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Uma filha para o CEO babaca
img img Uma filha para o CEO babaca img Capítulo 4 Ela se chama Emily, é minha filha
4 Capítulo
Capítulo 6 E você, Ana, o que pretende fazer agora que voltou img
Capítulo 7 Tchau, tio chato. img
Capítulo 8 Não faça algo assim com esse velho img
Capítulo 9 O que uma simples empregada teria para conversar com o patrão img
Capítulo 10 Não ouse chorar na minha frente por nenhum motivo que seja img
Capítulo 11 Ela não é sua, Léo. Não me incomode com isso. img
Capítulo 12 aproximando dela, img
Capítulo 13 Ele estava tentando se aproxima img
Capítulo 14 Sua presença preenchia o ambiente img
Capítulo 15 Mas quando Léo entrava na sala, o ar ficava mais pesado img
Capítulo 16 Só sabia que precisava quebrar aquela barreira img
Capítulo 17 Eu era diferente. img
Capítulo 18 Os dois sempre se provocavam img
Capítulo 19 tentando me manter indiferente. img
Capítulo 20 Havia algo nos olhos dela img
Capítulo 21 O pior de tudo era saber que não poderia img
Capítulo 22 Nem ao menos teve adolescência de me falar de ser honesto. img
Capítulo 23 As luzes do dia refletiam nos prédios altos img
Capítulo 24 Retrucou, sem pegá-lo. img
Capítulo 25 afiados como lâminas img
Capítulo 26 Emily exclamou, os olhos brilhando. img
Capítulo 27 Senti vontade de abraçá-la. img
Capítulo 28 sincero que me fez prender a respiração. img
Capítulo 29 Marina apareceu ontem à noite img
Capítulo 30 Henrique ou a Leo sabia que eu tinha sido img
Capítulo 31 Mas vamos falar sobre você. Como está se sentindo trabalhando comigo img
Capítulo 32 sentindo o calor de sua pele contra a minha boca img
Capítulo 33 Filho da mãe. Ele estava gostando disso. img
Capítulo 34 Desejo, sim, mas também hesitação. img
Capítulo 35 Pelo menos era o que eu repetia para mim mesma img
Capítulo 36 Um imprevisto img
Capítulo 37 mente não estava ali. img
Capítulo 38 cheirava o perfume doce e café fresco. img
Capítulo 39 fios soltos, ninguém ia notar se eu pegasse um. img
Capítulo 40 Faz uma semana que você foge de mim img
Capítulo 41 Você podia ser meu papai de verdade img
Capítulo 42 Mas me diga uma coisa: tá tão difícil assim trabalhar com o Léo img
Capítulo 43 Mariana estava dopada e sua mãe estava do lado dela img
Capítulo 44 Mariana no café e da confissão para Dona Helena. img
Capítulo 45 Meu casamento acabou há anos. img
Capítulo 46 sua presença uma sombra que pairava sobre meu futuro incerto. img
Capítulo 47 Não vou fazer isso de novo. Nunca mais. img
Capítulo 48 E sei que o teste de DNA foi um erro. img
Capítulo 49 perdê-la era esmagador. img
Capítulo 50 Ela estava segura, ilesa img
Capítulo 51 pequeno buquê de margaridas img
Capítulo 52 Me posicionei, as mãos agarrando os lençóis, img
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Capítulo 4 Ela se chama Emily, é minha filha

Ana

Parei o carro de frente à mansão. O jardim continuava da mesma forma que me lembrava, cheio de rosas brancas. A casa grande, branca e imponente, permanecia intacta. Decidi que entraria pela porta da frente; seria a primeira vez que Anny estaria aqui, e ela não merecia entrar pela entrada dos fundos. Ela era tão dona deste lugar quanto os demais, mesmo que nunca fosse saber, mesmo que ninguém além de mim soubesse um dia. Peguei Emily, que dormia no banco de trás. Ela estava cansada. Queria acordá-la para que visse onde havíamos chegado, mas fiquei com pena. Apenas a peguei; não teríamos uma entrada triunfal, não como um dia eu sonhei, mas ao menos estávamos entrando pela porta da frente.

Toquei a campainha e esperei para ouvir a voz de Josefa.

- Residência dos Alcântaras. - Ela falou pelo interfone, e senti meu coração martelar. Eu realmente estava fazendo aquilo.

- É Ana. - Falei, sentindo meu coração acelerar.

- Graças a Deus, chegou na hora do almoço. Vou abrir o portão. - E o portão se abriu. Antes, havia um porteiro aqui, mas imagino que, com a tecnologia, isso tenha se alterado.

Fui entrando, passando pelo jardim. O caminho de pedras brancas guiava até a porta da mansão. Dona Helena mantinha tudo em seu lugar. Se eu fechasse os olhos, conseguiria lembrar de cada canto. Mas afastei os pensamentos. Junto com essa lembrança, vinham também as lembranças com ele. Caminhei até a porta e não precisei bater; Josefa abriu a porta antes mesmo que eu tivesse tempo para isso. Ela sorriu.

- Estava com tanta saudade. - Ela falou me olhando. Ela continuava a mesma: rechonchuda, seus cabelos negros amarrados para trás. Seus olhos negros demonstravam ternura e bondade. Josefa era a melhor amiga de minha mãe, e sim, seus olhos brilhando de lágrimas eram verdadeiros.

- Eu também. - Falei por fim. Minha vontade era desabar nos braços de Josefa, assim como fazia quando era mais nova. Queria dizer a ela tudo que passei, queria seu carinho e afago. Eu não sabia que precisava tanto de seu abraço como agora, que a encarava.

Ela olhou para meus braços. Emily ainda dormia, alheia ao que acontecia ao seu redor.

- Não me diga. - E lá estava o motivo pelo qual não procurei todos esses anos. Ela saberia. Assim que colocasse os olhos sobre Emily, ela saberia. Balancei a cabeça em negação. Não admitiria isso para ela nem para ninguém. Morreria com esse meu segredo.

- Emily é filha da minha filha com o meu ex-namorado. Terminamos há pouco tempo, e eu não tinha para onde ir. - Falei, dando a ela uma explicação a qual ela duvidava a cada palavra que saía dos meus lábios, mas ela não ousou me questionar ali.

- Venha, entre. Deve estar cansada. - E eu entrei. O chão branco e polido, o lustre grande no alto, e as escadas para os quartos dos patrões, que sempre deixavam clara a posição que eu estava. Tudo da mesma forma.

- Não mudaram nada. - Falei analisando o lugar, o sentimento de nostalgia me tomando. Cresci aqui, corri muito por esse lugar. Henrique e eu, uma vez, destruímos o vaso - no caso, eu, mas foi ele que tomou a culpa porque eu chorei implorando isso para ele.

- Colocaram tecnologia em tudo, mas dona Helena pediu para manter as coisas como sempre. Sabe, ela tem apego a esse lugar. - Josefa falou, seguindo para a sala de visitas e não para a cozinha, como eu estava acostumada. - Venha, ela está ansiosa para te ver.

Puxei o ar e segui. Me vi sentindo falta de ar. Encarar dona Helena e seus questionamentos me fez me arrepender de ter vindo. Assim que entramos na sala de visitas, eu a vi. Seus cabelos castanhos estavam amarrados. Ela estava mais magra que da última vez. Seus olhos violetas estavam um pouco cansados, mas ela mantinha a mesma postura inabalável e sorriso gentil.

- Nunca a perdoarei por ter partido sem me dar uma explicação. - Ela me repreendeu de maneira gentil. Ela se aproximou de mim, selando um beijo em minhas bochechas. - Está muito magra. Não tem se alimentado direito. E esta pequena?

Meu coração começou a acelerar. Se ela reconhecesse Emily como sua neta, eu estaria perdida. Apenas sorri.

- Ela se chama Emily, é minha filha. - Ela sorriu e passou a mão no rosto de Emily.

- Venha, sente-se. Deve estar cansada. - Ela falou, se sentando em seu largo sofá branco.

E eu estava. Josefa saiu rápido, sem dizer nada. Eu queria ter ido com ela.

- Tem muito a me explicar, mocinha. Aquela carta que deixou não foi suficiente. Procurei sua tia e ela disse que você nunca a procurou. - E eu jamais a procuraria. Minha tia era uma megera amargurada. Quando minha mãe morreu, ela deixou claro que eu nunca deveria procurá-la, que devia me virar. Mas na carta que deixei para eles, disse que estava indo morar com ela.

- Eu ia, de fato. Pensei em ir, mas uma amiga me convenceu a morar com ela em seu apartamento, e eu aceitei. Queria morar na cidade grande. - Menti e dona Helena parecia saber disso.

- E o que a cidade grande te deu além de uma criança? - Ela perguntou de mau humor. Helena estava magoada comigo, conseguia sentir. Ela queria um futuro brilhante para mim, prometeu isso à minha mãe. Sempre incentivou meus estudos e sei que me ver aqui pedindo emprego de empregada novamente a magoa.

- Eu fiz péssimas escolhas, mas Emily é tudo para mim. Não me arrependo de tê-la. - Isso era verdade. Apesar de que, se eu pudesse, teria esperado mais para que ela pudesse ter tudo que merece, Emily era inocente demais para entender o que eu tirei dela, mas um dia talvez ela me cobre por um pai.

- Não irei perturbá-la com isso por enquanto. Vejo que está cansada e deve estar faminta. Pedi que fizessem um almoço para nós. Apenas irei esperar os garotos chegarem para pedir que sirvam. E sobre a sua pequena, é melhor que a coloquemos em algum dos quartos. - Isso era um pesadelo. Dona Helena tem apenas três filhos, e com sorte seria Henrique e Heitor.

- Os meninos? - Ela sorriu orgulhosa, para dona Helena não existia nada mais importante que os filhos.

- Sim. Avisei Henrique que você estava vindo e ele insistiu em vir almoçar aqui. Deve estar com saudade. Vocês eram um grude quando crianças. - Ela se levantou e me senti aliviada. Gostava de Henrique, e Heitor era um adolescente mal-humorado da última vez que eu o vi.

Mas, assim que me levantei para segui-la até os quartos, eu o vi. Ali, parado com seus olhos de mel, tão bonito como antes, mas agora estava mais velho e com um sorriso mais confiante.

- Que prazer é tê-la de volta, Ana. - E minha vontade era pegar Emily e correr para o mais longe dali.

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