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Um amor para o BILIONÁRIO: Dois homens uma escolha
img img Um amor para o BILIONÁRIO: Dois homens uma escolha img Capítulo 3 Não acredito que estou fazendo isso
3 Capítulo
Capítulo 6 Outras participantes img
Capítulo 7 Que lugar é esse img
Capítulo 8 Primeiro encontro img
Capítulo 9 Um primeiro encontro muito curioso img
Capítulo 10 A segunda porta img
Capítulo 11 O que faço com essas dúvidas part 1 img
Capítulo 12 O que faço com essas dúvidas part 2 img
Capítulo 13 Tudo fica mais difícil pt 1 img
Capítulo 14 Tudo fica mais difícil pt 2 img
Capítulo 15 Cara a cara img
Capítulo 16 Espero não ter errado img
Capítulo 17 Escolhi estar com você img
Capítulo 18 Bem longe daqui img
Capítulo 19 Passeio img
Capítulo 20 Uma conversa difícil img
Capítulo 21 O que está fazendo img
Capítulo 22 A Noite no Chalé img
Capítulo 23 Ultimo dia na ilha img
Capítulo 24 Finalmente img
Capítulo 25 Particular img
Capítulo 26 Los Angeles img
Capítulo 27 Mensagens para a irmã img
Capítulo 28 Real ou não img
Capítulo 29 Jantar img
Capítulo 30 Partida img
Capítulo 31 Distantes img
Capítulo 32 Não é o que você está pensando img
Capítulo 33 Acidente img
Capítulo 34 Rivalidade img
Capítulo 35 Olhos abertos img
Capítulo 36 Nova York com você img
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Capítulo 3 Não acredito que estou fazendo isso

Sentada em frente ao meu computador, pensando no que minha vida se tornou, sinto um profundo descontentamento com a rotina monótona que se instaurou.

Digitando mais um capítulo que encantaria alguns telespectadores, percebo que, apesar de criar histórias emocionantes e românticas, minha própria vida é vazia e previsível aos meus vinte e sete anos.

Enquanto repasso mentalmente as tarefas do dia e do que me aguarda amanhã, uma voz interior inquietante sussurra que minha irmã pode estar certa. Talvez seja hora de buscar algo novo, algo que me tire desse marasmo.

Então, como um estalar de dedos, lembro-me do link que ela me enviou recentemente. Embora pareça uma ideia louca, algo me impulsiona a pegar meu laptop e explorar.

Abri o aplicativo de mensagens, no computador, e olho para a tela, pensando se isso era realmente uma boa ideia.

Pensando como uma escritora, mais parecia uma história maluca onde a mocinha, incentivada a buscar novos ares, se vê fazendo a loucura de se inscrever em um site de namoro. Pior, isso era realmente.

- A única diferença é que não sou nada interessante. - Falei, ainda encarando a tela. - Na verdade, isso não é um filme. O destino, escrito por uma romântica como eu, não irá agir, ou vai colocar um super gostoso na vida da mulher solitária, lhe dando uma experiência magnífica. - Bem que eu queria. Imagina um encontro, na cafeteria. Você não espera que vai sair nada dali. O cara se atrasa, você acha que levou um bolo, mas então, esbarra em um cara lindo, forte e com senso de humor. Aquele é o homem com quem vai viver uma aventura. - Então a realidade me joga de volta para a realidade onde eu estou no sofá, sonhando com algo que nunca vai acontecer.

É deprimente. Contudo, o que farei hoje a noite?

Não tenho coragem de colocar uma roupa e sair, buscando por um bar confortável onde vou beber sozinha.

- Bem, não tenho cerveja, mas tenho vinho.

Decido que é melhor fazer isso com um pouco de classe, então vou até a cozinha e pego uma taça. Meu gato, o eterno observador da minha vida, me encara com aquele olhar crítico.

- Sim, eu sei, senhor Pêlo. Isso é provavelmente uma péssima ideia. - Ele pisca para mim, mas sei que ele está me julgando.

Volto ao sofá, com minha taça de vinho em uma mão e o laptop na outra. Meu coração começa a bater mais rápido à medida que me preparo para clicar no link.

Não faço ideia do que estou fazendo, mas uma coisa é certa: essa noite promete ser interessante, ou pelo menos engraçada.

***

Acordo com uma dor no pescoço, graças ao sofá onde dormir. Os felinos estão em cima de mim, miando, quase gritando por comida.

Estou a ponto de gritar de volta, dizendo que não vão morrer se eu demorar um segundo a mais.

- Se fosse eu, quem precisasse de vocês, com certeza não seria ouvida. - Disse ao me levantar.

Andei até a cozinha, sem saber muito o que estava fazendo. Minha cabeça só girava e não parava de doer.

Ao pegar a ração, coloquei nos potes e logo o som sumiu.

- Vocês são verdadeiros mortos de fome. - Reclamei. Cocei os olhos, voltando para a sala e vendo a bagunça. A garrafa de vinho, vazia, a taça, o computador. - Aí meu Deus! - Aos poucos fui recordando. Na noite passada eu apertei naquele link. Coloquei meus dados. - Deus. Eu não sei se foi uma boa ideia. - Comecei a andar de um canto a outro, roendo as unhas. - Vocês - Virei irritada, olhando para os dois esfomeados. - Por que não me impediram? - Na noite passada, eu tinha motivo. Estava testando, mas agora, com tudo feito, meu coração disparou. - São apenas conversas. Além disso, posso optar por não aceitar as mensagens. - Isso seria tempo perdido. - Mas se bem que eu preciso. Olha para esse apartamento. Dois gatos, um computador. Preciso transar. Já faz tanto tempo.

Suspirei, decidindo que era hora de arrumar a bagunça que eu mesma tinha criado. Peguei a taça suja e a coloquei na pia, prometendo a mim mesma que faria a limpeza mais tarde. Em seguida, endireitei o laptop e coloquei-o com cuidado na mesa de centro.

Enquanto eu organizava as coisas, meu celular ao lado começou a vibrar, chamando minha atenção. Peguei o aparelho e desbloqueei a tela, curiosa para ver o que era tão urgente. Para minha surpresa, era uma notificação de um aplicativo de namoro.

Surpresa, lembrei-me da inscrição em um site de namoro na noite anterior. Minha irmã tinha me enviado um link e insistido para que eu me registrasse.

Eu tinha bebido algumas taças de vinho e não prestei muita atenção em detalhes. Apenas preenchi um questionário rápido sobre minha vida e interesses e cliquei em "registrar".

A notificação mostrava uma mensagem do site. Achei estranho, pois pelo que sei sobre esse tipo de site, as notificações são de interessados no meu perfil, ou seja, de homens, mas aquilo não era exatamente o que eu pensava.

Comecei a ler a mensagem e, aos poucos, os detalhes começaram a surgir em minha mente. Disponibilidade. Passaporte. Coisas que eu não sabia, na hora, sobre o porquê todas aquelas perguntas.

A mensagem: Obrigada pela sua inscrição. Seu perfil está sendo avaliado. Assim que for selecionada, receberá um e-mail e a passagem.

Olhei para aqui e não entendi nada. Acabei imaginando que era alguma pegadinha de Agatha, mesmo que fosse algo muito genial, no qual ela nunca se daria ao trabalho.

- Quer saber - Desliguei o aparelho e o soltei no sofá. - Vou continuar com a minha arrumação. Tenho muito trabalho ainda hoje.

***

Decidi sair de casa naquela noite, algo que não fazia há dias. Minha vontade era de visitar o food truck que costumava frequentar com minha irmã quando éramos mais jovens e, mesmo na vida adulta, ainda mantínhamos essa tradição. Mas naquela noite, eu ansiava por um momento de solidão enquanto saboreava um burrito.

Caminhei até a praça, onde uma multidão de pessoas se reunia, conversava, comia e se divertia. A noite em Los Angeles parecia demorar a chegar, mas a cidade nunca perdia a sua agitação. A praça estava viva, com balanços oscilando e food trucks vendendo de tudo.

Comprei meu burrito favorito e encontrei um banco vago sob a luz suave das lâmpadas da praça. Enquanto saboreava cada mordida, minha mente vagou para a noite anterior.

Tentei lembrar com detalhes como era o site de relacionamentos para o qual minha irmã tinha me enviado um link. Eu estava curiosa, mas não tinha tido a chance de explorar mais naquela ocasião.

Surpreendentemente, avistei minha irmã, seu marido e seus filhos passeando pela praça. Quando Agatha, minha irmã, percebeu que eu estava ali sozinha, com meu burrito, ela rapidamente deixou as crianças sob os cuidados do marido e se aproximou de mim.

Como sempre, revirei os olhos, evidentemente não querendo ter uma conversa com ela, especialmente porque fora ela quem me enviara aquele misterioso link.

Mas Agatha não se importou com a tensão no ar. Ela se sentou ao meu lado, esperando que eu compartilhasse o que tinha acontecido, se eu tinha realmente me inscrito no site que ela me recomendou ou não.

- Seu silencio me incomoda.

- Eu só quero comer o meu burrito. - Tentei ignorar, mas ela, claramente, não iria deixar.

- Hanna!

- Você acha que sou uma piada? - Finalmente ela conseguiu me tirar do sério. - Que site era aquele?

- Como assim? - Provavelmente não foi ela quem indicou o site ou simplesmente botou no Google: site de relacionamentos e me enviou o primeiro que viu.

- Não recebi notificação de homens interessados, mas de uma secretária eletrônica. E para que eu preciso do passaporte?

- Passaporte?

- Como me envia coisas que não sabe o que são? - Isso estava me estressando. O curioso era que resolvi sair para me relaxar.

- Foi a Lívia que me mandou. - Respirei fundo, tentando tirar paciência de onde não existia. - Ela disse que era o site perfeito. Que se não arranjasse nesse site, você ficaria sozinha para sempre.

- Está dando vontade de enfiar esse burrito na sua garganta.

- O que tinha lá de tão bizarro?

- Não me lembro de tudo. Eu tava tensa. Bebi uma garrafa de vinho inteira.

- Como você fica bêbada com vinho.

Olhei para a minha irmã, sentindo ódio.

- Quer saber, eu estou indo embora. - levantei. - Quero tomar um banho e ir dormir.

- Hanna, não exagera. Pode ser bom.

- Não tem como ser bom. Provavelmente me escrevi em um site bizarro onde vou receber notificações de como arrumar um namorado.

Até perdi a fome. Sai dali sem dizer um tchau.

No meio do caminho, meu celular toca. Tem notificações, mas não paro para olhar.

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