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Entre o ódio e a Redenção
img img Entre o ódio e a Redenção img Capítulo 4 Quem era ela
4 Capítulo
Capítulo 6 Você é gay img
Capítulo 7 Ela é a salvação! img
Capítulo 8 O que você está fazendo aqui img
Capítulo 9 Eu te conheço de algum lugar img
Capítulo 10 Ela tinha o jeito com ele img
Capítulo 11 Ela sabia conquistar Mateo img
Capítulo 12 Ela era a salvadora de Mateo img
Capítulo 13 Não teste a minha paciência img
Capítulo 14 Ela não tinha medo dele img
Capítulo 15 Venha morar conosco img
Capítulo 16 Ele precisa de mim! img
Capítulo 17 Ele estava em casa img
Capítulo 18 Ele é louco! img
Capítulo 19 Quem era ela img
Capítulo 20 O Renascimento no Tapete Vermelho img
Capítulo 21 O brilho perigoso img
Capítulo 22 O Passado Que Nunca Morreu img
Capítulo 23 O Homem Que a Encontrou img
Capítulo 24 A Noite Em Que Ele Perdeu o Controle img
Capítulo 25 O Carro, o Ciúme e a Loucura da Madrugada img
Capítulo 26 O Homem Que Perdeu Para Um Carro... e Para um Cigarro img
Capítulo 27 Onde estou img
Capítulo 28 Quem a machucou img
Capítulo 29 Novo patrocinador! img
Capítulo 30 Ele vai se trancar novamente img
Capítulo 31 Complô contra ela img
Capítulo 32 Como Como ela consegue img
Capítulo 33 Tem coisas que não mudam! img
Capítulo 34 Testemunhe no tribunal img
Capítulo 35 Minhas manobras funcionam com você img
Capítulo 36 Você se apaixonou por ela img
Capítulo 37 Fofocas img
Capítulo 38 Será que ela está ouvindo ou está fingindo ! img
Capítulo 39 Deixe que os cães se devorem. img
Capítulo 40 Era hora do show. img
Capítulo 41 Surpresa, Querido! img
Capítulo 42 Um pesadelo img
Capítulo 43 O que ele estava fazendo aqui img
Capítulo 44 Tio img
Capítulo 45 Eles moram juntos img
Capítulo 46 Por fim, ele não resistiu. img
Capítulo 47 Você roubou a Helena ontem à noite! img
Capítulo 48 A inveja a corroía por dentro. img
Capítulo 49 Essa garota maldita... ela está tentando esmagar meus ossos ! img
Capítulo 50 Submissa. E. Fraca. img
Capítulo 51 Por que parar ! Por que não continuar img
Capítulo 52 Por que eu tenho que me sentir culpada img
Capítulo 53 Mas o que eu posso fazer ! img
Capítulo 54 Armadilha de beleza img
Capítulo 55 Está com tanto medo assim de que eu vire sua tia img
Capítulo 56 Tudo culpa daquela maldita Helena! img
Capítulo 57 Esposa img
Capítulo 58 Como é que ele pode se parecer comigo img
Capítulo 59 Ela acabou de se sugerir como esposa dele ! img
Capítulo 60 Trazer rapazes bonitos para casa img
Capítulo 61 O que diabos está acontecendo aqui img
Capítulo 62 Uma mistura perigosa de posse e ainda se recusava a chamar de amor img
Capítulo 63 estou fingindo ser fraca para destruir meus inimigos img
Capítulo 64 A fofoca é uma coisa terrível. img
Capítulo 65 Ela vai manchar sua imagem img
Capítulo 66 Sabrina Collet! Você perdeu o juízo ! img
Capítulo 67 Era uma oportunidade de ouro, e ela estragou img
Capítulo 68 O pesadelo recomeçou. img
Capítulo 69 A verdade sempre prevalece. img
Capítulo 70 Ele não podia, de jeito nenhum, cair nos planos malignos dela... img
Capítulo 71 O inimigo dorme ao lado! img
Capítulo 72 O predador reconhece o predador. img
Capítulo 73 Foi ela quem me perseguiu primeiro img
Capítulo 74 Ele vai beijá-la ! img
Capítulo 75 Por quê img
Capítulo 76 Você vai se aposentar! img
Capítulo 77 A única coisa a fazer agora é minimizar os danos! img
Capítulo 78 Por que você não vai investigar ela img
Capítulo 79 Amante disfarçada de herdeira rica img
Capítulo 80 roupas de mãe e filho img
Capítulo 81 O limite Não existia. img
Capítulo 82 Homens apaixonados são criaturas masoquistas img
Capítulo 83 Não traga outros homens para dormir aqui. img
Capítulo 84 Você... você tem certeza ! img
Capítulo 85 Três meses... vou embora img
Capítulo 86 Eu encontrarei outra razão para você ficar. img
Capítulo 87 Dizem que ela tem conexões com o submundo. img
Capítulo 88 platônico e violento. img
Capítulo 89 Haverá apenas um banho de sangue silencioso. img
Capítulo 90 É melhor você preparar seu coração! img
Capítulo 91 O sorriso de Camila vacilou. img
Capítulo 92 Quem é essa amiga misteriosa img
Capítulo 93 Que tipo de situação era aquela img
Capítulo 94 não deixe que ninguém se aproveite de você novamente. img
Capítulo 95 Ele a trata como se ela já fosse dele! img
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Capítulo 4 Quem era ela

O menino apontava desesperado para a porta, os olhos marejados, o peito subindo e descendo em respirações curtas.

Henrique, o rosto frio como aço, deu um passo à frente.

- Abram a porta.

- S-sim, senhor! - respondeu o dono do bar, a voz trêmula, e se virou para a gerente, o desespero estampado no rosto. - Gerente Ione! O que está esperando? Rápido, onde está a chave?!

A mulher empalideceu.

- A-abrir a porta...? - gaguejou, o corpo inteiro tremendo. O suor frio escorria pela nuca.

Helena!

Ela ainda estava trancada lá dentro, e Tania havia ordenado que ninguém a soltasse até o fim da audição - e agora, o próprio Henrique Ballmer exigia a abertura da porta.

Sem alternativa, a gerente engoliu em seco e, com mãos trêmulas, enfiou a chave na fechadura.

O som metálico ecoou no silêncio como um trovão, e a porta se abriu lentamente. E, no instante seguinte, todos prenderam a respiração.

Uma mulher jazia no chão - inconsciente, o rosto pálido banhado pela luz fria que descia da claraboia.

O contraste entre o branco da pele e a sombra do ambiente fazia dela uma visão quase etérea.

- O que é isso?! - rugiu o dono do bar. - Por que há uma mulher trancada aqui dentro?!

- E-eu... eu não sei! - gaguejou a gerente, pálida. - N-não havia ninguém quando verifiquei antes!

Henrique não respondeu, e apenas olhou. Mas a criança foi mais rápida, e Mateo correu até a mulher e se jogou sobre ela, abraçando-a com força.

- Mateo! - Axel deu um passo, mas parou no meio do caminho, surpreso com a expressão no rosto do sobrinho.

O menininho olhava para Helena com um misto de medo e ternura - um olhar puro, protetor, como se quisesse guardar aquela mulher do mundo inteiro.

Henrique deu um passo à frente.

O olhar dele - afiado, calculista - percorreu a cena com precisão.

A escada caída.

A claraboia aberta - pequena demais para um adulto.

A lâmpada queimada.

E a culpa estampada no rosto da gerente.

Em segundos, ele entendeu tudo.

- Afastem-se. - A voz baixa, firme, cheia de autoridade, era tão fria que ninguém ousou respirar.

Os seguranças recuaram imediatamente.

Henrique se aproximou devagar.

E então, sem hesitar, ajoelhou-se ao lado de Helena.

O tempo pareceu parar.

A luz filtrada pela janela tocava o rosto dela, revelando traços delicados, serenos.

O cabelo negro caía sobre os ombros como seda.

Os lábios, mesmo desbotados, mantinham uma tonalidade suave, quase rosada.

Henrique sentiu o coração dar um salto involuntário.

Um som, uma lembrança, um instinto - algo dentro dele reagiu àquela mulher.

E então, o cheiro.

O mesmo aroma que impregnava as roupas de Mateo. Doce, puro... e cortante.

Um perfume que ele não deveria reconhecer, mas que, de algum modo, o fez perder o fôlego.

Sem dizer nada, passou um braço sob o corpo dela e a ergueu com cuidado, e o peso leve dela contra o peito era perturbador. Mateo o observava, imóvel - mas no olhar do menino havia algo que dizia tudo:

"Se eu fosse maior... eu mesmo a teria carregado."

Henrique manteve o semblante impassível, mas o toque dela queimava contra a sua pele, e a respiração de Helena, fraca e irregular, batia contra seu pescoço. E por um instante, o homem que nunca perdia o controle... vacilou.

Enquanto saíam do depósito, o bar inteiro assistia em silêncio, e ninguém percebeu o olhar que Henrique lançou para a mulher inconsciente - um olhar onde se misturavam curiosidade, fascínio e algo mais profundo... algo que ele ainda não ousava nomear.

Hospital Unimedes, São Paulo.

A luz suave da manhã atravessava as cortinas brancas, banhando o quarto com um brilho pálido e frio, e quando Helena abriu os olhos, por um instante pensou que ainda estivesse sonhando.

Um homem estava sentado à frente da janela - um retrato de poder e silêncio, e as pernas longas e elegantes cruzadas, o terno escuro sob medida moldando ombros largos e cintura impecável.

A camisa branca, abotoada até o colarinho, não tinha um vinco fora do lugar, e parecia feito de mármore.

Até que levantou o olhar. E o mundo de Helena parou.

Olhos profundos como o oceano, mas tão gélidos que pareciam congelar o ar.

Helena estremeceu.

Aquele olhar... era demais.

Invasivo. Cortante. Perigoso.

Desviou o rosto, tentando se recompor, e sussurrou, com a voz ainda fraca:

- C-com licença, senhor... como eu vim parar aqui? O senhor viu um menininho? Uns quatro ou cinco anos... branquinho, quieto, com um olhar meio distraído... e muito fofo?

O homem arqueou uma sobrancelha, como se achasse curioso o tom doce e despretensioso dela.

Depois desviou lentamente o olhar para a direita e respondeu, a voz grave e fria como aço:

- Você quer dizer... Mateo?

Helena seguiu o olhar dele - e o coração disparou, pois ao lado de sua cama, um bercinho hospitalar.

Dentro dele, o pequeno menino dormia profundamente, com um soro preso à mãozinha.

- Sim! É ele! - suspirou, aliviada, o rosto se suavizando. - O nome dele é Mateo, então...

Ela se inclinou, tocando a testa do menino. Estava fria.

A febre havia passado.

Um sorriso leve brotou em seus lábios - frágil e puro. Por um instante, esqueceu o homem que a observava em silêncio, e tudo o que sentia era alívio.

Mas, ao erguer os olhos de novo, sentiu o peso daquela presença. A aura dele parecia preencher o quarto inteiro.

Autoridade. Controle. Distância.

- O senhor é... o responsável por ele? - perguntou, ainda que já soubesse a resposta.

E foi.

- Eu sou o pai dele. - A voz saiu grave, baixa, implacável.

Helena piscou, surpresa.

As palavras ecoaram dentro dela - e antes que pudesse reagir, uma nova voz cortou o ar:

- Você finalmente acordou! - exclamou um homem, sorrindo nervoso. - Eu sou o tio da criança!

Helena levou um susto, recuando levemente.

Mas quando seus olhos focaram o rosto dele... ela arregalou os olhos.

- Axel Ballmer? É você mesmo?

Ele riu, um tanto sem jeito.

Axel Ballmer.

Playboy das revistas, herdeiro das manchetes, dono da World Entretenimento.

Carismático, imprudente, perigoso - o oposto completo do homem sentado à janela.

E se aquele era o tio...

Helena virou o rosto devagar, e o coração bateu mais forte.

Henrique Ballmer.O nome pesou em sua mente como um trovão silencioso, pois o lendário herdeiro do Grupo ProCosan.

Frio. Inacessível. Inabalável. E agora - o homem diante dela.

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