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Seduza-me meu CEO perverso
img img Seduza-me meu CEO perverso img Capítulo 4 Um pouco de diversão
4 Capítulo
Capítulo 6 Um jogo perigoso img
Capítulo 7 Ele não é um santo. img
Capítulo 8 O terapeuta img
Capítulo 9 Um desafio img
Capítulo 10 A punição img
Capítulo 11 Noite de aposta img
Capítulo 12 O jogo da sedução img
Capítulo 13 Falta de controle img
Capítulo 14 A fuga img
Capítulo 15 Além do prazer img
Capítulo 16 Dilema moral img
Capítulo 17 O ex de novo img
Capítulo 18 Sucção involuntária img
Capítulo 19 Além dos limites img
Capítulo 20 Um inimigo img
Capítulo 21 Marcando seu território img
Capítulo 22 Primeiro ato de rebelião img
Capítulo 23 A reação do CEO img
Capítulo 24 Quem é aquela mulher img
Capítulo 25 A tatuagem img
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Capítulo 4 Um pouco de diversão

¿Eu estava imaginando? ¿Ou de verdade havia algo mais na voz dele, no jeito como me olhava? Antes que eu pudesse entender, me levantei, decidida a não deixar que me visse duvidar.

-Entendido -disse, cortante, e me virei para ir embora.

Enquanto caminhava pelo corredor, não conseguia parar de pensar naquela advertência. Era só por causa do trabalho? Ou tinha algo mais pessoal na forma como ele reagiu?

Minha cabeça era uma bagunça, mas uma coisa estava clara: Lisandro Duvall estava começando a se infiltrar nos meus pensamentos, e eu não sabia se isso me dava medo ou me excitava mais do que queria admitir.

Naquela noite, quando cheguei em casa, joguei a bolsa na entrada e me joguei no sofá com um suspiro que parecia tirar todo o ar de mim. Sebastián saiu da cozinha com uma garrafa de vinho tinto na mão.

-E aí? Como foi seu segundo dia de glória? -perguntou, servindo uma taça para mim.

Peguei a taça como se fosse a única coisa que me mantinha à tona e dei um gole longo.

-Sobrevivi a uma reunião com um cliente desconfortável e a mais um round com o CEO que não sei se quer me demitir ou... alguma outra coisa -disse, e contei tudo: o comentário de Varela, a advertência de Lisandro, e aquela tensão que me deixou tremendo.

Sebastián ouviu com os olhos bem abertos, e quando terminei, soltou uma gargalhada que quase derrubou o vinho.

-Sabe o que isso significa, né? -disse, ainda rindo-. Já te falei, esse homem não está acostumado a ser enfrentado, e você está tirando ele do sério.

Franzi a testa e dei outro gole no vinho.

-Espero que não -respondi, embora, enquanto falava, uma parte de mim me traísse. Porque, no fundo, a ideia de deixar Lisandro Duvall louco me agradava mais do que queria admitir. E isso, sem dúvida, era um problema.

Fiquei largada no sofá da sala, enquanto Sebastián voltava para a cozinha. Fechei os olhos e soltei um suspiro longo, daqueles que parecem arrancar um pedaço da alma. Queria desligar, apagar o cérebro e esquecer de tudo. Mas, como sempre, Sebastián tinha outros planos para a minha noite.

Ele voltou com uma energia que eu não entendia de onde vinha, cantarolando uma música pop que tocava no rádio da cozinha. Observei a roupa dele: uma camiseta justa que marcava cada músculo dos braços e um jeans que parecia gritar "olha pra mim". Parou na minha frente, cruzou os braços e me olhou com aquele sorriso travesso que sempre era o prelúdio de alguma loucura.

-Val, não me diga que vai passar a noite assim, jogada como se tivesse sido atropelada por um caminhão -disse, arqueando uma sobrancelha.

-Sebas, tô morta, hoje foi um inferno -respondi, fechando os olhos de novo. A última coisa que queria era me mexer dali.

-Razão de mais pra sair. Você precisa se distrair, soltar todo esse estresse que tá carregando. Vamos pra um clube, conheço um novo, exclusivo, daqueles que te fazem esquecer até como você se chama. Vai adorar.

Abri um olho e o encarei com desconfiança. Um clube? Sério? A única coisa que eu via no meu futuro eram chinelos e uma série na TV, não salto alto e luzes. Mas Sebas tinha esse dom: conseguia te convencer de qualquer coisa com aquela mistura de entusiasmo e carisma que desarmava qualquer um.

-Agora? Não sei se tô a fim disso -disse, embora minha voz já não soasse tão firme.

-Claro que sim. Você coloca uma roupa bonita, toma uma bebida, dança um pouco e pronto, nova em folha. Quando foi a última vez que fez algo por você, Val? Algo divertido?

Fiquei quieta um segundo, pensando. Ele tinha razão. Desde antes de chegar nessa cidade, eu só me concentrei em estudar, e agora era trabalho e mais trabalho. Nem uma saída decente, nem uma noite só para mim. Suspirei, rendida.

-Tá bom, mas não fico até tarde -avisei, me levantando do sofá com todo o esforço do mundo.

Sebastián deu um pulo de animação, como se eu tivesse dito que íamos de férias, e correu pro quarto gritando alguma coisa sobre achar a camisa perfeita.

Eu fiquei parada na sala, me perguntando se de verdade tinha vontade disso. Mas, que diferença fazia? Talvez uma noite fora fosse exatamente o que eu precisava para tirar Lisandro da cabeça e respirar um pouco.

Meia hora depois, estávamos num táxi rumo ao centro. Eu usava um vestido preto justo que Sebas insistiu que eu colocasse -"É sexy mas elegante, Val, confia em mim!"-, e ele não parava de falar sobre como a noite ia ser épica.

O vestido era curto, com um decote que não mostrava demais, mas deixava o suficiente à mostra, e me fazia sentir um pouco mais segura de mim mesma, embora eu não fosse admitir em voz alta.

Sebas, por sua vez, usava uma camisa de seda azul que caía como uma luva e uma calça justa que não deixava nada à imaginação.

Enquanto o táxi avançava pela cidade, eu me olhava no reflexo da janela e me perguntava se esse plano ia ser um desastre ou uma salvação.

Quando chegamos ao clube, a fila do lado de fora era eterna, cheia de gente com cara de modelo de Instagram. Mas Sebas, fiel ao estilo dele, cumprimentou o segurança com um piscar de olho e um aperto de mão que parecia um código secreto.

Entramos como se fôssemos VIP, e eu não consegui evitar me sentir um pouco importante, mesmo que só por um segundo. Lá dentro, o lugar me deixou de boca aberta: luzes baixas que mudavam de cor com a música, sofás de couro preto que pareciam saídos de um filme, e um balcão brilhante. A música eletrônica tinha um ritmo que te prendia.

-Isso é outro nível -disse, olhando ao redor enquanto seguia Sebas até uma mesa perto da pista de dança.

-Eu te falei, né? Aqui você esquece de tudo -respondeu, piscando pra mim com aquela confiança dele.

Sentamos e pedimos dois gin tônica. Enquanto esperávamos, Sebas começou a me contar sobre um modelo estrangeiro que conheceu numa festa na semana passada. Segundo ele, era alto, loiro, com uns olhos que "derretem a alma", e -surpresa- tinha um encontro com ele naquela mesma noite no clube.

-Não me diga que me trouxe de babá -brinquei, dando um gole na bebida quando chegou. O gin estava gelado, com aquele toque de limão que o deixava perfeito.

-De jeito nenhum, você faz o que quiser. Só quero que relaxe e se deixe levar -disse, levantando a taça pra brindar.

Batemos as taças, e com cada gole eu sentia o nó no peito se soltando. A música, as luzes, o murmúrio da gente ao redor... tudo começava a me deixar mais leve.

Sebas não parava de olhar pra porta, esperando a chegada dele. De repente, se levantou de um pulo, com os olhos brilhando como se tivesse visto um tesouro.

-Aí está -disse, apontando pra um cara loiro que entrava pela porta principal. Era alto, com o cabelo bagunçado daquele jeito que parecia casual mas que com certeza levou meia hora na frente do espelho, e um sorriso que iluminava o lugar-. Vou cumprimentar ele, fico aqui, já volto.

Vi ele ir embora com aquela energia e fiquei sozinha na mesa, observando o clube. Havia casais dançando tão colados que pareciam uma pessoa só, grupos rindo alto e gente que parecia saída de revista de moda.

Me senti um pouco deslocada, como se não encaixasse direito naquele mundo de glamour e descontrole, mas o álcool ajudava a não me importar tanto. Terminei o gin tônica e decidi ir pegar outra bebida. Levantei, desviei da gente que se mexia no ritmo da música e cheguei ao balcão.

Pedi um mojito e, enquanto esperava, senti algo estranho, como se alguém estivesse me olhando fixamente. Foi uma sensação que subiu pela minha espinha, um arrepio que eu não conseguia ignorar.

Virei rápido, sem pensar, e esbarrei num corpo firme. Quando levantei o olhar, meu coração parou. Era Lisandro Duvall. Sim, o Lisandro, meu chefe, o cara que me deixou com os nervos à flor da pele desde o primeiro dia.

Estava vestido mais casual que no escritório: jeans escuros que caíam perfeitos nele e uma camisa preta que se grudava no corpo de um jeito impossível de não notar.

Mesmo casual, continuava com aquela presença imponente, como se o clube inteiro girasse ao redor dele. Me olhou com aqueles olhos azuis que pareciam me atravessar, e por um segundo senti o tempo congelar.

-Não esperava te ver aqui -disse, a voz calma mas com um tom que me deixou ainda mais nervosa.

Eu, ainda em choque, consegui responder com um pouco de sarcasmo pra disfarçar:

-Veio me vigiar ou o destino continua nos cruzando por acaso?

Lisandro não respondeu na hora. Em vez disso, pegou meu copo de mojito do balcão, deu um gole lento -como se fosse a coisa mais normal do mundo- e me devolveu.

O gesto foi tão inesperado, tão íntimo, que senti o calor subir pelas bochechas. Meu coração deu um salto, e por um momento não soube o que dizer nem onde me enfiar.

-Talvez seja o destino -disse ele em voz baixa, quase um sussurro, enquanto me entregava o copo.

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