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Uma dose de amor e o coração de um CEO, por favor
img img Uma dose de amor e o coração de um CEO, por favor img Capítulo 5 Seja boa e gentil
5 Capítulo
Capítulo 7 Bastarda img
Capítulo 8 Bastarda (II) img
Capítulo 9 O dia do acidente img
Capítulo 10 O dia do acidente (II) img
Capítulo 11 Odiar é uma palavra bem forte img
Capítulo 12 Odiar é uma palavra bem forte (II) img
Capítulo 13 Piranhas img
Capítulo 14 Piranhas (II) img
Capítulo 15 Todo mundo tem direito à sua versão img
Capítulo 16 Todo mundo tem direito à sua versão (II) img
Capítulo 17 O meu, o seu, o nosso img
Capítulo 18 O meu, o seu, o nosso (II) img
Capítulo 19 Perfeita demais img
Capítulo 20 Perfeita demais (II) img
Capítulo 21 Oi, vô img
Capítulo 22 Oi, vô img
Capítulo 23 Batom de cereja img
Capítulo 24 Batom de cereja (II) img
Capítulo 25 Aceito dormir com você img
Capítulo 26 Aceito dormir com você img
Capítulo 27 Vlady img
Capítulo 28 Vlady (II) img
Capítulo 29 Fucking Fabulous img
Capítulo 30 Fucking Fabulous img
Capítulo 31 Ashley Rocha img
Capítulo 32 Ashley Rocha (II) img
Capítulo 33 Mabel Montez Deocca img
Capítulo 34 Mabel Montez Deocca (II) img
Capítulo 35 O pedido de Élida img
Capítulo 36 O pedido de Élida (II) img
Capítulo 37 Velho, de óculos e calvo img
Capítulo 38 Velho, de óculos e calvo (II) img
Capítulo 39 Montez Deocca ou Hauser img
Capítulo 40 Montez Deocca ou Hauser img
Capítulo 41 Orlando img
Capítulo 42 Orlando img
Capítulo 43 A tendência do ser humano img
Capítulo 44 A tendência do ser humano (II) img
Capítulo 45 No banheiro img
Capítulo 46 No banheiro (II) img
Capítulo 47 Amigo img
Capítulo 48 Amigo (II) img
Capítulo 49 O contrato img
Capítulo 50 O contrato (II) img
Capítulo 51 Sinta o meu coração img
Capítulo 52 Sinta o meu coração (II) img
Capítulo 53 David Dulevsky img
Capítulo 54 David Dulevsky (II) img
Capítulo 55 Eu sou um caso a ser estudado img
Capítulo 56 Eu sou um caso a ser estudado (II) img
Capítulo 57 Segredos e mentiras do CEO img
Capítulo 58 Segredos e mentiras do CEO (II) img
Capítulo 59 Senhor Dulevsky img
Capítulo 60 Senhor Dulevsky (II) img
Capítulo 61 Todos se conhecem img
Capítulo 62 Todos se conhecem (II) img
Capítulo 63 Ele tem duas malas img
Capítulo 64 Ele tem duas malas (II) img
Capítulo 65 A floresta img
Capítulo 66 A floresta (II) img
Capítulo 67 Eu não sou o pai img
Capítulo 68 Eu não sou o pai (II) img
Capítulo 69 Você precisa seguir em frente img
Capítulo 70 Você precisa seguir em frente (II) img
Capítulo 71 Zaud img
Capítulo 72 Zaud (II) img
Capítulo 73 Tumalina Hauser Maxim img
Capítulo 74 Tumalina Hauser Maxim (II) img
Capítulo 75 A verdade img
Capítulo 76 A verdade (II) img
Capítulo 77 Não lembro de ter dito isto img
Capítulo 78 Não lembro de ter dito isto (II) img
Capítulo 79 A promessa img
Capítulo 80 A promessa (II) img
Capítulo 81 Jacutinga img
Capítulo 82 Jacutinga (II) img
Capítulo 83 Eu quero beijá-lo img
Capítulo 84 Eu quero beijá-lo (II) img
Capítulo 85 Uma lenda img
Capítulo 86 A lenda (II) img
Capítulo 87 Eu não o beijei img
Capítulo 88 Eu não o beijei (II) img
Capítulo 89 Contem um segredo img
Capítulo 90 Contem um segredo (II) img
Capítulo 91 Astrofobia img
Capítulo 92 Astrofobia (II) img
Capítulo 93 Os outros img
Capítulo 94 Os outros (II) img
Capítulo 95 A flor da lua img
Capítulo 96 A flor da lua (II) img
Capítulo 97 Meu desejo img
Capítulo 98 Meu desejo (II) img
Capítulo 99 Para sempre img
Capítulo 100 Para sempre (II) img
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Capítulo 5 Seja boa e gentil

Agora eu entendia porque Andress não foi me ver. E também porque Mabel não quis saber notícias. Ou mesmo meu avô. Tudo estava ficando muito claro. Parecia ser um plano... Para tirar todos do caminho.

Mas... Com qual objetivo?

Desci as escadas imediatamente, sentindo nojo, vergonha, raiva de mim mesma por não ter visto o que esteve na minha frente o tempo inteiro.

Fernanda ainda no mesmo lugar, me esperando.

- Senhora... Eu... Sinto muito.

- Quanto tempo faz que Mabel saiu desta casa? – Perguntei seriamente enquanto limpava as lágrimas.

- Sete meses.

- E quando Ashley tomou meu lugar?

- Algumas... Semanas... Depois que a senhora entrou em coma.

- Quantas semanas exatamente?

Fernanda abaixou o olhar, temerosa.

- Por favor, Fernanda. Eu preciso saber.

- Uma semana, senhora.

- Preciso de um favor. – Pedi.

- Qualquer coisa, senhora.

- Não conte a Andress que estive aqui, por favor.

- Não contarei.

- Ashley está morando aqui?

- Ela... Trouxe algumas coisas. E passa a maior parte do tempo nesta casa com o senhor Andress. Eles... Inclusive viajaram juntos. Mas creio que não tenha trazido todos os pertences ainda.

- Devem estar esperando que eu morra para que ela venha de fato se apossar de tudo que é meu. – Olhei para o nada.

- Sinto muito, senhora. Tentei evitar que visse tudo isto.

- Não comente nada com ninguém. Eu... Preciso pensar no que farei.

- Isso significa que não ficará na sua casa?

- Não... Não agora. Irei para... Minha outra casa. Lá... Pensarei melhor... Estou muito confusa... – Pus as mãos nas têmporas, cansada.

- Posso ajudá-la em alguma coisa, senhora?

- Sim, pode... – olhei-a – Chame um táxi. E peça que me pegue no pórtico, por favor.

- Sim, farei isto. Irá... Andando até lá?

- Sim. – Confirmei.

Saí e fechei a porta, andando pela rua deserta do condomínio em direção ao pórtico de entrada. A noite estava bonita para um passeio e lembrei que eu costumava muito fazer aquilo... Sozinha, porque Andress nunca estava comigo.

Eu não tinha lembranças ruins de nós dois. Então por que Andress tinha agido daquela maneira, como se eu nunca tivesse significado nada para ele?

E Ashley? Ela era a minha melhor amiga! E o que houve com Kayde? Ele era louco pela noiva.

Cheguei ao pórtico e passei pelos grandes portões do condomínio luxuoso, embarcando no táxi.

- Para onde, senhora? – O motorista perguntou.

Não tive dificuldades para lembrar o endereço e dizer onde ficava o lugar onde eu queria ir.

DEZESSEIS ANOS ANTES...

Jamais esqueceria o momento quando a porta do táxi se abriu e mamãe desceu comigo do carro, segurando minha mão carinhosamente.

Observei o portão de grades de ferro branco tão alto que parecia que as ponteiras douradas encostariam no céu. Os ferros se entortavam na região central dele, formando uma letra H, sendo que a parte da fechadura ficava exatamente no meio da parte horizontal da letra.

Os muros que se alastravam para cada lado do portão, parecendo não ter mais fim. Olhei atentamente para tudo e perguntei, amedrontada:

- Isso é um orfanato, mamãe? Ou uma prisão?

Ela sorriu carinhosamente e agachou-se, com o rosto na altura do meu:

- Não, Maria! Isto tudo é a propriedade dos Hauser... E também seu.

- Tem uma casa aí dentro? – Perguntei, incerta, olhando para o caminho sinuoso de pedras que havia entre as árvores altas e magricelas.

- Sim, tem uma casa gigantesca. E você terá um quarto só seu.

- Por que só tem folhas na cabeça destas árvores? – Fiquei confusa olhando os galhos só ao final dos troncos.

Mamãe riu:

- Elas são "esbeltas", não é mesmo?

Assenti.

Ela ajeitou meus cabelos longos para trás das orelhas, em seguida passando as mãos da raiz até o final dos fios, que iam até a altura da cintura.

- Nunca esqueça que amo você, está bem?

Senti vontade de chorar, mas me contive:

- Então por que tenho que ficar aqui, mamãe? Por que não vem comigo?

- Eu não posso, meu amor. E um dia você entenderá isto... Eu juro. Só quero que entenda que tudo que estou fazendo é pelo seu bem. No futuro talvez me agradeça... Ou me odeie para sempre. Ainda assim, tentarei me convencer eternamente de que foi pelo seu bem.

Abaixei o olhar, tentando ser forte e imaginando que quando ela partisse, seria bem difícil conter as lágrimas.

Mamãe me encheu de beijos na bochecha e depois apertou-me contra seu peito:

- Lembre-se do que eu lhe disse... Seja gentil e bondosa.

- Eu serei.

- Por pior que as pessoas a tratem, dê a elas o que você tem de melhor.

- Minha bondade e gentileza. – Repeti o que ela praticamente me dizia todos os dias.

- Faça com que seu avô entenda que o fato de você ser pobre não significa que não seja honesta e inteligente. Dê muito orgulho a esta família... E os conquiste. Seu coração é puro e verdadeiro e sei que jamais conhecerão alguém assim, meu amor. Porque eles não sabem o que significa amor, carinho ou mesmo gratidão. Pode fazer isso pela mamãe?

- Sim, eu posso.

- Você nasceu para isto, Maria... Para mostrar aos Hauser que o dinheiro não é tudo. E foi por este motivo que a criei longe deles, meu bem... Mesmo sabendo que um dia reivindicariam o que acreditam ser de sua propriedade. Mas quero que entenda que é livre! E independentemente do que aconteça, sempre serei sua mãe.

- Eu... Posso... Não ficar? – Tentei.

Ela sorriu tristemente:

- Passei 9 anos lhe preparando para este momento, Maria.

- Mas não podemos desistir, mamãe?

- Infelizmente não, meu amor.

- Mas... Nunca mais irei vê-la novamente?

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