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Meu Amado Vampiro III: Mateus e Estela
img img Meu Amado Vampiro III: Mateus e Estela img Capítulo 3 Conhecendo os pais do Mateus
3 Capítulo
Capítulo 7 Me entregando img
Capítulo 8 Segredos revelados (1 Parte) img
Capítulo 9 Segredos revelados (2 Parte) img
Capítulo 10 Coisa estranha img
Capítulo 11 Conhecendo a amiga do pai (1 parte) img
Capítulo 12 Conhecendo a amiga do pai (2 Parte) img
Capítulo 13 A cada minuto as passagens mudam (primeira parte) img
Capítulo 14 A cada minuto as passagens mudam (segunda parte) img
Capítulo 15 O começo de um novo terror (primeira parte) img
Capítulo 16 O começo de um novo terror (segunda parte) img
Capítulo 17 A transformação (primeira parte) img
Capítulo 18 A transformação (segunda parte) img
Capítulo 19 A transformação (terceira parte) img
Capítulo 20 A transformação (quarta parte) img
Capítulo 21 Gravidez será (primeira parte) img
Capítulo 22 Gravidez será (Segunda parte) img
Capítulo 23 Gravidez será (Terceira parte) img
Capítulo 24 Gravidez será (Quarta parte) img
Capítulo 25 O reino de Arcádia (primeira parte) img
Capítulo 26 O Reino de Arcádia (segunda parte) img
Capítulo 27 O Reino de Arcádia (terceira parte) img
Capítulo 28 O Reino de Arcádia (quarta parte) img
Capítulo 29 Salvando os bebês ( primeira parte) img
Capítulo 30 Salvando os bebês (segunda parte) img
Capítulo 31 Salvando os bebês (terceira parte) img
Capítulo 32 Salvando os bebês (quarta parte) img
Capítulo 33 O começo do fim img
Capítulo 34 Nota de agradecimento img
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Capítulo 3 Conhecendo os pais do Mateus

Estela

Mateus abriu a porta de sua casa, e eu o segui pelo corredor, deparando-me com seus pais, igualmente encantadores. A uma certa distância, eles emanavam uma aura de bondade, uma primeira impressão promissora.

Estela: -Boa noite! - cumprimentei com um sorriso, enquanto Melissa me acolhia em um abraço breve, antes de se afastar rapidamente.

Melissa: - Seja bem-vinda à nossa família, Estela! - suas palavras reverberavam em minha mente. Aquelas boas-vindas soavam tão sinceras quanto sua voz calorosa, mas eu podia sentir a complexidade que se escondia por trás daquelas palavras. Estava claro que Melissa, de alguma forma, estava tentando me entender melhor, como se eu fosse um quebra-cabeça a ser desvendado. Pairava no ar a curiosidade sutil, como se ela se perguntasse sobre a razão de uma garota estar acompanhando seu filho, como se nosso encontro fosse uma espécie de apresentação de namorados.

Miguel: - Vamos... - Miguel quebrou o momento ao me guiar até a sala, com Melissa à frente. Juntos, nos acomodamos no sofá.

Mateus: - Mãe, essa aqui é a minha... - antes que eu pudesse concluir, Estela me interrompeu.

Estela: - Amiga! Sou amiga do seu filho. - trocamos olhares, conscientes da necessidade de esclarecer a natureza do nosso relacionamento naquele momento. Esfrego a minha coxa discretamente e dou o meu melhor sorriso para o casal na minha frente, com medo de que eles pensem errado.

Melissa

"Ela está constrangida, Miguel..." - sutilmente, transmito meus pensamentos para Miguel, compartilhando um momento de humor interno diante da situação.

Miguel

"O Mateus puxou essa parte de mim, tadinha da garota." - escuto a risada silenciosa de Melissa através da nossa conexão única, e me uno a ela, ambos reconhecendo a dinâmica peculiar que o nosso filho herdou de nós.

Mateus

"Por que a Estela não me deixou falar nada? Eu queria apresentá-la como minha namorada... Tudo no seu tempo." - pondero, precisando internalizar essa lição ou daria tudo errado.

Mateus: - Estela, essa daqui é a minha mãe, Melissa, e esse é o meu pai, Miguel... - os apresenta formalmente, embora eu já conhecesse os nomes. - O jantar já está pronto? - pergunta a Melissa, que assente com um aceno de cabeça.

Melissa: - Sim, só estávamos esperando por vocês. A Aurora saiu, então só somos nós quatro hoje... - nos levantamos e nos dirigimos à cozinha. Estela, por um momento, parece hesitar, ficando para trás. Nesse instante, percebo que o jantar está acontecendo por ela. Ultimamente, nossas refeições em casa têm sido escassas, restringindo-se às refeições na empresa, uma encenação para esconder a verdade de que meus pais têm deixado de se alimentar. A luta contra a fraqueza, uma consequência da situação em que me encontrava, já estava deixando meu corpo exausto. Cansado de vomitar e de resistir ao impulso de consumir sangue, percebia que a batalha contra minha própria natureza vampírica estava minando minhas forças. No entanto, todas essas dificuldades pareciam desaparecer quando o via. Em sua presença, eu me sentia descontroladamente perdido, como se uma tempestade interna tomasse conta de mim, desviando-me do controle racional que tentava manter.

Estela

Recebo uma mensagem de um número desconhecido e decido abri-la.

"Isso não vai ficar assim, Estela... Isso é uma ameaça!"

Guardo imediatamente meu telefone, sentindo um arrepio de medo percorrer minha espinha. Faço o possível para não demonstrar a ansiedade que se instala, mas ao encarar os olhares desconfiados ao meu redor, percebo que talvez não esteja conseguindo mascarar totalmente a inquietação que se apoderou de mim.

Melissa: - Aconteceu alguma coisa, Estela?

Estela: - Não, dona Melissa. - limpo a minha boca com o guardanapo e nego balançando a cabeça.

Melissa: - Pode me chamar só de Melissa. - ela me oferece um sorriso sincero, e só agora percebo que são muito jovens para terem dois filhos. Não parecem os pais convencionais. a dinâmica familiar deles é intrigante. Após o jantar, Mateus me leva até seu quarto e exibe sua coleção de carros. "Um homem desse ainda tem uma coleção de carros?" a incredulidade ao vê-los falava mais alto e eu não conseguia controlar a minha curiosidade em avaliá-los. Eram bonitos pelo menos.

Mateus: - Me conta um pouco de você, Estela... - peço e me deito na cama enquanto ela se senta na beirada, abaixando o olhar para as mãos. Observo como ela lida com o assunto delicado, parecendo seguir o exemplo de Dulce Maria ao enfrentar questões difíceis.

Estela: - M-minha mãe faleceu, meu pai enfrenta o alcoolismo, e isso já é do conhecimento de toda a escola, aliás... - me viro, encarando o garoto que parece ler a minha alma e estar atento a cada palavras que sai de minha boca. - Trabalho meio período, gosto de me divertir... - apesar da minha vida ser corrida e eu ter muitos problemas, gosto de sair, ler e assistir filmes, pelo menos esqueço enquanto estou imersa nessas atividades. - A-antes, eu costumava sair com a Yasmin, mas depois que ela me traiu, não tenho mais ninguém, exceto você, que está conversando comigo, e a sua família... - revelo com uma certa reserva, percebendo o quão vulnerável estou naquele momento, deixando transparecer para alguém tudo o que se passava e passou. Quando Mateus me abraça e esconde o rosto em meu pescoço, sinto-me como uma estátua. A presença dele mexe profundamente comigo, indo além do que eu esperava sentir.

Mateus: - Agora, você tem a mim, e esqueça a sua ex-amiga ingrata. Ela perdeu alguém maravilhoso. Vou te ajudar a tirar seu pai da bebida; sempre cumpro o que prometo. - ele se afasta, delicadamente colocando uma mecha do meu cabelo para trás da orelha, e sorri afetuoso. As palavras dele são carregadas de compromisso. - Minha mãe costuma dizer que precisamos ter esperança e lutar por nossas conquistas. Minha conquista é você, Estela. Só tenho olhos para você, meu anjo de luz. - suas últimas palavras ressoam no ar, e não posso deixar de tremer os lábios. É uma expressão de carinho tão profundo, mas, ao mesmo tempo, a ideia de ser um "anjo de luz" me parece distante e inatingível. Eu, que sou tudo, menos isso. A vulnerabilidade toma conta de mim, e, por um momento, a luz que ele enxerga parece distante demais para ser minha realidade.

Estela: - Que brega, Mateus! Não tem outro apelido não? - pergunto, rindo. Sua boca se aproxima da minha orelha, causando-me arrepios pelo corpo.

Mateus: - Que tal, bebê? - balança a cabeça negando. - Vou te chamar de flor, gostou?

Estela: - Gostei, mas não me chame assim na frente dos outros.

Mateus: - Então você prefere que eu te chame assim quando estivermos a sós? - provoco, vendo suas orelhas ficarem vermelhas, um sinal de que a deixei envergonhada.

Estela: - Eu preciso voltar para casa... - mudo de assunto, buscando uma fuga.

Mateus: - Dorme aqui hoje.

Estela: - Não, Mateus. Ainda não aceitei o seu pedido, e meu pai já deve estar em casa.

Mateus: - Então eu te levo... - ela não diz nada, e pego sua mão. Descemos as escadas, e encontro meus pais se agarrando no sofá. Quando nos veem, se separam, e Estela desvia o olhar.

Melissa: - Desculpe-nos pela cena íntima... - Melissa, oferece um pedido de desculpas, reconhecendo a situação constrangedora com uma abordagem descontraída diante da exposição inadvertida. Miguel apenas observa a situação sem se preocupar conosco.

Mateus: - Até porque existe um lugar chamado quarto para isso, não é? - brinca, levantando uma das sobrancelhas, e aperto sua mão. Sua observação acrescenta humor à situação, fazendo referência ao óbvio enquanto mantém um tom descontraído. A dinâmica entre mãe e filho revela uma relação próxima e confortável, baseada em brincadeiras amigáveis.

Melissa: - E eu não te perguntei nada, seu enxerido! - ela apenas reage com sarcasmo. Eles estão à vontade com essas trocas de palavras espontâneas e diretas, o que me deixa constrangida.

Mateus: - Magoou o meu coração, mamãe. - ele toca o próprio coração de maneira dramática, e eu mordo os lábios para não rir. - Eu vou levar a Estela em casa.

Estela: - Tchau, Melissa e Miguel! - me despeço educadamente, encerrando a visita de maneira cortês.

Miguel: - Foi um prazer te conhecer, Estela.

Melissa: - Volte mais vezes e não esqueça de se prevenir, que esse daí é cabeça dura... - lanço um olhar feio para minha mãe, que não para de rir, e não sei onde enfiar a cara. Eles estão deixando Estela constrangida.

Mateus: - Mãe! - Grito e saio de casa, segurando a mão de Estela. - ao perceber o desconforto de Estela, decido intervir, chamando a atenção de minha mãe para encerrar a situação e deixar a casa. Segurar a mão de Estela simboliza meu apoio e a intenção de tirá-la do constrangimento.

Melissa: - Pirralho, eu só estava brincando.

Miguel: - Você também, está muito engraçadinha... - puxa a gola da minha camisa, dando-me um sorriso malicioso, e sei bem o que ele significa.

Melissa: - Eu vou te mostrar a engraçadinha... - me puxa, e saio andando junto com ela.

Miguel: - Melissa, meu amor, eu só estava brincando... - faço carinha de anjo, mas na verdade, quero que ela faça o que quiser comigo. Mas o que diz no momento seguinte, acaba com a minha alegria.

Melissa: - Já que você estava brincando, eu não vou fazer nada. Agora, se me der licença, estou indo para o meu quarto... - Melissa, me solta e sai correndo para o andar de baixo.

Miguel: - Eu vou te achar, sua diabinha!

Mateus: - Me desculpe pelo que a minha mãe disse, ela às vezes passa dos limites. - entro no carro, e ele dá partida, ajudando-me a colocar o cinto de segurança.

Estela: - Não precisa se desculpar, eles são bem legais.

Mateus: - E muito. O Pedro e o Jeremias são mais doidos que eles.

Estela: - A sua família é toda assim, alegre?

Mateus: - Sim, mas por dentro existe solidão e um passado que eles querem esquecer. A minha mãe e o meu pai passaram por tantas coisas, a minha avó e o vovô, eles são os que mais sofreram... - guerras passadas deixam marcas profundas, por mais que estejam enterradas no passado.

Estela: - Você pode me contar um pouco das histórias de cada um?

Mateus: - Infelizmente não. O que eu posso te dizer é só isso... - ainda não está na hora de contar para ela. A Estela precisa confiar em mim primeiro. Chego em frente à casa dela e vejo um homem sentado no beiral da escada com uma garrafa de cerveja na mão. Seu olhar procura o meu com medo.

Estela

"Droga, por que meu pai tem que estar bebendo justo do lado de fora?"

Meus pensamentos se tornam tumultuados enquanto observo a figura conhecida do meu pai lá fora. A garrafa de cerveja em suas mãos parece enfatizar a complexidade das minhas emoções, criando uma mistura desconfortável de vergonha e frustração. A cena, por um lado, é familiar, mas neste momento, ela se torna um incômodo lembrete de desafios pessoais. O peso emocional se intensifica, e eu me sinto dividida entre a gratidão pela noite agradável com Mateus e a tristeza pela realidade complicada que meu pai representa.

Estela: - Então, muito obrigada pelo jantar... - a expressão de agradecimento sai de meus lábios, tentando manter uma atmosfera de normalidade, apesar da presença desconfortável de meu pai ali fora. Saio do carro, buscando uma fuga momentânea. - Não precisa, Mateus. - minha tentativa de minimizar o impacto da situação é ignorada por Mateus, que segue em frente e cumprimenta meu pai, que nos encara. A atmosfera tensa entre Mateus e meu pai é palpável, e eu me sinto como uma testemunha silenciosa de dois mundos colidindo.

Mateus: - Prazer, senhor. Eu me chamo Mateus Alencar, amigo de sua filha.

Paulo: - O prazer é meu, me chamo Paulo. Que bom que a minha filha está fazendo novos amigos, pois ela só tinha a Yasmin como amiga. - ele me cumprimenta, mas suas palavras saem meio emboladas devido ao álcool.

Estela: - Mateus, por favor, vá embora. - tento conter a sua invasão, preocupada com a situação delicada em que meu pai se encontra. No entanto, Mateus parece não ouvir meu apelo e persiste, abaixando-se para ficar na altura do meu pai.

Mateus: - O senhor já procurou ajuda para se livrar do álcool?

Paulo: - Ajuda pra que?? Nada cura a dor que eu estou sentindo aqui. - ele aponta para o peito, suas palavras carregadas de um peso emocional profundo.

Mateus: - Se quiser ajuda, eu posso ajudar. - ofereço-me de bom grado, consciente dos perigos do consumo excessivo de álcool. A preocupação com a saúde de Paulo é evidente em minhas palavras.

Paulo: - Muito obrigado, rapaz, mas o que eu realmente preciso é disso. - se levanta e entra na casa laranja, deixando claro que, neste momento, ele busca alívio nas garrafas.

Estela: - Era pra você ter ficado no carro. O meu pai não vai parar de beber nem se tratando. - começo a subir as escadas, mas ele puxa meu braço, colando-me ao seu corpo.

Mateus: - Você vai ver, o seu pai vai se curar, e eu vou ajudá-lo, Estela. - ela desvia o olhar do meu, e eu pego em seu queixo, fazendo seus olhos encontrarem os meus. - Eu vou fazer o seu pai se livrar da bebida. - se uma conversa não resolveu, imagina manda-lo para uma clinica de tratamento? Então eu apelaria para outro método. A Estela poderia me culpar mais tarde por fazer isso, mas agora nçao voltaria atrás da minha decisão.

Estela: - Eu acho que você está se entregando demais, Mateus. Nem somos... - sou interrompida com um beijo, e sinto os seus braços envolverem o meu corpo, apertando-o contra o seu. Enfio minhas mãos dentro de seu cabelo, dando espaço para a sua língua se entrelaçar à minha, formando uma dança entre nós. Sua boca desce lentamente em direção à minha clavícula, traçando beijos pelo meu corpo até chegar ao meu pescoço, onde pressiona seus dentes na minha carne sensível, puxando-a sem pudor. A dor é intensa, assim como o prazer que se forma em meu corpo. - Para, Mateus! - me debato contra os seus ombros, tentando empurrá-lo, e quando consigo, ele se afasta, virando-se, com medo de me encarar. Toco o lugar, sentindo a ardência tomar conta, e fecho os olhos para buscar o fôlego.

Mateus

"Droga, droga!"

As presas não voltam ao normal, e me sinto um idiota por pressionar as coisas. Estela disse que queria um tempo, e eu quase acabei estragando tudo... Ainda mais se ela me visse com a boca suja e as presas afiadas à mostra.

Mateus: - Me perdoe, Estela. Eu preciso ir agora. - saio antes que ela fale alguma coisa, entro no carro e dou partida para casa.

Estela

"O que aconteceu com o Mateus? E por que ele não quis se virar para mim?"

Fico por um momento encarando o vazio e entro dentro de casa ainda sentindo o calor dos lábios dele em minha boca. Ele me enfeitiça, e não sei como.

Mateus

Assim que chego em casa, subo direto para o meu quarto e pego uma bolsa de sangue. Bebo tudo de uma vez para ver se as presas voltam ao normal. Quase mordi a Estela, caralho! Tenho que tomar cuidado da próxima vez.... Sinto uma mistura de culpa e preocupação por ter ultrapassado meus limites. A Estela merece mais do que isso, e eu preciso controlar meus instintos para não colocá-la em perigo.

Estela

Ao sair da escola, sinto uma coisa estranha rondar o meu corpo e quando olho para o lado, encontro o Mateus me acompanhando.

Estela: - AH! O que você está fazendo aqui?!

Mateus: - Vou te acompanhar até a sua casa, mi amor... - seu rosto cora e ela desvia o olhar. Não sei porque, mas sinto que há algo de errado com a Estela... Antes que ela dê mais um passo, suas mãos agarram a parede mais próxima, enquanto o seu corpo tremia e o seu rosto estava avermelhado, com as sobrancelhas franzidas.

Estela: - Me ajuda Mateus! - pego-a no colo, pegamos um táxi e o caminho todo a Estela se contorce de dor, me preocupando ainda mais.

Mateus: - Você está sentindo dor?

Estela: - Não, só é e-estranho, não sei como explicar isso... - mal consegue falar e desço do carro, pago o motorista e a tiro de dentro levando para dentro da mansão. Ela tentou protestar para que eu a colocasse no chão, mas ignorei os seus pedidos. - Você não está em condições de dizer nada Estela, só confie em mim. - abro a porta com um chute e encontro as minhas duas avós na sala.

Coloco a Estela no sofá e ela desmaia, se contorcendo de dor e o suor escorria pelo seu corpo, molhando os seus cabelos e roupas.

Mateus: - O que está acontecendo com a Estela?!

Cecília: - Não sabemos o que é... - deixo as duas examina-la e me afasto cruzando os meus braços. Isso não era normal.

Elizabeth: - É uma coisa muito estranha que ela está sentindo... - assinto, para que ela continue. a a Estela está ligada à magia.

Mateus: - Como?! Ela é apenas uma humana... - solto a pergunta surpreso e perplexo diante da ideia. Não senti qualquer sinal de magia vindo da Estela, e ela é uma simples mortal. "Como pode estar conectada à magia?, Como a minha presa pode ser um ser mágico, sem emanar sequer uma chama?"

Cecília: - Vou tentar me conectar com o passado dela, talvez eu possa encontrar alguma coisa. - acena com a sua mão irritado e fecho os meus olhos, adentrando sua mente, em busca de pistas. Surge diante de mim uma imagem da Estela pequena, numa cesta, em frente a uma casa. Uma mulher aperta a campainha, sai apressadamente e um casal aparece, pegando a cesta com hesitação antes de entrar na casa. Não há mais nada, exceto a visão fugaz da mulher misteriosa chorando num canto oculto, partindo sem deixar rastro. Abro os meus olhos recebendo um choque que interrompeu a busca, pois algo inexplicável me impedia de prosseguir.

Mateus: - Achou alguma coisa?

Cecília: - Não... - balança sua cabeça em negação e bagunço os meus cabelos, da mesma forma que minha mãe faz. Eu estava irritado comigo mesmo e por ela estar nesse estado lamentável, enquanto eu não podia fazer nada. Melissa me preparou para tudo, menos para uma situação como essa, quando você vê uma caça sua choramingando e tentando resistir aos infernos dentro de si. Era a mesma coisa, nas mãos de vampiros aproveitadores. Você morre e eles não deixam a pessoa em paz. - A Estela estava em um cesto, Mateus... Ela foi abandonada e entregue a outra família. Peço que não conte a ela. Vamos buscar informações dela, enquanto isso leve a menina para o quarto. A garota precisa descansar. - atraio sua atenção para mim, o tirando de seus pensamentos perturbadores e ele a pega, subindo as escadas.

Elizabeth: - Sei que não disse a verdade, Cecília. - nos sentamos no sofá, e ela suspira, revelando uma preocupação que vai além do que estamos percebendo.

Cecília: - Está certa, não queria preocupá-lo. A Estela tem uma ligação com a magia, só não sei como. Mas, alguma coisa está acontecendo no outro mundo para ela ficar assim... - suas palavras carregam uma ponta de incerteza, uma inquietação diante do desconhecido que paira sobre nós.

Elizabeth: - Acho que a mãe da Estela deve estar na Vila das Sombras para ela ficar assim. Um conflito entre as duas vilas deve estar acontecendo... - ela olha para o horizonte, como se pudesse visualizar o que está além do alcance dos olhos, e suas palavras revelam uma apreensão profunda.

Cecília: - Espero que nada aconteça com eles e nem com a vila... - um desejo sussurrado, carregado de preocupação, ecoa em minhas palavras. Não poderia acontecer outra guerra, ou esse mundo acabaria em pedaços, assim como no passado.

Lembro-me das ruínas e destroços deixados para trás, vestígios de uma matança que se tornou uma cicatriz na história. A sede de poder, a vingança e o rancor contra os vampiros e bruxas desencadearam uma guerra que consumiu tudo em seu caminho. Até mesmo aqueles que não se envolveram diretamente na luta pagaram o preço, vítimas de uma violência desmedida. A exclusão e o medo marcaram aqueles tempos sombrios, fazendo com que os outros seres temessem e evitassem qualquer associação conosco. Não podemos permitir que o passado se repita e é por isso que qualquer deslize pode se tornar em uma tragédia.

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