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FABRIZIO CASTELLI - O CAPO QUE ME REIVINDICOU
img img FABRIZIO CASTELLI - O CAPO QUE ME REIVINDICOU img Capítulo 1 Vendida!
1 Capítulo
Capítulo 6 Desejo incontrolável img
Capítulo 7 Luz, caos e sombras img
Capítulo 8 Correndo perigo por ela img
Capítulo 9 Incerteza e desejo img
Capítulo 10 Não resisto img
Capítulo 11 Salvos img
Capítulo 12 Cumprindo promessas img
Capítulo 13 Tudo para a ver feliz img
Capítulo 14 Um jogo deliciosamente perigoso img
Capítulo 15 Tudo por ela img
Capítulo 16 Buscando outros caminhos img
Capítulo 17 Você manda nesta casa img
Capítulo 18 Doce e viciante img
Capítulo 19 Fazendo justiça img
Capítulo 20 Escapando de tudo img
Capítulo 21 Minha! img
Capítulo 22 Completamente sua img
Capítulo 23 De volta a casa img
Capítulo 24 Não quero que você vá embora img
Capítulo 25 Você é inteiramente minha img
Capítulo 26 O inesperado img
Capítulo 27 O noivado img
Capítulo 28 Recue ou ela morre img
Capítulo 29 Um lugar que não pertenço img
Capítulo 30 Me deixe explicar img
Capítulo 31 Cada dia como se fosse o último img
Capítulo 32 Perigosa e proibida img
Capítulo 33 Ninguém toca em você! img
Capítulo 34 Um despertar caótico img
Capítulo 35 Pronta para img
Capítulo 36 Refúgio img
Capítulo 37 Ciúmes img
Capítulo 38 Desconfianças img
Capítulo 39 Determinado a correr riscos img
Capítulo 40 Choro inevitável img
Capítulo 41 Quer mesmo me enfrentar img
Capítulo 42 Apaixonado por ela img
Capítulo 43 Revelando traidores img
Capítulo 44 Supresas img
Capítulo 45 Jogos de poder e perigo img
Capítulo 46 Perdendo o controle img
Capítulo 47 Amor arriscado img
Capítulo 48 Pronto para uma guerra img
Capítulo 49 Eu te amo princesa img
Capítulo 50 Se permitindo ser feliz img
Capítulo 51 `Presa a um jogo perigoso img
Capítulo 52 Decisão arriscada img
Capítulo 53 Perto de um adeus indesejado img
Capítulo 54 A boate img
Capítulo 55 Ti amo, amore mio img
Capítulo 56 Ataque img
Capítulo 57 Complicados img
Capítulo 58 El Chefe img
Capítulo 59 Ela é minha img
Capítulo 60 Palermo img
Capítulo 61 A ligação img
Capítulo 62 Deliciosa e doce tortura img
Capítulo 63 Visita de Eleonora img
Capítulo 64 Nunca mais perturbe nossa paz img
Capítulo 65 Longe do perigo img
Capítulo 66 Viagem para Nice img
Capítulo 67 Fazê-la feliz é minha única intenção img
Capítulo 68 Lutando por liberdade img
Capítulo 69 Compromissos falsos img
Capítulo 70 Tiros img
Capítulo 71 Atos de traição img
Capítulo 72 Espere por mim img
Capítulo 73 Cuidado com o que deseja img
Capítulo 74 Rumo aos objetivos img
Capítulo 75 Buscando uma chance de escapar img
Capítulo 76 Unindo forças img
Capítulo 77 Uma ajuda inesperada img
Capítulo 78 Apenas me abrace img
Capítulo 79 Uma novidade, um risco img
Capítulo 80 Positivo img
Capítulo 81 Você é o meu mundo inteiro img
Capítulo 82 Silencio doloroso img
Capítulo 83 O monstro em mim img
Capítulo 84 Revelando uma verdade amarga img
Capítulo 85 Aceita se casar comigo img
Capítulo 86 Início da vingança img
Capítulo 87 Esperança e ruína img
Capítulo 88 O motivo de suas lágrimas. img
Capítulo 89 A única alternativa: Ser forte! img
Capítulo 90 Pronto para tudo img
Capítulo 91 Sempre foi você img
Capítulo 92 Fragmentos do meu coração img
Capítulo 93 Tentando img
Capítulo 94 Filha da máfia img
Capítulo 95 Frágil e perigoso img
Capítulo 96 Um momento de calma img
Capítulo 97 Revelando fotos do passado img
Capítulo 98 Amar você sempre foi o meu maior risco. img
Capítulo 99 Meu destino img
Capítulo 100 Apenas dormir img
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FABRIZIO CASTELLI - O CAPO QUE ME REIVINDICOU

Autor: Afrodite LesFolies
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Capítulo 1 Vendida!

A chuva caía pesada naquela noite, grossa e insistente, como se o céu estivesse decidido a esmagar a cidade inteira. As luzes dos postes se deformavam nas poças espalhadas pelo asfalto enquanto eu caminhava com o corpo exausto, os músculos ardendo depois de mais um dia lavando pratos, carregando caixas e engolindo humilhações no restaurante. Ainda assim, seguia em frente, porque não havia alternativa. Eu precisava voltar para casa. Precisava ver meus irmãos. Precisava garantir que eles tivessem algo para comer.

Mesmo assim, uma parte de mim desejava que aquela noite fosse diferente, que eu encontrasse apenas silêncio, apenas meus irmãos dormindo, e não o inferno que vivíamos todas as noites, o adulto da casa que deveria nos proteger era um drogado, viciado em jogo.

Ainda assim, uma parte de mim desejava não abrir aquela porta, desejava que, por alguma intervenção divina, aquela noite fosse diferente.

Quando empurrei a porta, o cheiro me atingiu antes mesmo que meus olhos processassem a cena. Álcool, cigarro, suor, algo metálico que me fez engolir em seco. Meu estômago se contraiu imediatamente. Meu pai estava jogado em uma cadeira no meio da sala, o rosto inchado, um corte aberto acima da sobrancelha, sangue seco misturado com sujeira, os olhos perdidos demais para alguém só bêbado. Droga. Muito provavelmente drogado. À frente dele, dois homens que eu nunca tinha visto. Grandes. Corpos largos sob jaquetas escuras. Olhares frios. Armas visíveis.

Meu corpo reagiu antes da minha mente. Dei um passo para trás, depois outro, o instinto gritando para correr, para virar as costas, para desaparecer. Cheguei a girar o corpo, mas não cheguei a dar dois passos. Mãos grandes agarraram meu braço e puxaram meu cabelo com brutalidade, arrancando um grito da minha garganta e me fazendo perder o equilíbrio.

- Não tão rápido, belezura. Temos uma conversa com o seu pai... e você faz parte dela.

Meu coração começou a bater tão forte que tive a sensação de que iria desmaiar. Tentei me soltar, sentindo os dedos dele cravarem na minha pele.

- Eu não tenho nada a ver com os problemas dele - falei, a voz falhando, enquanto me debatia.

Um dos homens se aproximou devagar, com uma calma calculada que me apavorou mais do que qualquer grito. Ele ergueu a arma e passou o cano gelado pelo decote do meu uniforme, descendo lentamente, como se estivesse marcando território. O nojo me subiu pela garganta.

- Cale a boca, Beatrice, e aceite! - meu pai gritou, cuspindo sangue no chão. - Se você não aceitar, vamos acabar todos mortos. Inclusive seus irmãos. Você quer isso? Eu te criei e você me deve, sua ingrata!

Aquelas palavras me atingiram como um tiro. Meus joelhos fraquejaram. Meus irmãos eram inocentes em toda aquela crueldade. Precisavam de mim.

- Eu não tenho dinheiro... - murmurei. - Posso tentar pedir um empréstimo no trabalho... posso trabalhar mais...

O outro homem riu, um som baixo e cruel.

- Se acalma, garota. Você vai render muito mais de outro jeito.

Ele se aproximou por trás e apertou minha bunda com força. Gritei. Me debati. Tentei acertar um chute, tentei arranhar, tentei morder, mas eram dois contra uma. Punhos me atingiram. Meu cabelo foi puxado novamente. Meu corpo foi jogado contra a parede. A dor explodiu no meu rosto, mas nada doeu tanto quanto ver meu pai parado, assistindo, como se eu fosse apenas mais uma ficha perdida no jogo dele.

O último rosto que vi foi o dele.

Quando senti a picada da agulha no braço, um pânico absoluto tomou conta de mim. Tentei gritar, mas minha língua pesou. Minha visão começou a escurecer. Antes de perder completamente a consciência, ainda senti um tapa vindo da mão do meu pai e ouvi a risada dos homens que me seguravam.

Depois, só o vazio.

Acordei com a cabeça latejando, o estômago embrulhado, o corpo pesado demais para reagir. Estava sentada em um sofá dentro de um quarto iluminado por lâmpadas fortes demais, cercada por mulheres usando roupas minúsculas, maquiagem carregada, expressões cansadas. Algumas riam, outras conversavam, outras apenas encaravam o espelho como se não estivessem realmente ali.

Na minha frente, havia um homem que eu nunca tinha visto antes.

- Já era hora, bela adormecida. Aqui todas têm que trabalhar. Vista isto!

Ele jogou um pedaço de tecido no meu colo. Uma lingerie vermelha.

Eu ainda usava meu uniforme de trabalho.

Meu estômago se revirou.

- Houve um engano... - comecei, a voz fraca. - Eu nunca trabalhei assim. Eu sei que meu pai tem uma dívida. Posso limpar o lugar, posso trabalhar no bar...

Ele riu.

Não foi um riso divertido.

Foi um riso assustador.

- Com esse corpinho e ainda virgem? Garota, eu vou ganhar muito mais com você no palco do que esfregando chão. Vista-se.

Meu coração afundou.

Fiquei alguns segundos encarando o tecido nas minhas mãos, como se aquilo não fosse real.

- Ande logo. Se não obedecer, pode ser pior.

Uma das garotas se aproximou, tocando meu braço com cuidado.

- Sou Lia. Respira. Vamos.

Ela me levou até o banheiro, ajudou a tirar meu uniforme, ajudou a vestir a lingerie, passou um batom rápido, soltou meus cabelos.

- Eu não vou conseguir... - murmurei, sentindo as lágrimas queimarem.

- Todas viemos parar aqui por um motivo. Algumas escolheram. Outras não. No seu caso... foi pior.

Engoli em seco.

- Eu preciso sair daqui. Tenho dois irmãos.

Ela abriu a bolsa, tirou uma garrafinha de metal e encostou em meus lábios.

- Beba isto! É uísque. Vai te dar coragem.

Não queria. Mas bebi, estava sem saída, aqueles homens eram perigosos e eu precisava encontrar uma maneira de sair dali viva.

- Trabalhe direito e tenho certeza de que encontrara um cliente para tirar você deste lugar, use sua beleza e sua inteligência, principalmente se o cliente for importante...

Não tive tempo de rebater o absurdo que ela me dizia, a porta foi aberta revelando um dos meus sequestradores.

- Hora do show, boneca!

Meus irmãos surgiram na minha mente novamente e sem saída, assenti.

Eu não me importava com as ameaças, mas os meus irmãos dependiam de mim e precisavam ser salvos. Encarei o homem nojento que agarrava meu braço com força e simplesmente assenti com a cabeça. Nós atravessamos um corredor sombrio até chegarmos ao salão principal.

Ele apontou para o palco com um olhar cruel e eu, hesitante, subi os degraus, juntando-me às mulheres nuas e seminuas que dançavam ao som da música alta e exibiam seus corpos de maneira sensual. As luzes estavam todas focadas somente no palco, enquanto o resto do ambiente permanecia mergulhado na escuridão.

Fechei os olhos e comecei a dançar, tentando ser tão sedutora quanto as mulheres ao meu redor. As poucas vezes que eu abria os olhos, não conseguia ver claramente os rostos das pessoas que me observavam. Passei a mão pelo meu corpo, ensaiando o movimento de tirar a lingerie, mas nunca realmente o fazia; precisava de tempo, mesmo sabendo que precisaria fazer isso em algum momento. Eu não tinha escolha.

Apertei o tecido entre os dedos enquanto rebolava, equilibrando-me nos saltos vertiginosos. A dor do murro que eu levara ainda latejava em meu rosto, um lembrete constante de que as consequências seriam ainda piores se eu não obedecesse. A maquiagem escondia as marcas físicas, mas a dor não me deixava esquecer o verdadeiro motivo pelo qual estava ali.

Evitei encarar o público, mas um se destacou. Sentado a poucos metros, parcialmente oculto pela sombra, havia um homem à mesa iluminada apenas por um abajur carmim. A luz vermelha não revelava seu rosto com clareza, apenas recortava o contorno dos ombros e deixava os olhos intensos em destaque. Não consegui distinguir a cor, mas havia algo neles que me prendeu por um segundo além do necessário.

Ele me observava levando lentamente o seu copo nos lábios.

E, com a mesma calma, ergueu a mão e apontou discretamente para o palco.

Quando terminei a minha dança, escorregando pelo ferro gelado no meio do palco, o barman acenou para mim.

- Ei, garota. Desça do palco, você tem um cliente - Ele disse, apontando para mim.

            
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