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Só Minha!  Volume Único
img img Só Minha! Volume Único img Capítulo 3 Doce voz
3 Capítulo
Capítulo 6 Você me esqueceu rápido! img
Capítulo 7 Eu sou o seu pai! img
Capítulo 8 Eu não devia ter deixado você! img
Capítulo 9 O coração não mente! img
Capítulo 10 Não esqueça que você me abandonou img
Capítulo 11 A intensidade da decepção img
Capítulo 12 A culpa não é sua! img
Capítulo 13 O que aconteceu no dia do acidente img
Capítulo 14 Esta boca é minha! img
Capítulo 15 Quero fazer amor com você! img
Capítulo 16 Você me enlouquece! img
Capítulo 17 A verdade img
Capítulo 18 Diga toda a verdade ou você pode ir embora img
Capítulo 19 Cinco anos antes... dia do acidente. img
Capítulo 20 A doçura que ainda o encantava. img
Capítulo 21 As consequências da omissão. img
Capítulo 22 Ne me quitte pas! img
Capítulo 23 Eu não sou uma propriedade! img
Capítulo 24 Ela é a minha esposa! img
Capítulo 25 Por favor, me deixe sozinha! img
Capítulo 26 Só Teu! Livro II img
Capítulo 27 Avise a ela que eu quero ver os meus filhos img
Capítulo 28 Eu preciso de um tempo longe de você! img
Capítulo 29 Você mentiu para mim! img
Capítulo 30 Você é minha! img
Capítulo 31 Síndrome do coelho branco img
Capítulo 32 Eu te amo tanto! img
Capítulo 33 Não me prive de assumir o meu lugar nesta família.  img
Capítulo 34 É uma menina! img
Capítulo 35 Seu filho está vivo, acredite, doutor Bittencourt! img
Capítulo 36 Cinco anos antes... eu quero que você desapareça. img
Capítulo 37 Eu vou encontrar o nosso filho. img
Capítulo 38 Eu amo você! img
Capítulo 39 Você não vai a lugar nenhum, Nicole! img
Capítulo 40 Você está linda! img
Capítulo 41 Você é minha mulher! img
Capítulo 42 Eu quero você! img
Capítulo 43 Por favor, não façam nada com a minha esposa! img
Capítulo 44 O cativeiro img
Capítulo 45 O resgate img
Capítulo 46 Toma cuidado, garota! img
Capítulo 47 Eu não quero esperar! img
Capítulo 48 Eu preciso sentir você! img
Capítulo 49 A polícia já está atrás da sua tia. img
Capítulo 50 Você não vai fugir! img
Capítulo 51 Sua esposa não precisa saber! img
Capítulo 52 Reintegração do Rodolpho à família. img
Capítulo 53 Ela é sua mãe img
Capítulo 54 Sempre pensei em você! img
Capítulo 55 Eu preciso fazer isso sozinha! img
Capítulo 56 A única família que eu tive na vida. img
Capítulo 57 Você tem que parar com esse ciúme bobo. img
Capítulo 58 O jogo acabou, vadia! img
Capítulo 59 Isso é crime, doutor! img
Capítulo 60 Eu não estou culpando você! img
Capítulo 61 Eu não sou inocente, Alexander! img
Capítulo 62 Não vou discutir sobre isso. img
Capítulo 63 Eu odeio quando você fica em silêncio. img
Capítulo 64 Eu estou aqui com você, meu anjo! img
Capítulo 65 Um ano e meio depois... img
Capítulo 66 Salva o meu marido, por favor! img
Capítulo 67 Meu Homem! Livro III (Parte Final) img
Capítulo 68 Eu não sinto as minhas pernas img
Capítulo 69 Passaremos por isso juntos! img
Capítulo 70 Não gosto quando você fala desse jeito comigo! img
Capítulo 71 Promete que não vai me deixar! img
Capítulo 72 Já chega! img
Capítulo 73 Você vai me punir com o silêncio img
Capítulo 74 Isso merece um brinde! img
Capítulo 75 Confessa que você ainda tem ciúmes. img
Capítulo 76 Você consegue! img
Capítulo 77 Não sei se voltarei a andar como antes. img
Capítulo 78 Eu sou um homem de sorte! img
Capítulo 79 Eu ainda não concordei com isso img
Capítulo 80 Não deixe o passado estragar a nossa vida. img
Capítulo 81 Não tenho nada para falar com você! img
Capítulo 82 Não preciso de sua piedade img
Capítulo 83 Hospital psiquiátrico img
Capítulo 84 Terapia de reminiscência img
Capítulo 85 Eu sei o que aconteceu. img
Capítulo 86 Feliz aniversário, amor! img
Capítulo 87 Vá se acostumando! img
Capítulo 88 Eu quero pertencer ao meu homem para sempre. img
Capítulo 89 Eu sou capaz de tudo para te fazer feliz! img
Capítulo 90 Diretora-executiva img
Capítulo 91 Vocês me fazem feliz!  img
Capítulo 92 Meu homem voltou! img
Capítulo 93 O dia do casamento img
Capítulo 94 Melhor é serem dois do que um img
Capítulo 95 A Lua de mel em Paris img
Capítulo 96 Para sempre minha! img
Capítulo 97 Trecho bônus do spin-off da trilogia doce desejo img
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Capítulo 3 Doce voz

Centro de Lyon, França.

Janeiro de 2015.

As primeiras chuvas frias do inverno caíram sobre a cidade. Na janela do penúltimo andar do hospital Saint-Mary, Alexander fitou o céu encoberto por nuvens cinzas, ajeitou os óculos e desviou o olhar para a tela do celular, enquanto escutava as batidas suaves das gotas contra o vidro.

― O que você quer, Josephiné? ― O tom na voz rouca soou fria, assim que atendeu a ligação. ― Estou muito ocupado!

― É só isso que você tem a dizer, mon coeur? Tem cinco dias que você não aparece em casa.

― Ficarei por uns dias no hotel aqui perto.

― Você ainda está zangado por que eu sugeri um ménage?

Alexander suspirou pesado e sentou na cadeira da sala onde lia as informações do paciente antes da cirurgia. Os olhos pareciam fendas cortantes como facas, por mais que ele fugisse e desviasse do assunto, era impossível agir como se nada tivesse acontecido nos últimos dias.

― Chega, Josephiné! ― Levantou os óculos e coçou os olhos com os dedos longos. ― Essa conversa acabou!

Ele passou a mão na mandíbula quadrada e em seguida fechou os arquivos com as informações do paciente no computador.

― Quer saber a verdade, eu acreditava que você era gay. ― A voz de Josephiné se ergueu até ficar rouca. ― Depois que achei as fotos no seu livro, eu tive a certeza que era por causa daquela idiota.

― A Nicky ficou no passado. ― Alterou a voz.

― Não! Ela não ficou ― retrucou Josephiné, em voz alta. ― Você gosta de sofrer pela mulher que te abandonou.

― Au revoir, Josephiné!

Alexander verificou a hora no relógio e desistiu de discutir. Encerrou a ligação, passou os dedos longos na testa e respirou fundo.

Ele costumava deixar os problemas em casa e manter o foco no trabalho; contudo, os últimos dias se tornaram mais difíceis depois que Josephiné encontrou algumas fotos e uma passagem para o Rio de Janeiro.

O movimento no ambulatório e na emergência do hospital era constante. A maioria dos médicos residentes sofriam com o trabalho braçal e iam de um lado a outro sem descanso. Suturas, triagens, baterias de exames, diagnósticos precisos faziam parte dos exaustivos plantões.

Na sala de cirurgia, Dr. Bittencourt ressecou e removeu o cordoma, tumor que se espalhava no osso da base do crânio do paciente. Elevou a cabeça para uma das enfermeiras que lhe enxugou o suor na testa e prosseguiu com a sutura.

Logo depois de passar cinco horas na cirurgia, Alexander retirou as luvas, o avental e a touca azul, lavou as mãos e seguiu ao encontro da família do paciente que aguardava por notícias.

― Excusez-moi, madame Françoise!

― Como está meu esposo, Doutor Bittencourt?

― A cirurgia foi um sucesso!

Mesmo que estivesse acostumado com a rotina e as extensas horas extras, naquele dia, ele parecia mais cansado. Por cinco anos deu o melhor de si, obteve avaliações positivas e construiu uma carreira. Naquela quinta-feira fria e chuvosa, Alexander concluiu o seu último dia de residência no hospital.

No término do plantão, Alexander relaxou por alguns minutos no banho quente e, em seguida, envolveu a toalha nos músculos que se formavam abaixo da cintura estreita.

Parecia um soldado confiante, com seu 1,85 m de altura. O porte físico forte e destemido intimidava e chamava atenção de qualquer um que se aproximava. Colocou a calça preta de linho, ajeitou o cinto e fingiu não ver a sombra que o espiava. Sentou no banco, colocou as meias pretas e pegou os mocassins.

― O que você quer, Isabella? ― Levantou após calçar os sapatos.

― Calma, só estava apreciando a visão.

Isabella caminhou, com brio, sob o jaleco branco que sobrepunha a camisa de cetim lilás e a saia preta na altura dos joelhos. Os cabelos dela flamejavam como uma fogueira ardente quando jogou para trás dos ombros.

― Você não perde tempo, não é!

Os músculos do braço e do abdômen ondulavam na manga longa enquanto ele vestia o casaco acinturado cinza e ajeitava sobre os ombros largos. Colocou a jaqueta acolchoada e pegou a mochila.

― Podemos tomar um café?

― Hoje, eu não posso! Tenho muitas coisas para resolver e, além disso, eu preciso conversar com a Josephiné.

Alexander ajeitou os óculos sobre o nariz curvo para cima e a encarou com expressão ilegível, esperava que Isabella não insistisse no assunto.

― Você voltará para casa? ― Foi ao encontro dele até que seus corpos encostassem. ― Vamos sair! Só mais uma noite.

― Não! ― Negou com a cabeça. ― Isso não vai se repetir!

Isabella olhou à sua volta, tudo estava tranquilo e vazio. Os dedos finos abriram os primeiros botões e revelou o colo dos seios volumosos no sutiã vermelho com um decote meia taça.

― Se quiser, podemos ir para um lugar mais tranquilo ou podemos entrar ali. ― Isabella mordiscou o lábio inferior e levantou o queixo indicando a porta da cabine vazia. ― Adoro aventuras.

Com o corpo reteso, Alexander dominou o impulso, os lábios finos e macios de Isabella deslizavam do pescoço até a orelha. A ousadia dela mexia com a libido. A mochila caiu no chão, no momento em que ela tocou e apertou o desejo duro que medrava o tecido liso da calça.

― Vamos?

― Aqui é o nosso ambiente de trabalho.

― Então vamos para um lugar mais tranquilo ― sussurrou

Alexander removeu os óculos. Respirou fundo e olhou na direção da mochila como se tentasse encontrar um ponto de equilíbrio. Logo que colocou os óculos, num rápido movimento, pegou a mochila e colocou nas costas.

― Chega, Isabella! ― Se afastou. ― Isso não vai se repetir!

― Por quê?

― Naquele dia, eu estava bêbado. Além disso, foi você quem me contou que eu só falava o nome da minha ex.

― Talvez eu ajude você a esquecê-la.

― Se em três anos, a Josephiné não conseguiu. Quem dirá você?

― Que merda, Alexander! Assim você me magoa.

― Então, desiste! Porra! Eu já tenho muitos problemas e não posso desperdiçar meu tempo. ― O olhar era frio e demorado. ― Preciso ir para casa. Josephiné está me esperando. Adeus Dra. Dufour!

Alexander desvencilhou-se, deu as costas para Isabella e a deixou murmurando sobre o quanto ele se arrependeria por desprezá-la daquela forma. Isabella era uma amiga brasileira que nunca escondeu as suas verdadeiras intenções. Ela sempre deixou claro os sentimentos que nutria por ele.

Em passos largos, ele foi direto para o elevador e, em poucos minutos, estava na entrada principal do hospital. Olhou para o prédio e sentiu o vento frio que batia em seu rosto enquanto ajeitava o capuz da jaqueta impermeável acolchoada.

Antes de sair de casa, ele corria todas as manhãs e, após o trabalho, ia para o seu treino habitual na academia. O corpo atlético era definido por um árduo treinamento físico e uma alimentação adequada.

Alexander arrumou as hastes prateadas dos óculos e, em seguida, removeu o capuz da jaqueta ao entrar no Hard Rock Café. Avistou uma mesa vazia no canto próximo a uma enorme janela de vidro e se acomodou.

― Bonsoir, monsieur! ― O garçom entregou-lhe o menu.

― Bonsoir! ― Limpou a garganta. ― Traga um cappuccino com bastante canela e um croissant, S'il te plait! ― Fechou o cardápio.

― Oui, monsieur! ― O garçom se retirou.

Eram quase cinco da tarde e o celular não parava de vibrar. Era a vigésima ligação de Josephiné. Os dedos esguios tamborilavam na mesa, rejeitou a chamada e tocou na agenda de contatos. Fixou os olhos no número de Sophie e decidiu ligar.

O telefone tocou uma, duas, três vezes...

― Alô! ― Do outro lado da linha, a voz suave atendeu.

Alexander permaneceu em silêncio, não teve coragem de desligar. A mente e o coração lutavam numa guerra intensa na qual não existiam vencedores. O subconsciente era traiçoeiro e fazia questão de trazer à memória o aroma delicioso da pele, o brilho nos olhos amendoados e a doce voz.

Copyright © 2.021 por Ana Paula P. Silva

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