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Uma Mãe para a Filha do Bilionário
img img Uma Mãe para a Filha do Bilionário img Capítulo 8 Uma armadilha
8 Capítulo
Capítulo 10 Planos para o fim de semana img
Capítulo 11 Vida Real img
Capítulo 12 Um encontro desagradável img
Capítulo 13 Guarda compartilhada img
Capítulo 14 Buscando Soluções img
Capítulo 15 Irresponsável e egoísta img
Capítulo 16 Testando os meus limites img
Capítulo 17 Meus Problemas img
Capítulo 18 Um mal caráter img
Capítulo 19 Desconfianças img
Capítulo 20 Adiando o fim img
Capítulo 21 Uma boa causa img
Capítulo 22 Mudanças img
Capítulo 23 Em cima do muro img
Capítulo 24 Conflitos img
Capítulo 25 Liberdade img
Capítulo 26 Atitude duvidosa img
Capítulo 27 Surpresa desagradável img
Capítulo 28 Salvando minha garota img
Capítulo 29 Noite frustrada img
Capítulo 30 Notícias chocantes img
Capítulo 31 Loucura planejada img
Capítulo 32 Buscas img
Capítulo 33 Chantagem Covarde img
Capítulo 34 Novas informações img
Capítulo 35 Erro planejado img
Capítulo 36 Virando o Jogo img
Capítulo 37 Completamente Louca img
Capítulo 38 Tudo mudou img
Capítulo 39 Planos de Casamento img
Capítulo 40 Suspeitas img
Capítulo 41 Pressentimento img
Capítulo 42 Jogo sujo img
Capítulo 43 Em perigo img
Capítulo 44 Memórias img
Capítulo 45 Descontrolado img
Capítulo 46 Sombra de Vingança img
Capítulo 47 Acerto de contas img
Capítulo 48 Esperança img
Capítulo 49 Elas estão a salvo img
Capítulo 50 Medo e esperança img
Capítulo 51 Reconciliação img
Capítulo 52 Em paz img
Capítulo 53 Perdão img
Capítulo 54 Epílogo img
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Capítulo 8 Uma armadilha

Douglas

Encarei Emilly com curiosidade, e estranhamente ela não manteve os seus olhos nos meus, preferindo olhar para qualquer lugar, menos para mim.

- Sente-se, querido - Mamãe pediu, indicando o lugar ao seu lado.

Olhei para a disposição dos assentos e percebi que a cadeira indicada pela minha mãe me deixaria entre ela e Rochelle, uma antiga amiga por quem sinto um enorme carinho, porém, optei por mudar a cadeira de lugar e ficar ao lado da minha namorada. Estava com saudades de Emilly, mesmo que nós tivéssemos nos visto ainda naquela manhã.

- Não é de bom tom mudar a cadeira de lugar dessa forma, Douglas - Mamãe chamou a minha atenção de maneira incisiva.

- Sabe bem que eu realmente não me importo com essas regras de vocês - falei com pouco caso, mesmo sabendo que isso iria deixar a minha mãe bastante irritada.

- Está errado em agir dessa forma, Douglas. É um homem riquíssimo e sabe do nosso papel na alta sociedade - Minha irmã se meteu na conversa.

Eu apenas sorri diante das besteiras que a minha família tem o hábito de tentar me impor. Eu realmente não iria me estender nesse assunto e enquanto elas aguardavam por alguma resposta, eu encarei a minha namorada com satisfação.

- Está tudo bem? - A expressão tensa de Emilly dizia que não.

- Sim, claro - Emilly mentiu de maneira vergonhosa.

Olhei para a minha mãe e irmã, que também fugiram ao meu olhar e compreendi tudo. A ideia do chá da tarde partiu da minha mãe e eu, acreditando que ela desejava se aproximar de Emilly, conhecer melhor a pessoa que eu amo, insisti para que a minha namorada comparecesse ao encontro. Pelo visto, tinha sido mais uma provação e está bastante claro o quanto Emilly está desconfortável naquele local.

Ainda assim, pedi um expresso quando o garçom chegou para me atender e olhei em torno da mesa novamente, tentando entender aquela energia pesada e evidente entre as mulheres.

- E você, Douglas? Como está? - Rochelle perguntou com animação.

Acredito que a minha amiga percebeu o clima tenso que se formou à mesa e está tentando descontrair, trazendo um assunto mais leve.

- Estou ótimo, Rochelle - E não era uma mentira - Acredito que já tenha conhecido a Emilly, minha namorada?

Rochelle olhou para Emily e eu, como sempre, atento a qualquer coisa relacionada a minha namorada, percebi um certo desprazer em sua expressão, que logo ela tentou disfarçar. Bem, aquilo realmente não estava dando certo.

- Sim, fomos apresentadas - Rochelle concordou rapidamente - O que tem feito? Se divertindo muito? Eu estava ansiosa para voltar a Nova York, com saudades das nossas baladas.

- Tenho certeza que vai encontrar muita coisa para fazer, como sempre.

- E quando podemos sair juntos, então?

Não precisei olhar para Emily para saber que aquele "convite" de Rochelle não foi nada agradável para ela e, mais uma vez, tentei contornar a situação. É sempre assim quando estamos com a minha família e isso está me cansando.

- Claro - Concordei, e nos poucos segundos que levei para completar a resposta, percebi os olhos da minha mãe e de Nora brilharem - Emily e eu saímos sempre que possível e tenho certeza que será muito divertido tê-la conosco na próxima vez.

O brilho no olhar das mulheres se apagou, deixando no lugar uma expressão de descontentamento nítida, e aproveitei para esmagar ainda mais qualquer tentativa de causar qualquer tipo de desentendimento entre Emily e eu.

- Amor, podemos levá-la para conhecer aquele novo rooftop na quinta avenida, o que você acha?

Meu olhar estava totalmente concentrado em Emilly e ignorei todos os outros que estavam conosco.

- Precisamos ver como faremos com as crianças - Foi a resposta baixa e incerta de Emily.

Ela falou exatamente aquilo que eu imaginei que diria e a próxima pergunta de Rochelle foi como eu também já esperava. Mamãe está muito enganada se pensa que vai conseguir me afastar de Emily. Ela é importante demais para que eu a deixe escapar.

- Crianças? De quais crianças vocês estão falando?

Sorri com satisfação mais uma vez e estava prestes a responder a pergunta de Rochelle, quando a minha irmã se adiantou a mim, falando em um tom que eu não gostei nenhum pouco.

- Emily já tem duas crianças, você acredita Rochelle? E o meu irmão praticamente adotou essas crianças!

- Isso te incomoda, irmã? - Não perdi tempo a fazer a pergunta.

- Não, claro que não - Nora negou de maneira alarmada - Estou apenas colocando a minha amiga a par das coisas que aconteceram no tempo em que ela esteve fora do país.

- Então, você está namorando uma garota que já é mãe - Rochelle apontou - E onde está o pai das crianças? Ou não tem?

Fiquei de pé de imediato. A pergunta de Rochelle foi a gota d'água, afinal Emily não deve satisfação alguma para alguém como Rochelle.

- Ele... - Emily começou a responder.

- Você não precisa responder, meu amor - interrompi Emily de imediato - A sua vida e a sua história não dizem respeito a ninguém, nem mesmo a minha família, quanto mais a alguém que um dia foi uma grande amiga.

- O que está querendo dizer com isso, Douglas? - Rochelle levou a mão ao peito de maneira dramática - Sempre fomos bons amigos.

Eu realmente não iria continuar expondo Emily aquela situação tão desagrádabel. Mais uma vez a minha família me decepciona, ao tentar menosprezar a mulher que eu amo. Mas agora foi ainda pior, eu realmente gostava de Rochelle, a tinha como uma amiga. Eu não conhecia aquele seu lado esnobe e arrogante.

- Éramos amigos - apontei com desdém - Não somos mais. Vamos embora, meu amor.

Emily já estava ficando de pé quando a chamei e logo nós dois estávamos saindo do lugar, e foi impossível não pisar duro enquanto caminhava em direção ao meu carro. Até quando a minha família vai tentar de todas as formas me afastar de Emily? Eles nunca vão desistir? Não está claro que eu a amo e que vou ficar com ela, independente do que eles pensam ou acham certo para a minha vida? Essas perguntas giravam na minha cabeça e Emily deve ter percebido que eu estava muito irritado, pois se manteve em silêncio durante todo o caminho até o meu apartamento.

Suspirei tentando conter a raiva e segurei em sua mão. Precisava deixar claro que ela não tem culpa alguma das coisas que aconteceram desde o primeiro momento em que a apresentei para a minha família, há um ano atrás. Tempo suficiente para que todos entendessem como os nossos sentimentos são profundos e verdadeiros.

- Eu estou bem, Douglas - Emily tentou me convencer quando entramos na sala do meu apartamento - Não precisa ficar tão chateado dessa forma.

- Claro que eu preciso e vou ficar chateado todas as vezes que a minha família me aprontar uma armadilha como essa, Emily. O que eles achavam? Que eu iria cair de quatro pela Rochelle? E não me diga que você não percebeu que era essa a intenção de Ramona e Nora.

Emily preferiu ficar em silêncio do que contrariar as minhas palavras e aquilo me levou a tentar controlar o meu temperamento. Estamos sozinhos naquele apartamento e eu não vou perder mais tempo falando de coisas desagradáveis.

- Eu te amo e ninguém vai mudar isso, entende?

Ela apenas fez um sinal afirmativo com a cabeça e eu me aproximei, enlaçando a sua cintura e a apertando de encontro ao meu corpo.

- Faltou você dizer que me ama e que ninguém vai mudar isso... - Eu a provoquei.

- Eu te amo, seu bobo - Ela atendeu ao meu pedido com um sorriso.

- Amo o seu sorriso, sabia?

- Você falou isso algumas vezes... Umas mil, talvez.

A encarei fingindo estar chateado com a piada, mas não resisti por muito tempo e logo a beijei. E estar junto com Emily é tudo o que importa realmente.

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