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Capítulo 2

Ponto de Vista: Helena

Enquanto eu estava de luto, Kael cobria Daiane de presentes - uma nova cobertura com vista para a cidade, um carro esportivo vermelho-cereja, a vida que eu deveria ter.

Eu via as fotos online, uma galeria do meu futuro roubado que servia como um contraste gritante e doloroso para a minha realidade.

Paguei o caixão simples de Léo com meu cartão de crédito. Levei suas cinzas em um pequeno barco e as espalhei no mar cinzento e agitado.

Sozinha.

Kael não foi ao funeral. Ele nem sequer ligou.

Ele enviou um arranjo absurdamente grande de lírios brancos, uma flor que sempre detestei. Joguei no lixo sem nem olhar o cartão.

Ele finalmente ligou três dias depois.

Sua voz era impossivelmente casual, como se estivesse perguntando sobre o tempo.

"Oi. Sinto muito pelo seu irmão."

Um nó frio e duro se apertou no meu estômago.

"Você escolheu um santuário de gatos em vez da vida dele", eu disse, minha voz sem emoção.

Ele suspirou, um som de pura exasperação. "Helena, foi uma boa jogada de imagem. Você tem que pensar no quadro geral."

Ouvi Daiane rir ao fundo, um som agudo e tilintante que me deu arrepios.

"Vamos comprar anéis mais tarde, amor?", ela arrulhou.

A última brasa vacilante de amor que eu tinha por Kael morreu naquele momento.

Simplesmente... se apagou.

No dia seguinte, pedi ao meu advogado para preparar os papéis do divórcio. Kael me fez assinar um acordo pré-nupcial anos atrás, um que me deixava com quase nada.

Com uma mão que não tremia, assinei meu nome de solteira, Helena Ramos, e enviei uma foto do documento para o contato jurídico que o pessoal de Josué havia fornecido.

Eu só queria acabar com aquilo.

Havia algumas coisas de Léo no primeiro e minúsculo apartamento que Kael e eu compartilhamos, antes do dinheiro e do poder. Eu tinha que pegá-las antes que se perdessem para sempre.

Ao me aproximar do prédio antigo, minha respiração ficou presa na garganta. A Mercedes-Maybach preta de Kael estava estacionada bem embaixo da nossa antiga janela, um predador elegante em uma parte esquecida da cidade.

Meus próprios pés me levaram pelas escadas rangentes, minha mão tremendo enquanto eu encaixava a chave antiga que ainda guardava no meu chaveiro na fechadura.

A porta se abriu com um rangido, e eu os vi.

Kael tinha Daiane pressionada contra a parede - a mesma parede onde nossa primeira foto juntos costumava ficar. Ele a beijava, as mãos emaranhadas em seu cabelo loiro, com uma paixão que eu não via nele há anos.

Eu congelei, uma estátua esculpida de sombra no corredor, incapaz de respirar.

"Comprei o quarteirão inteiro", Kael murmurou contra os lábios dela, sua voz densa de possessividade. "Vou demolir tudo para construir uma nova torre. A cobertura é sua."

Ele estava me apagando. Apagando *nós*.

Ele estava literalmente demolindo nosso passado para construir um futuro para ela.

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