Gênero Ranking
Baixar App HOT
Arrematada Pelo Meu Chefe
img img Arrematada Pelo Meu Chefe img Capítulo 2 Maria West
2 Capítulo
Capítulo 6 Matteo Ricci img
Capítulo 7 Maria West img
Capítulo 8 Maria West img
Capítulo 9 Matteo Ricci img
Capítulo 10 Maria West img
Capítulo 11 Maria West img
Capítulo 12 Matteo Ricci img
Capítulo 13 Matteo Ricci img
Capítulo 14 Maria West img
Capítulo 15 Maria West img
Capítulo 16 Maria West img
Capítulo 17 Matteo Ricci img
Capítulo 18 Maria West img
Capítulo 19 Maria West img
Capítulo 20 Maria West img
Capítulo 21 Matteo Ricci img
Capítulo 22 Maria West img
Capítulo 23 Maria West img
Capítulo 24 Maria West img
img
  /  1
img

Capítulo 2 Maria West

- Vamos, Maria - minha mãe me chamou pela décima vez.

Eu estava morta, havia saído na noite anterior com a Alex, minha amiga, e acabei exagerando na bebida.

- Maria... - Ela entrou no meu quarto e começou a abrir as cortinas, a claridade tomou conta do ambiente, e como se isso não fosse o suficiente, ela ainda puxou a minha coberta de uma vez só. - Maria.

- Já estou indo, mamãe - resmunguei ainda meio sonâmbula e ela riu.

Me levantei a contragosto feito um zumbi e fui direto para o banho. Parecia que um caminhão tinha passado por cima de mim.

Depois escolhi uma roupa confortável, pois preciso ajudar na floricultura.

Minha mãe tem uma floricultura num dos melhores bairros de Nova York. Meu pai faleceu quando eu tinha apenas dez anos, em um acidente de carro, ficando dias internado, mas não resistiu. O destino, não satisfeito com o nosso sofrimento, após três anos do falecimento de papai, levou também minha vozinha. Desde então, somos apenas minha mãe e eu.

Vesti um short jeans claro, uma regata azul bebê, um blazer branco por cima e o meu all star azul. Fiz um coque desajeitado no meu cabelo e desci para tomar café.

- Achei que não iria mais descer - mamãe reclamou, me fazendo revirar os olhos, quando entrei na cozinha. - Como foi a noite ontem?

- Até que foi legal - contei.

- Por que você não termina o seu namoro com o Héctor logo de uma vez?

- Estamos bem, mãe. - Sentei para tomar café.

- Já tem mais de um ano e meio que vocês não se veem, isso não é um namoro - afirmou veemente.

- Na próxima semana ele vem me ver. - Tentei tranquilizá-la.

- Espero que dessa vez ele realmente venha.

- Ele virá, mamãe. - Tentei não gaguejar.

A essa altura, até eu já começava a perder as esperanças.

- Vai me ajudar hoje na floricultura?

- Vou sim. - Voltei minha atenção para o café, de modo a encerrar o assunto.

Após nosso desjejum, fui para a floricultura com a minha mãe e, como de costume, passamos o dia todo lá.

As coisas na floricultura estavam indo de mal a pior, minha mãe fingia que não, e eu fingia que não vinha notando. Os lucros eram poucos, as dívidas foram se acumulando e essa é a única fonte de renda que temos. A vida em Nova York não é nada barata, principalmente porque tivemos que hipotecar nossa casa, a um ano atrás, seria isso ou abdicar da floricultura. E isso eu não poderia deixar, pois ela é a vida de minha mãe. Ela ama o que faz, ama estar entre plantas e flores, organizar arranjos, escrever dedicatórias. Ver um amor nascer por meio de uma flor.

Sai de lá apenas para ir à faculdade.

Sou sortuda em ter conseguido uma bolsa no curso de direito em uma das melhores faculdades do estado. Os custos com os materiais são muitos, mas consigo amenizar os gastos, usando livros de ex-alunos. Eu me esforço ao máximo, é um sonho de minha mãe me ver formada e eu quero que ela tenha muito orgulho de mim.

- Maria - Alex me puxou pelo braço quando me viu passando pelo portão de entrada.

- Oi, Alex, o que foi? - perguntei.

- Tem um novo professor - contou.

- E daí?

- Nossa, Maria, como você é uma chata - reclamou. - Ele é um gato.

- Você sabe que eu tenho namorado.

- Falando em namorado, quando ele vem te ver? - perguntou.

- Na próxima semana.

- Espero que dessa vez ele realmente venha - afirmou.

Alex é minha amiga desde o último ano do colegial, ela conhece a minha história com o Héctor, por isso ela gosta dele, sei que ele já vacilou comigo, mas me jurou que nunca mais iria me trair, e como eu o amo, decidi dar um voto de confiança.

- Senhorita West, podemos conversar? - A nossa conversa foi interrompida quando ouvi a voz da diretora.

- É claro, Senhora Moore.

- Até depois, amiga. - Alex me deu um beijo na bochecha e saiu rumando a passos largos para a sala da diretora.

Seguimos para a sala da Senhora Moore em silêncio, tentei me lembrar se tirei alguma nota baixa para estar me chamando em sua sala, mas tamanho o nervosismo não consigo me lembrar de nada. Sempre fui uma aluna exemplar, então acho que não é em relação à nota.

- Senhorita West. - Indica o lugar para que eu me sente. - Falta apenas dois semestres para que você se forme.

- Já estou no final do oitavo. - Mexo as mãos um pouco nervosa.

- No próximo ano você não terá mais a sua bolsa. - Me olhou por cima dos óculos.

- Como assim?

- A empresa que doava parte dela, fechou.

Fiquei em silêncio por alguns minutos sem saber como relacionar, como eco suas palavras vão e vem na minha mente, "eu não posso ficar sem a bolsa e-eu... Meu Deus, o que eu vou fazer".

- Como assim fechou? - Deslizei minha mão pelos fios de cabelo, não é possível que isso esteja acontecendo comigo.

- Na verdade, ela foi comprada por outra empresa, e até então eles nada informaram quanto a continuidade do programa de bolsas.

- Meu Deus! O que eu farei?

- As suas notas são excelentes, você é a melhor da turma. - A senhora Moore me encarou, apoiando suas mãos sobre a mesa. - Mas isso não é o suficiente para te manter aqui sem uma bolsa integral. Veja com os seus pais. De repente eles possam pagar a metade do valor da mensalidade.

- Não, somos apenas minha mãe e eu, e mesmo com a floricultura, não temos o suficiente para pagar esse valor, ainda que eu consiga manter a bolsa parcial.

- Sinto muito por isso.

- Posso ir? - perguntei.

- Claro.

Segui para sala sem rumo, essa notícia me pegou de surpresa, preciso dar um jeito de conseguir um emprego e pagar os dois semestres que faltam.

Assim que entrei na sala, me deparei com o professor gato que Alex tinha falado e pude perceber que ele realmente era lindo. O homem era alto, de olhos verdes, a sua barba estava impecável e ele me olhava de uma maneira como se pudesse ler a minha alma.

- A senhorita vai entrar, ou vai ficar parada aí na porta? - perguntou.

Nossa! Que arrogante!

Não disse nada, apenas segui para o meu lugar ao lado da Alex.

Ele se apresentou e só aí descobri que ele é o Matteo Ricci, o maior CEO na área de direito, se eu conseguisse fazer estágio na empresa dele com certeza teria a minha vida feita.

As provas foram distribuídas e durante o preenchimento trocamos olhares algumas vezes e fiquei tão vidrada na beleza desse homem que por um momento até esqueci que o Héctor existia.

Assim que finalizei a prova e saí da sala, ouvi os passos da Alex logo atrás.

- Maria, você viu como ele ficou te olhando? - perguntou enquanto saíamos da sala.

- Claro que não, Alex, isso é coisa da sua cabeça. - eu disse.

- Se não fosse pelo Andrew, eu daria em cima dele facinho.

Rimos.

Alex namora o Andrew desde quando eu a conheço e são aquele tipo de casal apaixonado que sabemos que será para sempre.

- O que a senhora Moore queria com você? - perguntou.

- Perdi a bolsa de estudos. - falei enquanto caminhávamos para o estacionamento.

- Como assim? Você é uma excelente aluna, suas notas são as melhores. - Alex ficou tão indignada quanto eu.

- Vou ter que procurar um emprego, e só assim conseguirei pagar ao menos um semestre.

- Caso não consiga, tenho outra maneira de te ajudar.

- Não precisa, eu vou dar um jeito.

Fiquei todo o trajeto de volta para casa pensando em como farei para conseguir um emprego. E minha mãe, o que direi a ela?

Aproveitei que quando cheguei em casa minha mãe estava na rua e entrei direto para o quarto, precisava ficar sozinha. Pensar em tudo, fazer contas e decidir o que fazer antes de informar a ela.

Me preparei para dormir esperando a ligação de facetime com Hector. Mas desisti depois da sexta vez em que liguei e ele não atendeu.

Agora não estava com tempo e nem cabeça para ele, pois estava tão desesperada que até entreguei currículos em lanchonetes. Não me importo de trabalhar em algo que não faz parte da profissão que almejo, a única coisa que preciso no momento é pagar a universidade e poder me tornar uma das melhores advogadas de Nova York.

***

- Mamãe, posso trabalhar naquela boate - sugeri.

Estávamos sentadas a mesas tomando café.

- Não, vamos dar um jeito - falou.

- Preciso terminar a faculdade de um jeito ou de outro. Ou arrumo um emprego rápido, ou rezamos para que o novo dono da empresa volte com as bolsas.

- Podemos pegar o empréstimo no banco, filha, e tentar pagar pelo menos a metade do que falta. - Me olhou com a voz embargada, os olhos molhados com as lágrimas que ainda não escorreram, a ruga de preocupação em sua testa. O semblante abatido, tudo o que não queria ver no rosto dela.

- Não, mamãe, isso apenas pioraria a nossa situação - avisei.

- Mas quero que você conclua os seus estudos, eu sei que se o seu pai estivesse aqui, nada disso estaria acontecendo - reclamou.

- Calma, mamãe, as coisas vão dar certo. - Tentei confortá-la. - Eu só prec...

Naquele momento o meu celular tocou e quando olhei no visor vi que era um número desconhecido.

- Quem é?

- Eu não sei.

- Então atenda, Maria.

- Alô?

- Senhorita West?

- Sim, sou eu.

- Sou a Martha e falo da "RICCI LAW", recebemos um currículo seu e gostaríamos de saber se ainda tem interesse na vaga de secretária?

- Claro, tenho sim.

- Ok, vou enviar as informações por e-mail.

- Obrigada.

- A sua entrevista é daqui a uma hora, por favor, não se atrase.

- Não vou me atrasar.

Antes mesmo que eu pudesse agradecer, o telefone ficou mudo.

- Conseguiu a vaga?

- Calma, mamãe, ainda é uma entrevista.

- Você vai conseguir. - minha mãe falou toda eufórica. - A sua entrevista é ainda hoje?

- Sim, é daqui a uma hora. Preciso me trocar.

Ao menos consegui uma entrevista. Isso acendeu as esperanças no meu coração e preciso correr para me preparar.

Subi às pressas para o meu quarto e já fui tirando as roupas que estou vestindo e pensando no que irei vestir para poder causar uma boa impressão.

Fui até o meu guarda-roupa e... droga! O que eu vou vestir?

Decidi tomar mais um banho antes, lavei meus cabelos e fiquei imaginando o que precisarei falar no momento da entrevista.

Assim que saí do banho, voltei para o meu guarda-roupa e após alguns minutos o encarando, optei por uma saia lápis preta, uma camisa azul clara, um blazer preto e um scarpin azul, no mesmo tom da camisa.

Sequei meus cabelos e fiz um rabo de cavalo baixo, uma maquiagem leve e quando me olhei no espelho, constatei que estava linda e pronta para arrasar.

Desci para me despedir da minha mãe e percebi que Alex, sempre passava aqui em casa antes de ir trabalhar com o seu pai, ainda não tinha chegado.

- Onde você vai toda linda desse jeito?

- Bom dia, Alex - falei assim que entrei na cozinha e ela sorriu. - Tenho uma entrevista de emprego.

- Vou cruzar os dedos para dar certo, amiga.

- Também espero por isso. - Sorri para ela, cruzando os dedos também - Você não imagina qual empresa é.

- Amiga, eu não faço ideia. - Deu de ombros.

- É a Ricci Law.

Alex gritou.

- Eu não acredito que é na empresa daquele gostosão.

- Me deseje sorte - pedi.

- Te desejo uma sentada, no mínimo.

- Alex - minha mãe repreendeu, mas logo sorriu também...

- Se alimente bem - mamãe pediu e dou risada.

- Você não vai para aula hoje? - Alex perguntou.

- Claro que vou, não posso perder nenhuma.

- Eu já disse que os meus pais podem te ajudar - me recordou.

Os pais da Alex são proprietários de uma empresa de marketing, a única certeza que tenho é que eles têm muito dinheiro.

- Agradeço de coração, mas como já disse ainda, não vou abusar de sua amizade.

- Deixe de ser boba. - Alex bufou, me dispensando com a mão.

- Eu já vou indo, beijos. - Saí antes que Alex falasse mais uma vez sobre essa ideia sem sentido

Darei um jeito. Tenho que dar.

Anterior
            
Próximo
            
Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022