Ficou preto como piche imediatamente.
"Isso é letal", Debi sussurrou. "Você deveria estar morta."
Mas então, o líquido preto começou a borbulhar. Sibilou, tornando-se um branco violento e brilhante.
Debi ofegou. "Ali... olhe."
"Está metabolizando", disse ela, com a voz trêmula. "Seu sangue está consumindo o veneno. Isso não é sangue Alfa normal. Isso é..."
"A Loba Branca", sussurrei.
"É real", disse Debi. "Seus pais sabiam. É por isso que tiveram que suprimir. Uma Loba Branca não é apenas uma Luna. Você é uma Suprema. Você está acima de todos."
A ficha caiu. Eu não estava quebrada. Eu era uma arma nuclear que eles estavam tentando manter desativada.
"Eles têm medo de você", disse Debi. "E hoje à noite, eles vão terminar o serviço."
"Que tentem", eu disse. Peguei uma pilha de papéis na mesa de Debi.
Um documento de Rompimento de Laços.
"Vou assinar", eu disse.
"Se você assinar isso, você se torna uma Renegada aos olhos da lei."
"Eu não quero os nomes deles", eu disse.
Assinei meu nome. Não *Alina Hughes*. Não *Alina Donovan*.
Apenas *Esperança*.
"Consegui um voo fretado particular", disse Debi. "Meu primo transporta carga para o Norte. Ele pode te levar. O voo decola às nove da noite."
"Tempo de sobra para incendiar o mundo deles", eu disse.
Dirigi de volta para a mansão uma última vez.
Fui para o quarto principal. Fiz uma única mala. Apenas jeans, botas e o medalhão da minha avó.
Entrei no banheiro. Na bancada, havia uma taça de prata.
Um bilhete estava encostado nela. *Beba isso antes de vir, querida. - Mamãe*
Levantei a taça. Cheirava a chá de menta, mascarando o cheiro amargo de amêndoas.
Meu celular vibrou. Abri o aplicativo de segurança no meu celular. Eu havia instalado um acesso secreto no sistema de câmeras semanas atrás, quando Ivan estava se gabando das novas atualizações 4K.
Ivan, Kiara, Léo e meus pais estavam na suíte VIP. Rindo.
"Ela estará morta na hora dos fogos", ouvi meu pai dizer.
Fiquei olhando para a tela.
Levantei a taça aos lábios. Tomei um gole minúsculo. Apenas o suficiente para cobrir minha língua.
Então derramei o resto na pia.
Fui ao banheiro e vomitei. Eu precisava dos sintomas – a palidez, o suor – mas não da morte.
Debi me deu uma injeção de estimulante para neutralizar os efeitos residuais. Enfiei na minha coxa.
Fogo correu por minhas veias.
Meus ossos estalaram. *Pop.*
*Está na hora*, minha loba rugiu.
"Ainda não", eu disse entre dentes. "Segure."
Levantei-me. Eu parecia um cadáver ambulante. Perfeito.
Peguei o presente que havia preparado. Uma caixa embrulhada em papel preto.
Dentro havia um reprodutor de áudio digital e as fotos.
Chamei um serviço de entrega. "Entrega prioritária. Suíte VIP no Parque da Lua de Prata. Não pare por ninguém."
Saí de casa.
Eu cansei de ser Alina, a Vítima.
Hoje à noite, eu era a Executora.