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Capítulo 7

Ponto de Vista: Daiane

Entrei no quarto do hospital, o cheiro de antisséptico e das peônias enjoativas de Kael fazendo meu nariz franzir.

Helena estava sentada na cama, pálida e patética. Um caso de caridade. Era tudo o que ela sempre fora - algo que Kael havia tirado da sarjeta em um momento de fraqueza.

"Você realmente não pertence a este mundo, não é?", eu disse, deixando a porta clicar atrás de mim.

Encostei-me na parede, cruzando os braços. "Ainda se fazendo de vítima."

Peguei meu celular. "Lembra disso?" Apertei o play em um vídeo do colégio. Eu, segurando-a. O compasso na minha mão. O brilho da agulha enquanto eu gravava a palavra "Inútil" em seu pulso. Seus soluços patéticos.

"Kael já viu", acrescentei casualmente. "Ele achou hilário. 'Coisa de criança', ele disse."

A cor sumiu do rosto dela, deixando-o uma máscara de porcelana em branco.

"Ele me contou tudo, sabe", murmurei, aproximando-me da cama. "Sobre sua depressão. Como você costumava cortar os braços para chamar a atenção. Ele até disse que Léo era um... qual foi a palavra? Um fardo. Um dreno financeiro."

Vi o brilho em seus olhos, a mudança do choque para a raiva pura e absoluta.

"Ah, e no dia em que seu irmão morreu?", inclinei-me, minha voz um sussurro cruel. "Kael estava na minha cama. Estávamos comemorando o financiamento para o santuário. Ele nem checou as mensagens até a manhã seguinte."

Sua mão disparou, alcançando a faca de frutas na bandeja de sua refeição. Mas minhas próximas palavras a congelaram no meio do movimento.

"Ele quer o divórcio", menti, um sorriso lento e triunfante esticando meus lábios. "Ele quer ficar comigo. Uma mulher de verdade, de uma família de verdade."

Eu esperava uma briga, lágrimas, um colapso satisfatório.

Em vez disso, ela apenas assentiu, seu olhar perturbadoramente firme. "Tudo bem. Eu assino."

Isso me enfureceu. Ela deveria *lutar* por ele. Sua rendição fácil parecia um insulto. Eu queria vê-la rastejar.

Em um acesso de raiva, eu a empurrei. Com força.

Ela caiu da cama, seu corpo batendo no chão com um baque surdo e doentio. Sua cabeça bateu na perna de metal da mesa de cabeceira. Ouvi um estalo pequeno e agudo quando sua mão se torceu sob ela.

Perfeito.

Pisei com meu salto agulha em sua mão ferida, bem sobre a cicatriz antiga, apreciando o pequeno gemido de dor que ela não conseguiu suprimir.

A porta se abriu. Kael.

Recuei instantaneamente, meu rosto se transformando em uma máscara de puro terror.

"Ela me atacou!", gritei, apontando um dedo trêmulo para a faca no chão. "Ela tentou me esfaquear!"

Nesse exato momento, o celular de Helena, sobre a colcha, tocou. A tela se acendeu. O identificador de chamadas dizia: MARCOS - CARTÓRIO.

"Senhora?", disse a voz de um homem no viva-voz. "Aqui é o Marcos, do Cartório de Registro Civil. Estou ligando para dar seguimento à sua solicitação. Revisei os documentos."

Houve uma breve pausa.

"Não há registro de uma certidão de casamento emitida para uma Helena Ramos e um Kael Emerson. De acordo com o estado, vocês nunca foram legalmente casados."

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