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REFÉM
img img REFÉM img Capítulo 3 SEM SAÍDA.
3 Capítulo
Capítulo 6 Ganhar tempo. img
Capítulo 7 Hot🔥 img
Capítulo 8 Guerra interna. img
Capítulo 9 FUGA INTERROMPIDA. img
Capítulo 10 CHOQUE DE REALIDADE. img
Capítulo 11 ENTREGUES. img
Capítulo 12 Guerra interna e pressão externa. img
Capítulo 13 Mudança na rota. img
Capítulo 14 um filho por um filho. img
Capítulo 15 O sumiço do anel de jade. img
Capítulo 16 O INÍCIO DA QUEDA. img
Capítulo 17 UMA PROMESSA. img
Capítulo 18 O retorno pra casa. img
Capítulo 19 Não sei mais em quem acreditar. img
Capítulo 20 estou tão confusa... img
Capítulo 21 Carter se mostra cúmplice. img
Capítulo 22 Não sei mais no quê acreditar. img
Capítulo 23 Ele não mentiu... Não, mentiu! img
Capítulo 24 A verdade escancarada. img
Capítulo 25 É ELE! não acredito. img
Capítulo 26 MAIS QUE UMA PROMESSA. img
Capítulo 27 sufocada pela verdade. img
Capítulo 28 Versão Delma (mãe de jade) img
Capítulo 29 Planos. img
Capítulo 30 O Inimigo ao Meu Lado img
Capítulo 31 Fuga. img
Capítulo 32 Um lugar proibido. img
Capítulo 33 Entrega ardente. img
Capítulo 34 Eu não quero te perder pra isso. img
Capítulo 35 Decepção. img
Capítulo 36 Não, não... Ele não podia ter feito isso. img
Capítulo 37 A cavalaria. img
Capítulo 38 O doce gosto da vitória. img
Capítulo 39 Pacto silencioso. img
Capítulo 40 Eu só quero ser sua. img
Capítulo 41 Que vença o melhor. img
Capítulo 42 ACABOU... finalmente .. acabou. img
Capítulo 43 LONGE DE TI. img
Capítulo 44 Não é o fim, é só o começo. img
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Capítulo 3 SEM SAÍDA.

CAPITULO 03

Ela está ali, deitada no colchão imundo, o rosto virado para o lado, os cabelos espalhados pelo rosto. Ainda amarrada. Ainda desafiadora.

Fico parado diante dela, observando. O corpo pequeno, os pulsos vermelhos por causa das cordas, o peito subindo e descendo rápido. Não sei se de medo ou de raiva.

Talvez os dois.

Me abaixo, pego os pulsos dela e começo a desfazer os nós. Ela não luta. Só me encara com aqueles olhos cheios de fogo, esperando a próxima jogada.

- Anda, come essa merda - digo, sem paciência, apontando para o prato de comida sobre a mesa.

Ela vira o rosto, e por um segundo acho que vai me ignorar. Mas então ela cospe no chão.

Lenta. Deliberada.

Levanto uma sobrancelha.

- Tô cansando disso! - a voz dela sai firme, cheia de desafio.

Um sorriso surge no canto dos meus lábios. Desdém puro.

- Ah, é?

Ela senta na cama, os pulsos livres agora, mas ainda vermelhos da pressão da corda. Me olha como se quisesse me matar.

- Fala de uma vez o que você quer comigo!

Cruzo os braços, me divertindo com a impaciência dela.

- Com você? Nada.

Os olhos dela se arregalam. A indignação está estampada no rosto.

- Já com seu pai...

Ela aperta os lábios, me analisando. Então franze o nariz, como se finalmente tivesse entendido.

- Eu sabia! Você quer dinheiro, né? É isso!? Sempre o maldito dinheiro!

Reviro os olhos.

- Por que não liga logo e pede o resgate? Vamos, acaba logo com isso!

Ela quer me apressar, quer que isso acabe. Só que não vai acabar. Não tão cedo.

Solto uma risada baixa, seca.

- Tá rindo de quê!? O que tem de tão engraçado!?

Cruzo os braços, sem tirar os olhos dela.

- Você.

Ela se debate, ainda sentada, os punhos fechados como se quisesse socar alguma coisa.

- Você acha que é por dinheiro?

Ela para. O silêncio pesa entre nós.

Aproveito a hesitação dela para dar mais um passo. Meu tom se torna mais sombrio.

- Seu pai acabou com a minha vida.

O fogo nos olhos dela vacila.

Meu maxilar trava, a raiva sobe queimando.

- E eu vou acabar com a dele.

Ela se afasta instintivamente quando me aproximo mais. Mas é inútil. Seguro seus pulsos de novo, puxo suas mãos e começo a desfazer os nós. Meus dedos apertam um pouco mais do que deveriam.

- Agora, anda! Come essa merda!

Me afasto. Ela olha para as cordas caídas no chão e então para mim. Então, do nada, se levanta e corre.

Idiota.

Ela não dá nem três passos antes que eu a pegue pela cintura e a tire do chão.

- Agggh!!! Me larga!!

Ela se debate, mas não tem força suficiente pra escapar. Em dois segundos, a jogo de volta na cama.

- Fica aí!

Ela cai com força, os cabelos bagunçados cobrindo parte do rosto. A cama range. Ela me olha com puro ódio, e isso deveria me irritar. Mas não irrita.

- Não adianta tentar fugir! E se não quiser comer, não come, caralho!

O silêncio entre nós é cortante. Ela tira os cabelos do rosto, ainda furiosa.

- Pode tentar resistir, mas você não vai chegar a lugar nenhum.

Não espero resposta. Viro de costas, saio do quarto e bato a porta com força, trancando-a atrás de mim.

Ela pode gritar, se debater, me odiar o quanto quiser.

Isso aqui tá só começando.

.....

Saí do quarto puto. A mão foi direto pra gravata, puxando-a com força enquanto afrouxava o nó. O tecido arranhou minha pele, mas eu nem liguei.

Cada músculo do meu corpo estava tenso. Andei até a sala e me joguei no sofá, furioso. Passei a mão pelos cabelos, tentando controlar a onda de raiva que subia dentro de mim. Os botões da camisa foram os próximos a serem abertos, um por um, rápido e bruto. O peito subia e descia pesado.

Suspirei, soltando o ar devagar, tentando colocar os pensamentos no lugar.

Isso não era o que eu tinha imaginado.

Achei que ela fosse entrar em choque. Que fosse chorar, se vitimizar, implorar. Mas não. Jade era atrevida, teimosa e estava conseguindo me tirar do sério de um jeito que eu não esperava.

A maldita cuspiu no chão, me desafiou na minha cara. Tentou fugir bem na minha frente.

Idiota.

Passei a mão pelo rosto, tentando calcular o que fazer a seguir. Eu não tinha me preparado pra tanta resistência. Não dela.

Mas se ela achava que podia me desafiar assim, estava muito enganada.

....

A ideia veio no meio da raiva. Ela queria ser teimosa? Tudo bem. Mas eu não ia dar mais nenhuma chance pra que tentasse fugir de novo.

Peguei o celular e fiz a ligação. Meu contato atendeu no segundo toque.

- Preciso de um rastreador. Pequeno. Discreto. - Minha voz saiu firme, sem espaço pra discussão.

- Consigo pra você. Encontro daqui a duas horas no mesmo lugar de sempre.

Desliguei sem dizer mais nada.

A noite passou enquanto eu dirigia pra encontrar o cara. Peguei o rastreador, testei, garanti que funcionava perfeitamente. No caminho de volta, o sol já estava nascendo, tingindo o céu de laranja e dourado.

Quando entrei no quarto, ela estava acordada, sentada na cama, os joelhos dobrados contra o peito. A bandeja de comida ainda estava no mesmo lugar, intocada.

Jade me viu e instantaneamente se afastou, os olhos cheios de alerta.

- Não chega perto de mim! - A voz dela era cortante, mas eu só sorri.

Caminhei até ela devagar, predador.

- Só quero conversar.

- Conversar uma ova! - Ela se arrastou pra mais longe, encostando as costas na parede.

Suspirei, parando ao lado da cama.

- Tudo isso deveria ser mais fácil. Mas você não tá cooperando.

- Não quero saber! - Ela cruzou os braços, o olhar queimando.

Meu maxilar travou.

- Mas vai saber. Porque tudo isso é culpa do seu pai.

Ela não respondeu, mas eu vi a hesitação em seu olhar. Mesmo tentando parecer indiferente, aquela informação fez algo dentro dela vacilar.

Aproveitei a brecha e avancei. Ela tentou se afastar de novo.

- Você não vai fugir mais!

Antes que ela pudesse reagir, agarrei seu pulso e puxei. Ela se debateu, mas não tinha chance contra minha força.

- Não! Sai... Sai!!!

Ignorei os protestos, girando seu corpo pequeno e prendendo-a contra mim. Ela se contorcia, mas eu era maior, mais forte. Meus braços a imobilizaram, e antes que ela pudesse gritar mais, puxei o pano embebido em álcool e pressionei contra o nariz dela.

- Shhh... vai ser rápido, princesa.

Ela lutou, tentou me arranhar, mas em segundos os movimentos ficaram mais fracos. A respiração desacelerou e o corpo amoleceu contra o meu.

Eu a deitei com cuidado na cama, afastando os cabelos do rosto dela.

Tão bonita. Mas tão atrevida.

Peguei o rastreador e o inserir atrás da nuca dela, pressionando suavemente, ela jamais saberá pois era tão pequeno quanto um grau de arroz.

Agora ela estava presa a mim.

Mesmo que não quisesse.

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