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Uma dose de amor e o coração de um CEO, por favor
img img Uma dose de amor e o coração de um CEO, por favor img Capítulo 2 E Andress (II)
2 Capítulo
Capítulo 7 Bastarda img
Capítulo 8 Bastarda (II) img
Capítulo 9 O dia do acidente img
Capítulo 10 O dia do acidente (II) img
Capítulo 11 Odiar é uma palavra bem forte img
Capítulo 12 Odiar é uma palavra bem forte (II) img
Capítulo 13 Piranhas img
Capítulo 14 Piranhas (II) img
Capítulo 15 Todo mundo tem direito à sua versão img
Capítulo 16 Todo mundo tem direito à sua versão (II) img
Capítulo 17 O meu, o seu, o nosso img
Capítulo 18 O meu, o seu, o nosso (II) img
Capítulo 19 Perfeita demais img
Capítulo 20 Perfeita demais (II) img
Capítulo 21 Oi, vô img
Capítulo 22 Oi, vô img
Capítulo 23 Batom de cereja img
Capítulo 24 Batom de cereja (II) img
Capítulo 25 Aceito dormir com você img
Capítulo 26 Aceito dormir com você img
Capítulo 27 Vlady img
Capítulo 28 Vlady (II) img
Capítulo 29 Fucking Fabulous img
Capítulo 30 Fucking Fabulous img
Capítulo 31 Ashley Rocha img
Capítulo 32 Ashley Rocha (II) img
Capítulo 33 Mabel Montez Deocca img
Capítulo 34 Mabel Montez Deocca (II) img
Capítulo 35 O pedido de Élida img
Capítulo 36 O pedido de Élida (II) img
Capítulo 37 Velho, de óculos e calvo img
Capítulo 38 Velho, de óculos e calvo (II) img
Capítulo 39 Montez Deocca ou Hauser img
Capítulo 40 Montez Deocca ou Hauser img
Capítulo 41 Orlando img
Capítulo 42 Orlando img
Capítulo 43 A tendência do ser humano img
Capítulo 44 A tendência do ser humano (II) img
Capítulo 45 No banheiro img
Capítulo 46 No banheiro (II) img
Capítulo 47 Amigo img
Capítulo 48 Amigo (II) img
Capítulo 49 O contrato img
Capítulo 50 O contrato (II) img
Capítulo 51 Sinta o meu coração img
Capítulo 52 Sinta o meu coração (II) img
Capítulo 53 David Dulevsky img
Capítulo 54 David Dulevsky (II) img
Capítulo 55 Eu sou um caso a ser estudado img
Capítulo 56 Eu sou um caso a ser estudado (II) img
Capítulo 57 Segredos e mentiras do CEO img
Capítulo 58 Segredos e mentiras do CEO (II) img
Capítulo 59 Senhor Dulevsky img
Capítulo 60 Senhor Dulevsky (II) img
Capítulo 61 Todos se conhecem img
Capítulo 62 Todos se conhecem (II) img
Capítulo 63 Ele tem duas malas img
Capítulo 64 Ele tem duas malas (II) img
Capítulo 65 A floresta img
Capítulo 66 A floresta (II) img
Capítulo 67 Eu não sou o pai img
Capítulo 68 Eu não sou o pai (II) img
Capítulo 69 Você precisa seguir em frente img
Capítulo 70 Você precisa seguir em frente (II) img
Capítulo 71 Zaud img
Capítulo 72 Zaud (II) img
Capítulo 73 Tumalina Hauser Maxim img
Capítulo 74 Tumalina Hauser Maxim (II) img
Capítulo 75 A verdade img
Capítulo 76 A verdade (II) img
Capítulo 77 Não lembro de ter dito isto img
Capítulo 78 Não lembro de ter dito isto (II) img
Capítulo 79 A promessa img
Capítulo 80 A promessa (II) img
Capítulo 81 Jacutinga img
Capítulo 82 Jacutinga (II) img
Capítulo 83 Eu quero beijá-lo img
Capítulo 84 Eu quero beijá-lo (II) img
Capítulo 85 Uma lenda img
Capítulo 86 A lenda (II) img
Capítulo 87 Eu não o beijei img
Capítulo 88 Eu não o beijei (II) img
Capítulo 89 Contem um segredo img
Capítulo 90 Contem um segredo (II) img
Capítulo 91 Astrofobia img
Capítulo 92 Astrofobia (II) img
Capítulo 93 Os outros img
Capítulo 94 Os outros (II) img
Capítulo 95 A flor da lua img
Capítulo 96 A flor da lua (II) img
Capítulo 97 Meu desejo img
Capítulo 98 Meu desejo (II) img
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Capítulo 100 Para sempre (II) img
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Capítulo 2 E Andress (II)

- Você... Não deveria ter comunicado a minha família? Onde eles estão? Por que Andress não veio me ver? O que aconteceu com ele?

Eu tinha tantas perguntas, mas nenhuma resposta.

- Eu... Vou tentar lhe explicar o que houve... - Ela pareceu hesitante. - Mas quero que se mantenha calma, ok?

- Ok... - Senti o coração acelerar, amedrontada por ter acontecido algo com Andress.

- Você chegou aqui no hospital vítima de um afogamento.

- Afogamento? - Respirei fundo, sentindo o corpo estremecer levemente. - Eu... Não sei nadar.

A doutora foi até um armário de duas portas que havia num canto e retirou de lá um pequeno plástico com algo dentro. Entregou-me e observei a aliança, retirando-a enquanto tocava o metal dourado e largo. Dentro estava escrito o meu nome: "Maria Eduarda Montez Deocca". Pus no dedo e era muito larga para se minha. Certamente era de Andress.

- Quando chegou ao hospital, estava em estado de hipóxia, com severa redução de oxigênio no cérebro. Encontramos esta aliança dentro da sua, que estava fechada.

- Por que... Não entregaram para Andress?

- Porque Andress só veio naquele dia. - A voz dela ficou terna. - Ele nunca voltou.

- Nunca voltou? Como assim?

- O hospital seguiu sendo pago pelo senhor Montez Deocca por seis meses. Passado este tempo ele alegou falta de recursos financeiros... Pedindo inclusive que... - A doutora saiu para perto da porta e fez uma ligação, interrompendo o que iria contar.

- Por favor, continue... - pedi.

- Aguarde alguns minutos, senhora Montez Deocca.

- Pare de me chamar de senhora - vociferei. - Você ficou um ano ao meu lado... Me trouxe de volta à vida... Não pode me chamar de Maria Eduarda?

- Sim, eu posso. - Sorriu e voltou para o meu lado.

- Continue...

Ouvimos uma leve batida na porta e duas mulheres entraram. Uma usava um jaleco branco e óculos. Era loira e jovem. A outra tinha uma roupa azul, como a da doutora Verbena e era mais velha e morena.

- Estas são a Psicóloga e a Psiquiatra que estão acompanhando seu caso - Verbena explicou.

Fiquei olhando-as, não entendendo muito bem o que faziam ali.

A Psicóloga pegou minha mão, de forma carinhosa enquanto a outra médica disse para Verbena:

- Siga com a conversa, por favor.

Verbena pegou minha outra mão:

- Seu marido sugeriu que desligássemos os aparelhos por conta da sua falta de dinheiro.

Olhei para o nada, confusa. O que teria acontecido para Andress tomar aquela atitude? Afinal, éramos ricos.

- Será que... Andress faliu? Mas... A empresa sempre foi tão sólida... E... Como eu lembro que tínhamos dinheiro e que a empresa ia bem? - Olhei para a psiquiatra.

- É normal sua confusão mental, senhora Montez Deocca. Irá lembrando de tudo aos poucos, quando menos esperar. E pode haver partes que não consiga se recordar. Mas estamos aqui para lhe falar sobre o que houve no tempo que esteve em coma. Fora disto, não temos como ajuda-la.

- E vocês não desligaram os aparelhos. Isso significa que ele voltou atrás e pagou, não é mesmo? - perguntei.

- Não... Ele não pagou. A doutora Adams pagou por todo o seu tratamento na Terapia Intensiva durante o coma. - A psicóloga olhou para Verbena.

- Por... Quê? - Senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto enquanto olhava a médica.

- Você estava sob a minha responsabilidade. E embora não tivesse apresentado melhora, também não teve piora. Sempre acreditei que acordaria, Maria Eduarda. - Apertou minha mão.

Respirei fundo:

- Certamente aconteceu alguma coisa. Andress não faria isso.

A Psicóloga me encarou:

- O senhor Montez Deocca veio trazê-la ao hospital no dia em que a senhora se afogou. Ele estava junto no momento do acontecido, embora não tenha sofrido nenhum dano. Ele a salvou. Quando soube do coma, não veio mais visita-la. Sequer ligou para saber seu estado de saúde.

- Isso não faz sentido... - Balancei a cabeça, atordoada.

- Em breve receberá alta, Maria Eduarda - disse Verbena. - Então poderá saber tudo que houve de fato no tempo em que esteve internada em coma no hospital depois de um afogamento.

- E meu avô? - Lembrei-me de imediato de Alexis Hauser, do nada, como se estivesse na minha mente o tempo todo sem que tivesse me dado em conta.

Me veio à cabeça a imagem de Alexis Hauser, pai do meu pai, meu avô. Um homem não muito alto, com cabelos escuros penteados para trás, algumas mechas levemente grisalhas. Os olhos eram verdes e tinha uma barba esbranquiçada, sempre muito bem-feita. Era corpulento e tinha cheiro refrescante, assim como o local onde morávamos. A menta e o eucalipto pareciam brigar entre si para destacarem-se em seu aroma, trazendo sempre uma sensação de limpeza e vitalidade.

Eu amava meu avô. E as lembranças com ele eram boas.

- Não sabemos sobre seu avô - a psicóloga esclareceu.

- Alexis Hauser. Já devem ter ouvido falar dele - tentei.

- Não sabemos. - Foi enfática.

- Mais alguma coisa que eu deva saber? - indaguei.

- É isso - psiquiatra concluiu.

- Por que vieram vocês três me falar isso? - Fiquei confusa.

- Porque nos preocupamos com seu estado emocional - A psicóloga explicou.

- Estou bem... Confusa, mas bem. Tentarei entender o que está acontecendo com meu marido e meu avô.

- Iremos ligar para o seu marido, o senhor Montez Deocca, e avisar que acordou do coma - a Psiquiatra avisou.

- Não... Por favor! - pedi. - Não liguem para Andress. Quero... Fazer uma surpresa.

- Não podemos fazer isto. O senhor Montez Deocca é o responsável pela senhora e precisamos informá-lo que saiu do coma e precisará busca-la.

- Não... Eu gostaria muito de surpreendê-lo. Andress certamente achou que eu não acordaria... E para evitar sofrer não veio sequer me ver.

- Pode ser... Mas ainda assim, precisamos comunicá-lo. - Ela deu um suspiro. - Seguiremos acompanhando-a enquanto estiver internada. Quando receber alta precisará por um tempo continuar o acompanhamento.

Assenti.

As duas saíram e fiquei novamente sozinha com Verbena:

- Não precisava chamar as duas para me dar as notícias - falei.

- Segui os protocolos.

- E cuidar de mim por um ano assim como deixar de ir para casa quando acordei do coma também são protocolos? Sem contar o fato de ter pago para eu permanecer neste hospital.

- Não.

- Por que fez tudo isto, doutora?

- Porque... De alguma forma me afeiçoei a você, Maria Eduarda.

- Fui sua primeira paciente em coma ou algo do tipo?

- Não, não foi.

Balancei a cabeça, confusa:

- Então me ajude e não deixe que elas comuniquem Andress. Realmente quero surpreendê-lo. Meu marido ama surpresas... - Sorri ao lembrar dele.

- Sobre seu avô... - Ela abaixou a cabeça.

- O que tem meu avô? - Meu coração acelerou imediatamente.

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