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Armadilha para uma noiva em fuga
img img Armadilha para uma noiva em fuga img Capítulo 4 Temos que fazer algo
4 Capítulo
Capítulo 6 Um homem atraente demais img
Capítulo 7 A viajem img
Capítulo 8 Difícil de resistir img
Capítulo 9 Desafiando o perigo img
Capítulo 10 Quase perdendo o controle img
Capítulo 11 Uma proposta indecente img
Capítulo 12 Fugindo do perigo img
Capítulo 13 Em um lugar no meio do nada img
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Capítulo 4 Temos que fazer algo

- Eu vou me casar com o senhor Fernando.

O silêncio caiu sobre elas como uma pedra. Cristina levou a mão à boca, horrorizada. O rosto de Natália ficava mais quente, tomado pela indignação.

- Isso é um absurdo! Estamos no século vinte e um, Cecília! Você não pode ser obrigada a se casar com esse tirano. Liga para ele agora e diga que não vai.

- Não posso... na verdade, era desejo de meus pais. Eles sempre quiseram isso. - Cecília baixou os olhos e continuou com voz baixa e desanimada. - Eu já sabia do acordo, mas como ele nunca tocou no assunto, pensei que o senhor Fernando tivesse desistido... mas não. Ele é muito mais velho do que eu e experiente com as mulheres. Sempre pensei que ele se casaria com Valéria Bragança.

- Quem é Valéria Bragança? - Perguntou Cristina curiosa.

- Uma amiga que ele conhece há muito tempo. O marido dela era político e foi assassinado. Faz muito tempo que ela ficou viúva e os dois estavam sempre juntos e por ela ser mais velha e experiente, pensei que talvez me considerasse jovem demais e imatura, já que ele está acostumado com mulheres mais vividas.

Natália sentiu o sangue ferver. Além desse senhor Fernando ser velho e arrogante era mulherengo.

- Você não pode se casar com ele. - Natália tomou as dores de Cecília. - Isso é um absurdo. Liga pra ele e diz que você não vai se casar com ele de jeito nenhum.

- Não! - gritou Cecília, apavorada. - Você não conhece o senhor Fernando. Se eu desobedecer, ele ficará furioso. E quando ele fica furioso... não quero nem imaginar o que pode acontecer.

Natália respirou fundo, tentando conter a própria raiva.

- Mas você precisa dizer que ama outra pessoa. - Natália estava cada vez mais indignada. Ela levantou a mão e estendeu para Cecília.

- Me dê seu telefone que eu mesmo falo com ele.

Cecília negou veementemente.

- Você ficou louca! Se fizer isso, pode ter certeza que a ira dele vai se voltar contra você e nem quero imaginar o que ele poderia fazer.

Natália olhou assustada para ela. Cecília estava prestes a aceitar a se casar com um monstro.

- Cecília. Deve ter um jeito de você não se casar com ele. Ele não pode te obrigar!

- Minha mãe dizia que devemos respeitar o homem com quem a gente vai se casar e que o amor vem com o tempo.

- Mas você ama o Pedro. Como poderia amar outro homem com o tempo? Principalmente um homem como esse tal senhor Fernando.

- Amar Pedro é uma loucura... - Cecília voltou a chorar. - Agora eu preciso esquecê-lo já que o senhor Fernando decidiu atender o desejo de meus pais, não há o que fazer.

Natália começou a andar pelo quarto

- Não. Nunca! Você não pode abaixar a cabeça assim para a vontade desse tirano. Seu pai queria que você se casasse com esse senhor Fernando, mas se ele estivesse vivo e conhecesse Pedro, tenho certeza que ele aprovaria o casamento de vocês.

De repente, os olhos de Natália brilharam com uma ideia. Aproximou-se de Cecília, ajoelhando-se diante dela.

- Então fuja com Pedro.

- Mas ele está no nordeste. - Murmurou Cecília com um brilho de esperança e ao mesmo tempo de insegurança.

- Podemos pedir para que ele volte ou você pode ir até ele. - Natália se empolgou mais. - A gente liga para ele e explica a situação. Ele com certeza irá concordar.

- Não dá tempo. O senhor Carlos virá me buscar amanhã pela manhã. Eu preciso ir, se eu não for... o senhor Fernando virá atrás de mim, ninguém desobedece o senhor Fernando. - Falou Cecília mais resignada.

- Ah. É mesmo? Pois eu gostaria muito de me encontrar com ele lhe dá uma lição e colocar ele pra correr com o rabinho entre as pernas.

- Então, por que você não faz isso? - Perguntou Cristina que até então só ouvia.

- Eu? Como assim? - Natália havia usado uma força de expressão e olhou confusa para Cristina.

- Você não quer dar uma lição nele? - Cristina olhou para ela séria. - Esse Carlos não conhece a Cecília, certo?

- Eu só o vi umas duas vezes e era muito pequena.

Cristina bateu uma palma com um olhar cheio de imaginação.

- Muito bem. Esse Carlos virá te buscar amanhã e depois te levar para essa cidade para se encontrar com esse senhor Fernando. Então a Nat vai no seu lugar enquanto nós entramos em contato com Pedro e arrumamos um jeito de vocês se casarem às pressas. Quanto tempo leva até a cidade?

A expressão de Cecília se iluminou.

- Talvez uns três dias. Por que o senhor Carlos tem alguns assuntos para resolver no caminho nas empresas do Grupo Albuquerque.

- Perfeito! É o tempo de nós conseguirmos agilizar o casamento, enquanto Natália viaja em seu lugar!

- Ah não, essa é a ideia mais maluca que já ouvi. - Protestou Natália diante da empolgação que surgia nas duas amigas. - Nem pensar.

As duas olharam para Natália com brilho nos olhos já pensando em um plano.

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