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Uma filha para o CEO babaca
img img Uma filha para o CEO babaca img Capítulo 1 Prólogo
1 Capítulo
Capítulo 6 E você, Ana, o que pretende fazer agora que voltou img
Capítulo 7 Tchau, tio chato. img
Capítulo 8 Não faça algo assim com esse velho img
Capítulo 9 O que uma simples empregada teria para conversar com o patrão img
Capítulo 10 Não ouse chorar na minha frente por nenhum motivo que seja img
Capítulo 11 Ela não é sua, Léo. Não me incomode com isso. img
Capítulo 12 aproximando dela, img
Capítulo 13 Ele estava tentando se aproxima img
Capítulo 14 Sua presença preenchia o ambiente img
Capítulo 15 Mas quando Léo entrava na sala, o ar ficava mais pesado img
Capítulo 16 Só sabia que precisava quebrar aquela barreira img
Capítulo 17 Eu era diferente. img
Capítulo 18 Os dois sempre se provocavam img
Capítulo 19 tentando me manter indiferente. img
Capítulo 20 Havia algo nos olhos dela img
Capítulo 21 O pior de tudo era saber que não poderia img
Capítulo 22 Nem ao menos teve adolescência de me falar de ser honesto. img
Capítulo 23 As luzes do dia refletiam nos prédios altos img
Capítulo 24 Retrucou, sem pegá-lo. img
Capítulo 25 afiados como lâminas img
Capítulo 26 Emily exclamou, os olhos brilhando. img
Capítulo 27 Senti vontade de abraçá-la. img
Capítulo 28 sincero que me fez prender a respiração. img
Capítulo 29 Marina apareceu ontem à noite img
Capítulo 30 Henrique ou a Leo sabia que eu tinha sido img
Capítulo 31 Mas vamos falar sobre você. Como está se sentindo trabalhando comigo img
Capítulo 32 sentindo o calor de sua pele contra a minha boca img
Capítulo 33 Filho da mãe. Ele estava gostando disso. img
Capítulo 34 Desejo, sim, mas também hesitação. img
Capítulo 35 Pelo menos era o que eu repetia para mim mesma img
Capítulo 36 Um imprevisto img
Capítulo 37 mente não estava ali. img
Capítulo 38 cheirava o perfume doce e café fresco. img
Capítulo 39 fios soltos, ninguém ia notar se eu pegasse um. img
Capítulo 40 Faz uma semana que você foge de mim img
Capítulo 41 Você podia ser meu papai de verdade img
Capítulo 42 Mas me diga uma coisa: tá tão difícil assim trabalhar com o Léo img
Capítulo 43 Mariana estava dopada e sua mãe estava do lado dela img
Capítulo 44 Mariana no café e da confissão para Dona Helena. img
Capítulo 45 Meu casamento acabou há anos. img
Capítulo 46 sua presença uma sombra que pairava sobre meu futuro incerto. img
Capítulo 47 Não vou fazer isso de novo. Nunca mais. img
Capítulo 48 E sei que o teste de DNA foi um erro. img
Capítulo 49 perdê-la era esmagador. img
Capítulo 50 Ela estava segura, ilesa img
Capítulo 51 pequeno buquê de margaridas img
Capítulo 52 Me posicionei, as mãos agarrando os lençóis, img
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Uma filha para o CEO babaca

Autor: Dani vences
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Capítulo 1 Prólogo

Olhei para o teste em minhas mãos, as duas barras demonstrando positivo, e me sentei no chão do banheiro.

- Não pode ser, Deus, não pode ser. - Escutei uma batida na porta.

- Ana, vamos, o intervalo acabou, o professor já deve estar na sala. - Geovana falou. Eu queria contar a ela, mas ela diria que eu era burra, e ela estaria certa. Eu era burra. Levantei e puxei o ar. Eu não ia chorar. Léo me amava, íamos nos casar, não precisava ter medo. Abri a porta e Geovana me analisou.

- Aconteceu alguma coisa?

- Não, estou com medo da prova. - Ela revirou os olhos.

- Você tem que parar de se cobrar tanto, é a melhor aluna da turma. - Eu ri.

- Não diga isso em voz alta, capaz de Thiago sair das sombras e me desafiar a um duelo matemático. - Ela riu.

- Ele acha que ninguém é melhor que ele. Você viu ele questionando o professor? - Revirei os olhos.

- Ridículo isso. Se eu fosse o professor, o expulsaria da sala. - Saímos do banheiro e fomos para a sala.

A prova foi fácil. Geovana me levou para casa. Ela tinha uma condição financeira melhor que a minha, não que fosse rica como os Alcântaras, mas ainda assim podia ser considerada herdeira. Ela me olhou desconfiada.

- O que está acontecendo? - Ela sabia que eu escondia algo. Nunca fui de ficar quieta; sou falante no geral, falo até demais.

- Só cansaço. - Ela revirou os olhos azuis como o céu. Geovana era atípica: menina rica, pele clara, olhos claros, cabelos lisos castanho-claros. Tudo nela indicava que vinha de uma família de posses, apesar de não agir dessa forma.

- Pensei que Helena tinha te dispensado para que focasse nas provas. - Eu e minha boca grande.

- E eu foquei, estudei até tarde ontem. - Não era uma mentira completa.

- Se você diz, tudo bem. - Ela deu de ombros. - Tem certeza que não quer ir almoçar comigo e com meu pai?

- Não, obrigada. Como foi a última prova, eu vou voltar para o trabalho. Dona Helena tem sido muito bondosa, não quero abusar. - Ela deu de ombros novamente.

- Ana, você tem que parar de ser tão certinha. - Eu sorri e abri a porta do carro.

- E você tem que parar de ser uma má influência. - Ela riu.

Assim que Geovana sumiu com o carro, me virei e fui atrás de uma farmácia. Queria ter certeza da gravidez antes de contar ao Léo. Imaginei que seria uma confusão quando descobrissem sobre nós. Mas Dona Helena sempre foi gentil comigo, não iria se opor ao nosso casamento. Agora, Senhor Paulo...

Nem queria pensar em como o Senhor Paulo reagiria. Talvez ele fosse contra o meu casamento com Léo, ou talvez a minha gravidez amolecesse o coração dele. Comprei mais dois testes. Seria melhor não ter nenhuma dúvida. Coloquei os testes na bolsa e voltei para a mansão. Por um momento, enquanto olhava aquela casa enorme, senti um frio na barriga. O bebê que carregava agora era um dos donos de tudo isso. E o medo começou a me sufocar. E se Dona Helena pensasse que eu engravidei de propósito? E se Léo achasse isso?

Não, ele não pensaria isso. Ele me conhecia desde pequena, e ele me amava. Sabia que me amava. Ele nunca acharia que eu era uma golpista. Com esse pensamento, entrei na casa. Assim que entrei, vi uma movimentação estranha. Josefa andava de um lado para outro, floristas estavam pela casa e outras pessoas que eu nunca tinha visto.

- Que bom que chegou! - Josefa falou. - Estou ficando louca, Dona Helena decidiu dar um jantar de noivado esta noite. É apenas para os pais da noiva, mas ela está me deixando doida.

- Noivos?! - Quem estava noivo? Josefa já estava andando para a cozinha. - Josefa, quem está noivo? Do que está falando?

- O menino Leonardo, ele pediu a mão de Mariana em casamento. - Senti meu coração desacelerar e tudo se tornou escuro.

Quando acordei, estava no sofá da sala. Dona Helena e Josefa estavam ao meu lado com olhares apreensivos.

- Ela acordou! - Josefa falou aliviada.

- Ana, como está? - Dona Helena me perguntou, mas eu não tinha a resposta. Léo estava noivo de Mariana. Ele nem a suportava; ela sempre correu atrás dele, e ele correu dela. Em que momento isso mudou?

- Cansada. Posso ir para meu quarto? - Dona Helena me olhou desconfiada.

- Chamei o médico. Josefa me falou que você tem se alimentado mal. Eu sei que se preocupa com as provas, mas precisa se cuidar, Ana. - Ela me repreendeu.

- Não precisa de médico. Dormi tarde ontem, estudando. É só cansaço. Umas horas de sono e ficarei bem. - Ela concordou com a cabeça.

- Tudo bem, mas coma algo antes de se deitar. - Ela falou e saiu. Josefa me encarou.

- Foi porque falei do noivado, não é? - Ela sussurrou. - Eu te disse, menina, que essa sua paixão por ele não te faria bem. Eles não se casam com as empregadas. Nunca se casam com elas.

Fui para meu quarto e entrei no banheiro. Assim que os três testes deram positivo, eu soube que estava com problemas. Mandei mensagem para o Léo; ele me devia uma explicação.

Mas ele não me respondeu, e também não respondeu as outras vinte mensagens que mandei. Decidi ir até o quarto dele esperá-lo lá. O aguardei por uma hora até que ele apareceu. Seus olhos azuis caíram sobre mim.

- Você está com uma cara péssima, Ana. - Ele falou fechando a porta. - O que faz aqui?

- Sua mãe está preparando um jantar de noivado. Me disseram que pediu Mariana em casamento. A Mariana, Léo? - Ele puxou o ar e revirou os olhos.

- Estou na idade de casar. Se não fosse ela, seria outra. Ela ao menos me adora. - Ele falou em um tom comum, como se não tivéssemos nada, como se não me devesse nada.

- E eu, Léo? - Ele deu de ombros.

- O que tem você? - Senti meu coração acelerar. - Ana, você não achou que a gente seria mais que amantes, não é?

- Amantes? - Ele balançou a cabeça.

- Podemos continuar com isso. Não amo a Mariana, ela só preenche os requisitos que preciso. - A forma fria como ele falou aquilo me fez ver o quão idiota eu fui.

- Léo...

Eu ia contar, ia dizer a ele que estava grávida, mas não reconhecia esse homem que estava na minha frente. Ele era só um babaca, mesquinho.

- O que, Ana? - Ele se aproximou e eu me afastei.

- Nada. Eu entendi o meu lugar. Com licença. - Falei, indo até a porta.

- Ana, sabe que gosto de você, mas eu nunca poderia me casar com você. - E ele deu a última facada.

- Seja feliz, senhor Leonardo. - Falei saindo daquele quarto, e antes daquele noivado pretendia estar o mais longe possível daquele homem, daquela família.

            
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