Gênero Ranking
Baixar App HOT

Capítulo 5 O grande dia de Lilly

Ponto de vista de Lottie

"Levante essa bunda preguiçosa!", Lilly exigiu, sua voz estridente me fazendo gemer.

Me jogando de bruços, puxei o travesseiro sobre a cabeça, na esperança de silenciá-la.

"Não!", resmunguei, as lembranças de Knox e eu na noite passada ainda pairando na minha cabeça, fazendo minhas coxas doerem e minha buceta se contrair deliciosamente. Eu podia negar o quanto quisesse, mas nenhum homem jamais havia me feito sentir tão viva quanto Knox! Fiquei puta da vida por saber que o homem que conseguiu acender esse fogo dentro de mim era tão indesejável!

"Char! Vamos!", Lilly resmungou, puxando o lençol de cima de mim, e o ar frio que atingiu meu corpo fez meus mamilos se enrijecerem ainda mais contra o tecido macio do pijama dela.

"É o meu grande dia! Preciso da minha melhor amiga ao meu lado!", ela reclamou, mas o tom de sua voz me indicava que ela não desistiria tão cedo.

"Tudo bem! Já estou de pé!", resmunguei, jogando o travesseiro na direção de onde a voz de Lilly vinha enquanto me levantava. Sentindo o cheiro forte de café, sorri sonolenta para Lilly, com os últimos resquícios do meu sonho e de seu irmão sexy desaparecendo lentamente da minha mente enquanto eu pegava o café que ela me entregava.

"Você está bem? Está muito corada! Não está ficando doente, está?", ela perguntou, dando um passo para trás como se eu tivesse algo contagioso.

"Não sei, dormir com o irmão da sua melhor amiga é meio doentio!", Sage brincou, me provocando.

"Não dormi com Knox!", bufei, tomando um gole do café e ignorando minha melhor amiga dramática e a loba pé no saco.

"Não posso ficar doente hoje, Char!", Lilly lamentou, me observando enquanto me entregava um espelho para me mostrar o quanto eu estava corada, mas o deixei na cama, sem precisar olhar para saber que eu estava vermelha.

"Foi só um pesadelo!", a tranquilizei, querendo tomar o resto do meu café em paz.

"Bom, você não está mentindo! Você estava terrivelmente... má... nesses sonhos! Muito má mesmo! Quero dizer, a forma como você abriu as pernas e o deixou aninhar aquele rosto bonito entre elas!", Sage sussurrou sedutoramente na minha mente.

"Charlotte! Você está bem? Está tremendo?", Lilly perguntou, pegando a xícara de café da minha mão antes que eu a derrubasse. Então, a mão dela foi pressionada na minha testa com simpatia. "Charlotte?"

"Você acha que ele será tão habilidoso com a língua quanto você imagina?", Sage continuou, me fazendo corar ainda mais. "Deus sabe que ele era bom com o..."

"Chega!", gritei para minha loba, cortando nossa conexão para que eu pudesse me concentrar e acalmar minhas mãos trêmulas e meu coração acelerado. A preocupação no rosto de Lilly me trouxe de volta à realidade.

"Estou bem! De verdade!", murmurei, balançando a cabeça diante das imagens que Sage havia inserido na minha mente.

"Você não pegou nenhuma dessas doenças humanas, pegou?" O rosto de Lilly se transformou em uma máscara de angústia.

"Devo contar a ela! Nos dezoito anos que somos amigas, nunca menti para ela! Não me sinto bem fazendo isso agora!", declarei com culpa para Sage, só para me lembrar que eu havia a interrompido, e por um bom motivo!

Eu sabia exatamente o que ela diria sobre o assunto: pau, pau e mais pau!

Parecia que, desde que saímos do quarto de Knox, era tudo o que ela conseguia pensar! No pau de um certo homem em particular.

Respirei fundo ao ver os olhos frenéticos de Lilly cravados em meu rosto, cheios de necessidade. Hoje era o grande dia dela! Ela sonhava com esse dia desde que eu a conheci - encontrar seu companheiro, oficializar a união e deixar sua família e matilha orgulhosos.

Era para isso que Lilly havia sido criada!

Por outro lado, eu precisava de mais! Eu precisava da forma mais pura de amor, confiança e segurança, e tudo isso era algo que Knox não poderia me oferecer! Esse pensamento consolidou o que eu já sabia: foi só uma vez! Apesar de como o pau dele era maravilhoso quando se esfregava em mim. Suspirando, suavizei minhas feições, ignorando a dor entre minhas coxas.

"Acho que as últimas 24 horas me afetaram, vendo Mike e aquela vadia na minha cama! Só isso!", eu disse, mentindo para ela pela segunda vez em poucas horas.

"Sinto muito, Char. Ele é um merda! Quer que eu peça para Knox e Kane darem uma boa surra nele?"

Balançando a cabeça dramaticamente com uma risada nervosa, segurei as mãos dela e a puxei para a cama, ignorando seus protestos.

"Não! Já é constrangedor o suficiente eu ter os pegado transando na minha cama, não quero que a matilha inteira fique falando sobre isso!", resmunguei, pegando o travesseiro e o jogando nela com uma sobrancelha arqueada. "E não é como se seus irmãos não gostassem de uma boa fofoca ou não tivessem companheiras de cama para uma conversa de travesseiro!", admiti, revirando os olhos para o ciúme que me consumia.

"Hummm, sim, entendo isso!", ela disse e riu, jogando o travesseiro de volta para mim enquanto saía da cama, estendendo a mão para me puxar.

"Mas se ele se tornar um incômodo, vou contar a eles! Sei que você acha que eles não se importam com você, Charlotte, mas eles te veem como uma irmãzinha! Eles não vão tolerar as besteiras dele!", ela comentou, me olhando no espelho enquanto arrumava o cabelo. Pude sentir seus olhos observando minhas feições, esperando que eu estivesse prestando atenção.

"Meu Deus, espero que eles não te vejam como uma irmã! Não sei o que pensar sobre incesto!", Sage resmungou, abrindo caminho através da barreira que eu havia erguido. "Embora eu esteja disposta a chamar Knox de papai se você estiver...", ela acrescentou com um movimento de suas sobrancelhas grossas.

"Bela maneira de baixar o nível, Sage!", bufei, a ignorando como antes enquanto ajudava Lilly a se preparar para seu grande dia!

Duas horas depois, atravessávamos a casa vazia da matilha, já que Alfa Leigh havia garantido que ninguém visse sua filha antes da cerimônia, restando ali apenas Lilly e eu.

"Não está nervosa?", perguntei, segurando a mão dela enquanto estávamos na porta dos fundos. Ela estava linda, mais do que sempre foi! Seu vestido de noiva de Alexander Mcqueen era digno da realeza, o que era apropriado, já que ela era companheira do herdeiro da Matilha Prado, com seus antigos laços com a realeza entre a comunidade Lycan. Lilly traria poder e título para ela e para nossa matilha através dessa cerimônia.

"Não, só animada!", ela sussurrou, abrindo as portas para espiar o jardim lindamente decorado com um toque sutil das cores da matilha: tulipas brancas e azuis enfeitavam o caminho de paralelepípedos e, acima, suspensas como uma guirlanda, pendiam as deslumbrantes trepadeiras de jasmim branco e azul que eu sabia que a Luna havia encomendado especialmente para esse dia, querendo demonstrar respeito ao noivo de sua filha, mas principalmente à Luna da Matilha Prado, pois diziam que essas eram suas flores favoritas. Nenhum gasto foi poupado para esse dia! Tudo estava perfeito e impecável! Assim como Lilly!

"Uau, está deslumbrante", murmurei maravilhada quando a porta se abriu e Alfa Leigh entrou, seus olhos se fixando na filha e se enchendo de lágrimas instantaneamente, de uma forma que só um pai orgulhoso poderia fazer.

"Eu disse que você estava linda!", falei com um sorriso, cutucando o quadril de Lilly ao vê-lo tentar não chorar ao ver sua filha com o vestido de noiva.

"Gostou, papai?", ela gritou, se virando lentamente para lhe mostrar o que seu dinheiro havia proporcionado.

Era um vestido requintado, longo até o chão, feito com a seda mais macia, assim como o das suas madrinhas. Tinha um decote em V profundo na frente até o umbigo, e a área estava coberta de renda, com o brasão da matilha bordado no azul-celeste. As costas eram abertas, exibindo sua bela pele bronzeada, e fileiras de cristais, também na cor azul-celeste, percorriam seu ombro, se prendendo em cada um deles para manter o vestido no lugar. Era um vestido muito moderno, e ela o usava perfeitamente, mas definitivamente um pouco decotado para o meu gosto, embora fosse a cara de Lilly!

"Você está parecendo uma princesa!", ele exclamou, se endireitando, sem dúvida na tentativa de controlar suas emoções. Seus olhos me observaram com um sorriso caloroso, olhando para o meu vestido com uma risada.

"Eu esperava que você aparecesse de calça de yoga e moletom, Charlotte!", ele brincou, lançando-me uma piscadela carinhosa. Ele estava certo, claro, pois eu vivia com roupas de treino e academia. Quando seu pai era o Beta, você passava a maior parte do tempo treinando.

Lilly o repreendeu: "Papai! Não a incentive! Levei semanas para suborná-la a usar o vestido!" Ela zombou, empinando o quadril e me lançando um olhar firme.

"Opa, suborno? Quanto isso está me custando, hein?!", ele questionou e riu, puxando sua filha emburrada para perto de si e a olhando uma última vez.

"A primeira filha dela se chamará Charlotte!", anunciei com um sorriso para ele, satisfeita comigo mesma.

"E se for menino?", ele perguntou, rindo e balançando a cabeça com nossas brincadeiras.

"Ainda assim, Charlotte!", respondi enquanto gargalhava.

"Charlotte, pode nos dar licença por um momento? Gostaria de passar um tempo com minha filha antes de...", ele sussurrou, sua voz se interrompendo enquanto seus olhos se fixavam na filha com amor.

"Ela sempre será sua filhinha!", sussurrei, me inclinando na ponta dos pés para dar um beijo suave na bochecha do meu Alfa. Ele era como um segundo pai para mim, e vê-lo tão emocionado com Lilly era algo muito incomum dada sua personalidade, que mesmo a portas fechadas, sempre parecia preferir os gêmeos.

Pisquei para minha melhor amiga antes de sair pela porta e esbarrar em uma forma sólida e um cheiro familiar, soltando um gemido audível que despertou Sage dentro de mim, sentindo o perigo.

Anterior
                         
Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022