"Cuidado, fale baixo... você vai acabar acordando ela..."
Em um quarto do Hotel Harmony, Lindsey Stewart estava deitada na cama com uma dor de cabeça lancinante, e seu corpo parecia estar em chamas. A simples tarefa de abrir os olhos era um grande desafio, e quando finalmente conseguiu entreabri-los, a cena diante dela quase a fez desmoronar!
Seu namorado, Chayce Burton, segurava uma mulher contra a janela de sacada, e a mulher era ninguém menos que sua madrasta, Kendra Stewart!
"Fique tranquila. Ela está apagada. A droga que usei foi forte o suficiente para derrubar um animal selvagem", disse Chayce para Kendra, sem sequer olhar para Lindsey na cama.
No instante seguinte, Chayce ergueu Kendra pela cintura fina e a penetrou repetidamente, fazendo-a soltar gemidos altos e prazerosos.
Lindsey cerrou os dentes e fechou os punhos, tentando ao máximo clarear a mente. Fora Kendra quem lhe apresentara Chayce, então jamais imaginaria que sua madrasta dormiria com seu namorado pelas suas costas!
Naquela noite, Chayce a convidara para jantar. Ela desmaiou depois de beber uma taça de vinho que ele lhe ofereceu.
Só então percebeu que tudo não passava de uma armadilha elaborada por aquele casal sem-vergonha!
"Se Lindsey descobrir que transou com um mendigo esta noite, como acha que ela vai reagir?", perguntou Kendra em meio aos gemidos.
"Ela nunca vai saber. Contanto que pense que fui eu quem dormiu com ela, ficará determinada a se casar comigo! Mais cedo ou mais tarde, não apenas as propriedades da família Stewart serão nossas, mas também as da mãe dela!"
As palavras cruéis de Chayce a fizeram se arrepiar da cabeça aos pés.
"O que pretende fazer com o irmão dela?", perguntou Kendra.
"Fácil", respondeu Chayce com um sorriso malicioso. "Assim que eu assumir o controle total da família Stewart, encontrarei uma oportunidade para colocá-lo atrás das grades."
Kendra deu uma risadinha e arqueou as costas para acompanhar os movimentos de Chayce, com os olhos brilhando como se já comemorasse a vitória iminente.
De repente, uma ideia lhe ocorreu e sua expressão se fechou um pouco. "Eu me recuso a deixar essa vadiasinha ter uma vida confortável! Quando vocês se casarem, é melhor não dormir com ela, mesmo que dividam o quarto!"
Chayce apoiou as mãos com firmeza na cintura de Kendra e começou a penetrá-la com mais violência. "O que você acha que eu deveria fazer?", ele perguntou, ofegante.
"Hum... bata no carro dela. Faça parecer um acidente. Se ela morre ou fica aleijada para o resto da vida, deixo isso com você!" Mesmo no meio do ato, Kendra não se esqueceu de planejar como lidar com a enteada. Seu belo rosto exibia uma expressão feroz só de pensar em eliminar a mulher que odiava.
Suando em bicas, Chayce sorriu para ela e disse: "Está bem, como você quiser."
Percebendo que os dois estavam prestes a atingir o clímax, Lindsey fechou os olhos rapidamente, desejando poder desaparecer.
Chayce e Kendra se vestiram às pressas e lançaram um olhar para Lindsey, que permanecia imóvel na cama. Mais satisfeitos do que nunca, os dois saíram do quarto com uma risadinha.
Somente quando a porta se fechou atrás deles, Lindsey abriu os olhos novamente, com lágrimas escorrendo pelo rosto e manchando os lençóis.
"Como fui cega, Chayce Burton! Eu teria confiado minha vida a você, mas no fim das contas você não passa de um homem sem coração que estava conspirando contra minha família!"
Lindsey não pôde evitar tremer de raiva.
Ela tentou sair da cama, desesperada para fugir, mas seus pés pareciam de chumbo.
O efeito da droga era forte demais para que sequer conseguisse se levantar!
Rangendo os dentes, ela se esforçou para alcançar a faca de frutas na mesa de cabeceira e cortou o próprio braço. O sangue jorrou imediatamente, mas a dor a deixou um pouco mais sóbria.
Assim que conseguiu se pôr de pé, ouviu um tumulto do lado de fora da porta. Sem pensar, cambaleou até a janela e saiu.
No segundo seguinte, ouviu as vozes de Kendra e Chayce vindo do quarto que acabara de deixar.
"Que merda é essa? Para onde ela foi? Será que fugiu?"
"Ela não deve ter ido longe! Se não dormir com alguém esta noite, a droga vai matá-la!"
Determinada, Lindsey se forçou a não olhar para baixo, cerrando os dentes enquanto se movia com cuidado de um parapeito de janela para o outro. Assim que conseguiu um apoio firme, uma mão surgiu abruptamente da janela do quarto ao lado, tapou-lhe a boca e a puxou para dentro.
Perdendo o equilíbrio, Lindsey agarrou instintivamente a gola da camisa do homem, e os dois caíram no chão juntos, com o homem por cima dela.
Os feromônios sedutores dele invadiram as narinas de Lindsey, arrepiando os pelos de seus braços.
Seu lado racional queria mandá-lo sair de cima dela, mas o som que escapou de seus lábios foi mais um gemido erótico.
"Foi Emilio quem te mandou?"
Na escuridão, o homem falou com uma voz suave e calma, extremamente agradável aos seus ouvidos.
Sentindo-se muito inquieta, Lindsey pousou as mãos sobre o peito dele, onde sentiu os músculos fortes dele através do tecido fino. O sangue correu mais rápido por suas veias, e a sensação de queimação tornou-se ainda mais insuportável.
Ela não fazia ideia de quem era esse tal de Emilio, nem se importava.
O que importava naquele momento era sua sobrevivência.
"Você... é bonito?", ela perguntou com uma voz fraca e rouca.
Domenic Walsh franziu o cenho em desaprovação, mas, ainda assim, respondeu: "Acho que dá para dizer que não sou feio."
"Então, pelo menos, você não é feio."
Era melhor dormir com um estranho bonito do que com um mendigo qualquer!
Lindsey estendeu as mãos e segurou o rosto dele, sussurrando: "Obrigada."
No momento seguinte, ela ergueu a cabeça e pressionou seus lábios quentes contra os dele.