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A Vida e a História de Melissa Carter

A Vida e a História de Melissa Carter

img Romance
img 11 Capítulo
img Elisangela Azevedo
5.0
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Sinopse

Melissa Carter é uma jovem sonhadora, que corre atrás de seus sonhos, apesar de ter perdido sua mãe muito cedo, não desistiu de viver, vai enfrentar bastante coisa e precisará ser forte para cuidar do seu pai, mas ainda bem que ela tem amigos, que são como sua família, como sua melhor amiga Cler, vão surgi momentos bem conturbados, mas também vão ter momentos de muita alegria, será que Melissa resistirá ao amor que nascerá entre ela e seu chefe? só acompanhando essa história incrível, cheia de emoções e aventuras para saber.

Capítulo 1 Apresentações

Me chamo Melissa Carter. Nasci em Nova Iorque e cresci nos Estados unidos, Flórida, na cidade de Jacksonville uma das mais populosa do estado norte-americano localizada no condado de Duval, do qual é sede. Meus pais se mudaram quando eu tinha apenas 8 dias de nascida almejando começar uma vida do zero com novas oportunidades na época e desde então nunca mais saímos da Florida, atualmente estou com 21 anos e morando com meu pai que se chama Robert, posso dizer sem sombras de dúvida que ele é um ser humano incrível.

Minha mãe faleceu quando eu estava com 10 anos de idade e foi assim que me tornei a responsável por tudo, meu pai cuidou muito bem de mim até finalmente me tornar independente, infelizmente ele foi diagnosticado com uma doença arterial periférica que ocorre pela presença de gordura na artéria e seu quadro estava bem agravado, aquela notícia nos abalou tanto que eu chorei por horas depois de sair do consultório médico, não suportaria perder meu pai já havia sido bem difícil se conforma com o fato da minha mãe ter partido, sempre ficava para baixou quando pensava nela e minha salvação era a louca da minha melhor amiga, ela se chama Cler e tem 20 anos de idade seu maior sonho é se torna uma grande estilista de sucesso e eu posso afirmar que talento não lhe falta, a vida sem a Cler com toda certeza perderia o sentido, mesmo que as vezes eu tenha vontade de matá-la por conta das loucuras que ela me apronta.

Antes que se perguntem como nos conhecemos eu a conheci ainda no jardim de infância e nunca mais nos desgrudamos, nossos pais se tornaram grandes amigos e isso facilitou bastante nossa amizade e no meio desse longo caminho nos esbarramos com a Sofia que se tornou minha segunda melhor amiga, sua personalidade forte é seu grande destaque, sonhadora mais sempre com os pés no chão, almeja ser uma grande pintora e parece ter nascido com o dom. Recentemente ela havia mandado uma carta de admissão para uma das melhores universidade de artes de Nova Iorque e estávamos todos na expectativa de uma resposta positiva, eu estava muito feliz por ela mais meu coração parecia não aceitar muito bem o fato da Sofia ter que se mudar caso fosse aceita.

Não poderia de maneira alguma me esquecer dos meus tios de consideração tia Ana Lúcia e tio Afonso eles são uma parte muito importante da minha história além de serem os pais da Cler, me faltam palavras para descrever o quanto a Ana é incrível, ela me ajudou em tudo e a considero como uma segunda mãe, o Afonso é um ser de muita luz com uma energia contagiante, ele assim como meu pai era carpinteiro. Através deles que eu passei a acreditar que de fato Deus sempre colocar anjos no nosso caminho, a perda da minha mãe foi muito dolorosa para eles também me lembro como se fosse hoje.

Minha mãe se chamava Clara e era uma mulher extraordinária que carregava uma beleza única, por onde passava contagiava as pessoas com sua energia e seu sorriso cativante, para ela parecia não existir dia ruim pois estava sempre feliz, sua paixão era o canto e eu me lembro bem de ouvir sua doce voz suave cantarolando alegremente pela casa, senti tantas saudades de ouvir suas histórias todo dia antes de dormir. Um dos meus momentos favoritos era quando eu chegava da escola e minha mãe estava na cozinha preparando o almoço, sempre que ela me via chegando corria ao meu encontro me envolvendo em seus braços enquanto espalhava seus doces beijos pelo meu rosto me perguntando como tinha sido meu dia e o que eu havia aprendido de novo na escola, para mim ela era simplesmente a melhor mãe do mundo. Eu e a Cler ficávamos contando as horas para poder apreciar o bolo de chocolate que só minha mãe era capaz de fazer e no final a briga era certa entre nós duas para saber quem ficaria com a bacia suja de massa.

Certo dia minha mãe me chamou para irmos até o mercado comprar umas coisas que estavam em falta, se tinha uma coisa que eu amava quando criança era fazer compras sempre empurrava o carrinho, nesse dia saímos tão apressadas de casa que minha mãe se esqueceu até de pegar o celular, me lembro que estávamos a poucos passos da porta de entrada quando tudo aconteceu, foi em questão de segundos e o corpo da minha mãe estava no chão, meu coração disparou na mesma hora e meus olhos se arregalaram antes que um grito de pavor pudesse sair pela minha boca, não sei como tive forças para me mover do lugar e entrar no mercado pedindo por ajudar.

Uma ambulância foi chamada às pressas e minha mãe levada para o hospital ainda desacordada, minha sorte foi que ela sempre andava com o número do meu pai anotado na carteira e foi assim que o a recepcionista conseguiu entrar em contato com meu pai que não demorou muito a chegar e logo foi ao meu encontro, seu semblante era uma mistura de cansaço com preocupação quando me avistou sentada em uma das cadeiras da sala de espera ao lado de uma enfermeira que eu já não me recordo mais o nome.

Minha mãe teve que passar por uma bateria de exames por isso ficamos esperando quase duas horas e meia e nesse meio tempo, meus tios também chegaram trazendo a Cler que me abraçou e se sentou ao meu lado, meia hora se passou e finalmente o médico surgiu na sala de espera procurando pelos parentes de Clara Carter e meu pai imediatamente se colocou de pé indo até o doutor que o chamou para o consultório dele. Tia Ana se aproximou colocando seus braços ao meu redor e dizendo que tudo ficaria bem mais algo me dizia que não e hoje vejo que mesmo sendo muito pequena meu sexto sentido já captava tudo no ar.

Meu pai não demorou muito a retorna à sala de espera e seu semblante escondia uma grande tristeza e isso podia ser visto em seus olhos também, mas ele também carregava um sorriso nos lábios que deixou minha mente confusa, quando finalmente chegou próximo de mim ele se agachou na minha e disse que estava tudo bem, havia sido somente uma queda de pressão e a mamãe voltaria aquele dia mesmo para casa, senti um alívio tão grande e todo aquele medo se desapareceu. Minha mãe tinha a mesma tristeza no olhar quando foi liberada para voltar para casa, mas souber disfarça muito bem, como já estava tarde os pais de Cler a levaram para casa e eu retornei com meus pais para a minha.

Nas semanas que se seguiram depois do ocorrido eu comecei a estranhar o comportamento dos meus pais, os dois viviam cochichando pelos cantos e sempre mudava de assunto quando eu chegava e percebi que minha mãe se sentia mal quase todos os dias com enjoos e tonturas, certo dia a peguei com os olhos vermelhos e cheio de lágrimas, sua desculpa foi que estava com saudades dos meus avos e teve mais vezes e era sempre uma resposta diferente. Resolvi questionar meu pai no caminho para a escola se minha mãe estava à espera de um bebê e ele negou abrindo um sorriso e entrou em outros assuntos, os adultos sempre acham uma forma de nos distrair hoje com meus 21 anos eu sei bem disso. Em uma madrugada acordei assustada com meu pai me acordando às pressas e me levando para fora do meu quarto enquanto descia as escadas com a bolsa da minha mãe que estava deitada no sofá da sala com muitas dores, ouvir quando o carro do tio Afonso parou em frente nossa casa e logo ele apareceu na porta, assisti meu pai carregar minha mãe nos braços e o corpo dela parecia ter perdido todas as forças, meu tio me pegou no colo enquanto trancava a porta e corria comigo até o carro, sentei no banco de trás assustada e com medo sem saber ao certo o que estava se passando.

No hospital veio a notícia de que minha mãe teria que ficar internada e eu já estava cansada de todos mentirem para mim, foi então que eu explodir , perguntei o que estava acontecendo e porque todos escondiam a verdade de mim, meu tio se aproximou tentando me acalmar e foi então que meu pai tocou no meu braço e fez sinal para que eu me sentasse na cadeira ao seu lado e ele começou a me contar a tudo, quando ele terminou meus olhos estavam cheio de lágrimas.

Minha mãe estava com um câncer em uma das mamas e seu estado já estava bem avançado, os médicos estavam fazendo tudo que era possível mais o doutor não havia dado muitas esperanças pois não tinha muito o que se fazer, me lembro de ser consolada por todos aquele dia, mesmo não tendo o entendimento de uma mente adulta eu sabia que aquilo era uma coisa muito ruim, meu pai achou melhor que eu fosse para casa com minha tia e minha resposta foi um não. Foram dias e meses de angústia entre casa e hospital, eu já não queria nem mesmo ir à escola com medo mais meu pai me levava assim mesmo.

Um dos piores momentos foi quando tiveram que cortar seu cabelo por conta da quimioterapia, apesar de tudo isso minha mãe ainda conseguia colocar um sorriso no rosto sempre que eu a visitava no hospital, hoje eu sei o quanto ela lutou para sobreviver, houve um período em que seu quadro ficou estável e isso nos trouxe até uma falsa esperança, o médico até a liberou e ela quis muito ir à praia então fomos todos, na minha cabeça tudo tinha voltado a ser como antes, aquele tinha sido um dos dias mais felizes da minha vida, nunca esquecerei dos olhos e do sorriso da minha mãe enquanto me observava construir um castelo de areia com a Cler.

Como as férias escolares já seria na semana seguinte resolvemos viajar, o doutor Gabriel responsável pelo tratamento da minha mãe tinha a liberado depois de passar uma lista de recomendações para meu pai, estava ansiosa para chegar na casa de campo do avô da Cler, foi minha primeira vez voando de avião e sentir muito medo até minha mãe segurar na minha mão me dizendo que estava tudo bem, passamos três dias incríveis no campo mais como a viajem foi curta tivemos que voltar pois mamãe estava se sentindo mal.

Fomos ao hospital no dia seguinte bem cedo fazer novos exames e o quadro da minha mãe permanecia o mesmo, ela estava estável então voltamos para casa, houve dias bons e ruins naquele restando de meses que se seguiu, na formatura da escola eu e a Cler estávamos super felizes e mamãe também por ter conseguido ir me ver, tivemos um natal repleto de muito amor e alegria, mas minha mãe amanheceu com muitas dores e fomos às pressas para o hospital, dessa vez ela teve que ficar internada e passamos a virada do ano com ela, semanas se passaram e minha mãe chegou a um ponto de ficar irreconhecível, quase não falava mais e nada parava em seu estomago, havia perdido muitos quilos e a quimio já não estava resolvendo o problema. Eu me lembro claramente do último dia que vi minha mãe com vida, era uma segunda-feira chuvosa e eu tinha acabado de chegar no hospital com minha tia Ana e o tio Afonso e meu pai veio me buscar na sala de espera, minha mãe queria me ver , caminhei de mãos dadas com meu pai até o quarto onde ela estava e me aproximei da sua cama, seus olhos azuis agora profundos me observaram e um sorriso fraco se formou em seus lábios, meu pai me colocou sentada na beira da sua cama e eu peguei sua mão que parecia tão frágil, vi lágrimas se formarem em seus olhos, ela olhou para meu pai que se afastou indo pegar algo na bolsa dela, ele retornou a cama com uma caixinha dourada nas mãos entregando para minha mãe que a abriu tirando um colar que ela colocou na palma da minha mão e eu pude contemplar o quanto era lindo e reluzente.

Mesmo com dificuldades para falar ela me explicou que aquele colar era da minha bisavó que tinha passado para minha avó que passou para ela e agora seria meu em seguida cantarolou a canção de ninar que eu amava e levou minha mão até seus lábios depositando um beijo demorado, acariciou meu rosto e disse que me amava muito, chorei em silêncio com ela segurando o colar nas minhas mãos enquanto meu pai abraçava nos duas, voltei para a sala de espera muito triste. Minha mãe quis ver a tia Ana, o Tio Afonso e a Cler também.

Todos retornaram para a sala de espera pois minha mãe precisava descansar, me sentei ao lado do meu pai e não demorei muito a pegar no sono, não lembro por quantos minutos dormir, mas fui acordada com o movimento de vários enfermeiros correndo em direção ao corredor que levava para os quartos, sentir meu coração acelerar no peito e meu impulso foi me levantar e correr até o quarto da minha mãe e quando cheguei na porta eu paralisei por um breve instante olhando a cena de vários médicos em volta da cama da minha mãe enquanto uma enfermeira tinha um aparelho nas mãos que era colocado sobre seu peito, entrei em desespero e fui até ela gritando para que acordasse e nesse momento que os enfermeiros notaram minha presença e meu pai logo chegou me pegando no colo e me tirando da sala, ainda conseguir ver o rosto da minha mãe e ela parecia estar dormindo, aquele tinha sido um dos piores dia da minha vida.

O velório foi rápido com poucos amigos e familiares e eu me lembro de estar abraçada com a Cler e meu pai, foram meses até eu voltar a agir normalmente, mas conseguimos superar a dor do luto. Terminei meus estudos e fiz uma faculdade de administração e ainda tirei tempo para fazer um curso de secretária, mais não trabalhei preferir ficar em casa cuidando do meu pai que adoeceu, as economias da minha mãe nos sustentaram por um tempo, mas dinheiro não dura pra sempre então eu tive que sair em buscar de um emprego, conseguir um trabalho de caixa em um café e foi assim que conseguir pagar minha faculdade e juntar um grana, fiquei dois ano nesse estabelecimento mais tive que pedir minhas contas depois de descobrir muitas coisas erradas que aconteciam nesse café e atualmente estou em buscar de trabalho pois as contas não param de chegar.

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