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Talvez você ainda se lembre, daquela doce menina que foi criada no meio da família Massari. E da mulher que ela foi se tornando a cada dia. Meiga, gentil, amiga, comprometida, responsável, amável, divertida e sonhadora.
Você com certeza se lembra dessa menina. Muito mais do que eu mesma.
A verdade é que, ninguém sabe o que fez a Molly mudar tanto, muitos desistiram de tentar descobrir, e quem apenas decidiu não a abandonar, como sua irmã Antonela, foram as pessoas que mais se decepcionaram. Porque é isso que ela faz agora, machuca, principalmente aqueles que a querem bem.
Mas teve também quem a amou, do jeitinho que ela é. Quebrada, ele enxergou seu pedido de ajuda, e esteve lá, quando tudo o que ela precisava era enfrentar sua dor.
Ele não pediu para ninguém voltar a ser o que era, pois ele a conheceu assim, embora soubesse que ela precisava se reencontrar, não soube guiá-la de volta pra casa, pois naquele momento ela nem tinha onde chamar de lar.
Ele não a prometeu um mundo, pois o mundo que ele conhecia, não era bom para ela.
Ele não a prometeu um futuro, pois acordar já era uma dádiva, sobreviver era seu carma, e no fundo ele sentia que o seu já estava traçado, pois por mais que seu coração fosse puro, suas mãos estavam sujas.
Ele a ensinou conversar, sem dizer uma só palavra, mas ele não disse que isso só era possível, com quem nos enxergava de verdade, e Dean, ela sentia que ele era o único que podia enxergar a sua alma.
Eu tentei te avisar, muitas, e muitas vezes, eu tentei te avisar. Ela apenas se parece com a Molly. Você acreditou no olhar, que diz ainda ser tão inocente, mas eles só refletem a bagunça que se tornou. Eles não enxergavam nada além de portas fechadas, um certo dia enxergaram você.
E no momento em que ela mais precisou, você não confiava mais, foi no exato instante, em que ela viu o brilho dos seus olhos apagarem pela segunda vez, que nada mais importou.
Ela não tinha mais nada a perder!