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A Luna Estéril do Alfa: Desfazendo o Vínculo de Companheiros
img img A Luna Estéril do Alfa: Desfazendo o Vínculo de Companheiros img Capítulo 4
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Capítulo 4

POV Elara:

O maçarico de acetileno sibilou, uma língua azul de fogo lambendo o cadinho.

Eu estava na oficina do porão. O anel de platina - o Anel da Luna, um símbolo de servidão eterna - estava na tigela de cerâmica.

"Adeus", sussurrei.

Aumentei o calor.

O ouro chorou. Os diamantes afundaram na lama derretida. O fragmento de meteorito rachou com um estalo satisfatório.

Despejei o metal disforme em um molde. Ele esfriou em um caroço feio e deformado. Coloquei-o em uma caixa de veludo.

No andar de cima, entrei no escritório. Vazio.

Coloquei a caixa em sua mesa.

Então, a estante de livros. *Inferno* de Dante. A porta secreta clicou.

A Sala do Pânico. O cérebro da alcatéia.

As paredes pulsavam com runas azuis. Minha arte. Minha alma.

Coloquei minhas mãos no console central.

*Bem-vinda, Tecelã.*

"Sinto muito", eu disse para a magia.

Eu não a destruí. Isso acionaria alarmes. Em vez disso, introduzi um câncer.

Reescrevi o código-fonte.

*Se Elara deixar o território, iniciar Protocolo Zero.*

O Protocolo Zero não era uma explosão. Era um desmanche. As barreiras de privacidade caem primeiro. Depois os alarmes. Então as barreiras físicas se dissolvem. Doze horas de decadência.

Derramei minha energia na pedra até meus joelhos tremerem. As runas piscaram em violeta, depois voltaram ao azul.

A bomba-relógio estava armada.

A porta da frente bateu no andar de cima.

"Elara!", a voz de Breno ecoou. "O servidor caiu! Os dados financeiros estão com problemas!"

Mentiroso.

Eu monitorava aqueles servidores. Estavam ótimos. Ele só me queria por perto enquanto... cuidava de seus assuntos.

Subi as escadas. Breno estava no corredor, parecendo agitado, mas cheirando a engano.

"Conserte", disse ele, segurando meus ombros. "Você é a única em quem confio com a tecnologia. Você é a âncora desta alcatéia."

Uma âncora é apenas um peso que você arrasta pelo fundo para não ficar à deriva.

"Vou trabalhar nisso", eu disse.

"Boa menina." Ele beijou minha testa. Lábios secos. "Tenho que voltar para o escritório. Controle de danos."

"Ok."

Ele não estava indo para o escritório. Estava indo para Kiara.

"Eu não sou uma âncora, Breno", sussurrei enquanto a porta se fechava. "Eu sou a tempestade."

Fui para o quarto e fiz uma mala. Dinheiro. Identidade. Poção.

E um caderno.

*Regra 1: Humanos não rosnam.*

*Regra 2: Humanos não conseguem ouvir um batimento cardíaco do outro lado da sala.*

*Regra 3: Humanos choram.*

Amanhã era Sete de Setembro. Dia da Independência.

Apropriado.

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