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A matilha perdida
img img A matilha perdida img Capítulo 2 A rosa preta
2 Capítulo
Capítulo 7 Ryder pode ser o pai do menino img
Capítulo 8 Tomando uma decisão importante img
Capítulo 9 A garota dos meus sonhos img
Capítulo 10 Revelando a verdade img
Capítulo 11 Encontrando sua companheira img
Capítulo 12 Então temos um problema img
Capítulo 13 Eu não vou falhar com nenhum de vocês de novo img
Capítulo 14 Jaxon agora pertencia àquele mundo img
Capítulo 15 Decidindo ficar img
Capítulo 16 Me fez acreditar que existia algo real img
Capítulo 17 A mulher que carregava meu destino nas mãos img
Capítulo 18 Um fantasma img
Capítulo 19 Você é a única para mim img
Capítulo 20 O beijo img
Capítulo 21 Era ciúme img
Capítulo 22 Encontrando Poppy img
Capítulo 23 Ela voltou diferente img
Capítulo 24 Basta dizer sim img
Capítulo 25 Dormindo juntos pela primeira vez img
Capítulo 26 Estamos todos perfeitamente bem img
Capítulo 27 Ela também é minha companheira img
Capítulo 28 Ferindo os outros img
Capítulo 29 Remy, você jamais foi uma segunda escolha img
Capítulo 30 Eu queria os dois img
Capítulo 31 Vamos com calma img
Capítulo 32 Como uma adolescente apaixonada img
Capítulo 33 Emboscada na Floresta do Norte img
Capítulo 34 Eles sabiam img
Capítulo 35 Sob a proteção da matilha img
Capítulo 36 Precisando de respostas img
Capítulo 37 O peso do vínculo img
Capítulo 38 Quase aconteceu img
Capítulo 39 Reencontrando Callen img
Capítulo 40 Você está bem longe do mundo humano img
Capítulo 41 Como funciona img
Capítulo 42 Em paz img
Capítulo 43 Acho que deveríamos conversar esta noite img
Capítulo 44 Não tenho medo desse tipo de perigo img
Capítulo 45 Me diga se quiser que eu pare img
Capítulo 46 Remy é um bom homem img
Capítulo 47 O desaparecimento de Jaxon img
Capítulo 48 Sendo reivindicada img
Capítulo 49 Todos veriam o que fiz com a companheira deles img
Capítulo 50 A marca img
Capítulo 51 Descobrindo novas habilidades img
Capítulo 52 Um lugar para pertencer img
Capítulo 53 Acho que você trouxe os caçadores até aqui img
Capítulo 54 Eu estou preparada img
Capítulo 55 Tomando uma decisão img
Capítulo 56 Vamos fazê-lo perceber o que está deixando para trás img
Capítulo 57 Eu quero vocês dois img
Capítulo 58 Precisamos trabalhar sua resistência img
Capítulo 59 Quietude caseira img
Capítulo 60 Ela é nossa companheira img
Capítulo 61 É isso que quero img
Capítulo 62 Ele trouxe caçadores para a vida dela img
Capítulo 63 Será que todos desejavam ter filhos img
Capítulo 64 A verdade era incontestável img
Capítulo 65 Odeio Greg por tudo o que fez img
Capítulo 66 Preparando uma noite especial img
Capítulo 67 Uma surpresa img
Capítulo 68 Onda de prazer img
Capítulo 69 Você me pertence agora img
Capítulo 70 Não precisa enfrentar isso sozinho img
Capítulo 71 Um segredo para carregar para o resto da vida img
Capítulo 72 A visita de Poppy img
Capítulo 73 Solicitação judicial img
Capítulo 74 Iremos à guerra por ele img
Capítulo 75 Vamos dar um fim nisso, Rye img
Capítulo 76 Uma conversa difícil img
Capítulo 77 Merecia muito mais img
Capítulo 78 Só nós desta vez img
Capítulo 79 Um ciclo de cio img
Capítulo 80 Precisamos de respostas img
Capítulo 81 Temos muito a conversar img
Capítulo 82 A decisão é dela img
Capítulo 83 Uma chance de tudo dar certo img
Capítulo 84 Eu realmente estava pronta img
Capítulo 85 O cio havia retornado img
Capítulo 86 Não lute contra isso img
Capítulo 87 Se entregue, Paige img
Capítulo 88 Proteger o que ela nos deu img
Capítulo 89 Ela nunca mais acordará sozinha img
Capítulo 90 Os resultados do DNA img
Capítulo 91 O nome do pai img
Capítulo 92 Agora sou seu img
Capítulo 93 Uma noite a sós img
Capítulo 94 Firmando o último vínculo img
Capítulo 95 O desafio img
Capítulo 96 Apenas um acaso img
Capítulo 97 Está insinuando que ela não é humana img
Capítulo 98 A visita de Poppy img
Capítulo 99 O ataque img
Capítulo 100 Uma chance real img
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Capítulo 2 A rosa preta

Ponto de vista de Paige:

"Eu sei exatamente o que você tem feito, Greg", declarei assim que desci as escadas na manhã seguinte e o encontrei sentado à mesa, comendo cereal.

Mal terminei de falar, e ele já fechou o rosto numa expressão amarga e levantou os olhos na minha direção, a colher ainda suspensa no ar.

"O que você acha que eu tenho feito?", ele rebateu com ironia.

Sem dizer nada, joguei meu celular sobre a mesa diante dele. A tela iluminou, revelando mais mensagens - o nome "Leanne", a foto dela, as conversas...

"Bom dia, meu lindo. Sinto falta do seu toque. Hoje à noite, depois que ela dormir? Você me faz sentir viva novamente. Viva de novo!"

Enquanto ele reacendia outra vida nos braços de alguém, eu estava murchando aos poucos.

"Você ama ela?", perguntei, com a voz vacilante. E isso me irritou, pois detestei parecer tão vulnerável diante dele.

Greg encarava o celular como se tivesse uma arma à sua frente, e talvez fosse mesmo, já que eu estava exausta de fingir ser a esposa compreensiva que ignorava o abandono e recolhia os cacos.

"Ela não significa nada. Foi só uma situação complicada", disse ele, soltando um suspiro.

"Na verdade, não tem nada de complicado. É bem simples. Você transou com ela enquanto eu estava com Jaxon, me desdobrando para manter esta casa e ainda tentando acreditar que havia salvação para o nosso casamento", rebati, recuando um passo e cruzando os braços, resistindo à vontade de atirar a tigela nele.

Um silêncio tenso se instalou.

"Eu precisava de algo só meu, Paige. Você tem estado tão... distante. Desde o começo, você nunca se entregou de verdade. Sempre ficou presa ao passado, esperando que seu querido Ryder voltasse para você."

Abri a boca para rebater, mas a fechei logo em seguida. Será que ele tinha razão? Será que a culpa era minha?

"Talvez você esteja certo. Talvez eu tenha me agarrado à antiga versão de mim mesma, aos pedaços quebrados que tentei colar, à ilusão de que você poderia me amar como sou. Mas eu nunca serei a mulher que você tenta me transformar. E o meu filho também não será", concluí, respirando fundo.

"Mamãe", chamou Jaxon, sua voz fraca vindo do andar de cima, me fazendo virar para sair.

"Onde você vai?", perguntou Greg, arrastando a cadeira ao se levantar.

"Para bem longe. Para um lugar onde eu e Jax possamos respirar. Longe de você e dessa farsa. Quero o divórcio."

Com essas palavras, subi as escadas e preparei duas malas, uma minha e outra de Jaxon.

Greg não disse uma só palavra para impedir, nem tentou se desculpar quando saímos pela porta, deixando para trás o que um dia chamei de lar.

Jaxon ficou em silêncio durante o trajeto, e eu o observava pelo espelho retrovisor. Seus olhos estavam inquietos enquanto abraçava seu ursinho de pelúcia cinza com força. Ele sabia que algo estava errado, e me partia o coração saber que ele também sofreria por causa das escolhas de Greg.

"O que acha de passarmos na cafeteria para tomar café da manhã com panquecas?", sugeri.

"Greg vai também?"

"Não, querido. Agora somos só nós dois. Vai ser uma aventura", respondi, tentando soar animada.

"Para onde vamos?"

"Vamos morar perto da tia Poppy", sorri, mas os olhos de Jaxon se encheram de lágrimas com minha resposta.

"Vai ficar tudo bem, meu amorzinho, eu prometo", falei, tentando acalmá-lo.

"E meus amigos? E a vovó e o vovô?", ele perguntou baixinho.

"Você vai fazer muitos amigos novos. E a vovó e o vovô estarão sempre conosco em espírito, te protegendo de onde estiverem."

Enquanto Jaxon saboreava as panquecas, aproveitei para fazer algumas ligações.

O proprietário da casa que Poppy me indicou foi muito compreensivo e, após checar alguns dados, permitiu que nos mudássemos ainda hoje.

Eu só havia visto as fotos da casa no link que Poppy mandou, mas confiei quando ela disse que era exatamente como aparecia. E ela estava certa, pois a casa era encantadora e, ainda que fosse menor do que nossa antiga casa, era perfeita para mim e Jax.

Não consegui encontrar muitas informações sobre a cidade, mas a escola parecia excelente e, depois de conversar por telefone com a diretora, tive a impressão de que Jaxon se adaptaria com facilidade. Por isso, agendei uma visita ao colégio para o dia seguinte, no período da tarde.

Após o café da manhã, passamos por uma floricultura próxima, e deixei que Jax escolhesse suas flores favoritas, enquanto eu optava por algumas lavandas e rosas azuis para compor o arranjo que deixaria no túmulo dos meus pais.

Ao me aproximar do caixa, notei algumas rosas pretas e resolvi pegar uma para incluir na compra. Nesse momento, invadiu minha mente uma lembrança de Ryder, que sempre me presenteava com uma rosa solitária e explicava o significado de cada cor.

"Deseja que eu coloque essa no arranjo?", perguntou a florista.

"Não, obrigada. Separe essa, por favor."

Assim que chegamos ao cemitério, Jax depositou as flores sobre a lápide dos meus pais. No dia em que eles faleceram em um trágico acidente de carro, eu ainda estava internada após o parto e ele tinha apenas um dia de vida, mas eu sempre fiz questão de que ele conhecesse a história deles.

Até aquele momento, eu acreditava que perder Ryder tinha sido o pior acontecimento da minha vida. Meus pais foram os melhores que alguém poderia ter, permanecendo ao meu lado durante toda a gestação e também nos momentos em que chorei por Ryder. Eu ainda carregava uma dor profunda por eles e pelo meu filho - eles teriam amado conhecer Jaxon, e me machucava saber que nunca tiveram essa chance.

Agora, senti uma saudade imensa da minha mãe, ciente de que, se ela estivesse aqui, teria as palavras certas para me encorajar a seguir em frente.

Depois de um tempo, voltamos para o carro, prontos para deixar essa cidade e iniciar um novo capítulo, mas ainda havia um último lugar onde eu precisava ir.

Estacionei diante de um bangalô isolado, a antiga casa de Ryder, e fui tomada pelas memórias. Desde que comecei meu relacionamento com Greg, eu não pisava ali, pois visitar esse lugar pareceria uma traição. Contudo, no fundo, a entrega dele jamais se igualou à minha.

O jardim, que antes era bem cuidado, agora estava coberto de ervas daninhas, e a pintura do pequeno portão de ferro já descascava. Mesmo assim, havia algo preservado na estrutura da casa.

"Quem morava aqui, mamãe?", Jax perguntou curioso.

"Esse era o lar do seu pai antes de ele desaparecer", expliquei com suavidade.

Apesar de ainda ser muito novo para entender por completo, nunca escondi a verdade de Jaxon, porque jamais queria que ele crescesse acreditando que foi rejeitado pelo próprio pai.

"Você acha que ele pode estar se escondendo aí dentro? Podíamos tentar encontrá-lo. Talvez ele esteja escondido debaixo da cama. Eu me escondo lá quando fico com medo", disse Jax, e eu sorri diante da sua inocência.

"Não, meu amor, ele não está ali", respondi com um suspiro, soltando meu cinto de segurança.

"Posso sair?", Jaxon perguntou ao me ver sair do carro.

"Claro que sim", respondi, abrindo sua porta, ajudando-o a sair da cadeirinha e pegando a rosa preta que estava no banco do passageiro.

O portão de ferro soltou um rangido agudo enquanto eu forçava as dobradiças enferrujadas para abri-lo, mais uma evidência de que ninguém havia pisado ali por muito tempo. Eu imaginava que a casa já estaria colocada à venda, o que tornava ainda mais intrigante o fato de ela continuar desocupada.

De mãos entrelaçadas com Jax, seguimos até a porta principal. O frio na barriga era o mesmo que senti da primeira vez que percorri este caminho para nosso encontro inicial.

Os pais de Ryder haviam saído naquela noite, e ele me chamou para assistir a um filme juntos. Ainda me lembrava perfeitamente da sensação de prender a respiração quando ele abriu a porta e seus olhos azuis intensos se encontraram com os meus.

Começamos sentados com certa timidez, cada um numa extremidade do sofá, dividindo um pacote de pipoca. Conforme o filme avançava, nossas mãos foram se aproximando até que nossos dedos mindinhos se tocaram. Aquele leve toque fez meu coração acelerar, e naquele instante soube que Ryder marcaria minha vida para sempre.

Nunca experimentei com ninguém aquilo que sentia ao lado dele. Cada gesto seu era como um remédio delicado para minha alma. Seus beijos tinham o poder de reviver tudo dentro de mim, e seus abraços pareciam barreiras contra o mundo, fazendo-me sentir completamente protegida...

Jaxon apertou minha mão, me puxando de volta à realidade e quebrando o ciclo da lembrança, então subiu no degrau da entrada, encostou a palma da mão na porta e fechou os olhos.

"Ele não está aqui", murmurou, recuando para me dar a mão novamente.

Ajoelhei-me e deixei a rosa preta sobre a soleira da porta.

"O que essa preta quer dizer?", Jax perguntou com curiosidade.

"Ela simboliza força, resistência e esperança. Também pode representar empatia... ou o encerramento de um ciclo", respondi, feliz por dividir um pouco da visão do pai com ele.

Lancei um último olhar à fachada da casa, me virei e comecei a caminhar de volta. Era o fim de um capítulo importante na minha história, o momento de me libertar do passado e deixar os fantasmas onde pertencem. Agora que poderíamos viver com foco no que ainda estava por vir, eu só torcia para que o futuro fosse mais gentil do que tudo que havíamos deixado para trás.

Quando ultrapassamos os limites da cidade, olhei pelo retrovisor mais uma vez. Fomos felizes ali, mesmo que por pouco tempo, mas agora aquele lugar carregava mágoas e decepções, e chegava a hora de criar novas histórias... em um novo lar.

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