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Falindo o Alfa: A Vingança Suprema da Companheira Rejeitada
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Capítulo 4

Helena POV:

O ar a 12.000 metros de altitude era puro e limpo.

Eu estava sentada no assento de couro de um jato fretado - não o meu Gulfstream, que estava atualmente apreendido em Manaus por minhas instruções, mas um Learjet menor e mais rápido.

Girei o champanhe na minha taça. Era um Dom Pérignon vintage. Tinha gosto de vitória.

Meu celular na mesa vibrou. Estava vibrando há uma hora.

Finalmente o peguei. 47 chamadas perdidas de Ricardo. 12 de Cornélia. 5 do advogado da Alcateia.

Ignorei todas e disquei um número diferente.

"Alto Conselho dos Lobos, Divisão Jurídica. Como posso ajudar?"

"Aqui é a Dra. Helena Moraes. Estou iniciando uma Rejeição de Cláusula 7 contra o Alfa Ricardo Almeida."

A linha ficou em silêncio por um momento. A Cláusula 7 era rara. Era a cláusula de "Traição de Provisão". Geralmente, era o macho rejeitando a fêmea por infidelidade. Era quase inédito uma fêmea rejeitar um macho por incompetência financeira e emocional.

"Dra. Moraes... tem certeza? Isso congelará imediatamente todos os ativos associados ao vínculo de acasalamento."

"Estou ciente", eu disse. "Quero que os papéis do divórcio sejam entregues a ele eletronicamente. Agora."

"Muito bem. Precisaremos de um motivo para o arquivo."

"Adultério", eu disse. "Apropriação indébita de fundos. E...", fiz uma pausa, olhando para as nuvens pela janela. "Estupidez irreconciliável."

"Eu... vou registrar como 'Diferenças Irreconciliáveis', senhora."

"Ótimo. Execute."

Desliguei.

Quase instantaneamente, uma dor aguda atravessou meu peito.

Era o vínculo.

O processo legal havia acionado a ruptura mágica. O fio dourado que conectava minha alma à de Ricardo estava sendo esticado ao máximo.

Trinquei os dentes. A dor era física, como um anzol sendo arrancado do meu coração. Mas por baixo da dor, havia alívio.

Meu celular acendeu novamente. Uma mensagem de texto de Ricardo.

'RICARDO: Os cartões não estão funcionando. O hotel cancelou nossa reserva. Disseram que o cartão de crédito registrado foi reportado como roubado. Helena, resolva isso AGORA. Estamos presos!'

Eu sorri. Não digitei uma resposta.

Em vez disso, abri o Elo Mental uma última vez.

O canal estava instável. Ele ainda tentava me bloquear, mas seu pânico estava vazando.

*Helena! Me responda! Onde você está?*, sua voz ecoou na minha cabeça.

Tomei um gole de champanhe.

*Estou voando para Fernando de Noronha*, projetei meu pensamento com clareza, cortando sua estática mental. *O tempo está lindo nesta época do ano.*

*Noronha? Você deveria estar em um avião de carga! Me escute, mande dinheiro. A Âmbar está chorando. Ela está estressada. Faz mal para o bebê!*

*Não existe bebê, Ricardo*, eu disse. *Mas mesmo que existisse, não é problema meu.*

*Você é minha companheira! Você é a Luna! Você tem um dever!*

*Meu dever terminou quando você deu meu assento para sua amante*, respondi. *Instruí o banco a sinalizar todas as transações da sua localização como fraudulentas. Você não tem acesso ao fundo. Você não tem acesso ao fundo de emergência.*

*Como vamos voltar para casa?!* O medo em sua voz era delicioso.

*Corra*, eu disse. *Você é um lobo, não é? Use suas pernas.*

*Helena, por favor. Mamãe está doente. Ela precisa do remédio dela.*

*Diga a ela para pedir para a Âmbar curá-la. Ah, espere. A Âmbar é uma Solitária. Ela não pode curar nada. Ela só pode tirar.*

*Eu te ordeno-*

*Adeus, Ricardo.*

Fechei os olhos e visualizei o fio dourado em minha mente.

Estava desgastado. Feio. Contaminado pela traição dele.

Invoquei a imagem de uma tesoura de prata.

*Tec.*

O estalo foi audível no mundo físico. Uma onda de choque de ar explodiu pela cabine, sacudindo as taças.

A conexão morreu. A presença constante e irritante de Ricardo no fundo da minha mente - seus humores, seus desejos, seu egoísmo - desapareceu.

Silêncio. Um silêncio lindo e absoluto.

Soltei um suspiro que não sabia que estava segurando.

Olhei para minha mão esquerda. O anel de diamante, o símbolo da minha opressão, brilhava.

Eu o tirei.

Caminhei até o duto de descarte de lixo do avião.

Joguei o anel dentro.

"Lixo com lixo", murmurei.

Voltei para o meu assento. A voz do piloto soou pelo intercomunicador.

"Dra. Moraes, estamos iniciando nossa descida para Fernando de Noronha. O Santuário tem um carro esperando por você."

"Obrigada", eu disse.

Peguei meu celular uma última vez. Abri o aplicativo do banco.

'Conta Operacional Alcateia Almeida: R$ 0,00'

'Fundo Privado Helena Moraes: R$ 2.500.000.000,00'

Bloqueei a tela.

Eu estava solteira. Estava rica. E pela primeira vez em cinco anos, eu estava livre.

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