Digamos que me rotularam como um homem intimidante pelo simples fato de ter 1.90 de altura, porte atlético em forma e minha cara que não e lá de muitos amigos, em falar nas diversas tatuagens que tenho pelo corpo - com toda certeza isso me torna intimidante - ou é o que eu acho -, enfim! Obviamente que ter uma patente de coronel ao 29 anos de idade me dava ainda mais o tal título inibitivo, o negócio é que alimentou consideravelmente essa classificação, pois toda missão que me era dada eu executava com muita precisão e profissionalismo e fiquei visado ... na verdade admirado por uns e invejado por outros. Infelizmente!
Lembro da minha adolescência em que tinha o sonho de servir as forças armadas europeia e fiz de tudo para entrar para a OTAN emproou a paz é claro, pois sou um homem pacifico e é obvio que não ia em combate como o Monspie e sim em pequenas missões pelo mundo com o objetivo de manter a ordem e erradicar o caos e nunca falhei ate hoje, só que isso me fez arruma alguns fã revoltados que queriam de certa forma ser o que eu sou por natureza, pois não faço nada mirabolante só penso antes de colocar minha vida em risco ... hm, e tenho a mania de criar uma versão em minha mente em que tudo fica bem caótico antes de ir em defesa da paz e ate hoje isso tem me ajudado bastante.
Confesso que aprendi isso com minha tia Brienna, a mulher por ser uma excelente advogada sempre nos relatou que vivia pensado no lado ruim de cada caso antes de focar em algo bem positivo, e com isso nos dar a sensação de que realmente possamos errar e tal ato nos obriga a nos esforçamos mais para ter êxito e digamos que a mulher pequena de mão pesada tem razão, pois desde que coloquei em pratica essa sua teoria minha vida tem dado muito certo. Foram poucas as vezes em que fui ferido e com isso me tornei um homem bem requisitado.
Como estudei muito para uma prova já entrei para as forças armadas com uma certa patente e só foi me dedicar que rapidamente fui subindo nas graduações e hoje estou aqui a quase um ano focado em um perímetro situado em Luanda onde rebeldes avessos ao comunismo tem causado algumas barbaridades. Enfim, sai de missão e fiz a idiotice de deixa Pituxo no acampamento pois ia para um lugar muito quente e nunca que iria maltrata meu cachorro em um solo tão seco, fui bem cedo no intuito de voltar rapidamente o deixei na base, e como já era esperado, não levei nem quatro horas em uma comunidade bem violento resolvendo o tal problema e tendo um grande sucesso.
Voltei com minha equipe e notei que já era quase meio dia quando próximo a nossa base improvisada me veio um cheiro de carne queimada. Estremeci com a hipótese de ser um humano e segui sentindo ao dormitório, assim que coloquei meus pé dentro dele chamei por meu cachorro que não veio de imediato ao meu encontro e isso me deixou preocupado pois meu bichinho sempre me esperava na entrada da base.
- Pituxo! - gritei com mais voracidade e vi Dilan, um cabo recém chegado vir ao meu encontro apressado.
- Coronel Tomps sinto em lhe informar, mas o General Fox mandou executar... - como estava a menos de um metro de distancia tapei sua boca, pois era obvio o que me falaria -, sinto muito! - murmurou com dificuldade.
- Meu cachorro, é isso porra? Você está tentando me dizer que esse cheiro de queimado e meu cachorro? - assustado pois estou apertando sua cara com firmeza me diz que sim.
Me mata, corta minha cabeça só não mexe com meu cachorro! Segui as pressas para a tentada do General e próximo pude ouvi-lo se vangloria pelo que fez com meu cachorro e sem pensar duas vezes peguei-o pela camisa e sai arrasto para fora sentindo a fogueira onde jogou meu bichinho, meu cachorro!
- Me solta! - berra desesperado - estou mando, não me ouviu cabo!
- Primeiro sou Coronel, e segunda desgraçado, vou te matar seu merda do caralho! - ia jogá-lo no meio do fogo quando braços me seguram tirando o infeliz do meu alcance - me solta! - intimei os três que me segurava - Ele pode matar cachorros indefeso e eu não posso extinguir esse animal estúpido da face da terra? há há ... Ele morre hoje! - enfurecido e tomado pela ira arrastei os três comigo e alcancei seu pescoço e sem perda de tempo o enforquei decidido a dar um fim a sua vida miserável, estava convicto, vou mata-lo.
- Calma Coronel, não faça besteira! - Dilan e mais três que ainda estão me segurando me deixa mais puto ainda me levando derrubar todos eles - segura o coronel porra! somo três e temos a obrigação de dominar esse homem. - o cabo grita desesperado.
Ele ainda não sabia mais nada nesse mundo iria me parar!
- Você sabe o nosso dever desgraçado? Sabe o nosso proposito filho da puta? - perguntei lhe acertando a cara - Proteger, ... cuidar, ... e manter a porra da paz! - cada pausa era um soco desferido em sua cara até apaga esse miserável.
Me seguraram e tiveram que me apagar também, pois ia mata esse assassino, quem joga um animal dócil na fogueira? E a última coisa que vi foi Dilan me imobilizando e me dando uma mata leão.
(...)
Despertei sentindo minha clavícula e isso me deixo mais puto ainda. Levantei e me dei conta que estava algemado. Olhei a minha volta e vi o assassino do meu cachorro, enfurecido desloquei meu dedão e me soltei da algema que me mantinha preso a cama e fui para cima dele dominado por minha ira acertei vários socos em sua cara até me apagarem novamente, dessa vez foi sedativo, cambaleei e meu corpo fez igual aos filmes de lutadores de MMA, indo a lona com a cara colidindo contra o chão.
24 horas depois
Despertei em uma camisa de força improvisada ainda sob o efeito da droga que me aplicaram senti minha cabeça pesar 50kg. fechei meus olhos e deixei o sono me dominar.
(...)
5 horas mais tarde
Torno a abrir meus olhos e estou melhor, porém ainda preso. Pedi água a enfermeira e não demorou um copo encostou em minha boca.
- Por favor ... Me solta, estou mais calmo - me observa com um olhar incrédulo e lhe dei meu melhor sorriso, ia me solta quando avistei o filho da puta com boa parte da cara com um roxo berinjela bem evidente levando a reconsidera meu pedido, pois ia matar esse desgraçado -, não me solta moça! - me encara confusa - Se você fizer isso vou matar aquele merda ali oh! - apontei com a cabeça a forcando á olhar para trás.
Vendo de quem se tratava rapidamente se afasta para que o desgraçado se aproximasse.
- Está lindo com essa cara de cu roxo miserável! - ofendi sem me preocupar com a porra da cadeia de comando ... foda-se ele matou meu cachorro - só para deixar claro eu quero te matar como você fez com meu cachorro, igualzinho ... fazer uma bela fogueira e lança esse monte merda que você chama de corpo no meio das chamas e te admira torra infeliz.
- Nessa base comigo aqui você não fica! Está dispensando por abuso ao seu superior! - ouvir as palavras saindo dessa boca de cu sujo me deixou com mais raiva ainda, me levantei afim de lhe dá uma cabeça e termina de foder com seu nariz já que não vai precisa mesmo - segura ele. - berrou para dois cabos que tenta me conter.
- Me manda logo embora desse lugar ou vou te matar e isso, hm! com certeza é um fato! - informei caminhando sentido a ele levando os dois que estavam em minha frente comigo - SAI! SOME DA MINHA FRETE DESGRAÇADO!
Vi corre feito uma gazela e voltei a me sentar. - meu cachorro! - As lágrimas caiam sem ter como segura... Desgraçado filho da puta. fiquei ali sofrendo por imaginar se jogaram meu Pituxo vivo - isso não se faz, é por essas coisa que prefiro bicho do que seres humano.
Uma hora depois me soltaram e fui informado que meu carro havia chegado e que me levaria para o aeroporto mais próximo. Catei minhas coisas e entrei no veiculo com a certeza que toda minha perda foi em vão! minha irmã, Lis e Morgan poderia estar aqui seu não tivesse ido fazer a merda da prova para nesse exato momento vivenciar uma dispensando com desonra! O mais doloroso é que não levam em consideração tudo que fiz para chegar ate aqui! e que eu, um coronel que fiz mais do que esse idiota que é um assassino de animais tem benefícios por ter umas estrelas a mais em seu uniforme.
Solto minha respiração exageradamente e peguei meu celular afim de ligar para o Oliver e contar o que fizeram com meu cachorro. chamou e no segundo toque atendeu pacifico como sempre.
- Benja? - soltei o ar contido em meus pulmões afim de tomar coragem para dizer em voz alta os últimos acontecimento - O que aconteceu?
- Mataram meu cachorro Oli, estou indo para casa fui dispensado por desonra por tentar tacar o general que fez crueldade com meu cachorro na fogueira. Veja um advogado para mim por favor provavelmente ficarei preso por tentativa de homicídio. - peço afim de ter alguém a minha espera para que não me levem diretamente para a prisão.
- Vou ligar para a Bell sei que você virá diretamente para casa Benja, fica em paz. Hm, que horas é seu voo? Quero está lá na base quando você chegar. - Tranquilo me questiona.
- Chego em Zurique as duas da manhã - declaro descendo do carro - vou subir na aeronave Oli até mais.
Desligo e caminho sentido o avião. Assinei uns papeis antes de embarca e com minha dispensa confirmada subi na mesma sabendo que meu tempo como Coronel tinha se encerrado e agora terei que me afundar na solidão do me lar ... Mas uma vez depois de anos minhas escolhas vão me assombra e sei que meu subconsciente não vai pegar leve comigo.
me sentei e passei a viagem inteira tendo a certeza que se a 16 anos atrás não tivesse perdido meu tempo com essa besteira de sonho de ser um portado da paz minha família ainda estaria bem e minha maninha estaria aqui comigo! - merda.
Sete horas se passaram quando fui informado que em trinta minutos estaria pousando na base de Zurique com a certeza que seria enquadrado no artigo 160 Militar. posso não ficar detido, contudo, isso para mim e horrível, como se a morte delas perdesse o sentido agora em que vou me agarrar? como viverei com essa culpa já que fiz uma escolha e ela teve consequências e para aliviar meu ego fodido me tornei o melhor e isso me dava a certeza que não foi em vão que tinha um sentindo ou um fundamento, sei lá. - serei consumido por isso ate os últimos dias da minha vida.
desci e fui entregar meus papeis ao superior do nosso regimento e tomei um susto com ele a minha espera.
- Bom dia coronel Tomps me chamo Marechal Massini e infelizmente nosso sistema é muito falho e você será dispensado com desonra queria ter feito mais, porem quando cheguei a essa patente as leis já estava escritas sinto muito, não será preso só dispensado e como o papel timbrado veio de Luanda não pude fazer nada enquanto a isso - concordo afim de sair o mais rápido dali - seus amigos já estão ai a sua espera.
aperta minha mão e me entrega um envelope com minha documentações assinadas e segui para o estacionamento assim que vi o carro do Baby Olive foi o primeiro a pular do mesmo e vim ate mim.
- Viu, te falei que Bell ia te ajudar ... hm, e a própria já esta vindo de uma missão e vai trazer Anúbis para ficar com você estou te falando aqui porque baby já me bateu só de falar o nome dela ... sabe como aquele anão é quando estar com raiva
- ok, e pare de falar ele esta vindo ai. - ver o baby após onze meses me da a impressão que ele encolheu.
- Benja vem cá com seu Baby vem... - todo carinhoso me da um abraço - vamos, e agora que estamos reunidos tenho uma ótima noticia para dá! - fala me deixando curioso.
dentro do carro do baby se vira para me encara.
- Mons e papai! Sou dindo porra - animado se vira e liga o carro -, jurava que ele ia morre titio, mas meteu um gol! Se chama Samir, não tenho muitas informações só sei que sou dindo.
- isso significa que ele finalmente esqueceu a Riere né? - pergunto vendo o carro ganhar velocidade nas ruas vazia de Zurique.
- Sei lá, nem sabia que ele transava - Baby fala serio, mas eu e Oli não aguentamos e caímos na gargalhada - serio! para mi ele era virgem já que teve uma dolência bem difícil.
E só para me atormentar o assunto do passado vem átona. - respiro devagar para não surta e acho que perceberam e ambos se calaram. o resto da viagem foi um verdadeiro silencio, entrei no condomínio e já fiquei apavorado em saber que ia dormi sozinho.
- Ei! dorme lá em casa. - baby parece que leu meus pensamentos - pode dormi na minha cama comigo eu deixo.
- Baby você é estranho! porra.- Oliver zomba e nos três paramos na frente da casa dele - vamos beber a Pituxo! - Oli propões e de imediato aceitei.
Nos três concordamos. Entrei na mansão do pequeno homem e vi a Zé dormindo no sofá com o que resto de um seio pulando para fora.
- Zé minha delicia pega esses peitinhos de uvas passas lindos saindo por cima do sutiã mulher e vai se deitar - baby a chama com seu jeito besta e totalmente cuidadoso -, vem vou te ajudar e guarda isso ai que estou ficando animado.
Olive cobre a boca para não rir só que eu não tive tempo e fiquei fodidamente sem graça com ela me olhando.
- Só queria ver meu menino. - a idosa já bem enrugada me abraça, retribui o gesto e baby foi com ela. Acho que nesse mundo a Suzete e a única menor que ele.
Assim que volta resolvo comentar sobre seu tamanho só para vê-lo com raiva ... claro que uma raiva boba já que ele realmente raivoso se torna outra pessoa.
- Baby você diminuiu! - falo e Oliver se engasga com sua saliva e começa a sorrir.
- E o cu? - olha sem entender o que quis dizer e com receio, pois dele pode vir qualquer coisa resolvi matar minha curiosidade ainda com medo do resto da frase.
- O que tem ele? - questiono de uma vez.
- Via tomar nele palhaço. - Oliver cai na gargalhada - Oli vai se ferra nem começa que mato um! - ameaça lhe dando um soco no braço.
- Não fiz nada! - levantando as mão se justifica - foi ele quem falou do seu tamanho minúsculo Baby que bater? vai ate ele caramba soca a cara dele!
E nesse clima de brincadeiras amanheceu o dia e bêbados dormimos na sala, cada um em um canto da mesma.