítulo 31 A única linguagem img
Capítulo 32 Sem pudor img
Capítulo 33 Intervalo da realidade img
Capítulo 34 Um campo minado img
Capítulo 35 Uma proposta justa img
Capítulo 36 Um belo problema img
Capítulo 37 Jogos sujos img
Capítulo 38 Esculpindo prazer img
Capítulo 39 Lados opostos img
Capítulo 40 O único lugar seguro img
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Capítulo 6 O medo e o desejo

Vittoria permanece imóvel, como se o próprio corpo a traísse, recusando-se a reagir. O medo pulsa em seus olhos, silencioso e intenso, enquanto acompanha o deslizar lento da lâmina pelo tecido do vestido.

Cada centímetro revelado queima como fogo sob sua pele exposta, não pela lâmina, mas pela maneira como ele a observa, como se já a possuísse sem sequer tocá-la.

- Me diga, bella. - Vincenzo murmura, recuando um passo, os olhos cravados nela, sem sequer piscar. - Você está com medo?

- Não. - Vittoria responde, erguendo o queixo com firmeza, recusando-se a ceder qualquer traço de medo ou fraqueza, mesmo com o caos ardendo ao seu redor.

Vincenzo sorriu, não com pressa ou lascívia barata, mas com a satisfação silenciosa de quem contempla algo que acredita ser seu por direito.

Os olhos percorreram cada curva revelada, demorando-se nas linhas suaves do corpo coberto somente pela lingerie.

Era como admirar uma obra feita sob medida, reservada exclusivamente para ele, e prestes a ser reclamada com a mesma autoridade com que um rei toma o trono.

Ele leva a faca até a boca, segurando-a entre os dentes com naturalidade, a postura relaxada, como se tivesse todo o tempo do mundo.

Ele não se apressa. Sabe exatamente o efeito que causa e saboreia cada segundo disso.

Com um movimento despreocupado, tira o paletó e o joga sobre a poltrona mais próxima, como quem marca território com elegância.

Em seguida, sem qualquer aviso, leva as mãos à própria camisa e a rasga com firmeza.

O som do tecido se partindo e os botões ricocheteando no chão quebram o silêncio como um estalo de desejo.

Vittoria se encolhe sutilmente, os músculos tensos, mas o olhar preso no dele. Há algo na forma como ele a observa, como se já a tivesse despido muito antes de o vestido ter caído.

O peito exposto, o olhar que queima, o sorriso torto que dança nos lábios dele, tudo grita perigo e prazer na mesma medida.

Vincenzo retira a faca dos dentes com um leve deslizar, o sorriso ainda curvado nos lábios, afiado, provocador.

Sem pressa, começa a girá-la entre os dedos com habilidade, como se estivesse somente se divertindo, um jogo silencioso, perigoso, onde ele dita as regras e ela é o prêmio.

- O Enzo alguma vez chegou a esse ponto? - Pergunta, a voz rouca, carregada de controle. - Já te viu assim? Tão exposta, tão à mercê? - Continua, o olhar escorrendo pelo corpo dela como uma carícia não consentida. - Ou você sempre soube que, no fim, só poderia ser minha?

Ele inclina a cabeça, os lábios curvando-se em um sorriso torto, frio, predador e perigosamente sedutor.

- O que isso importa? - Vittoria rebate, a voz trêmula, traída pelo nervosismo que ela tenta disfarçar.

Apoia-se nos cotovelos, o corpo ainda tenso, mas os olhos fixos nos dele, desafiando com a pouca firmeza que ainda lhe resta.

- Não me responda com uma pergunta. - Repreende, inclinando-se sobre ela até que seus lábios quase toquem os dela, a respiração quente misturando-se no ar entre os dois. - Responda à minha pergunta. - Exige, a voz baixa e firme, carregada de uma autoridade inquestionável, enquanto desliza a lâmina fria ao longo do rosto dela, não como uma ameaça, mas como um lembrete sutil de quem detém o controle.

- Não. - Responde, quase sem voz, mas com firmeza contida. - Ele nunca me tocou. - Acrescenta, mantendo o olhar fixo no dele, como um ato de resistência silenciosa.

- Bene. - Murmura, os olhos passeando lentamente pelo corpo dela, com a mesma fome de quem já conhece o gosto. - Então está na hora de relembrar até onde sua pele consegue arder, quando não é movida pelo medo. - Completa, a voz rouca, arrastada, como se cada sílaba tocasse onde ela mais tenta esconder.

E então, sem esperar por resposta, Vincenzo elimina a distância entre eles, tomando sua boca em um beijo bruto, mais imposição do que convite, como quem reivindica o que acredita ser seu.

Mas antes que possa aprofundá-lo, Vittoria reage. Com raiva e impulso, morde o lábio inferior dele com força, arrancando um leve gosto de sangue e a quebra momentânea do controle.

Vincenzo se afasta apenas o suficiente, os olhos estreitados, a respiração densa contra a dela. Um fio de sangue escorre pelo canto de seus lábios.

Ele levanta a mão, passa o polegar devagar sobre o corte e, sem pressa, leva o dedo até a boca, deslizando a língua sobre ele como se saboreasse a provocação.

- Cuidado, bella. - Adverte, a voz baixa, arrastada, perigosamente calma. - Gosto quando dói.

E, mais uma vez, antes que ela possa reagir, Vincenzo retoma o controle. A lâmina fria volta a deslizar sobre a pele dela, lenta, precisa, quase reverente.

Desce vagarosamente, traçando um caminho perigoso entre arrepios, enquanto o corpo de Vittoria reage por instinto, traída por sensações que ela se recusa a aceitar.

Cada toque do metal provoca um arrepio novo, profundo, como se ele soubesse exatamente onde cortar a linha entre o medo e o desejo.

- Pare. - Solicita, mas a voz sai baixa, quase um sussurro preso entre a raiva e o desejo que ele insiste em arrancar dela.

O olhar tenta sustentar o desafio, mas a respiração entrecortada e o calor sob a pele a denunciam. Ela odeia o poder que ele exerce e, ainda mais, o quanto seu corpo responde a ele.

O sorriso de Vincenzo se alarga, perverso, satisfeito, enquanto continua deslizando a lâmina pela pele sensível dela.

O toque do metal provoca ondas de arrepio, e Vittoria, apesar de tentar se manter firme, sente o corpo reagir, os músculos contraem, a respiração falha, os lábios entreabrem-se sem controle.

Ele para, na delicada alça da calcinha, girando lentamente a ponta da faca sobre o tecido, como se saboreasse a antecipação mais do que o ato.

Vittoria morde o lábio inferior, em uma tentativa desesperada de conter um gemido e falha.

A vergonha da resposta involuntária se mistura ao calor que pulsa entre as pernas.

A lâmina então segue seu caminho, descendo pela coxa até o tornozelo, deixando um rastro de tensão e desejo.

Vincenzo se afasta devagar, como se tivesse todo o tempo do mundo, e se ajoelha diante da cama.

Com uma das mãos, segura o tornozelo dela, com a outra, remove o salto com a mesma calma com que se desfaria de uma arma.

- Sabe o que realmente mudou ao longo desses anos, principessa? - Indaga, com a voz rouca, enquanto segura o tornozelo dela. - Você ficou mais linda. Mais ousada. E, pelo que vejo, ainda mais irresistível.

Ele se inclina e beija lentamente o dorso do pé dela, a língua roçando de leve a pele sensível antes que os lábios se fechem em um gesto tão íntimo quanto indecente.

- E agora que senti de novo o teu gosto, não irei parar até descobrir qual parte sua implora mais pela minha boca.

- Vincenzo, por favor, pare...

- Está me pedindo para parar, cara mia. - Comenta, a voz sedosa, como uma carícia quente demais para ser ignorada. - Mas não foi isso que seu corpo acabou de me dizer.

Seus dedos percorrem a perna dela com uma lentidão calculada, roçando a pele sensível, absorvendo cada mínima reação.

Com a ponta da lâmina, começa a deslizar suavemente pelo dorso do pé dela, traçando um caminho perigoso até o tornozelo.

O toque é leve, quase delicado, mas o frio do metal faz o corpo de Vittoria reagir, um arrepio súbito percorre sua espinha e ela prende o ar, entre o medo e um desejo que ela odeia sentir.

- Você pode dizer "não" com a boca, Vittoria. - Sussurra, o tom carregado de provocação. - Mas sua pele? Sua pele grita sim toda vez que eu encosto.

E então, sem dar tempo para ela reagir, Vincenzo segura o pé dela com firmeza e o apoia sobre os joelhos. O olhar permanece fixo no dela, sereno e cruelmente tranquilo.

Em um gesto seco, ele desliza a lâmina pela sola do pé, mas desta vez, o metal não somente ameaça: ele corta.

É sutil, preciso, mas suficiente para fazer o sangue surgir.

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