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Uma Mãe para a Filha do Bilionário
img img Uma Mãe para a Filha do Bilionário img Capítulo 9 Colega de Sala
9 Capítulo
Capítulo 10 Planos para o fim de semana img
Capítulo 11 Vida Real img
Capítulo 12 Um encontro desagradável img
Capítulo 13 Guarda compartilhada img
Capítulo 14 Buscando Soluções img
Capítulo 15 Irresponsável e egoísta img
Capítulo 16 Testando os meus limites img
Capítulo 17 Meus Problemas img
Capítulo 18 Um mal caráter img
Capítulo 19 Desconfianças img
Capítulo 20 Adiando o fim img
Capítulo 21 Uma boa causa img
Capítulo 22 Mudanças img
Capítulo 23 Em cima do muro img
Capítulo 24 Conflitos img
Capítulo 25 Liberdade img
Capítulo 26 Atitude duvidosa img
Capítulo 27 Surpresa desagradável img
Capítulo 28 Salvando minha garota img
Capítulo 29 Noite frustrada img
Capítulo 30 Notícias chocantes img
Capítulo 31 Loucura planejada img
Capítulo 32 Buscas img
Capítulo 33 Chantagem Covarde img
Capítulo 34 Novas informações img
Capítulo 35 Erro planejado img
Capítulo 36 Virando o Jogo img
Capítulo 37 Completamente Louca img
Capítulo 38 Tudo mudou img
Capítulo 39 Planos de Casamento img
Capítulo 40 Suspeitas img
Capítulo 41 Pressentimento img
Capítulo 42 Jogo sujo img
Capítulo 43 Em perigo img
Capítulo 44 Memórias img
Capítulo 45 Descontrolado img
Capítulo 46 Sombra de Vingança img
Capítulo 47 Acerto de contas img
Capítulo 48 Esperança img
Capítulo 49 Elas estão a salvo img
Capítulo 50 Medo e esperança img
Capítulo 51 Reconciliação img
Capítulo 52 Em paz img
Capítulo 53 Perdão img
Capítulo 54 Epílogo img
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Capítulo 9 Colega de Sala

Nicole

Estar presente na sala de aula não quer dizer necessariamente que está prestando atenção a aula. A maior prova desse fato é que eu só percebi que o professor tinha encerrado a aula porque os alunos começaram a levantar de seus lugares, saindo aos poucos da sala. Os meus pensamentos não estavam na aula e sim, nas questões mal resolvidas na minha vida pessoal.

Comecei a guardar as minhas coisas na mochila, quando um rapaz se aproximou de mim, parando ao lado da minha cadeira e me encarando com um sorriso simpático.

- Olá! Você já tem um parceiro?

- O que disse!?

A sua pergunta me chocou e acredito que deixei isso muito claro na expressão assustada em meu rosto, pois o jovem à minha frente também pareceu assustado.

- Para o trabalho em dupla que o professor acabou de passar na sala - Ele explicou apressado - O que você pensou que eu estava falando?

Agora eu estava terrivelmente envergonhada, ao perceber que a pergunta dele não tinha relação alguma com aquilo que passou em minha cabeça.

- Desculpa, eu... não estava prestando atenção na aula - Foi a minha vez de explicar e logo em seguida, ainda muito envergonhada, perguntei - Então, há um trabalho em... dupla?

O rapaz me olhou confuso e percebi que ele estava segurando o riso, mas não conseguiu por muito tempo e logo estava gargalhando da situação constrangedora entre nós. Foi impossível não rir junto. A risada dele é algo contagiante e até me senti mais leve quando conseguimos nos controlar.

- Desculpa, eu não me apresentei - Ele estendeu a mão e logo a segurei - Meu nome é Kevin Person.

- Sou Nicole Suarez.

O sorriso de Kevin é algo bonito de se ver. Espontâneo e cheio de uma energia maravilhosa e eu senti uma enorme simpatia pelo meu colega de sala.

- E então, você já tem uma dupla?

- Confesso que nem mesmo percebi o momento em que o professor falou sobre esse trabalho em dupla - Contei, novamente envergonhada - Você quer fazer o trabalho comigo?

- Foi para isso que vim até aqui - Mais um lindo sorriso - Eu faltei às primeiras aulas e percebi que a grande maioria já tem seus pares, pessoas com as quais se identificou. Menos você. Não te vi conversando com ninguém.

- Eu sou um pouco tímida - Mais um segredo revelado, pensei com ironia.

- Então, somos uma dupla agora - Mais um aperto de mão demorado - Posso pegar o seu número? Dessa forma podemos ir falando sobre os detalhes do trabalho.

Eu passei o meu número de contato e também peguei o dele e caminhamos juntos em direção ao estacionamento do nosso setor de aulas, onde o motorista estava aguardando por mim. Oliver tinha insistido em contratar alguém para me levar aos lugares, pois eu não gostava de dirigir em uma cidade tão movimentada e congestionada como Nova York. Eu não reclamei, claro.

- Quer uma carona?

- Não é necessário... O carro está... me esperando... - Eu cheguei a gaguejar neste momento.

- Um motorista particular? - Ele franziu as sobrancelhas com curiosidade.

Somente agora percebi o quanto pode ser incômodo revelar para as pessoas que o meu namorado é um homem rico e que ele colocou um motorista à minha disposição. Talvez não fosse certo aceitar tudo o que Oliver me oferece e essa questão nunca tinha ficado tão clara para mim.

O oferecimento do meu colega de classe também foi bastante gentil, porém, mesmo que eu não tivesse um motorista à minha espera, ainda assim eu não teria aceitado a oferta, pois tínhamos acabado de nos conhecer e eu não tenho a mínima ideia de quem seja Kevin.

- Eu tenho que ir - Eu comecei a me afastar - Até a próxima aula.

Caminhei apressada para o carro e depois de cumprimentar o senhor Jenkins, ele abriu a porta do veículo e só então percebi que havia duas pessoas esperando dentro do carro.

- Nicky! - Eloá falou com animação ao me ver entrar no banco de trás junto com ela e o seu pai - Estava com saudades de você!

Até esse momento Oliver tinha estado bastante atento a algo em seu computador portátil, mas ao ouvir a filha chamar pelo meu nome, ele levantou a cabeça imediatamente e sorriu de maneira carinhosa ao ver a pequena me abraçar, jogando os seus bracinhos em torno do meu pescoço.

- Minha bonequinha linda! Eu também estava com saudades de você.

Coloquei Eloá em meu colo e a enchi de beijos. A pequena tinha passado a noite anterior na casa de Emily e portanto eu não a tinha visto antes de sair para a faculdade.

- Viemos te buscar - Eloá logo explicou, quando por fim a deixei livre do meu ataque de beijos - Papai disse que vamos tomar sorvete.

- Que maravilha! Eu gosto muito de sorvete.

- Nós sabemos disso - Oliver apontou com um olhar cheio de implicações.

Ele estava tentando me agradar e ter certeza de que estava realmente tudo bem entre nós. E estava. Eu não queria pensar nas maldades que aquelas mulheres falaram sobre mim e a minha família. Prefiro viver e aproveitar todo o amor que sinto por eles e também o amor que recebo em troca.

Depois da nossa última noite, eu pensei muito. Depois que Oliver saiu para trabalhar naquela manhã, eu continuei na cama, sentindo o seu cheiro entre os lençóis e relembrando tudo o que vivemos até aqui. Nunca foi fácil e eu já sabia disso quando tomei a iniciativa de esperar por ele em seu quarto e depois invadir o banheiro e entrar no box com ele.

Quando eu fiz isso, já sabia de todos os problemas que ele estava enfrentando com Martina. Eu diria até que conheço Martina melhor que Oliver, pois ela sempre fingiu ser outra pessoa quando estava na presença dele e eu acompanhei isso de perto por dois anos. Então, não há surpresa alguma nas atitudes daquela megera.

Sobre as outras pessoas, eu preciso apenas aprender a lidar com isso, mesmo que eu ainda não saiba ao certo como farei para enfrentar situações como a que aconteceu na festa, porém, não posso abandonar o homem que eu amo por coisas sobre as quais ele não tem controle algum. Sabedoria é a palavra chave.

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