Esse príncipe é uma garota: A companheira escrava do rei maligno
img img Esse príncipe é uma garota: A companheira escrava do rei maligno img Capítulo 4 Vendidos para os Ukerais
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Capítulo 7 Agonia img
Capítulo 8 Alívio img
Capítulo 9 Decidindo o que fazer com Daemonikai img
Capítulo 10 Uma Syren img
Capítulo 11 Viva img
Capítulo 12 Escravo de porão img
Capítulo 13 Ela faria qualquer coisa img
Capítulo 14 Sinai img
Capítulo 15 Reencontro img
Capítulo 16 A fuga da fera img
Capítulo 17 Outro cio img
Capítulo 18 A fera escolheu você img
Capítulo 19 Atração inesperada img
Capítulo 20 Sexo com a fera img
Capítulo 21 Tortura interminável img
Capítulo 22 Implorando por Vladya img
Capítulo 23 Um dos seres mais fortes img
Capítulo 24 Desesperado pelo trono img
Capítulo 25 Tire a roupa img
Capítulo 26 Erro idiota img
Capítulo 27 Visita ao melhor amigo img
Capítulo 28 A ameaça de Boris img
Capítulo 29 Chicotadas img
Capítulo 30 Era como se ele pertencesse àquele monstro img
Capítulo 31 Humanos e sua audácia img
Capítulo 32 Por pouco img
Capítulo 33 Chorando juntos img
Capítulo 34 Você só pensa no próprio umbigo img
Capítulo 35 Alimentando a fera img
Capítulo 36 Quero todos os detalhes img
Capítulo 37 O dia da apresentação img
Capítulo 38 Quebrando as regras img
Capítulo 39 Segredo descoberto img
Capítulo 40 Eu sou o lorde que você terá img
Capítulo 41 Visita às câmaras proibidas img
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Capítulo 4 Vendidos para os Ukerais

Príncipe Emeriel

Aekeira chorou por mais de uma hora depois que eles deixaram o tribunal.

No início, ela estava tomada pela fúria, gritando com Emeriel, o acusando de insensatez. Mas, conforme a raiva cedia espaço ao desespero, ela se desfez em lágrimas, soluçando como se seu coração estivesse se despedaçando. Agora, eles estavam confinados a um pequeno aposento no barco, a sós.

Durante o colapso da irmã, Emeriel permanecia em silêncio, sentindo o peso esmagador de sua decisão.

Pelos Deuses da Luz, ele agora era um escravo, inferior a um plebeu e mais baixo que um criado de carpete.

E não um escravo qualquer, mas um escravo de Urekai. Ou, talvez, muitos Urekais.

Ele serviria àqueles seres cruéis desprovidos de compaixão que desprezavam os humanos.

"Você tem um rosto bonito, então não te faltarão mestres para servir."

As palavras ecoaram em sua mente como um aviso cruel, e um arrepio percorreu sua espinha. Certamente, eles violariam seu corpo.

O que antes fora um mero pesadelo agora se tornava realidade. Só que agora não seria apenas uma fera, mas seriam muitas. Quantas seu mestre desejasse.

Eles o tomariam para si, o reduzindo a nada.

Emeriel engoliu a bile que subia em sua garganta. Sua respiração ficou presa, seus pulmões se recusando a obedecer.

"Respire. Vamos. Inspire... Expire... Por favor." A voz de Aekeira era gentil e reconfortante, não dando a Emeriel outra escolha a não ser seguir seu som.

Aekeira continuou até que ele se acalmasse. "Boa menina. Essa é minha garota."

O momento de alívio foi brutalmente interrompido quando dois Urekais entraram na sala, os obrigando a tomar uma pílula desconhecida.

Eles não pagaram todo esse dinheiro só para matá-los antes mesmo de se tornarem escravos, certo? Emeriel pensou enquanto engolia.

Segundos depois, ambos caíram inconscientes no chão.

Emeriel despertou ao som monótono e ritmado de rodas de carruagem cortando a terra batida. Sua cabeça latejava, os sentidos ainda envoltos em uma névoa espessa, e ele piscava várias vezes para ajustar sua visão.

Eles foram forçados a tomar uma pílula.

Se levantando, Emeriel caminhou até a janela de madeira da carruagem e a abriu, deixando escapar um suspiro.

Eles estavam no território dos Urekais. Havia dezenas deles diante dos olhos de Emeriel.

Mas o que realmente o fez prender a respiração foram os humanos.

Eram muitos. Homens e mulheres quase em igual número.

Ele sempre sabia que os Urekais haviam capturado e mantido humanos após a guerra, mas a quantidade que agora se estendia diante dele superava qualquer suposição.

E todos eram escravos.

Alguns estavam curvados sobre os campos, seus corpos exaustos dobrados pelo peso da labuta incessante. Outros carregavam fardos pesados, músculos tensos a cada passo, enquanto os Urekais os vigiavam com olhos impiedosos.

Os chicotes estalavam no ar e as lâminas das espadas cintilavam sob a luz do dia. A simples visão de tudo isso fez o estômago de Emeriel revirar.

"É esse o nosso destino agora?", ele se perguntou.

O gemido de Aekeira cortou sua linha de raciocínio, e ele se inclinou para a frente, preocupado.

"Kiera, você está bem?", ele perguntou em voz baixa.

Aekeira acenou com a cabeça, esfregando os olhos antes de perguntar: "Onde estamos?"

"No reino deles. Urai", Emeriel sussurrou, mantendo a voz baixa para que suas palavras não fossem captadas por ouvidos indesejados.

Juntos, eles avistaram a enorme fortaleza à sua frente. A grande fortaleza dos Urekais se erguia como uma monstruosidade de pedra no horizonte.

"Este lugar parece muito luxuoso", Aekeira comentou.

Emeriel concordou em silêncio. Como membros da realeza, ele e sua irmã estavam acostumados ao luxo, mas o que viam ali era de uma grandiosidade completamente diferente.

A questão era inevitável: quem exatamente eram os Urekais que os haviam comprado? E, mais importante, se eles não eram seus verdadeiros mestres, então quem ocupava essa posição?

*******

Após serem guiados por corredores intermináveis e passagens sinuosas, eles foram levados a um aposento amplo e bem decorado.

O soldado que os acompanhava parou à porta e declarou sem cerimônia: "Este será o alojamento de vocês por enquanto."

O quarto era surpreendentemente espaçoso e decorado com bom gosto.

Pouco depois que os soldados partiram, o som de passos se aproximando indicava a chegada de algumas pessoas.

A porta se abriu e uma mulher humana mais velha entrou. Atrás dela, uma jovem humana e três homens Urekai a seguiam de perto.

A mulher mais velha lançou um olhar direto para Emeriel, estreitando os olhos como se avaliasse uma peça rara. "Você é um homem muito bonito. Já vi muitos homens bonitos na minha vida, mas nem consigo pensar em um que seja tão bonito quanto você."

Se sentindo desconfortável, Emeriel deu um passo para trás, encontrando consolo atrás de Aekeira, que abriu os braços de maneira protetora para protegê-lo de olhares curiosos.

"Bem, é uma pena que não foi por você que viemos", a mulher mais velha disse com um desdém cortante, desviando sua atenção para Aekeira.

Sem perder tempo, ela se virou para os três homens Urekai e a jovem atrás dela, ordenando: "Garotos, preparem ela. Amie, providencie o banho."

Os três se aproximaram de Aekeira sem hesitação e começaram a despi-la. Enquanto as mãos deles se ocupavam nessa tarefa, Amie cuidava do cabelo dela, o penteando.

"O que estão fazendo?", Emeriel perguntou, preocupado.

A mulher mais velha respondeu sem olhá-lo: "Preparando ela para o que está por vir. Você pode ficar ou sair. Eu não me importo. Mas se me perturbar, farei com que você seja denunciado aos soldados e jogado na masmorra."

Várias perguntas rodopiavam a mente de Emeriel, mas a simples movimentação da cabeça de Aekeira foi suficiente para silenciá-lo.

Ele observou impotente enquanto eles despiam sua irmã e Amie preparava uma grande banheira cheia de água quente.

Por fim, o incômodo das imagens e do cenário o fez sair pelos corredores, sem rumo. De repente, ele se deparou com uma passagem isolada e resolveu seguir por ela para evitar olhares curiosos.

Ouvindo vozes à distância, ele se aproximou delas.

"O que faremos com o menino? Ele não fazia parte do plano", disse uma voz.

"Não me importo, Lorde Ottai. Talvez a gente pense em algo mais tarde. Por enquanto, vamos nos concentrar na garota. O mau tempo atrasou nossa viagem. Eu esperava que retornássemos ontem", Lorde Vladya respondeu.

Baixando a voz, ele acrescentou em tom sombrio: "Nosso tempo está se esgotando. Ela deve estar nas câmaras proibidas esta noite."

Câmaras proibidas?

Emeriel não gostou nada de ouvir isso.

"Calma, Vladya. Aquela jovem não tem forças para lidar com a fera", Lorde Ottai avisou.

"Eu não estou nem aí. Eles fizeram suas camas e agora terão que se deitar nelas."

A discussão seguiu, mas uma pesada tensão pairava no ar.

"Seria cruel enviar aquela garota para servir a fera sem nem saber o que a espera. Sei que você não tem grande apreço pelos humanos e, para ser sincero, eu também não, mas acredito que podemos agir de maneira mais... cuidadosa", Lorde Ottai argumentou.

"Faça o que quiser, Ottai. Conte tudo para eles ou não conte nada. Não me importo Se ela vive ou morre, também não me importo. Logo colocarei o lindo principezinho no jogo. Se ele também morrer, estarei na próxima carruagem rumo ao próximo reino humano, procurando outra princesa. Esse é o único aspecto que realmente me preocupa."

Emeriel sentiu o peso dessas palavras se instalando em seu peito, como um nó apertado que não podia ser desfeito.

Servir a fera? Morrer?

            
            

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