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Proibida para o Bilionário em Luto
img img Proibida para o Bilionário em Luto img Capítulo 5 Fome de presença
5 Capítulo
Capítulo 6 Nunca mais deixei ninguém entrar img
Capítulo 7 Noah segura o meu dedo img
Capítulo 8 Ela não é como as outras img
Capítulo 9 Quando a dúvida aperta o peito img
Capítulo 10 Luxo não compra afeto img
Capítulo 11 Regras existem por um motivo img
Capítulo 12 O primeiro sorriso dele img
Capítulo 13 A mulher que eu perdi img
Capítulo 14 Algo nessa casa dói img
Capítulo 15 Não entre naquele quarto img
Capítulo 16 O perfume do passado img
Capítulo 17 Ela me viu quebrar img
Capítulo 18 Noah chora a noite img
Capítulo 19 Dormimos no mesmo sofá img
Capítulo 20 O que aconteceu entre nós img
Capítulo 21 Começando a sentir algo img
Capítulo 22 O toque que passou do limite img
Capítulo 23 Não posso desejá-la img
Capítulo 24 Quase um erro img
Capítulo 25 Brooklyn ainda mora em mim img
Capítulo 26 Escolhendo confiar img
Capítulo 27 O passado na porta img
Capítulo 28 Cortando o mal pela raíz img
Capítulo 29 Será um milagre img
Capítulo 30 O sorriso dela fez tudo valer a pena img
Capítulo 31 Nova Tempestade img
Capítulo 32 A nossa verdade img
Capítulo 33 Medo de perder img
Capítulo 34 Se eu tiver que ir embora img
Capítulo 35 Entre o julgamento e o amor img
Capítulo 36 Eu não sou o problema img
Capítulo 37 O meu único desejo img
Capítulo 38 Eu não vou mandá-la embora img
Capítulo 39 Precisamos parar de fingir img
Capítulo 40 A proximidade vira tentação img
Capítulo 41 Eu me importo mais do que deveria img
Capítulo 42 Ciúme não faz sentido... Faz img
Capítulo 43 Fantasmas do passado img
Capítulo 44 Será que estamos preparados img
Capítulo 45 A ex dele ainda vive aqui img
Capítulo 46 O erro que me custou tudo img
Capítulo 47 Noah diz papai chorando img
Capítulo 48 Medo de perder mais alguém img
Capítulo 49 Confissão img
Capítulo 50 O beijo que sonhei img
Capítulo 51 Eu devia ir embora img
Capítulo 52 Eu devia pedir que ficasse img
Capítulo 53 O passado volta em forma de ameaça img
Capítulo 54 Alguém sabe demais img
Capítulo 55 Segredo que nunca contei img
Capítulo 56 Minha esposa não era perfeita img
Capítulo 57 O dia em que tudo mudou img
Capítulo 58 Culpa tem nome img
Capítulo 59 Noah me chama de mãe img
Capítulo 60 Isso ultrapassou limites img
Capítulo 61 A noite em que cedemos img
Capítulo 62 O arrependimento img
Capítulo 63 Ele se afasta img
Capítulo 64 Amar é trair a memória dela img
Capítulo 65 Eu não sou substituta img
Capítulo 66 Eu quero mais img
Capítulo 67 Descubro a verdade img
Capítulo 68 Ela sabe de tudo img
Capítulo 69 Não posso ficar img
Capítulo 70 Não posso perdê-la img
Capítulo 71 De volta pra casa img
Capítulo 72 Eu não vou te perder img
Capítulo 73 Noah não entende despedidas img
Capítulo 74 Assino os papéis errados img
Capítulo 75 Ele me encontrou img
Capítulo 76 Eu confesso tudo img
Capítulo 77 O amor assusta img
Capítulo 78 O passado cobra img
Capítulo 79 A imprensa destrói tudo img
Capítulo 80 Escolho lutar por nós img
Capítulo 81 Eu escolhi ficar img
Capítulo 82 O preço é alto img
Capítulo 83 O mundo nos julga img
Capítulo 84 Eu enfrento todos por ela img
Capítulo 85 Medo de repetir a história img
Capítulo 86 Promessas reais img
Capítulo 87 Segunda chance img
Capítulo 88 Eu não fui o único culpado img
Capítulo 89 Perdão não é esquecimento img
Capítulo 90 Escolho o presente ao seu lado img
Capítulo 91 O retorno img
Capítulo 92 Quero uma família img
Capítulo 93 Amor não é contrato img
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Capítulo 5 Fome de presença

Ayana Brooks

Passei o dia inteiro tentando entender Noah. Não só a rotina escrita em horários, mas o jeito dele existir dentro daquela casa grande demais para um bebê tão pequeno.

Aprendi os horários certinhos da mamadeira, os intervalos quase exatos em que ele começava a ficar inquieto, os brinquedos que o acalmavam e aqueles que ele ignorava completamente. Descobri onde Lily guardava as roupas, quais bodies ele aceitava vestir sem reclamar e quais faziam ele se contorcer de irritação. Aprendi o horário do banho, a temperatura da água que o deixava mais tranquilo, o tipo de toalha que ele gostava de agarrar com as mãozinhas. Mas, no meio de tudo isso, algo começou a me incomodar. As sonecas de Noah eram curtas demais. Não eram cochilos profundos, restauradores. Eram pausas rasas, como se ele tivesse medo de dormir por muito tempo. E quando acordava, seus olhos ficavam atentos demais, abertos demais, como se estivessem sempre procurando alguma coisa.

Ele observava tudo. O movimento das cortinas com o vento. O som distante dos carros na rua. Meus passos pelo quarto. A minha voz quando eu falava com ele, mesmo sem perceber. Era um olhar que não combinava com o cansaço do corpo pequeno.

Aos poucos, entendi.

Noah não tinha fome de leite. Nem de comida. Nem de brinquedos caros espalhados pela casa. Ele tinha fome de presença. De colo sem pressa. De alguém que ficasse ali mesmo quando ele já não estivesse chorando.

Quando eu o pegava no colo depois de uma soneca curta, ele se agarrava em mim com força, como se quisesse ter certeza de que eu ainda estava ali. E ficava quietinho, absorvendo cada detalhe ao redor, como se o mundo fosse algo frágil demais para perder de vista. Noah não queria dormir para descansar. Ele dormia apenas o suficiente para acordar... e continuar sentindo.

A casa continuava amarga de silêncio. Não era um silêncio calmo, daqueles que acolhem. Era um silêncio duro, que ocupava espaço demais. Não havia música tocando em nenhum cômodo, nenhuma televisão ligada ao fundo, nenhum som de vida adulta tentando fingir normalidade. Só passos ocasionais de Malik indo e vindo, sempre apressados, sempre distantes, como se ele estivesse apenas atravessando a própria casa sem realmente pertencer a ela.

Aquilo me apertava o peito.

Depois que coloquei Noah para dormir, fiquei alguns minutos observando seu rosto relaxar aos poucos. Passei o polegar com cuidado pela bochecha macia, ajeitei o cobertor sobre o corpo pequeno e fiquei ali até ter certeza de que a respiração estava profunda. Não por obrigação. Por instinto.

Saí do quarto em silêncio e comecei a andar pela mansão. Não era curiosidade vazia. Era uma necessidade estranha de entender aquele lugar. De descobrir onde a leveza tinha se perdido.

Cada corredor parecia longo demais. Cada parede branca parecia guardar algo que nunca foi dito em voz alta. A casa era grande, bonita, impecável... e vazia de calor.

Foi então que vi a porta.

No corredor mais afastado. Branca, simples, fechada como todas as outras. Mas havia algo diferente nela. O ar ali parecia mais pesado, mais denso, como se o silêncio tivesse se acumulado naquele ponto específico.

Eu não toquei. Não cheguei perto o suficiente. Ainda assim, senti. Algo ali doía.

- Não entre aí.

A voz de Malik surgiu atrás de mim, firme o bastante para me fazer virar com o coração acelerado.

- Desculpe - falei rápido, sentindo-me pega em algo errado. - Eu só estava andando... conhecendo a casa.

Ele ficou parado por um instante. O maxilar tenso, os olhos escuros fixos na porta, não em mim.

- É um quarto que não é usado - disse, seco.

Mas o olhar dele dizia outra coisa. Dizia perda. Dizia lembrança. Dizia um tipo de dor que não aceita visitas.

- Entendi, senhor Anderson - respondi, baixando levemente a cabeça.

Ele me observou por segundos longos demais, como se estivesse tentando decidir algo. Depois apenas assentiu e se afastou, deixando o silêncio voltar - ainda mais pesado.

Naquela noite, acordei com o choro de Noah ecoando pela casa. Não pensei. Apenas corri.

Quando entrei no quarto, vi Malik sentado no chão, as costas apoiadas no berço. O terno desfeito, a gravata jogada de lado. Noah chorava no colo dele, o rostinho vermelho, o corpinho inquieto.

- Ele não dorme - Malik murmurou, sem me encarar. A voz baixa, cansada. - Nunca dorme a noite inteira.

Ajoelhei ao lado deles.

- Posso tentar? - perguntei com cuidado, estendendo as mãos devagar, para não assustar Noah.

Malik hesitou. Vi isso nos dedos que se fecharam um pouco mais ao redor do filho. Depois, com um suspiro pesado, ele o entregou para mim como quem entrega algo precioso demais, frágil demais.

Noah choramingou por um segundo, mas assim que o encostei no meu peito, ele foi acalmando. Passei a mão pelas costas dele, em movimentos lentos e constantes. Apoiei a cabecinha no meu ombro e comecei a balançar de leve, quase imperceptível.

- Shh... tá tudo bem... eu tô aqui - murmurei, mais para ele do que para mim.

A respiração dele foi desacelerando. O corpinho relaxou. As mãozinhas se agarraram ao tecido da minha blusa como se aquele gesto fosse uma âncora.

Malik me observava em silêncio. Um olhar confuso, quase incrédulo.

- O que você fez? - ele perguntou, baixo, como se tivesse medo de quebrar o momento.

- Eu só fiquei, senhor Anderson - respondi. - Às vezes é só isso que eles precisam.

Continuei ali por alguns minutos, até ter certeza de que Noah estava dormindo de verdade. Beijei de leve o topo da cabeça dele antes de colocá-lo no berço, ajeitando o cobertor com o mesmo cuidado de antes. Quando me virei, percebi que o silêncio havia mudado. Ainda existia. Mas não machucava tanto..Foi então que entendi: aquela casa não precisava de silêncio. Precisava de alguém que tivesse coragem de quebrá-lo. De ficar. De ocupar os espaços vazios sem medo das memórias.

E naquele instante, com um bebê finalmente adormecido, e um viúvo quebrado me observando como se eu fosse uma ameaça invisível ao controle rígido que ele mantinha sobre a própria dor... eu soube... Eu tinha acabado de entrar em uma história que não era minha. Mas que, de alguma forma, já começava a me consumir.

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