Laura cortou a corda com um sorriso, sua expressão inocente, mas ao mesmo tempo sinistra, enquanto Evelyn assistia em horror.
Para Laura, isso não era uma questão de vida ou morte, mas sim uma brincadeira para seu divertimento.
Quando a corda se rompeu, Evelyn fechou os olhos com força, sentindo um frio percorrer seu corpo. O vento uivante e seu coração disparado eram tudo o que ela ouvia.
Ela imaginou sua morte horrível, incapaz de se salvar.
Os segundos passavam, mas estranhamente, ela não sentiu a queda.
Ela entreabriu os olhos e olhou para cima. Além da corda rompida, outra a segurava com firmeza.
Era a corda de segurança extra que Kristian havia mandado providenciar.
Ao perceber isso, Laura também notou, seus lábios se curvaram em desdém, seus olhos brilhando com malícia evidente. "Evelyn, que pena. Achei que você estava perdida de vez. Não importa, vou te ajudar novamente."
Ela puxou a faca novamente, sorrindo enquanto se aproximava da corda de segurança.
Ruby ofegou em descrença, levando a mão ao peito e recuando.
Os outros, embora inquietos, não tinham laços com Evelyn e não queriam contrariar Laura. Eles ficaram ali, desinteressados.
Justo quando a lâmina se aproximava da corda, Kristian avançou, caindo de joelhos e bloqueando a faca com as costas da mão.
Um corte apareceu, sangue escorrendo da ferida.
Laura não esperava que ele protegesse Evelyn. Furiosa, ela jogou a faca de lado, suas feições delicadas se torcendo.
O ciúme a consumia, e ela perdeu toda a razão. "Kristian, eu sou sua esposa! Você está protegendo Evelyn porque ainda a ama, não é?"
Normalmente, quando Laura fazia uma cena, Kristian assumia a culpa, acalmando-a com elogios. Desta vez, ele permaneceu em silêncio.
Apertando os dentes contra a dor, ele se esforçou para puxar Evelyn do oitavo andar.
Quando ela finalmente desabou, fraca, na varanda, ele relaxou, o sangue pingando de sua mão enquanto ele ofegava por ar.
"Por quê...?" Evelyn tossiu, sua voz mal saindo como um sussurro.
Por que salvá-la? Ela não entendia, não conseguia acreditar.
Para ela, ele deveria ter ficado friamente com os outros, aplaudindo a crueldade de Laura.
Afinal, dinheiro e poder eram o que importavam para ele, não eram?
Kristian parecia não ouvi-la. Ele limpou suas roupas, levantou-se e se aproximou de Laura com seu sorriso habitual de apaziguamento. "Laura, você está exagerando. Você é a única que amo agora. Eu só não queria que você se sujasse com sangue nas mãos. Se você quer atormentar Evelyn, há outras maneiras, certo?"