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Falindo o Alfa: A Vingança Suprema da Companheira Rejeitada
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Capítulo 3

Helena POV:

Eu estava na soleira do que costumava ser meu quarto de casal. A Toca do Alfa.

Na cultura dos lobos, a Toca é sagrada. É onde o Alfa e a Luna se unem, onde dormem, onde são mais vulneráveis. Entrar na Toca de outro lobo sem permissão é um ato de guerra. Deixar seu cheiro lá é um desafio de morte.

O cheiro era avassalador. Cobria o fundo da minha garganta como óleo.

O cheiro de Âmbar estava por toda parte. Estava nas cortinas. Estava no tapete.

E estava mais forte na cama.

Aproximei-me da cama de dossel king-size. Eu havia escolhido aqueles lençóis. Algodão egípcio, 1000 fios.

Vi um longo cabelo loiro no travesseiro.

Minha loba, a Loba Branca que mantive escondida e suprimida por cinco anos para fazer Ricardo se sentir forte, arranhou o interior da minha caixa torácica. Ela queria sangue.

*Queime*, ela sibilou em minha mente. *Queime tudo.*

Não precisei ouvir duas vezes.

Agarrei a ponta do colchão.

Lobisomens são fortes. Mesmo uma curandeira é mais forte que dez homens humanos. Mas agora, alimentada pela fúria de uma companheira traída, minha força era algo completamente diferente.

Com um rosnado primitivo, arranquei o pesado colchão da estrutura da cama.

Não parei por aí. Peguei os travesseiros. O edredom. Os lençóis.

Marchei até as grandes portas de vidro que davam para o gramado da frente. Abri-as com um chute. O vidro se estilhaçou, mas eu não me importei.

Arremessei o colchão pela janela. Ele caiu no gramado impecável três andares abaixo com um baque satisfatório.

Depois os travesseiros. Depois os lençóis.

Virei-me de volta para o quarto. A porta do armário estava entreaberta.

Entrei. As roupas de Ricardo estavam à esquerda. As minhas, à direita.

Mas no meio, enfiadas apressadamente nos meus cabides, havia roupas baratas e chamativas que não me pertenciam.

Saias de oncinha. Casacos de pele sintética.

Âmbar havia se mudado. Ela não apenas visitou; ela começou o processo de me substituir antes mesmo de eu ter saído.

Peguei braçadas de roupas. Não me preocupei com os cabides. Arranquei-as.

Voltei para a janela e as joguei para fora. Elas flutuaram para baixo como confetes de mau gosto.

"Em nome da Deusa, o que você está fazendo?!"

Virei-me bruscamente.

Parada na porta estava a irmã mais nova de Ricardo, Jordana. Ela ficou para trás da Cúpula porque foi reprovada nas provas e estava de castigo.

Ela segurava um saco de salgadinhos, com a boca aberta de horror.

"Limpando", eu disse friamente.

"Esse é... esse é o quarto do Ricardo! Você não pode jogar as coisas pela janela! Mamãe vai te matar!"

"Sua mãe está presa em um aeroporto em Manaus comendo bolachas de máquina", eu disse, caminhando em direção à mesa de cabeceira.

Vi uma foto emoldurada. Éramos Ricardo e eu no dia do nosso casamento. Ele parecia presunçoso. Eu parecia esperançosa.

Peguei-a.

"Você está louca", zombou Jordana. "Sempre soube que você era instável. A Âmbar vai ser uma Luna muito melhor. Ela é divertida. Me deixou pegar o carro dela emprestado."

"O carro que eu paguei?", perguntei.

Deixei a foto cair. Ela não quebrou no tapete, então a esmaguei sob o meu calcanhar. O vidro estalou satisfatoriamente.

"Saia, Jordana", eu disse. Minha voz era baixa, vibrando com um rosnado que fez a garota dar um passo para trás.

"Você não pode me dar ordens! Meu irmão é o Alfa!"

"Seu irmão é um homem falido com um título que não pode bancar", retruquei. "E esta casa? Meu nome está na escritura. Não o dele. O meu."

Jordana empalideceu. "Isso não é verdade. É a Sede da Alcateia."

"Era uma propriedade hipotecada quando o conheci", eu disse, avançando sobre ela. "Eu a comprei. Eu a renovei. Eu permito que vocês vivam aqui."

Peguei um frasco de perfume da cômoda - o spray de baunilha barato de Âmbar.

Caminhei até a janela e o deixei cair. Ele se espatifou na entrada de carros lá embaixo.

Então, fiz algo proibido.

Invoquei minha aura. Não a luz azul suave e calmante de uma Curandeira.

Fui mais fundo, na linhagem que eu havia escondido. A linhagem da Loba Branca.

Uma chama prateada se acendeu ao redor das minhas mãos. Era o Fogo da Purificação. Uma habilidade antiga, perdida para a maioria dos lobos modernos.

Jordana gritou. "O que é você?!"

Toquei as cortinas. O fogo prateado as consumiu instantaneamente, devorando o tecido e o cheiro da intrusa, não deixando nada além de cinzas. Não queimou a madeira. Queimou apenas a impureza.

"Eu sou aquela que se cansou de ser usada", eu disse.

Olhei para o quarto vazio e coberto de cinzas.

"Diga ao seu irmão", eu disse para a garota aterrorizada, "que se ele quiser a Toca dele de volta, pode dormir no gramado com o lixo da amante dele."

Passei por ela, meu ombro batendo no dela com força suficiente para fazê-la tropeçar no corredor.

Eu tinha um avião para pegar.

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