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Uma noiva para o Bilionário
img img Uma noiva para o Bilionário img Capítulo 2 Vendida ao desconhecido
2 Capítulo
Capítulo 6 O Preço da Liberdade img
Capítulo 7 Um Jantar e um Beijo Proibido img
Capítulo 8 O Perigo de Brincar com Fogo img
Capítulo 9 Um Jogo Perigoso img
Capítulo 10 O Jogo da Tentação img
Capítulo 11 A Queda img
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Capítulo 2 Vendida ao desconhecido

Isabela

Três dias. Três dias se passaram desde que fui arrancada da minha casa, e Lucas, meu irmão, não deu sinal de vida. O desespero me consumia como fogo. Será que ele sabia o que estava acontecendo? Será que ele sequer se importava? Eu me perguntava, entre soluços abafados, se ele estaria escondido, com medo, ou simplesmente havia decidido me abandonar à própria sorte.

Durante esses três dias, Carlos e seus homens me mantiveram presa em um quarto pequeno e sem janelas, com paredes de concreto gelado. Não havia cama, apenas um colchão fino jogado no chão. A comida era escassa, e a água vinha em garrafas plásticas que eles jogavam no chão, como se eu fosse um animal. Meu corpo estava exausto, mas minha mente não conseguia descansar. A todo momento, eu pensava em uma forma de fugir, mas sempre que ouvia o som das chaves na porta, o medo me paralisava.

Na manhã do quarto dia, a porta se abriu com um estrondo. Carlos entrou, seguido por dois de seus capangas. Seu rosto era uma máscara de frieza, mas seus olhos brilhavam com algo que me deixou enjoada.

- Parece que o Lucas não tá nem aí pra você, hein? – ele disse, cruzando os braços. – Três dias e nada. Acho que é hora de fazer alguma coisa útil com você.

Meu estômago revirou.

- O que você quer dizer com isso? – minha voz saiu fraca, quase um sussurro.

Carlos deu um sorriso torto e balançou a cabeça.

- Você vai descobrir.

Antes que eu pudesse reagir, os dois capangas me levantaram à força e me arrastaram para fora do quarto. Tentei lutar, gritei, chutei, mas era inútil. Eles eram muito mais fortes do que eu. Meus gritos ecoaram pelos corredores enquanto eu era levada para um lugar desconhecido.

Quando a porta se abriu, meus olhos foram ofuscados pela luz brilhante. Era um salão enorme, iluminado por lustres de cristal que contrastavam absurdamente com o que eu estava vivendo. Haviam sofás de couro espalhados pelo ambiente, e várias mulheres andavam de um lado para o outro, vestindo apenas calcinha e sutiã. Algumas delas estavam chorando; outras pareciam resignadas, como se já tivessem aceitado o destino cruel que lhes aguardava.

Antes que eu pudesse processar o que estava acontecendo, uma mulher alta e loira, com maquiagem impecável, se aproximou de mim. Ela me olhou de cima a baixo, franzindo o nariz como se eu fosse algo sujo.

- Tire essa roupa – ela ordenou, jogando um conjunto de calcinha e sutiã pretos na minha direção.

- O quê? – perguntei, chocada.

- Tire essa roupa e vista isso – ela repetiu, impaciente.

- Não! – exclamei, recuando instintivamente.

Os dois homens que me trouxeram riram, e um deles deu um passo à frente, olhando para mim com um sorriso sinistro.

- Vai trocar por bem, ou a gente vai ter que rasgar a roupa que você está no corpo ?

Minhas mãos tremiam. Eu sabia que não tinha escolha. Lágrimas escorriam pelo meu rosto enquanto eu agarrava as peças de roupa que me haviam dado.

- Eu vou trocar – sussurrei, derrotada.

Eles me levaram até uma sala pequena, onde fiquei sozinha para me trocar. A calcinha e o sutiã eram ridiculamente pequenos, feitos de renda fina e quase transparentes. Vestir aquilo me fez sentir mais exposta do que nunca. Quando terminei, olhei para o meu reflexo em um espelho na parede. Quem era aquela mulher? Certamente não era eu. Não era a Isabela que passou anos lutando para proteger seu irmão, que dedicou sua vida à sua família. Essa mulher parecia quebrada, vulnerável.

Logo, a porta se abriu novamente, e eu fui levada para outra sala. Lá, havia uma espécie de vitrine, como se fosse uma exposição. As mulheres, incluindo eu, eram colocadas ali, uma ao lado da outra, enquanto homens bem vestidos observavam do outro lado. Eles tinham taças de champanhe nas mãos e sorrisos desinteressados, como se estivessem escolhendo objetos e não pessoas.

Quando chegou minha vez, fui empurrada para o centro da vitrine. Minha respiração estava descompassada, e meu corpo tremia. Eu queria gritar, mas minha voz não saía. Tudo o que eu sentia era vergonha, uma sensação sufocante de ser usada, de não ser nada além de um produto à venda. Meus braços instintivamente tentaram cobrir meu corpo, mas um dos capangas bateu no vidro, me fazendo parar.

- Mantenha os braços abaixados – ele ordenou.

Fiquei ali, imóvel, com os olhos fixos no chão, tentando ignorar os olhares lascivos que queimavam minha pele.

- Senhores, vamos começar o leilão – anunciou uma voz masculina.

Eu não queria acreditar no que estava ouvindo. Leilão? Eles realmente estavam me vendendo como se eu fosse uma mercadoria? Meu coração disparou, e lágrimas escorriam pelo meu rosto sem controle.

- Essa jovem tem 23 anos, é saudável e... bastante interessante. O lance inicial será de cem mil reais – continuou a voz.

Houve um burburinho entre os homens. Lances começaram a ser dados, e eu me senti cada vez mais envergonhada e desumanizada. Cada vez que alguém aumentava o valor, era como se mais um pedaço de mim fosse arrancado.

- Quinhentos mil – uma voz firme e autoritária ecoou na sala.

O salão ficou em silêncio por um momento. Olhei para cima, curiosa, e vi um homem alto, de terno perfeitamente ajustado, com um rosto sério e olhar penetrante. Ele exalava poder e confiança.

- Alguém dá mais? – perguntou o leiloeiro.

O silêncio permaneceu, e então o martelo foi batido.

- Vendida por quinhentos mil reais ao senhor Arantes.

Meu corpo ficou tenso. Eu tinha sido comprada. A realidade daquela frase me atingiu como um soco no estômago. Quem era Leonardo Monteiro? Por que ele havia pago tanto por mim? E, mais importante, o que ele queria de mim?

Quando fui retirada da vitrine e levada para o lado de fora, o homem que havia me comprado estava esperando. Seu olhar era intenso, mas, ao mesmo tempo, havia algo nele que parecia mais complexo, como se ele estivesse avaliando cada detalhe da situação.

- Então, você é Isabela – ele disse, sua voz baixa e controlada.

Eu não consegui responder. Minhas palavras estavam presas na garganta, junto com o medo e a raiva. Tudo o que eu sabia era que minha vida havia mudado mais uma vez – e, agora, eu estava sob o controle de um homem que eu não conhecia.

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