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Arrematada Pelo Meu Chefe
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Capítulo 5 Maria West

Saí da minha entrevista super feliz, agora eu vou conseguir guardar dinheiro para finalizar o meu curso e a oportunidade de estagiar na Ricci Law abriria muitas portas para mim, mas eu não tenho como pagar a mensalidade, não agora.

Observei a lista que a Martha me entregou, então fui direto para casa e comecei a separar o que preciso levar no dia seguinte.

Fui às pressas para a floricultura, precisava dar a notícia para minha mãe.

- Filha, como foi? - minha mãe perguntou assim que entrei na floricultura.

- Eu consegui, mãe.

Ela me abraçou.

- Eu disse que você conseguiria.

- Mas vou ficar um semestre sem estudar, pois preciso guardar dinheiro para conseguir pagar a mensalidade. - Os olhos da minha mãe já estavam marejados. - O que foi, mãe?

- Eles negaram o empréstimo - ela falou e as lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto.

- Tenha calma, mamãe, vamos conseguir. - Tentei ser positiva

- Vou te ajudar, minha filha.

- Você precisa investir na floricultura, precisamos repor algumas coisas - falei.

- Maria... - Alex entrou toda eufórica na floricultura. - Senhora West. - Ela se recompôs quando viu a minha mãe.

- Alex, como você está? - minha mãe perguntou enquanto secava o rosto.

- O que aconteceu? A senhora está bem? - Alex sempre se preocupava conosco.

- Estou sim.

- Não me disse que viria hoje - falei.

- Eu precisava saber como foi a sua entrevista. - Alex riu.

- Eu consegui a vaga.

- Não acredito. - Nos abraçamos e gritamos juntas. - Quem vai ser o seu chefe?

- O Matteo Ricci - contei.

- Aquele gostoso?

- Sim.

Minha mãe apenas riu.

- Eu estou feliz que você conseguiu a vaga, amiga, mas se precisar, os meus pais pagam a universidade para você.

Os pais da Alex ofereceram para pagar o próximo ano de faculdade, mas eu não podia aceitar sem ao menos saber se vou conseguir pagar sem pedir ajuda.

- Não vai precisar.

- Maria, é sério, aceite, quero me formar ao seu lado.

- Aí, Alex, eu já disse que não - usei um tom de autoridade.

- Tudo bem.

- Agora vamos! - Alex me puxou pelo braço. - Precisamos comemorar o seu novo emprego.

Droga! Hoje é sexta e não temos aula, e eu prometi que ia sair com ela depois de colocar alguns trabalhos em dia.

- Sério? - Me fiz de doida para tentar escapar dessa.

- Maria, você prometeu - me lembrou. - Mas antes precisamos fazer o trabalho da matéria da Minerva.

- Pode ir, filha, você precisa colocar os seus estudos em dia - minha mãe falou.

- Você vai ficar bem? - perguntei.

- Claro que sim. - Dei um beijo na testa da minha mãe e saí com a Alex.

Antes de irmos para sua casa, fomos até o shopping para comprar alguns lanches, pedi para entregarem um combo para minha mãe e seguimos para o estacionamento, mas enquanto caminhávamos para lá, senti como se alguém estivesse me olhando e comecei a observar o shopping, e enquanto Alex falava sem parar, sem querer eu me esbarrei em alguém.

- Droga! Me desculpe - falei enquanto me virava para encarar a pessoa.

- Senhorita West. - Senti um arrepio percorrer por todo o meu corpo quando ouvi aquela voz.

- Senhor Ricci. - Tentei não gaguejar. - Me desculpa - pedi mais uma vez.

- Eu que tenho que me desculpar, fui eu que não olhei para onde andava - ele falou todo educado.

- Maria... - Alex me cutucou.

- Ah! Alex, esse é o senhor Matteo Ricci, meu futuro chefe - disse.

- Como vou me esquecer dele. - Ela riu e senti o meu rosto esquentar. - Maria, ele é amigo do Andrew - contou.

Matteo apenas sorriu.

- Preciso ir, até segunda. - Ele deu uma piscadela e saiu.

- Até.

- Maria, ele é um gato - Alex falou toda empolgada.

- Eu sei. - Calma! O que estou dizendo?! - Por que não me disse que ele é amigo do Andrew? - perguntei.

- Só descobri no dia que eu falei do Romeo para o Andrew.

- Hm.

***

Não parei de pensar no Matteo após o nosso encontro no shopping, aliás, não paro de pensar nele desde o dia em que o vi pela primeira vez na faculdade, tem algo nele que prendia a minha atenção, mas ainda não descobri o que é.

- Maria... - Alex entrou no seu quarto gritando. - Aqui estão os sanduíches - falou e colocou a bandeja em cima da cômoda.

- Obrigada, já estou com fome novamente - falei.

- Termina de comer e vamos sair.

- Para onde?

- Vamos à balada do Andrew - falou toda empolgada.

- Alex, eu não quero ir e não tenho roupa para isso.

- Comprei um vestido para você e faz tempo que não saímos, você não tem desculpa para me deixar na mão.

- Sabe que não gosto de sair sem o Héctor - falei.

- Amiga, ele ignora você. - Fiz um biquinho. - É só você não beijar ninguém que não vai estar cometendo nenhum crime. - Deu de ombros. - Vamos fazer como antes, apenas dançar, beber e se divertir.

- Tudo bem, você está certa.

- Isso aí, ainda mais agora que você vai começar a trabalhar, não vai ter tempo para mim. - Ela me abraçou.

- Vamos nos arrumar.

Duas horas depois chegamos na balada.

Alex estacionou o carro na garagem da boate e seguimos para a parte de dentro. A música eletrônica que emanava e a quantidade de pessoas na fila aguardando para entrar no local me causou um pouco mais de arrependimento.

Não queria sair de casa, nem estava muito no clima.

Assim que descemos do carro e seguimos para a entrada principal, as pessoas que estavam na fila nos encararam.

- Deve ser as roupas. - Alex deu de ombros.

Eu estava usando o vestido na cor vermelha, o que realçava o tom da minha pele morena e dava um contraste na cor do meu cabelo. O vestido é belíssimo e tinha um decote enorme em V, o que marcava muito bem os meus seios, ele é um palmo acima do meu joelho e como ele é colado, destacava a minha cintura e o meu bumbum redondo.

Alex usava uma micro saia de couro na cor preta, o que destacava muito bem as suas pernas longas e torneadas, e um cropped amarelo, o que dava um contraste perfeito à sua pele clara e ao seu cabelo loiro claro.

A fila estava enorme, mas como Alex conhece todo mundo, é claro que não precisaríamos ficar na fila.

Como já somos conhecidas, os seguranças apenas sorriem e nos deixaram entrar.

Como sempre, o lugar estava lotado A boate estava preenchida pela batida contagiante e seguimos para o bar.

- Duas doses de tequila - Alex pediu aos gritos.

- Eu não vou beber - falei em seu ouvido.

- Vai, sim, você precisa se distrair - falou. - Você não vai morrer com uma dose.

- Ok.

Em seguida, o barman entregou as duas doses de tequilas acompanhadas do sal e do limão.

Alex sorriu para mim e por fim bebemos a tequila, que desceu queimando pela minha garganta.

- Viu? Você não morreu.

- Engraçadinha - disse. - Lembra que sou fraca para bebida.

- Esqueceu que sempre cuido de você? - lembrou. - E hoje não será diferente.

- Está bem!

Eu não era muito de sair e nem de beber, comecei a fazer isso quando conheci Alex, foi assim que o Héctor acabou me notando, pois antes dela, eu mal saia de casa.

- Venha, vamos dançar. - Alex me puxou para o meio da pista e fomos nos divertir.

- Cadê o Andrew? - perguntei.

- Está resolvendo alguns assuntos, daqui a pouco ele desce - contou.

Senti meu rosto quente devido ao álcool e comecei a dançar agarrada com Alex até que vi Andrew se aproximando. Ele a envolveu em seus braços, beijando seu pescoço, falando ao em sua orelha e arrancando uma gargalhada de minha amiga. Ela se aproximou e disse que ia até o bar e já voltava, concordei e continuei dançando, mas dessa vez sozinha até que senti uma mão grande segurando minha cintura, abri meus olhos e quando me virei, o encarei.

Mas eu o empurrei, pois me lembro do Héctor.

- Gata, vamos apenas dançar, não vou fazer nada que você não queira - ele falou no meu ouvido devido ao som alto e percebi que ele segurava uma caneca cheia de líquido azul em uma das mãos.

Apenas concordei com a cabeça, dançar não é trair, não é mesmo?!

Continuei com os meus movimentos, ele segurou firme em minha cintura e com um simples movimento me virou, nos deixando cara a cara, e que homem lindo, ele tinha um cavanhaque, olhos negros e um sorriso encantador. Ele segurou meu rosto entre as suas mãos e quando tentou me beijar, virei meu rosto, mas ele manteve as suas mãos firmes em minha cintura.

Isso me assustou, me apavorou, pois o meu namorado nunca me forçou a nada, nem um beijo.

- Alex... - Comecei a chamar pela minha amiga. Sei que era impossível ela me ouvir em meio a multidão e o som alto, mas não deixei de tentar. - Me solta.

- Que isso, gatinha, eu sei que você também quer, não precisa ficar se fazendo de difícil - falou e segurou firme o meu queixo. - Vagabunda - ele me xingou quando dei uma joelhada no meio das suas pernas, peguei o seu copo e joguei a bebida no seu rosto, fazendo com que ele me soltasse e se agachasse e quando olhei em volta e não vi a Alex, segui em direção do bar.

Pedi uma dose de tequila, mais uma, acredito que já bebi umas 10 doses, ou mais, ainda não achei Alex, a única certeza que tenho é que preciso encontrar o banheiro.

Senti a minha cabeça girar e com uma certa dificuldade, caminhei até o banheiro. Nunca pensei que seria tão difícil fazer xixi com a cabeça girando e só após um longo tempo consegui sair da cabine do banheiro e lavar minhas mãos, mas para minha tristeza, quando abri a porta do banheiro, o cara em que eu dei uma joelhada estava me esperando.

- Merda!

- Pensou que ia se livrar de mim? - perguntou enquanto se aproximava.

- Me deixa - minha voz saiu um pouco arrastada. - Me solta - Me debati e ele me jogou contra a parede, tendo cuidado agora de segurar bem meus braços, para que eu não conseguisse me livrar.

- Agora você me paga.

Tentei me esquivar, mas ele era bem mais forte que eu e me prendeu em seu corpo, me fazendo sentir mais ainda o cheiro de bebida que também o acompanhava.

- Me solta - gritei quando ele me agarrou.

- Não, você vai ser minha.

A essa altura, os meus pulsos já estavam ardendo, não sei como, mas ele conseguiu segurar meus pulsos com uma das suas mãos, me imprensar na parede e colocar o seu joelho entre as minhas pernas.

- Que isso, gatinha? Sei que você também quer, não precisa ficar se fazendo de difícil. - Segurou firme o meu queixo. - Eu só queria brincar um pouco, delícia. Não se preocupe, você gostará do que farei.

Minha cabeça deu outro giro pela bebida que tomei e me xinguei por não estar consciente ao ponto de me defender. Fechei os olhos no momento em que ele aproximou sua boca da minha. Entretanto, não senti o contato e com brusquidão seu corpo foi tirado de perto do meu.

- Ela falou para você soltá-la - Ouvi uma voz rouca e sexy me defendendo.

- Sai daqui - o cara falou e tentou me beijar.

- Mandei você soltá-la.

Numa fração de segundos, o cara não estava mais me agarrando, e quando abri meus olhos, ele estava caído no chão.

Tudo se transformou em um borrão e confusão no momento em que Matteo o arrancou de perto de mim novamente, mas dessa vez ele jogou o homem no chão e iniciou uma série de socos e pontapés. Ao olhar para ele, vi sangue manchando seu rosto e mãos. Por fim vi Matteo sacar uma arma da parte de trás do jeans.

Nesse momento, Andrew, Romeo e Alex entraram pela porta.

Alex correu em minha direção, onde estou sentada, encolhida no chão.

Vi quando Matteo engatilhou a arma e enfiou na boca do homem, que choramingava.

- Eu devia te matar agora. Cortar sua mão, cortar a porra do seu pau e fazer você comer. E só aí estourar a porra dos seus miolos.

Prendi a respiração com suas palavras duras. Matteo olhou para mim, em como estava encolhida tremendo. Assustada, me sentindo violada. E a expressão demoníaca que se apodera do seu rosto me assustou ainda mais.

Um calafrio percorreu meu corpo quando ele conseguiu se livrar do agarre de Romeo e Andrew e se aproximou do homem, com o rosto cheio de sangue. Lhe deu um chute no rosto, fazendo o sangue respingar em mim, no momento em que Alex conseguiu desviar.

- Matteo, já chega - Romeo falou enquanto o tirava de cima do cara.

Senti o calor das gotículas de sangue em meu rosto, as minhas pernas começaram a tremer, o meu corpo começou a ficar mole, até que tudo girou e ficou escuro e eu caí em um abismo em que nada pode me atingir.

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