Após o delicioso jantar com meu pai, envolvo-me na tarefa de ajudá-lo a lavar e secar a louça.
Estela: - Fiquei genuinamente feliz por você, pai. Meu coração quase saltou pela boca quando mencionou sua determinação em mudar.
Paulo: - Quero que minha filha se orgulhe de mim, não mais envergonhada por ter um pai afundado no vício... - me abraça e nossas lágrimas se entrelaçam. Era isso que eu queria, o calor paterno, por mais que o materno não exista mais.
Estela: - Superaremos isso juntos, pai. Pela memória da mamãe no céu, você conseguirá vencer esse vício, eu sei...
Paulo: - É o que mais desejo agora. Bem, preciso sair... - olho para ele com olhos desconfiados.
Estela: - Vai sair para beber?! - ele levanta as mãos em rendição e começa a rir.
Paulo: - Calma, meu amor, vou sair com uma amiga, preciso deixar a casa livre para os pombinhos se divertirem... - Dou um tapinha em seu ombro, sem saber onde esconder meu constrangimento.
Estela: - Pai, para com isso, está me envergonhando... Ele segura meus ombros, dizendo:
Paulo: - Não deixe que aquele rapaz escape. Só pelo olhar dele, dá para ver que realmente te ama. Siga o seu coração, minha filha. Se não quiser ficar com ele, seja sincera, não só com ele, mas também consigo mesma. Agora, estou indo. Boa noite e se cuide.
Estela: - Boa noite, pai. Quem precisa se cuidar é o senhor. Já vou avisando, se chegar aqui amanhã cheirando a bebida, vou ficar sem falar com você pelo resto da vida... - ameaço, sabendo que é a única maneira de impedir que meu pai volte ao vício.
Paulo: - Calma, minha filha. Já vou indo, e prometo que vou voltar... - ele sai, eu tranco a porta, e agora, vamos descobrir essa tal surpresa. Caminho até a porta e tento abri-la, mas está trancada.
Estela: - Mateus, abre a porta! - bato várias vezes, gritando com ele. O garoto estava na minha casa e, para piorar, queria se apossar dela, trancando tudo.
Mateus
Dali, ouço toda a conversa deles. Estela deve estar radiante por saber que o pai quer mudar. Abro a porta, ela me encara, entra no quarto e observa ao redor, as lágrimas escorriam pelo seu rosto sem cessar.
Estela: - O que é isso, Mateus?! V-você quer me matar do coração? - o quarto está meticulosamente decorado com rosas e uma caixa de bombons, o meu preferido, repousa na cama. O ambiente está impregnado de um perfume irresistível. Sinto o seu corpo se aproximar do meu, envolvendo-me em um abraço.
Mateus: - Esta é a sua surpresa, Estela. Tudo precisava ser perfeito... O seu pai me ajudou.
Estela: - Por que tudo isso?... - não entendo o porquê dele fazer tudo isso por mim. Quem diria que o Mateus Alencar estaria aqui fazendo uma surpresa? Se eu não o conhecesse, diria que é tudo mentira. O homem se ajoelha, segurando a minha mão e olhando-me com carinho.
Mateus: - Estela, desde o momento em que nossos olhares se cruzaram, algo dentro de mim despertou. Sinto uma conexão tão profunda que ultrapassa a própria vida... Permita-me ser seu protetor nas sombras, seu amante na escuridão. Aceita namorar comigo e dividir teus pesos que carregas comigo?
Estela
O tão esperado pedido finalmente chegou, e não tenho a mínima ideia do que posso falar. O pedido foi mais que perfeito, e o Mateus é perfeito, pelo menos para mim. Todas as pessoas têm suas imperfeições, mas mesmo assim, eu o amo por ser assim. Fofo e meio invasivo.
Estela: - E-eu... Eu também te amo, Mateus. Você me trouxe felicidade e cor à minha vida. Às vezes, sinto vergonha por ser quem sou, mas você me fez mudar a minha opinião sobre mim mesma. Você não sabe o quanto sou grata por estar ajudando meu pai a se livrar do álcool. - aperto suas mãos. - Aceito o seu pedido, meu namorado. - coloca um anel de compromisso no meu dedo, deixando um beijo ali antes de se levantar.
Mateus: - Eu estou tão feliz de estar ao seu lado. - me abraça, e enterro meu pescoço em seu peito, chorando.
Estela: - Para com isso, você vai me fazer chorar mais ainda... - segura meu rosto com as mãos, fazendo-me encará-lo.
Mateus: - Isso é o que eu quero, que você chore apenas por mim, para que eu possa enxugar as tuas lágrimas, meu amor.
Estela: - Você é um bobo!
Mateus: - E você gosta desse bobo, não é?
Estela: - Gosto não, eu o amo. - sua boca se apossa da minha, e sua língua pede passagem. As nossas línguas se entrelaçam em um ritmo calmo e sensual, como se quiséssemos lembrar deste momento. Aperta minha cintura, colando-me mais ao seu corpo. O desejo do Mateus por meu corpo é difícil de se explicar. Ele se afasta, olhando-me profundamente.
Mateus: - Tem certeza que quer isso?
Estela: - Tenho, nunca tive total certeza na minha vida. - fico nas pontas dos pés, tomando a iniciativa de beijá-lo. Ele me leva para a cama, seus lábios descem para o meu pescoço, mordiscando um pouco, tirando minha blusa, e me olha admirando cada parte do meu corpo.
Mateus: - Você é linda, Estela... E é só minha, anjo. - faz com que eu caia na cama, ficando sobre mim. Aproveito a oportunidade e tiro sua blusa, olhando cada parte do corpo perfeito. Toco seu abdômen, que se contrai ao meu toque. Não precisamos dizer nada naquele momento, ele sabe que eu quero, e não darei para trás agora.
Estela: - Me faça sua, Mateus... - suas mãos puxam minha calça, deslizando pelas minhas pernas. Fecho os olhos, sentindo as borboletas no meu estômago ao sentir o contato delas alisando as. Quando os abro de novo, vejo-o se afastar e tirar sua calça. Não está de cueca, então seu membro fica praticamente visível. Mordo os lábios com uma pergunta rondando na minha mente.
Mateus: - Gostou do que vê, meu amor? - provoca, e concordo.
Estela: - S-sim. - escondo o rosto entre as mãos com vergonha, ele ri, tirando meu sutiã.
Mateus: - Agora estou conhecendo a Estela safadinha. - suas mãos massageiam a auréola rígida do meu seio. Afasto a mão do rosto, olhando para ele, que se aproxima a centímetros dos meus lábios. Um gemido inesperado sai pela minha boca quando sua boca desce para um dos meus seios, em resposta, agarro seus cabelos, incentivando-o a continuar. "Eu nunca senti isso, é tão... Tão bom..."