Príncipe Emeriel
Emeriel ficou horrorizado, sua mente gritando: "Tenho que resgatar Aekeira! Precisamos escapar!"
"Sei que você está aí, lindo príncipe. Sinto seu cheiro", a voz de Lorde Vladya soou.
Emeriel engasgou, congelado no lugar quando a figura imponente de Lorde Vladya emergiu da porta. Seus olhos, frios como gelo, eram uma mistura de cinza e amarelo, penetrantes como lâminas afiadas.
Instintivamente, Emeriel deu um passo para trás, e depois mais um, tentando se afastar.
Lorde Vladya observou sua reação com um sorriso de prazer. "Eu aconselharia contra quaisquer pensamentos que estejam fermentando nessa sua cabecinha. Você não tem a mínima ideia de onde está, não é mesmo?"
Emeriel só conseguia discernir que eles estavam na fortaleza mais alta e fortificada que ele já vira. Ele balançou a cabeça, tentando afastar o pânico.
"Você está em Ravenshadow", Lorde Ottai disse, se aproximando por trás de Vladya.
Ravenshadow?
O nome, por si só, era o suficiente para gelar o sangue de Emeriel.
"Cidadela Ravenshadow? O lar dos quatro grandes governantes dos Urekais. O Abismo Sussurrante de grande poder?", Emeriel deixou escapar, aterrorizado.
Lorde Ottai bufou. "É assim que os humanos costumam chamar. Nós não usamos esse termo. Mas sim, você está certo. Você está na Cidadela Ravenshadow, príncipe Emeriel."
Sorrindo, Lorde Vladya disse: "Você não precisa que eu te informe que este é o lugar mais seguro em Urai, com vastíssimas terras nas quais você poderia se perder facilmente, se ousar tentar escapar. Um vórtice te engoliria... E você jamais seria visto novamente. Não há como escapar de Ravenshadow."
Emeriel ouviu essas palavras, mas sua mente estava consumida por um medo muito maior.
"Os quatro grandes governantes dos Urekais estão aqui?", sua voz saiu arrastada.
"Sim." Lorde Ottai o observou com um brilho divertido nos olhos, percebendo a tensão nele.
Emeriel não percebeu que, em seus próprios pensamentos, havia deixado escapar as palavras em voz alta.
Se aproximando cada vez mais de Lorde Ottai, que parecia menos intimidador e uma escolha preferível nesse momento, Emeriel lançou olhares cansados para o lorde com cicatriz no rosto. "Ouvi rumores sobre os Urekais."
"O que exatamente você ouviu?", Lorde Ottai perguntou.
Emeriel listou os dedos enquanto divagava. "Dizem que os Urekais são mortais... imprevisíveis... e quase selvagens em suas ações. Dizem que seus hábitos de acasalamento são tão brutais quanto suas matanças e, embora tenham hospedeiros de sangue, preferem drenar o sangue dos humanos. E, depois que seu rei virou uma fera, eles..."
"Ótimo. Exatamente o que eu precisava ouvir", Lorde Vladya o interrompeu com tom seco.
Com um leve sorriso de diversão, Lorde Ottai disse: "Deixarei o briefing para Lorde Vladya. Preciso comparecer ao conselho."
"O quê?! Por favor, não me deixe com ele!", Emeriel quase expressou esse pensamento, mas se conteve.
Ao seu lado, Lorde Vladya não tinha a mesma compostura. "Pense bem, Lorde Ottai. Não tem como eu..."
"Então você prefere que o Lorde Zaiper cuide do briefing?", Lorde Ottai perguntou calmamente.
O maxilar de Lorde Vladya se contraiu, e ele lançou um olhar tão severo a Emeriel que este quase sentiu a tensão no ar.
Lorde Ottai percebeu o silêncio desconfortável e, com um sorriso astuto, completou: "Você sabe muito bem que não quer que isso aconteça. E, claro, não podemos esquecer o favor que você me deve. Lembra?"
O olhar de Lorde Vladya se fixou em Lorde Ottai, que ofereceu um sorriso feroz. "Acho que chegou a hora de cobrar. Você faz o briefing. Agora, se me dá licença..."
Com isso, Lorde Ottai se afastou, exalando um ar de sofisticação a cada passo.
Finalmente, Emeriel e Lorde Vladya ficaram de frente um para o outro.
"Venha." Lorde Vladya começou a andar, e Emeriel o seguiu.
"Esqueça os rumores que têm circulado no reino humano. Alguns podem até conter um pingo de verdade, mas a maioria... é pura invenção." O olhar de Vladya parecia carregado de irritação. "Não vou me perder em detalhes sobre o vasto conhecimento de nossa espécie, pois seria impossível abordar tudo. Em vez disso, focarei apenas nas questões que envolvem a presença de sua irmã aqui."
Tenso, Emeriel se preparou para ouvir.
"Há quinhentos anos, talvez até mais, meu povo e os humanos viviam em harmonia. O Grande Rei Daemonikai foi o responsável por isso."
Grande Rei Daemonikai.
O nome causou um arrepio gelado na pele de Emeriel e seus joelhos vacilaram de medo mal disfarçado.
Rei Daemonikai era um dos Urekais mais antigos, cuja história era conhecida no mundo todo, até mesmo por uma criança nascida nos tempos atuais.
Ele não era apenas um governante, mas o também primeiro, o governante supremo.
Seu poder era tão imenso que alguns diziam que ele não poderia ser morto, que sua existência transcendia a própria morte.
Daemonikai era um nome que aterrorizava os corações de todas as espécies existentes no mundo.
Lorde Vladya continuou: "O filho dele, Alvin, fez amizade com um príncipe humano. Durante uma conversa regada a álcool, Alvin, em estado de embriaguez, contou ao príncipe os segredos do nosso povo. A noite de Eclipse Lunar."
Se lembrando dos rumores que tinha ouvido, Emeriel perguntou: "Uma noite em que os Urekais foram naturalmente despojados de seu poder e força pela lua, certo? Ela acontece a cada quinhentos anos, deixando vocês incrivelmente fracos. Mais fracos que um recém-nascido e vulneráveis a ataques."
O Urekai, marcado por cicatrizes profundas, parou e olhou para Emeriel, confirmando antes de andar novamente. "O que Alvin não sabia era que o pai do príncipe usou seu filho para coletar informações sobre nós. O rei Memphis sempre estava de olho em nossas terras, desejando o que era nosso. E naquela noite, durante o Eclipse Lunar, os humanos romperam nossas defesas, nos atacando com uma ferocidade que devastou nosso reino."
Uma sombra passou pelos olhos de Vladya, cuja expressão endureceu. "Muitos dos nossos foram mortos. A sobrevivência dos Urekais se deve à coragem e aos sacrifícios de nossos governantes, particularmente Daemonikai."
Vladya parecia perdido no tempo, como se sua mente voltasse àquela noite fatídica, revivendo cada detalhe. "Daemonikai deu tudo o que tinha. Usou cada grama de sua força para proteger nosso povo, mesmo sabendo das consequências."
Consequências?
Emeriel de repente se sentiu mal. Os humanos consideravam aquela noite como uma vitória, como uma conquista gloriosa. Mas ouvindo isso agora, soava mais como uma carnificina sem justificativa.
"Depois daquela noite, tudo mudou. Muitos dos nossos perderam seus companheiros de vínculo, filhos... E os que restaram? Ficaram endurecidos pela perda. Nem mesmo nossa vingança serviu para aliviar a dor em nossos corações."
Emeriel não conseguiu esconder a amargura em seu tom: "Sua espécie quase dizimou a raça humana, forçando muitos a se esconderem. Os Urekais tomaram vários escravos e quase fizeram as mulheres entrarem em extinção. Mas você está dizendo que nem isso serviu para aliviar a dor?"
Enquanto os olhos penetrantes de Vladya se fixavam nele mais uma vez, Emeriel sentiu um arrepio percorrer sua espinha e, no segundo seguinte, se calou.
"Então, o Grande Rei Daemonikai se entregou à sua própria besta e sucumbiu à loucura. Sua mente se perdeu completamente e tem estado perdida há mais de quinhentos anos. As mesmas pessoas que ele sacrificou tudo para proteger agora estão em perigo por causa dele." Lorde Vladya virou uma esquina. "A fera se liberta periodicamente, realizando matanças brutais e implacáveis. Para evitar que o caos se espalhe ainda mais, a fera está confinada aqui, em Ravenshadow."
Aparentemente, as coisas estavam sob controle. Então qual era o problema?
"Mas o confinamento por si só não é suficiente. Nossas feras interiores precisam de duas substâncias essenciais para sobreviver: sangue e sexo. E é aí que entra sua irmã", Lorde Vladya explicou, lançando um olhar penetrante para Emeriel.
Emeriel se inquietou, não gostando do rumo que as coisas estavam tomando.
"A princesa Aekeira satisfará as necessidades sexuais da fera. É por isso que ela foi adquirida. Quanto a você, já que não tem utilidade, também pertence à fera", Lorde Vladya disse com firmeza.
Tudo o que Emeriel conseguiu esboçar foi um sussurro incrédulo. "O quê? V-você não pode estar falando sério."
"Diga à princesa Aekeira para se apresentar à fera. Se ela fizer um bom trabalho, quem sabe não sobrevive mais um dia. Não me importo muito com o resultado."
Emeriel caiu de joelhos, as lágrimas borrando sua visão e deixando um amargo gosto de desespero na boca.
"Por favor, Lorde Vladya, não faça isso com ela. Ser uma escrava sexual? Para uma fera... a fera do rei? Minha irmã vai morrer!", ele gritou, furioso.
Mas o Lorde Vladya permanecia impassível. "Boa sorte tentando fugir de Ravenshadow. A cada tentativa, você receberá cinquenta chicotadas."
Após dizer isso, ele se virou e foi embora.
Emeriel se levantou, determinado a enfrentar o Urekai, mas antes que pudesse alcançá-lo, os soldados bloquearam seu caminho.
"Quem você pensa que é?! Acha que pode simplesmente decidir o destino dos outros, como se nossas vidas fossem brinquedos em suas mãos? Vocês não são mais que bestas! Você é um monstro, Lorde Vladya!", ele gritou.
Parando na porta e lançando um olhar por cima do ombro, Lorde Vladya respondeu: "Isso é um elogio, príncipe humano. E para você, é Grande Lorde Vladya."
Emeriel congelou.
Grande Lorde?
Então ele era um dos quatro governantes dos Urekais?
Santos Deuses da luz, o futuro parecia um abismo sem fim.
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