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Meu Amado Vampiro III: Mateus e Estela
img img Meu Amado Vampiro III: Mateus e Estela img Capítulo 4 Sonho horrível
4 Capítulo
Capítulo 7 Me entregando img
Capítulo 8 Segredos revelados (1 Parte) img
Capítulo 9 Segredos revelados (2 Parte) img
Capítulo 10 Coisa estranha img
Capítulo 11 Conhecendo a amiga do pai (1 parte) img
Capítulo 12 Conhecendo a amiga do pai (2 Parte) img
Capítulo 13 A cada minuto as passagens mudam (primeira parte) img
Capítulo 14 A cada minuto as passagens mudam (segunda parte) img
Capítulo 15 O começo de um novo terror (primeira parte) img
Capítulo 16 O começo de um novo terror (segunda parte) img
Capítulo 17 A transformação (primeira parte) img
Capítulo 18 A transformação (segunda parte) img
Capítulo 19 A transformação (terceira parte) img
Capítulo 20 A transformação (quarta parte) img
Capítulo 21 Gravidez será (primeira parte) img
Capítulo 22 Gravidez será (Segunda parte) img
Capítulo 23 Gravidez será (Terceira parte) img
Capítulo 24 Gravidez será (Quarta parte) img
Capítulo 25 O reino de Arcádia (primeira parte) img
Capítulo 26 O Reino de Arcádia (segunda parte) img
Capítulo 27 O Reino de Arcádia (terceira parte) img
Capítulo 28 O Reino de Arcádia (quarta parte) img
Capítulo 29 Salvando os bebês ( primeira parte) img
Capítulo 30 Salvando os bebês (segunda parte) img
Capítulo 31 Salvando os bebês (terceira parte) img
Capítulo 32 Salvando os bebês (quarta parte) img
Capítulo 33 O começo do fim img
Capítulo 34 Nota de agradecimento img
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Capítulo 4 Sonho horrível

Estela

Acordo de um sonho terrível e me sento na cama, com a cabeça parecendo que vai explodir. Observo que o Mateus está ao meu lado, dormindo tão profundamente e os fios teimosos caíam sobre a sua testa. Aqueles lábios carnudos, perfeitamente alinhados sem nenhum defeito, estavam franzidos assim como as suas sobrancelhas. Não podia negar, que de alguma forma, ele era fofo desse jeito. Uma hora frio e outra um amor de pessoa.

Eu chamaria de comportamento bipolar.

"Ele não foi para o trabalho? Tadinho, ficou tão preocupado comigo." Suspiro e amarro o meu cabelo em um coque, deixando alguns fios soltos. O seu corpo se mexe ao meu lado, abrindo os olhos verdes cintilantes e se senta preocupado, pegando em minhas mãos. O toque era gelado, parecia que o Mateus estava dentro de um freezer.

Mateus: - Você está bem, Estela? - toca o meu rosto buscando vestígios e assinto, afastando sua mão da minha face. Era tentador, tê-lo tão perto, mesmo ele não se referindo a mim na escola e fingir que eu não existia, mas tudo o que me disse, sobre os meus olhares, prova o contrário da minha percepção.

Estela: - Estou, só tive um sonho estranho...

Mateus: - O que você sonhou? - faz outra pergunta curioso e alisa minhas mãos, esperando uma resposta. Molho os meus lábios e os mordo antes de responde-lo.

Estela: - Sonhei que uma vila estava sendo atacada, mas uma mulher estranha conseguiu detê-los. E-e ela se parecia com você. - olha para dentro dos meus olhos e seu sorriso era encantador, como se pudesse dissolver qualquer resistência, enquanto tocava o meu rosto outra vez.

Mateus: - Deve ter sido só um sonho, Estela, e nada mais. - tento dissipar as suas dúvidas. Eu não pensaria neles agora, porque tudo indica que souberam lidar com a situação.

Estela: - Pode ser... - concordo, mesmo hesitando em fazer isso. Para mim era tão real, as emoções, palavras e ações, assim como a dor das pessoas. - Você poderia me levar para casa? Ainda tenho que avisar a minha chefe por não ter ido ao trabalho. -- toco a minha testa cansada e preocupada em ser despejada. Essa era a única fonte de sustento para mim e o meu pai, e não poderia ser demitida.

Mateus: - Eu já avisei a ela, não se preocupe. - afirma me pegando de surpresa. - Ela me disse para você tirar dois dias de folga. Você não descansa e trabalha sem parar! - reclama comigo e aceno com a cabeça sorrindo para ele. Algumas horas de descanso atrasariam as minhas tarefas, por isso não paro.

Estela: - Muito obrigada, Mateus.

Mateus: - Não tem porque agradecer, Estela. Agora, vamos. Vou preparar algo para você comer. - levantamos da cama, e eu a puxo pela mão enquanto saímos do quarto.

Mateus

Quando meus pais, meu tio e a Dulce voltam do outro mundo, percebo que estão diferentes. Ramon está todo feliz com a Dulce, parece que ele finalmente deixou ser lavado pela atração que tinha com a garota. Pedro e Jeremias começam a invadir a mente deles, aqueles dois sem-vergonhas. Conversa vai e vem até que Pedro faz um comentário que não me agrada nem um pouco.

Pedro: - Eu estou de olho é na Estela. - olho com um sorriso provocativo para o Mateus que me faz ficar com dor. "Maldito gene de bruxo!" Me contorço de dor no sofá e ele aponta o dedo na minha cara irritado.

Mateus: - Não mexa com a minha namorada, ou eu te mato, Pedro! - paro de tortura-lo e ouço o suspirar de alivio.

Samuel: - E como vão as coisas por lá Ramon?... - pergunta mexendo no anel em seu dedo.

Ramon: - De boa... - eram as únicas palavras que vieram na minha cabeça.

Jeremias: - Esse daí está lambendo os pés da Dulce. - o Jeremias e o Pedro começam a falar por ele.

Pedro: - Nem parece o Ramon que conhecíamos...

Ramon: - Esse daí não existe mais, pelo menos eu não sou gay igual vocês dois! - revido, sem conseguir ficar com a boca calada. Eu gosto de um bom jogo e quando jogo com eles, não cedo facilmente.

Miguel: - Nossa, essa doeu... - levo a minha mão na boca sem conseguir conter a risada alta.

Mateus: - Vocês deviam arrumar uma namorada logo, logo, se não vão morrer sem amar alguém!

Pedro: - Eu prefiro estar morto do que ter uma mulher grudada a mim igual a um carrapato! - o Mateus ri abaixando a sua cabeça. É, eu sei que eu já estou morto.

Samuel: - Nós quatro pensávamos assim até encontrarmos as mulheres da nossa vida. - Samuel, aponta para os 4 cavalheiros do Zodíaco e pega uma bebida da mesa no meio da sala, e nós fazemos o mesmo.

Jeremias: - E onde eu encontro uma? - Jeremias, pergunta debochando.

Mateus: - Por isso que ninguém gosta de você, titio. - bebo um gole da bebida e passo a língua envolta dos meus lábios, vendo ele limpar a sua boca com as costas das mãos. - O Jeremias é muito debochado... - comento por fim e ele sorri cruelmente.

Melissa: - Como você está Dulce? - pergunta se sentando no chão e acompanho-a.

Dulce: - Melhor do que nunca, Melissa.

Aurora: - E você Estela, como está sendo namorar o bonitão do meu irmão? - cutuco a sua costela, jogando para o lado.

Estela: - Ele fica no meu pé direto, ainda mais quando estamos na escola, ai que ele não se desgruda de mim em nenhum minuto! M-mas eu gosto dele...

Roberta: - O Samuel quer outro filho, garotas! - esconde o seu rosto bufando alto e a Dulce faz um biquinho de desagrado.

Dulce: - E você não quer me dar outro irmãozinho mãe?!

Roberta: - Claro que quero, mas eu quero aproveitar mais um pouquinho... - me defendo e elas começam a rir.

Aurora: - Vamos sair amanhã, só nós mulheres? - como sempre é típico da Aurora, ela é a dona das festas e sempre está em uma.

Estela: - Se os meninos deixarem, eles vão querer ir juntos... - corto o seu barato e a sua mãe concorda comigo.

Melissa: - Isso é com toda certeza, mas vocês podem usar a minha tática...

Dulce: - Que tática? - abre a boca para falar, mas a minha prima a interrompe.

Aurora: - A mamãe deixou o papai dormindo sozinho no quarto por um mês.

Dulce: - Isso é verdade? - mordo os meus lábios para controlar a vontade de rir.

Melissa: - Claro, quem mandou ele se engraçar com aquela mulher?!

Roberta: - Eita como ela é ciumenta! Tadinho do Miguel... - a Roberta sempre tem essa mania de chamá-lo assim e defendê-lo, como se o meu sugador de amor fosse santo.

Melissa: - Tadinho uma ova, Miguel é meu e de mais ninguém! - seus olhos trocam de cor, mostrando o quanto ela está irritada com o assunto.

Dulce: - E eu quase não deixei o Ramon mais dormir comigo, ele não queria ir no mercado comprar o meu chocolate e a beterraba...

Estela: - Eu não gosto de beterraba, mas eu adoro chocolate! - comento e a Aurora me puxa para fora do quarto, com as outras meninas logo atrás.

Elizabeth: - Até que enfim resolveram descer... - Elizabeth, a avó dos filhos da Melissa, comenta.

Cecília: - Estavam eram fofocando, não é? - Cecília toca o meu rosto de forma amorosa e sorriso diante do gesto.

- Sim. - as vozes saíram em uníssono e nos assentamos a mesa.

Estela

Depois do jantar, Ramon e Dulce compartilham uma ótima notícia: ela está grávida. Todos dão os parabéns, e as boas notícias não param por aí, pois o casal também planeja se casar.

Finalmente chegou o grande dia da Dulce. Ela estava deslumbrante, e não parávamos de elogiá-la. Após o motorista nos levar para a igreja, a cerimônia se inicia. O casal é tão belo juntos, trocando seus votos com tanto amor. Um dia, quero estar nesse altar com Mateus, se estivermos juntos até lá...

Na festa, Dulce se prepara para jogar o buquê.

Dulce: - No três... Um... Dois... - no três ela joga e bem na hora que o Jeremias estava vindo do banheiro, o buquê caí em suas mãos. Encara a Dulce, perplexo, assim como as mulheres o olham com raiva. Não disse que ele era gay e o mesmo duvidou? Aí está a prova.

Jeremias: - Que merda!

Dulce: - Alguém vai casar muito cedo em. - as mulheres começam a rir de mim, após a sua fala amenizar a situação. Caminho até a minha família, que começa a me zoar.

Pedro: - A nova menininha na área, galera!

Jeremias: - Vai pra merda Pedro!

Miguel: - Quem é a sortuda? - olho para o meu irmão mais velho, não acreditando em sua pergunta.

Jeremias: - Ninguém! - grito e jogo o buquê para longe.

Mateus: - Como é a vida de ser uma mulher? Deve ser bom, não é? - Mateus me provoca e tiro o meu paletó para pegar ar ou vou acabar virando um dragão, de tanto fogo que irei cuspir. "Agora virei motivo de piada... Maldita hora que eu fui sair do banheiro!"

Estela

Eu e o Mateus fomos juntos para a praia, mas ele não quis ficar muito, pois o sol o estava incomodando. Não entendi o porquê, mas deixei quieto. Há tantas coisas ainda que eu não sei sobre ele.

Mateus me leva para casa. Meu pai deve estar bebendo como sempre, mas hoje não. O dia está diferente, tudo parece diferente. Entramos em casa, e vejo tudo arrumado, sem nada quebrado. Meu olhar vai para o meu pai, que está encostado na porta do quarto dele, todo arrumado e sem bebida na mão. Os meus olhos se enchem de lágrimas, pois é a primeira vez que não vejo ele todo bêbado e fedendo.

Estela: - O que é isso?!

Paulo: - Não me reconhece mais, minha filha?

Estela: - Não é isso, é que... - não me deixa terminar de falar e se aproxima de mim.

Paulo: - Eu chegava todos os dias com bebida na mão, mas o velho Paulo está morto daqui pra frente. O seu namorado, que você disse que era amigo, me fez mudar de ideia e me deu um ótimo conselho: seguir em frente. A sua mãe pode não estar mais aqui, mas eu tenho você, e não posso te deixar sozinha, a única pessoa que sobrou na família e a única que nunca saiu do meu lado. Estou mudando por nós, minha filha. Eu quero ser um pai melhor e não te envergonhar na frente dos seus amigos. - ouvir meu pai falar assim foi como um raio de esperança cortando a escuridão que se instalou em nossa casa por tanto tempo. Ele reconheceu a necessidade de mudança, deixando para trás o velho Paulo, marcado pela bebida e pela tristeza. O conselho do Mateus, que eu considerava apenas um amigo, teve um impacto surpreendente em meu pai, incentivando-o a seguir adiante.

Ele mencionou a falta da minha mãe, reconhecendo que somos a única família que resta um para o outro. As palavras dele, expressando o desejo sincero de ser um pai melhor, tocaram meu coração. Eu estava emocionada e grata por essa reviravolta. Meu querido pai estava disposto a lutar contra os demônios do passado para construir um futuro melhor para nós dois.

Estela: - Você está me fazendo chorar, papai... - ele me abraça apertado e me deixo ser levada pelas lágrimas. Meu querido pai está de volta, resgatado da escuridão em que se encontrava. Não sei ao certo como o Mateus o persuadiu, mas estou sinceramente agradecida por ter trazido de volta o homem que meu pai costumava ser.

Paulo: - Vamos jantar!

Estela: - Você cozinhando, pai? Eu duvido!

Paulo: - Pois não duvide do mestre aqui, mocinha! - aperta o meu nariz de forma carinhosa. - Vamos, se não a comida vai esfriar. - ele vai na frente, e eu pego a mão do Mateus, entrelaçando-a com a minha. Ele se aproxima, colando nossos corpos. Apesar da proximidade, ainda não tive coragem de me entregar completamente a ele. Suas investidas eram perigosas e para mim ainda mais.

Estela: - Obrigada por ajudar o meu pai, isso é muito importante pra mim.

Mateus: - Não chore. Eu não gosto de te ver chorando. Eu faço tudo isso por você, Estela. - limpo suas lágrimas. - O seu pai não precisou de mim para mudá-lo, foi ele mesmo que quis. Eu só dei um empurrãozinho a mais.. - ela sorri para mim, um sorriso que poderia derreter o meu coração, se eu tivesse um.

Estela: - Mas obrigada mesmo assim. Vamos comer! - ela me puxa em direção à cozinha. Paulo arruma a mesa e coloca a comida nos pratos. Sinto o cheiro de alho vindo dos pratos, minha avó me ensinou a reconhecer, pois ela usa outros tipos de temperos para preparar a comida.

Mateus: - Eu não estou com fome. Antes de virmos pra cá, eu comi um cachorro-quente. Desculpe, Paulo, mas estou cheio.

Paulo: - Não tem problema, meu filho.

Estela: - Você pode sentar no sofá da sala. Está passando mal? Eu posso pegar os remédios... - quando vou levantar, ele me para e me faz sentar de novo de forma brusca.

Mateus: - Não precisa, eu estou bem. Quando você acabar, vá direto pro seu quarto. Eu tenho uma surpresa pra você... - ela me olha com os olhos brilhando, a cor dos olhos da Estela parece chamas de brasa, mas são essas chamas que queimam o meu corpo.

Estela: - Surpresa? Você sabia disso, papai? - me viro para ele.

Paulo: - Sabia. Eu até o ajudei. - ele diz rindo da minha cara. Fiquei curiosa agora.

Estela: - Me diz do que se trata essa surpresa?

Mateus: - Não posso contar. - sai nos deixando sozinhos e eu começo a comer rapidamente. Quando dizem que a ansiedade mata, mata mesmo.

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