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Proibida para o Bilionário em Luto
img img Proibida para o Bilionário em Luto img Capítulo 4 A primeira impressão
4 Capítulo
Capítulo 6 Nunca mais deixei ninguém entrar img
Capítulo 7 Noah segura o meu dedo img
Capítulo 8 Ela não é como as outras img
Capítulo 9 Quando a dúvida aperta o peito img
Capítulo 10 Luxo não compra afeto img
Capítulo 11 Regras existem por um motivo img
Capítulo 12 O primeiro sorriso dele img
Capítulo 13 A mulher que eu perdi img
Capítulo 14 Algo nessa casa dói img
Capítulo 15 Não entre naquele quarto img
Capítulo 16 O perfume do passado img
Capítulo 17 Ela me viu quebrar img
Capítulo 18 Noah chora a noite img
Capítulo 19 Dormimos no mesmo sofá img
Capítulo 20 O que aconteceu entre nós img
Capítulo 21 Começando a sentir algo img
Capítulo 22 O toque que passou do limite img
Capítulo 23 Não posso desejá-la img
Capítulo 24 Quase um erro img
Capítulo 25 Brooklyn ainda mora em mim img
Capítulo 26 Escolhendo confiar img
Capítulo 27 O passado na porta img
Capítulo 28 Cortando o mal pela raíz img
Capítulo 29 Será um milagre img
Capítulo 30 O sorriso dela fez tudo valer a pena img
Capítulo 31 Nova Tempestade img
Capítulo 32 A nossa verdade img
Capítulo 33 Medo de perder img
Capítulo 34 Se eu tiver que ir embora img
Capítulo 35 Entre o julgamento e o amor img
Capítulo 36 Eu não sou o problema img
Capítulo 37 O meu único desejo img
Capítulo 38 Eu não vou mandá-la embora img
Capítulo 39 Precisamos parar de fingir img
Capítulo 40 A proximidade vira tentação img
Capítulo 41 Eu me importo mais do que deveria img
Capítulo 42 Ciúme não faz sentido... Faz img
Capítulo 43 Fantasmas do passado img
Capítulo 44 Será que estamos preparados img
Capítulo 45 A ex dele ainda vive aqui img
Capítulo 46 O erro que me custou tudo img
Capítulo 47 Noah diz papai chorando img
Capítulo 48 Medo de perder mais alguém img
Capítulo 49 Confissão img
Capítulo 50 O beijo que sonhei img
Capítulo 51 Eu devia ir embora img
Capítulo 52 Eu devia pedir que ficasse img
Capítulo 53 O passado volta em forma de ameaça img
Capítulo 54 Alguém sabe demais img
Capítulo 55 Segredo que nunca contei img
Capítulo 56 Minha esposa não era perfeita img
Capítulo 57 O dia em que tudo mudou img
Capítulo 58 Culpa tem nome img
Capítulo 59 Noah me chama de mãe img
Capítulo 60 Isso ultrapassou limites img
Capítulo 61 A noite em que cedemos img
Capítulo 62 O arrependimento img
Capítulo 63 Ele se afasta img
Capítulo 64 Amar é trair a memória dela img
Capítulo 65 Eu não sou substituta img
Capítulo 66 Eu quero mais img
Capítulo 67 Descubro a verdade img
Capítulo 68 Ela sabe de tudo img
Capítulo 69 Não posso ficar img
Capítulo 70 Não posso perdê-la img
Capítulo 71 De volta pra casa img
Capítulo 72 Eu não vou te perder img
Capítulo 73 Noah não entende despedidas img
Capítulo 74 Assino os papéis errados img
Capítulo 75 Ele me encontrou img
Capítulo 76 Eu confesso tudo img
Capítulo 77 O amor assusta img
Capítulo 78 O passado cobra img
Capítulo 79 A imprensa destrói tudo img
Capítulo 80 Escolho lutar por nós img
Capítulo 81 Eu escolhi ficar img
Capítulo 82 O preço é alto img
Capítulo 83 O mundo nos julga img
Capítulo 84 Eu enfrento todos por ela img
Capítulo 85 Medo de repetir a história img
Capítulo 86 Promessas reais img
Capítulo 87 Segunda chance img
Capítulo 88 Eu não fui o único culpado img
Capítulo 89 Perdão não é esquecimento img
Capítulo 90 Escolho o presente ao seu lado img
Capítulo 91 O retorno img
Capítulo 92 Quero uma família img
Capítulo 93 Amor não é contrato img
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Capítulo 4 A primeira impressão

Ayana Brooks

O emprego que parecia simples demais, na realidade, era mais complicado do que eu poderia imaginar. O anúncio dizia apenas o essencial, e a minha alegria acabou no exato momento em que meus olhos se cruzaram com o de Malik Anderson, o causador de grande parte da situação catastrófica que minha avó e eu estávamos passando. Por culpa dele, a minha momma não recebeu os seus devidos direitos trabalhistas, e em razão disso, a nossa situação financeira declinou completamente.

A proposta de emprego que eu recebi era rasa demais para a profundidade, que significa trabalhar para esse homem.

"Uma vaga disponível de babá em Manhattan. O horário e salário a combinar. Caso tenha interesse, responda a esta mensagem para mais informações."

Eu deveria ter desconfiado que tudo isso era bom demais para ser verdade. Mas a realidade é que, quando a necessidade aperta, a desconfiança aprende a cochilar. E eu precisava daquele emprego. Precisava mais do que estava disposta a admitir.

A mansão ficava em Manhattan, imponente demais para ser ignorada e silenciosa demais para ser acolhedora. Vidros espelhados refletiam a cidade que nunca dorme, mas ali dentro... tudo parecia suspenso no tempo. Como se alguém tivesse apertado pause na vida.

O segurança pronunciou meu nome no interfone com respeito excessivo quando confirmou minha identidade. Entrei sozinha pelo gigantesco portão que dava uma visão privilegiada da entrada da casa, segurando a bolsa contra o corpo, sentindo aquele frio estranho no estômago - o mesmo que sempre aparece quando algo importante está prestes a mudar.

Quando as portas se abriram, o silêncio me atingiu primeiro. Não era um silêncio comum ou ausência de som. Era um silêncio pesado. Denso. O tipo que ocupa espaço, que se infiltra na pele e faz o coração bater mais devagar, como se estivesse com medo de incomodar.

A porta já estava destrancada.

- Olá? - chamei, com a voz mais baixa do que pretendia.

Nada. Nenhuma resposta.

Entrei devagar. A mansão era absurdamente grande. Luxuosa, sim, mas fria. Tons escuros. Cinza, preto e madeira profunda preenchiam as paredes. Tudo era impecável. Mas, tudo... sem vida.

Olhando ao redor não vi nenhum porta-retrato, nada fora do lugar e nenhum sinal de riso. Até parecia que ali não havia uma criança.

Foi então que ouvi.

Um som pequeno. Frágil. Um chorinho contido, como se quem chorasse já tivesse aprendido que não adiantava fazer barulho demais. Por instinto, segui o som com o coração apertado. O bebê estava no colo de uma senhora, possivelmente a governanta ou responsável por manter todo aquele 'castelo sombrio' em ordem. Os olhos grandes e escuros me encararam assim que me aproximei. Estavam molhados, atentos e cansados.

- Ei pequeno... Tudo bem? - disse, quase instintivamente - Parece que você teve um dia difícil, hein?

Imediatamente ele parou de chorar.

Meu corpo relaxou antes que minha mente tivesse tempo de acompanhar. Havia algo naquele olhar. Algo que me atravessou sem pedir permissão. Não era só um bebê. Era solidão em forma de gente pequena.

- Oi, meu amor - falei baixinho, como se já o conhecesse.

Ele estendeu a mão minúscula, mas que tinha uma determinação de gente grande... E quando seus dedos se fecharam em torno dos meus, eu soube... Aquele emprego não era simples... Nunca foi.

Automaticamente, ele se jogou em meus braços, posicionamento seu rosto em meu ombro. Algo novo surgiu dentro de mim. Sempre fui muito apegada as minhas raízes, e talvez eu estivesse projetando nesta criança o lado fraternal que por ser filha única, eu nunca pude ter.

- Ele gosta quando alguém conversa com ele - disse uma voz atrás de mim.

Virei rápido demais, o coração disparando.

Ele estava parado na porta. Um homem alto, imponente e bonito de um jeito que não pedia aprovação. Ele não sorria e também não parecia confortável ali. Usava uma camisa social escura, mangas dobradas até os antebraços, como se estivesse sempre a meio passo de ir embora.

Mas os olhos... Os olhos dele carregavam algo quebrado.

- Desculpe - falei, soltando o dedo do bebê com cuidado. - Eu ouvi ele chorando.

- Ele quase nunca chora alto - respondeu. A voz era grave, controlada. - Aprendeu cedo a não chamar atenção.

Aquilo me doeu mais do que deveria.

- Sou Ayana Brooks. A babá que a agência enviou.

Ele assentiu.

- Malik Anderson.

O sobrenome caiu em mim como uma bomba atômica. Senti o estômago gelar, a garganta secou e o meu coração parou de bater por alguns instantes. Eu estava diante do homem que tornou a vida da minha família em pesadelo. Demorei apenas alguns segundos para encaixar o rosto ao império. O nome que dominava a tecnologia, investimentos, revistas e uma fortuna bilionária estampada em manchetes. Mas ali, diante de mim, ele não parecia um homem poderoso e desumano. Parecia um homem cansado.

- Este é o Noah - disse ele, olhando para o filho. - Ele tem um ano.

Noah voltou a segurar meu dedo, como se tivesse medo de que eu desaparecesse.

Malik observou a cena com algo que não consegui decifrar. Não era ciúme ou raiva. Era... surpresa. Talvez até um resquício de esperança - embora ele parecesse o tipo de homem que não se permite sentir isso.

- Ele se acostuma fácil com você - murmurou.

- Bebês sentem quando alguém está presente de verdade - respondi, sem pensar.

O silêncio voltou a se espalhar entre nós.

- O trabalho é simples - a senhora que se apresentou com o nome Lily disse, finalmente. - Cuidar de Noah. Controlar a alimentação, horário e o sono dele. Tudo está anotado...

Lily dizia, até aquela voz forte surgir novamente.

- Não espero envolvimento emocional com o meu filho - Malik disse.

A frase soou ensaiada, dura e definitiva.

- Claro - respondi. - Profissionalismo é importante, senhor Anderson.

Mas Noah apertou meu dedo com mais força, como se discordasse.

Malik desviou o olhar primeiro.

- Você ficará hospedada no quarto de hóspedes. Há regras claras. Não recebo visitas. Não gosto de barulho. Discrição é essencial.

- Entendido, senhor.

Ele assentiu novamente.

- Qual é a sua idade senhorita Brooks?

- Vinte e cinco.

Ele ouve a resposta. Fica em silêncio por alguns segundos parecendo analisar a situação. Eu já aguardava pelo pior, mas o que eu ouço é um simples:

- Pode começar hoje.

Simples assim.

Ele não fez mais nenhuma pergunta sobre mim, nenhuma curiosidade e muito menos uma tentativa de simpatia. Era como se eu fosse apenas mais uma peça substituível. E talvez eu fosse.

"Ele deve agir assim com todas as pessoas, assim como fez com a minha avó."

Penso enquanto observo Malik se afastar com passos firmes, controlados e sozinhos.

Eu fiquei ali, com Noah nos braços, sentindo o peso de uma casa grande demais para duas pessoas tão pequenas emocionalmente.

- Não se assuste. Faça bem o seu trabalho e não terá problemas - Lily disse.

Eu assenti. E permaneci pensativa tentando absorver tudo o que o todo poderoso Malik Anderson tinha acabado de dizer mesmo sem palavras.

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